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História Um Ômega em Apuros (2) - Capítulo 25


Escrita por: totaka e Cosmuz

Notas do Autor


Boa noite, meus amores. Como vocês estão? espero que muitíssimo bem

demorei mas cheguei! prometi atualização no dia 02 e embora já seja um pouquinho tarde, tô aqui

espero que vocês estejam muito animados e ansiosos por esse capítulo kkkk

boa leitura <33

Capítulo 25 - Jimin e Jungkook estavam felizes


Fanfic / Fanfiction Um Ômega em Apuros (2) - Capítulo 25 - Jimin e Jungkook estavam felizes

Jungkook passou a trabalhar na cafeteria a partir daquele dia. Não seria por muito tempo, mas ele realmente dizia que valeria a pena mais tarde.

O alfa sempre disse que estava bem com a ideia de adotarmos uma criança, mas tenho notado que ele anda agitado com certas coisas, desde que falamos sobre isso.

Digo, agora parece mais real do que antes e até mesmo demos entrada nos papéis, então… acho que conforme ele vai percebendo que isso não se trata de um sonho, seu subconsciente o deixa apreensivo.

Todavia, eu também ando assim, mas posso garantir que isso não tem nada a ver com a ideia de termos um filho. Eu só estava zangado, sem motivos, fim!

Mesmo tentando manter a calma, tenho falhado, pois o tempo com Jungkook se tornou menor desde que ele fez a entrevista para o novo emprego sem me avisar.

Ele também almoça e janta fora de casa. Às vezes, tento ficar acordado para falar com ele quando o mesmo chega do trabalho, mas desde que voltamos de viagem, peguei o costume de dormir mais cedo, por isso acabo sempre caindo no sono antes.

Eu jurei que arrumaria nosso quarto hoje — já que era meu dia de folga —, mas foi apenas tirar algumas roupas de Jungkook do guarda-roupa, que o desânimo tomou meu corpo.

O cheiro das roupas dele é muito bom, e eu não entendo o porquê, mas isso me deixou com uma necessidade enorme de me deitar em meio a elas. 

Bem, tomado por essa vontade, apenas peguei algumas jaquetas e camisetas dele. Uma dessas, eu sabia que fazia parte do seu novo uniforme de trabalho, mas não me importei. Apenas continuei pegando, até forrar toda a cama.

— Jijico, o que você está fazendo? — Jeon indagou atrás de mim. Ah, ótimo, ele havia acabado de entrar no quarto.

— Estou cansado, vou dormir — dei de ombros, dobrando algumas peças apenas para ter espaço na cama em meio a elas.

O alfa nada respondeu e veio até mim e, assim que coloquei apenas uma das pernas em cima do acolchoado, totalmente prontinho para me deitar, ele riu, puxando algumas roupas.

— O que você tá fazendo? — Me coloquei de pé de novo, com raiva. — Não mexe nisso! — meu tom saiu raivoso, mais forte do que eu mesmo conhecia.

Eu estava puto ao vê-lo puxar seu uniforme, porque isso fez com que algumas outras peças se desorganizassem e caíssem para o lado. 

— Desculpa, eu… eu tenho que pegar isso para trabalhar — confuso, o alfa mostrou-me o tecido, pensando que eu não sabia que este era importante para ele.

— Não importa! Você sempre toma tudo de mim! — cruzei os braços, zangado e nem sabendo o que eu mesmo dizia. Eu só sei que estava puto e queria brigar.

— Jijico, você tá bem? — indagou, aproximando-se de mim e colocou a mão em meus ombros. — Está com febre? Sente alguma coisa diferente?

— Não, caralho. Não sinto, por quê? — afastei-o, realmente querendo discutir.

— Você está mais estressado ultimamente e eu... E-eu não sei se isso é normal. Às vezes, parece que me odeia. — abaixou os ombros, fazendo uma carinha de cachorrinho sem dono.

— Não tente mudar de assunto, Jeon! — rolei os olhos, irritado, assistindo-o ir até o colchão, onde havia deixado uma sacolinha antes, e voltar até mim.

— É meu uniforme de trabalho, Jimin, eu preciso dele — suspirou, abrindo o plástico e me entregou dois cupcakes. — Eu comprei isso enquanto vinha pra casa.

— Só dois? — como ele havia me entregado dois bolinhos em cores diferentes, sendo um azul e outro rosa, eu me distraí do assunto sobre as roupas.

— É, eu comprei quatro, ao total. São dois meus e dois seus — ao ver que eu estava mais calmo, ele beijou minha bochecha e mordiscou o cupcake de cobertura azul.

— Por que tá comendo do meu? — me exaltei, limpando com a mão o lugar onde ele havia beijado. — Come o seu, Jungkook. Você comprou dois pra mim e ainda vai ficar arrancando pedaço?

— Eu só estava degustando, poxa! — riu, em tom provocativo e fez careta. — Eu pensei que fosse mais saboroso, não gostei.

— Sério? — desacreditado, mordi o bolinho, provando dele. — Não é ruim, o gosto é de chocolate e avelã.

— Não é bom — suspirou, negando com a cabeça e me entregou a sacolinha. — Pode ficar com os meus também... Se eu guardar para mais tarde, vou acabar não comendo mesmo — deu de ombros e eu juro que meus olhos devem ter brilhado um tantão.

Eu simplesmente amava doces e, às vezes, sentia que eles me ajudavam a manter a calma.

— É sério? — pisquei, lento, ainda desacreditado. — Não quer mesmo?

— Hm, não quero — riu e desta vez fui eu quem me aproximei dele.

— Obrigado, amorzinho — ergui a mão, limpando um pouquinho do glacê que ficou preso em seu lábio, abaixo do nariz.

— Jimin, eu estava pensando... — começou, andando pelo quarto, se despindo enquanto ia até o banheiro. — Você não acha que está na hora de ir ver o Yoongi? — ligou o chuveiro, fazendo sinal para que eu ficasse ali dentro com ele.

— Não acho que Yoon esteja precisando de companhia — dei de ombros, fingindo desentendimento e terminei de comer um dos cupcakes.

— Você sabe do que eu estou falando — suspirou, deixando a água cair sobre seu corpo másculo, o que me fez olhá-lo um pouco desejoso.

— Não acho que deveríamos ter essa conversa enquanto você toma banho — fiz menção em sair dali, querendo deixá-lo sozinho, mas ele me parou a tempo.

— Meu bem, você sabe que tem algo errado — como se estivesse arejando a área, ele disse, calmamente. — Você anda diferente desde que eu marquei você. Sabe que seria bom ver seu médico, algo pode estar afetando nisso.

— Como o que?

— Os remédios, a mordida, talvez — franziu o cenho, depositando um pouco de shampoo em sua palma, logo tratando de lavar os cabelos. — Sabe, é só algo de rotina... só para ver se nada saiu do lugar — riu fraco.

— Você tem razão, Jungkookie-ah... eu sei que estou insuportável — abaixei o olhar, me sentindo chateado. Sabia que Jeon tinha muita paciência para viver comigo. 

— Não é insuportável, meu bem... Eu só estou preocupado. — depois de esfregar e enxaguar seu corpo, agora o moreno se enxugava com a toalha, mas deixou de fazer isso para vir até mim. — Vá vê-lo, tudo bem? — me abraçou, fazendo-me suspirar.

— Tudo bem... — murmurei, sem vontade nenhuma de fazê-lo.

O tórax de Jungkook ainda estava parcialmente molhado e, ao encostar minha boca ali, senti algo estranho. Era como se meus lábios estivessem secos e eu com sede, por isso não resisti em envolver seu mamilo esquerdo com minha língua, logo deixando-lhe um chupão, o que me fez engolir algumas gotas de água junto — por sua pele ainda estar úmida.

— É bom ficar agarradinho com você, mas eu realmente tenho que começar a me arrumar, meu bem — com estranheza, ele acariciou o lugar onde eu havia chupado, mas decidiu não me perguntar sobre aquilo, já que nem eu mesmo teria uma resposta. 

Jungkook se afastou de mim e isso me deixou um pouco chateado, mas procurei ignorar seu ato.

— Tudo bem — respirei fundo, deixando-o sozinho no banheiro. Era hora de voltar aos meus afazeres.

-x-

Como Jungkook havia recomendado, eu liguei para Yoongi-hyung agendando uma consulta. Por telefone, o outro loiro me disse para que eu fosse preparado, porque queria fazer alguns exames.

E, bom, agora eu estou aqui, dando dois toques na porta de sua sala de consulta.

— Entra logo — ele suspirou, dando espaço para que eu passasse por seu corpo e entrasse de vez no consultório.

— Oi pra você também, Yoon — rolei os olhos, impaciente, assistindo-o se sentar em sua velha cadeira, atrás da mesa.

— Finalmente decidiu aparecer? — debochou, encarando-me. — O que quer? Qual o motivo da sua ilustre presença, Park Jimin? — meneou a mão destra, dando sinal para que eu me sentasse na poltrona à sua frente.

— Olha, Yoon… algumas coisas aconteceram depois que voltamos da casa dos pais do Jungkook e eu… — eu não sabia o que dizer a ele, por isso comecei a falar coisas desconexas, enquanto procurava pelas palavras certas. — Acho que posso estar instável.

— Como? — franziu o cenho, querendo entender onde eu queria chegar.

— Meus hormônios, feromônios, chame do que quiser… mas acho que eles estão instáveis. — Sussurrei, agarrando a barra da camiseta que vestia e ergui-a para cima.

— O que está fazendo? — o hyung tapou os olhos, surpreso. — Não me lembro de ter pedido algum exame que seja necessário tirar a roupa.

— Só quero que veja algo — resmunguei, apertando o pano fino entre meus dedos. — Acho que isso me deixou instável — então, quando ele me olhou de volta, mostrei a marca em meu pescoço, que tomava certa parte da clavícula e quase chegava em meus ombros.

— Você acha? — o Min arregalou os olhos, logo abaixando a cabeça e cobriu o rosto com as mãos, parecendo desacreditado. — Meu Deus, Jimin!

— Quê?

— Como isso aconteceu?! — me olhou, ainda surpreendido. — Esquece, eu sei como aconteceu… — parecendo um pouco perdido em tudo, Yoongi encarou os papéis em cima da mesa, tratando de organizá-los. — Me diz, sentiu algo de diferente nesses últimos meses?

— Nada em especial… depois do que Jisung fez, apenas sinto que estou mais estressado e acabo descontando no Jungkook, também — dei de ombros, levantando da cadeira e fui até a maca que havia ali do lado, subindo nela com a ajuda do Min.

— E depois da marca? Algo diferente? — indagou, pegando o estetoscópio de seu pescoço e o encaixou em seu ouvido, começando a avaliar-me enquanto conversávamos. — Inspire fundo.

— Não, nada… — respirei fundo, como ele havia pedido. — O que é isso? Um novo tipo de exame para avaliar meus feromônios?

— Apenas estou averiguando se o resto de seus órgãos estão funcionando corretamente, porque seu cérebro já parou há muito tempo — ironizou, anotando algumas coisas em sua pequena prancheta e se afastou. — O lugar marcado dói?

— Um pouco, mas está cicatrizando bem — olhei de relance para a marca em mim, suspirando. — Jungkook disse que a família dele quer todos nós juntos em uma fazenda para passar o natal… você vem?

— Não — disse, sem pensar duas vezes, enquanto parecia preparar mais algumas coisas, de costas para mim, em um canto da sala.

— O que? Por quê? 

— Não vou, simples. — deu de ombros, voltando para meu lado, enquanto tratava de colocar luvas em suas mãos.

Queria eu ser tão decidido assim…

— Mas… eu quero que venha — olhei atento para a seringa em suas mãos, permitindo que Yoon amarrasse uma espécie de elástico em meu braço esquerdo. — Jisung e eu vamos nos reencontrar de novo, acho que é por isso que ando estressado também. Tipo, e se algo acontecer? Vou precisar de você.

— Não, não vai. Agora, feche a mão — deu dois toques com seus dedos em minha pele, como se analisasse as veias ali. — Ok, pode abrir.

— Como pode ter tanta certeza? — indaguei, com a voz esganiçada, quando ele enfiou a agulha ali e tratou de começar a tirar sangue.

— O Jungkook vai estar com você — livrou-se dos materiais, logo colocando uma espécie de curativo. — Segure apertado.

— Tá, mas e se eu precisar das injeções novamente? E se algo como aquilo acontecer?

— Não vai, Jimin… você agora está marcado, lembra? — soltou um sorriso de canto, fazendo-me sinal para vestir a camisa e acompanhá-lo até uma sala ao lado. — Os feromônios de outros alfas não devem fazer efeito em você. Agora, cale a boca e se concentre apenas nos exames, ok?

— Tudo bem — rendido, suspirei, deixando que ele seguisse com o que deveriam ser exames de rotina. — Eu preciso fazer tudo de novo? Os que fiz da outra vez não valem mais?

— Faz um tempo desde que fizemos aqueles… precisamos de novos para checar como seu corpo está. — deu de ombros, não muito interessado no assunto. — Continua tomando as pílulas?

— Ah, sim… mas não todos os dias. — disse, sendo sincero. Fazia algum tempo que eu não via Yoongi, mas eu sabia que ele descobriria a verdade de uma forma ou de outra, então era melhor contar tudo logo.

— Tudo bem, a partir de hoje, pare de tomar. Você foi marcado, então acho que elas podem estar tendo um efeito reverso agora.

— Como assim?

— Você tomava hormônios para que seu corpo evoluísse, mas agora que tem os feromônios do Jeon agindo em você, eles podem estar te fazendo ter uma explosão, digamos assim — suspirou, ajeitando os óculos em seu rosto. — Ou estão afetando em outras coisas.

— Como meu sistema nervoso? — confuso, perguntei. Acho que agora entendi por que sempre o Min explicava tudo a Jungkook… essas coisas são bem mais complicadas de entender do que eu imaginava.

— Pode ser. Ainda é cedo para concluirmos algo — Yoon estava atento a tudo naquele dia, mas eu sabia que sua vontade provavelmente era de acabar logo com aquilo. 

Ele queria descansar, ou foi isso que pensei até sairmos dali. Eu sempre acabava ficando em último lugar em sua lista de pacientes, então após terminar de fazer meus exames, Yoon pediu para que eu o esperasse.

Como eu precisei ficar sem comer por boas horas para fazer alguns “testes”, ele decidiu me levar para almoçar. Apesar do hyung dizer que uma alimentação saudável era a melhor opção para mim agora, eu não quis comer muito além de um hambúrguer e batatas fritas.

— Tem espaço para mais um? — a voz ranzinza ressoou atrás de mim, e imediatamente, pelo cheiro, eu reconheci ser Jungkook.

— O que faz aqui? — perguntei, sem dar muita atenção a ele e comendo do que sobrou das guloseimas. — Já estamos acabando, pode ir embora.

— Eu pedi para que ele viesse. — Yoongi respondeu e eu o encarei nervoso, não acreditando que logo ele foi chamar Jeon para a conversa. — O que? Ele é seu namorado e ele havia me perguntado se já estávamos acabando, porque queria acompanhar você até em casa — percebendo meu olhar mortal, o Min logo tratou de se explicar. — O que foi, hein?

— Não liga pra isso, hyung — Jeon riu, sentando-se ao meu lado. — O Jimin deixou de gostar um pouco de mim, depois que o marquei. É normal.

— Tá dizendo que vocês vivem assim? — o outro alfa rolou os olhos. É, parece que ele realmente não prestou muita atenção quando eu disse que descontava a raiva, mesmo sem querer, no Jeon. 

O moreno — mais alto que nós dois, inclusive — deu de ombros e pegou uma de minhas batatas, o que me fez bufar.

— É meu — segurando minha vontade de fazê-lo cuspir a batatinha, eu beberiquei do milk-shake de morango. — O hyung comprou isso pra mim!

— É só uma, que saco! — Jeon cruzou os braços, mas mesmo insatisfeito, ficou quieto e me assistiu lentamente levar um punhado de batatas de uma única vez até a boca, tomando a metade do sorvete em uma única golada, para me ajudar a ingerir a comida. — Que nojo, hyung! Cospe isso, agora! — apertou meu maxilar entre seus dedos, mas já era tarde demais, eu já havia engolido.

— O que foi, porra? Não posso nem comer em paz mais? — deixei bons petelecos em sua testa, exigindo que ele me soltasse.

— Você está misturando doce com salgado, que nojo! — bradou, alto. — Eu nunca mais vou beijar você. E se isso fizer mal?

Imediatamente, nós olhamos para Yoongi-hyung, que comia quieto em seu canto, sem querer se meter na baderna que fazíamos. 

Porém, quando o olhamos, ele entendeu que estávamos silenciosamente perguntando se comer aquilo era mesmo perigoso. 

— Pode comer — ele assentiu, confirmando que mesmo sem prestar muita atenção, estava ouvindo o que dizíamos. — Não vai fazer mal… mas dívida com o Jungkook.

— Eu não quero mais! — Jeon suspirou, e ainda fazendo careta, continuou a dizer: — Acho que depois de ver você comendo isso, eu vou vomitar.

— O Jimin que é o ômega e é você quem engravida? — Yoongi riu, negando com sua cabeça.

Naquele instante, Jungkook e ele se encararam e depois me olharam. Quando eu estava prestes a perguntar o que era, eles desviaram a atenção de mim, começando a falar sobre coisas aleatórias.

-x-

Três dias se passaram desde aquela tarde, Jungkook e eu estávamos prestes a sair de viagem por alguns dias. Por conta do feriado, nós também estávamos atolados no trabalho. 

Jeon agora tinha dois empregos e tivemos que organizar tudo às pressas para que ele conseguisse ter aquele encontro em família.

Embora estivesse agitado, correndo de um lado para o outro, eu tive que tirar tempo de onde não tinha, porque Min Yoongi havia me ligado de última hora, pedindo para que eu fosse vê-lo.

Era fim de tarde, Jungkook já estava indo para seu trabalho na cafeteria quando eu peguei um táxi para ver o Min no consultório. 

— Então, o que houve? — indaguei logo de cara, porque não queria enrolações.

— Sente-se — pediu, em tom apreensivo. 

— Yoongi, fala logo! Tem algum problema comigo? — puxei a cadeira, sentindo as pernas bambas e me sentei. O hyung nunca pareceu tão diferente quanto agora.

— Você é todo um problema, Park Jimin — com as mãos trêmulas, ele analisou mais alguns papéis, como sempre fizera.

— Tem algo comigo?

— Tem algo em você. Dentro. — disse, de forma lenta, e eu rapidamente me desesperei.

— Dentro onde? Na minha… bunda? No estômago?! E-eu tô com verme? — arregalei os olhos, tentando pegar as folhas de suas mãos, mas ele não permitiu. — Não é verme? Fala, homem! Eu estou morrendo? Meu Deus, quantas horas de vida eu tenho? Liga pro Jungkook! Não, não! Liga pra minha mãe, é melhor! — gritei, me levantando e com as mãos mais trêmulas que as de Yoongi, puxei o celular do bolso. — Mas ela pode ter um infarto, né? É melhor ligar pro meu pai? Não, o Hoseok é o mais certo da cabeça, ele vai acalmar todo mundo!

— Jimin, cala a boca! — Yoongi se aproximou, puxando o celular da minha mão e me colocou de volta na cadeira. — Você não está morrendo e nem está com verme.

— Então…? — meneei a mão, dando sinal para que ele continuasse.

O Min se sentou corretamente em seu lugar e ajeitou a postura, limpou a garganta e, dando de ombros, disse:

— Você tá grávido.

— O quê? — pensei não ter ouvido direito, por isso eu congelei.

Levei cerca de dois minutos encarando-o, e só então percebi que não era uma brincadeira.

— C-como assim?

— É, grávido, ué. Não está feliz? — já mais relaxado, Yoongi não depositou sua atenção em mim.

— Sim, eu entendi. Feliz eu ‘tô, mas como foi que aconteceu? — eu, sinceramente, não entendia como chegamos a aquilo tão cedo.

— Você sabe como aconteceu. — O hyung me encarou por cima dos óculos, sério.

— Eu sei, Yoongi-hyung, eu sei como uma criança é feita. Mas como posso estar grávido? — acabei me exaltando. Tipo, era mesmo sério? Ele não estava brincando? — Você não disse que demoraria anos para que isso acontecesse, se fosse acontecer?

— Sim, eu disse.

— E...? — dei outro sinal para que ele prosseguisse.

— Mas foi diferente, seu corpo evoluiu rápido — ele soltou um rir nervoso. — Há quanto tempo você acha que está tomando os medicamentos?

— Não sei, há alguns meses? — indaguei, meio incerto.

— Jimin, você já começou com isso há mais de um ano. Você tem sorte, seu corpo reagiu bem — resmungou, analisando a papelada em cima de sua mesa.

— Sim, eu entendo isso, hyung. Mas não era pra ser agora. — sussurrei, soltando um suspiro.

— Como não? Você mesmo disse que queria ter filhos.

— Eu sei o que eu disse! — me zanguei, batendo a mão em sua mesa. — Eu queria ter filhos, mas não agora.

— Então deveria ter se cuidado — deu de ombros, cruzando os braços em cima da mesa.

— Me cuidado?

— Sim, você relaxou com o seu corpo, Jimin. Nem teve filhos ainda e já está caduco. Deveria ter evitado relações sem proteção.

— M-mas você disse que era impossível... — eu sabia que havia me aproveitado daquilo, sabia que desfrutei muito do sexo com Jungkook, mas eu fiz isso porque pensei que uma gravidez não aconteceria.

No fim, vivi muito mais do que pensava. Me perdi no tempo…

— Naquela época, sim, era — ele deu de ombros de novo, não muito interessado nas minhas exigências. — Eu disse que era, mas não disse para você sair por aí transando sem camisinha. Nós estávamos estudando o seu caso ainda, não sabíamos das consequências e sequer sabíamos se, de fato, mudaria.

— E mudou, não é? Mas você sequer me avisou! — bufei. Eu queria que ele me avisasse quando o meu corpo mudasse, quando meu útero fosse útil. Queria, de maneira idiota, achar alguém para colocar a culpa.

— Você tem ideia de quantas consultas eu marquei e você não apareceu, Park Jimin? O que quer que eu faça quando você só vem me ver quando sente que algo está errado? — ele acusou-me e com razão. Fazia algum tempo já desde que não fazíamos um check up geral em mim, e eu só aceitei fazê-lo porque Jungkook pediu. — Eu disse para vir me ver assim que voltasse das férias em família, mas você não veio e, sem ter uma permissão médica para isso, continuou usando as pílulas.

— Eu tinha sua permissão — rebati, porque ele falava como se eu estivesse roubando as medicações.

— Sim, há meses atrás. Eu pedi para que viesse antes, porque queria saber se elas realmente continuariam fazendo bem a você depois do trauma que sofreu — fez aspas, soando mais irônico do que eu imaginava que ele poderia ser. — A questão é que, agora, a coisa está feita, não tem porquê discutir, e nem como se livrar disso, a não ser que queira abortar. Mas já aviso, se fizer algo assim, não sei se poderá engravidar de novo quando se sentir pronto.

— Abortar? Isso não passou pela minha cabeça, Yoon… — confuso, encarei minha barriga. — Vou ficar com ele… mas o que quer dizer?

— Olha, Jimin, eu não posso dizer muito até que tenha os resultados de todos os seus exames, mas, hm… pode ser complicado.

— Os exames ainda não saíram? — franzi o cenho, focando apenas naquela parte. Então, como ele poderia saber sobre uma gravidez? — É menino ou menina? — ainda pensando que poderia ser uma brincadeira idiota, eu decidi testá-lo. Afinal, ele era meu médico, portanto, na minha imaginação, ele deveria saber!

— Ainda não sei… — suspirou, massageando sua testa. — Eu pedi um teste de gravidez de última hora e com urgência, apenas para confirmar minhas suspeitas. Saberemos o sexo do bebê quando os outros resultados chegarem.

— Suspeitas? Que suspeitas? Quando você teve suspeitas?

— Quando você apresentou sintomas — respondeu na lata, já um pouco cansado de minhas perguntas, mas como médico, era sua obrigação tirar todas as dúvidas de seu paciente.

— Que sintomas? Eu não tenho sintomas! — refutei, me sentindo muito injustiçado, de repente. — Ômegas grávidos tem enjoo e essas coisas assim, eu nunca senti nada.

— Ah, você sentiu, sim. Mas é idiota e não percebeu!

— É? Tipo o que? — arqueei a sobrancelha. Eu realmente estava testando a paciência do hyung naquele dia, mas não há nada que eu possa fazer quando não consigo acreditar nisso.

— Estresse também conta, porque a gravidez mexe com seu sistema nervoso. Na verdade, mexe com todo o seu emocional — me encarou com deboche, como se ele fosse um gênio ou algo assim, e tivesse calado minha boca. — Há coisas que o incomodam, você só não percebeu.

— O cheiro de Jungkook… — fiquei boquiaberto com a lembrança repentina. Até ali, não havia pensado que me sentir enojado com o cheiro dele poderia ser um sinal.

— Viu? — riu, ainda debochando de mim. — Ainda não sei tudo o que você gostaria de saber, mas quero que saiba que é verdade, Jimin… Eu não iria te iludir sobre algo assim, se não fosse.

— M-mas como você descobriu?

— Fizemos alguns exames para medir seus feromônios e, como já tinha sua amostra de sangue, decidi pedir por um teste de gravidez. O laboratório me confirmou hoje, eu quis ter certeza antes de contar a você — Yoon tirou os óculos, descansando a armação sobre a mesa, para poder massagear os olhos.

— Eu sei é só que… — murmurei, sem saber o que queria dizer. — Eu confesso, não quero criar expectativas.

— Eu sei — disse, no mesmo tom que eu. — Você e Jungkook estarão saindo de viagem em pouco tempo, eu pensei que poderiam levar boas notícias a família — ele riu quando eu o encarei surpreso, porque por um minuto, eu me esqueci até mesmo disso.

— Você acha que… por eu ser recessivo, vai ser complicado? — receoso, perguntei. Ele havia dito algo sobre complicações pouco antes, e eu precisava saber.

— Você é atrasado em tudo, Jimin… então, você vai ser último a notar caso algo dê errado. Vamos marcar consultas e acompanhar isso de perto. Por hora, apenas recomendo que, até termos todas as respostas, você procure descansar. Seja cuidadoso e evite situações estressantes — se levantou, caminhando até a porta, educadamente me convidando a me retirar. — Eu acharia melhor se você evitasse se encontrar com seu cunhado, mas como tudo já está planejado, apenas tente não se estressar muito.

— É apenas isso?

— Sim. Quando voltar, venha diretamente me ver. Traga o Jungkook também, se quiser, será melhor explicar algumas coisas para ele — mesmo que eu tenha contrariado o hyung naquele instante, eu apenas concordei com ele.

— Eu ainda acho que você deveria vir conosco — suspirei, dando-lhe um aperto de mãos para me despedir.

— Eu preciso ficar para organizar o trabalho. Ah, e mais uma coisa… essa criança provavelmente veio no dia da mordida… — forçou um sorriso e, então, finalmente eu aceitei ir embora.

-x-

Naquela noite, fui para casa andando, tentando refletir sobre o que havia acabado de acontecer. Quando cheguei no apartamento, a primeira coisa que fiz foi tomar um banho quente e, com roupas mais confortáveis, parei em frente ao imenso espelho do quarto.

Puxei a gola da camisa para baixo, vendo a marca, mesmo já cicatrizada, em meu pescoço. Yoon disse que o bebê veio com ela, então quanto tempo faz? Eu sequer sabia direito, talvez dois ou três meses…

Porém, me olhando no espelho, é como se nada tivesse mudado. Meu corpo seguia sendo o mesmo e… eu não tinha nada do que um ômega grávido deveria ter. Não tinha volume em minha barriga. Para mim, seguia sendo o mesmo.

— O que ‘tá fazendo? — pude ver, pelo reflexo do espelho, o corpo do Jeon passando pela porta. 

— Ah, ótimo, você tinha que chegar bem agora — antes que eu tivesse tempo de pensar, a resposta já havia saído da minha boca e eu revirava os olhos.

— Eu moro aqui também — riu, tirando da cabeça o boné que também fazia parte de seu uniforme de trabalho. — Vou tomar um banho, você quer vir comigo?

— Não, eu acabei de tomar — dei um passo para trás quando ele se aproximou, porque o cheiro dele começou outra vez a me incomodar. — Você está com um cheiro diferente — seguindo o que chamamos de intuição, eu me aproximei dele, como se farejasse o ar. — É cheiro de ômega.

Eu não sabia como havia chegado àquela conclusão — quando eu sequer era bom em reconhecer as pessoas por cheiro —, mas simplesmente meus pensamentos saíram mais altos.

— Ah, a cafeteria é bastante visitada por ômegas, deve ser isso — começou a se retratar rapidamente, enquanto eu espreitava o olhar para ele. — Jimin, eu marquei você… estamos ligados e eu não conseguiria aceitar outra pessoa, nem mesmo se quisesse.

— Deixa isso pra lá — fui até a cama e me sentei ali. — Você acha que tem algo diferente comigo? Estamos ligados, então você deveria sentir…

— Não é bem assim, hyung — suspirou, fazendo menção de se aproximar, mas eu fiz sinal para que se mantivesse longe. — O seu cheiro vem mudando, é isso? Foi a única coisa que reparei, mas isso é normal, não? Digo, você nunca foi do tipo que tivesse um cheiro muito único.

— Esquece, Jungkook! — cruzei os braços, sentindo que poderia acabar por ficar muito nervoso. — Meu cheiro não é bom o suficiente para ser memorável para você. Tudo bem, eu já entendi isso! 

— Hyung, por favor, não faça assim… você sabe que isso não é o que eu quis dizer — tentou, mas eu inspirei fundo, fazendo barulho para cortar sua fala.

— Vai logo tomar banho, eu quero falar com você, mas não vou conseguir quando está fedendo assim! — bradei, sentindo o desconforto aumentar cada segundo mais.

O alfa percebeu que não adiantaria insistir, porque se fizesse, eu ficaria ainda mais irritado. Então, ele se apressou em se lavar e amenizar aquele odor horroroso.

Depois de sair do banheiro, Jungkook me pegou outra vez analisando meu corpo na frente do espelho. Eu ainda não estava acreditando muito na história do Min, por isso estava tentando me decidir na tarefa de contar isso a Jungkook, ou deixar para dizer apenas quando voltássemos de viagem.

Talvez, fosse melhor deixar que o hyung contasse a ele, mas… eu sou o namorado e eu deveria dizer, certo?

— Como foi com o Yoongi? Por que ele te chamou às pressas? — como se lesse meus pensamentos, ele decidiu puxar assunto, tentando acabar com meu silêncio doloroso. — Alguma novidade? Algo errado? O que é?

“Novidade”. A palavra me fez sentir vontade de chorar. No fim, Jungkook ainda tinha esperanças?

Pensando nisso, não consegui segurar e quando vi, algumas lágrimas curtas corriam por minha bochecha.

— Meu bem, o que foi? — se levantou da cama apressado, quase voando até onde eu estava. — O que foi que ele disse? Ele brigou com você? — segurou meu rosto, me fazendo olhá-lo, já que eu não tinha coragem de fazer isso.

— Yoongi-hyung me disse que eu posso engravidar, agora — sussurrei, engolindo o choro.

— O que está dizendo? — ele riu, parecendo não entender muito bem. — É sério? Isso é ruim? Por que está chorando?

— Porque vamos ter um bebê — abracei-o, encostando a cabeça em seus ombros.

— Nós teríamos um de qualquer forma, já que decidimos adotar também — apertou os dedos em meu corpo, quase nos deixando colados. 

— Precisamos nos preparar, Jungkookie — sentindo um pouco de indiferença na reação do moreno, eu me afastei para poder entender o que acontecia.

— Ainda temos tempo para isso… só precisamos começar a nos prevenir, agora que sabemos que seu corpo está mudando — um sorriso despontou de seus lábios e eu franzi o cenho.

— O que é? Agora que eu posso, finalmente, ter um filho, você não quer?!

— Não é isso, meu bem — me puxou de volta para si. — Apenas estou dizendo que não precisamos nos preocupar agora.

— Jungkook, vamos ter um bebê! — repeti, olhando-o com raiva, desacreditado pelo seu descaso.

— Você está, hm... — apontou para si mesmo e depois para mim —, me chamando para fazer um filho agora? Tipo… sexo? — suas indagações saíam meio incertas.

Geralmente, não costumávamos falar sobre isso, apenas fazíamos e pronto, por isso sua confusão.

Porém, ali eu percebi que ele realmente era lento demais para entender o que eu queria dizer e, como estava me chateando à toa, fui mais claro desta vez.

— Jungkook, nós vamos ter um filho, entende? Um bebezinho, em breve. Eu estou grávido, Jeon! — bufei e rolei os olhos, já cansado de tentar explicar dando voltas no assunto.

— O que? Q-quer d-dizer que… na sua barriga tem... um filho meu? — ele falava com cuidado, talvez com medo de dizer alguma besteira.

— De quem mais seria? — completamente rendido pela reação dele, acabei gargalhando.

Ok, acho que nós podemos entender juntos o que uma gravidez significa.

— É sério, meu amor? Uma criança minha e sua? Eu vou ser pai? Nós vamos? — os olhos de Jungkook brilhavam em empolgação, mas eu sabia que ele também estava emocionado, porque seus olhos marejaram.

— Vamos — mordi meu lábio inferior, contendo um sorriso e assenti, deixando que ele tocasse minha barriga.

— Mas é tão pequenininho… — disse muxoxo, olhando-me nos olhos. — Vai ser pequeno como você!

— Hm, eu também achei esquisito… Yoongi disse que é verdade, mas eu fiquei desconfiado. Digo, eu já deveria ter um pouco de barriga, não? — deixei um beijinho em seus lábios.

— Bom, talvez seja recente… — deu de ombros, me abraçando.

— Acho que ele foi feito quando passamos o cio juntos… — murmurei, brincando com meus dedos sobre os ombros de Jungkook.

— Sério? Então já faz um tempinho — ouvi sua risadinha em meu ouvido. — Isso é tão… inacreditável. Parece que estou sonhando.

— É mesmo? Você não parece muito emocionado — provoquei, sentindo-o acarinhar meus cabelos.

— Apenas pareço, porque por dentro estou colapsando — resmungou baixinho, beijando minha testa.

— Você acha que damos conta? — perguntei, puxando-o pela mão até que estivéssemos na cama, sentados de frente um para o outro. — Acha que estamos prontos? Acha que vamos conseguir?

— Com certeza, meu bem. Não se preocupe com isso, tudo bem? — seu tom de voz era manso, tentando me passar o máximo de conforto possível. — Nós dois seremos pais incríveis. Eu mais do que você, claro.

— Vai à merda! — resmunguei, dando-lhe um tapa no braço esquerdo, brincando.

— Eu posso contar para a família? Posso ligar para os meus pais? — animado, ele perguntou, já com o celular em mãos.

— Amor, nós vamos viajar amanhã, lembra? — ri, puxando sua mão, detendo-o antes que ele discasse o número dos seus pais. — Nós podemos contar amanhã, juntos, o que acha?

— Acho ótimo! Vai ser melhor assim — apertou minha bochecha com seus dedos, fazendo um biquinho se formar em meus lábios, e então selou-os. — Amo tanto você, Jijico… vou me esforçar ainda mais para cuidar bem de você e do bebê.

Beijei sua boca com vontade, interrompendo o ósculo apenas para dizer:

— Você sabe que já faz o suficiente — sussurrei, rindo. — Também acho que gosto de você — provoquei, apenas porque queria tirar uma com a cara dele.

Acredito que essa foi a primeira noite, em meses, que nós conseguimos dormir abraçados e com sorrisos gigantes nos rostos.

Todavia, aquilo ainda era como um milagre para nós dois.

- Continua -

 


Notas Finais


gostaro bonites?

meu deus gente não tenho nem palavras pra isso tudo só sei que amo meus jikook tá bom 😭😭😭

foi daqui que pediram um ômega grávidinho?

posso falar? estava ansiosíssima para postar isso aqui aaaaa tava me remoendo internamente ficando biruta das ideias de tanta ansiedadeeeeeeeeee

e caralhoooo, posso finalmente dizer que o grande dia chegou. demorou, mas chegou

eu disse pra vocês que quando a hora chegasse, eu não tinha a intenção de esconder isso e, podem ver, até que foi rápido não?

sério, tudo calculado desde o ano passado e, finalmente, este capítulo está aqui

bem-vindos senhoras e senhores, vocês acabaram de ler o capítulo antepenúltimo! 😭😵 o que significa que o próximo é o penúltimo e, já no mês que vem (setembro) UOEA 2 vai chegar ao fim aaaaaaa

espero que vocês fiquem por aqui até lá e, por enquanto é só isso
um beijo e até dia 16!!! 💖💖


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