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História Um Outro Eu (Romance Gay) - Capítulo 10


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Notas do Autor


Olaaaaaaaa meus lindinhos!
Tudo bem?
Capítulo novo e espero que vcs gostem!

Me perdoem por qualquer erro que tenha passado despercebido

Capítulo 10 - Melhor Amigo


Fanfic / Fanfiction Um Outro Eu (Romance Gay) - Capítulo 10 - Melhor Amigo

- - - - -  VITOR NARRANDO - - - - -


Não me lembro de alguma vez o Renato me ver chorar, era sempre o contrário, eu quem sempre que tinha que acalma-lo, segurar firme em sua mão e dizer: “Ei, calma, tô aqui e tá tudo bem”.

Era o total oposto do que estava acontecendo agora, e isso me torturava por dentro, por não gostar de me sentir fragilizado, mas eu simplesmente não conseguia me controlar.

Eu estou aos prantos, com o rosto todo molhado, deitado ao chão, sobre o olhar de espanto do Renato, e eu não o julgo por isso, eu também estou surpreso, por estar nesse “modo surto”.

Acontece que eu havia acabado de dizer, “eu acho que eu sou gay”. Se nem eu estou acreditando no que acabei de dizer, imagina o Renato coitado.

Comecei a sentir mais medo, porquê porra, ele poderia contar para o Eduardo, e por mais que fôssemos melhores amigos, eu não sei...Não sei de verdade como o Eduardo reagiria...Mesmo o primo dele ja tendo feito um oral nele, Eduardo sempre se mostrou um tanto quanto homofóbico, inclusive com o próprio primo, que ele considerou viado por ter chupado o seu pau, mas e ele que recebeu a chupada de outro homem, é hétero?

Porra, isso não faz sentido alguma na minha cabeça, e só me mostrava que de fato, eu teria que convencer o Renato a não contar nada pro Edu.

Pensar nisso, nessa situação, começa a fazer o meu lado racional começar a trabalhar, e então eu começo a me acalmar lentamente.


- Vi...O que você disse ? - Renato me pergunta com a maior cara de espanto.

Não posso simplesmente fugir do assunto, pois fui eu mesmo quem o iniciei e eu confio no Renato, apesar de que ele não confia tanto em mim assim, já que tem um segredo com o Edu.

Mas eu tinha que reverter essa situação pra mim, porquê caramba, eu também queria desabafar, queria dizer como estou me sentindo em relação a tudo isso.

- Primeiro tem que me prometer que não vai falar nada dessa conversa pra ninguém Renato, porquê tudo está explodindo na minha cabeça, e eu não estou sabendo como agir, então quanto menos pessoas souberem, melhor.- eu digo enxugando minhas lágrimas.

- Você quer que eu guarde segredo sobre você ser gay...? - Renato pergunta sério.

- Eu não sei sei se sou gay, bi, mas é uma coisa que está acontecendo comigo e você tem que me prometer que esse assunto só ficará entre eu e você...- eu digo sério.

- Então você vai ter que manter segredo sobre mim também. - os olhos dele se enchem de água, mas ele está sorrindo.

- De você...? - pergunto curioso.

- Sim...Porque eu sou gay Vitor. - ele diz, entrelaça seus dedos em um claro sinal de ansiedade.

Ele suspira, olha pra baixo, olha pra mim de novo e sorri. Eu consigo sentir os seus ombros relaxarem, mesmo não os tocando.

- Uau, agora sim eu estou surpreso....Isso me faz paz...- eu digo o olhando e sorrio.


Eu tinha alguém próximo a mim, que é gay, o meu melhor amigo! E isso me dá uma sensação de paz imensa!


- Meu, você não sabe o quanto eu quis te dizer isso...Quantas e quantas vezes eu fiquei no meu quarto, fazendo roteiros na minha cabeça, pra te contar isso...Por isso, eu sei exatamente o que você está sentindo, pois eu já passei por esse mesmo “surto” que você está passando agora, só que ninguém abriu a minha porta pra falar comigo. - Renato diz cabisbaixo.

- Eu juro que queria ter aberto a sua porta, pra não te deixar sofrer sozinho...- eu dou um sorriso fraco.

- Eu sei que você nunca me deixaria sozinho...Você é o garoto mais doce desse mundo Vi...- ele sorri.

- Como foi que você soube...Quando entendeu isso...? Porque pra mim tudo parece tão confuso...- eu digo aflito.

- E é mesmo Vi...Eu não sou a melhor pessoa do mundo pra te aconselhar, porquê afinal, eu sou um gay enrustido, estou trabalhando na minha auto-aceitação ainda, porque eu tenho muito medo das possíveis reações dos meus pais...- ele diz.

- Sim...Eu também estou com medo dessa reação...É por isso que eu queria entender mais sobre o que estou sentindo...- digo nervoso.

- Bom...Quer faltar amanhã na escola de novo? - Renato pergunta animado.

- Quero, mas...Porquê? - pergunto sem entender.

- Eu tenho um amigo em Lagos, que pode te ajudar muito, ele é quase que o meu psicólogo. - Renato ri.

- Você tem um amigo em Lagos? - pergunto.

- Sim, nos conhecemos em um grupo no Facebook, ele é super gente boa! Seus pais são gays e seu irmão gêmeo também é gay! Eu já fui o visitar duas vezes. Topa ir lá? - pergunto.

- Claro, eu super topo! Acho que isso será bom, pra tentar entender quem eu sou, até porque você e ele são os únicos gays que conheço, e tudo está acontecendo de forma muito rápida . - eu digo meio cabisbaixo.

- Eu e ele...? Quem mais você conhece além de mim que é gay...? - Renato pergunta visivelmente apreensivo.

- Tem que me prometer que não falará isso pra ninguém...- eu digo preocupado.

- Você já disse isso, acabei de me assumir pra você também, então, porquê eu contaria pra alguém? - Renato pergunta.

- Você tem toda razão...Me desculpa parecer que não confio em você, porquê você sabe até, eu confio muito em ti, só que eu tô com muito medo de alguém além da gente saber disso, entende? - pergunto.

- Vi...Só relaxa. - ele acaricia meus cabelos.

- Ok, eu vou relaxar. - eu suspiro forte.


Não sabia se era certo falar sobre o que rolou entre mim e o Davi, mas eu precisava contar pra alguém, precisava desabafar, pra quem sabe todo esse sentimento de loucura dar uma trégua na minha cabeça.


- Bom...Eu conheci essa pessoa, ficamos bem próximas, e essa pessoa, esse cara, me completa de um jeito, que eu jamais pensei que alguém me completaria. - eu digo e o meu coração dói dói de lembrar do Davi.

- E deixa eu adivinhar, esse alguém é o Davi. - Renato é direto.

-  Nossa...Tá tão na cara assim ? - eu pergunto assustado.

- Não. Só é óbvio, porquê estamos tendo essa conversa, você diz que conheceu alguém, que esse alguém te fez sentir completo, como nunca havia sentido antes. A única pessoa que você conheceu recentemente é ele. Mas, se você queria dizer que se parece visualmente que você está apaixonado por outro cara, a resposta é não. - Renato diz.

- Eu fico preocupado com a Flávia, não quero decepcionar ela. - agarro meus joelhos.

- Vitor...Essa é uma coisa impossível de não acontecer se você realmente estiver apaixonado pelo Davi...- Renato é franco.

- Eu sei, eu sei...É por isso que eu achei que fosse só carência, porquê eu e a Flávia não estávamos em um bom momento, e aí eu fui transar com ela, e só via o Davi ali...- digo.

- VOCÊ E O DAVI TRANSARAM ? - Renato quase grita.

- NÃO! A gente não transou! - eu digo quase que gritando também .

- Mas se beijaram ? - ele pergunta curioso.

- Sim...Isso sim...- digo meio sem jeito.

- Hum...E como foi pra você? Tipo, beijar outro cara ? - Renato pergunta animado.

- Pra ser bem sincero, eu fiquei com bastante medo no começo, mas aí meu corpo e minha mente foram relaxando, e quando percebi,foi o melhor beijo que eu já recebi na vida. - digo tímido.

- Nossaaaaaaa! Ficou até vermelho! - Renato ri.

- Enfim...Como foi pra você, beijar outro cara? - pergunto curioso.

- Bom, você conhece o meu primeiro beijo com outro cara... - Renato diz tímido.

- Eu conheço? - pergunto surpreso.

- É...Pelo jeito você nem lembra mais...- Renato ri sem jeito.

- É que eu, não...AH MENTIRA! - eu digo mais uma vez surpreso, ao me lembrar do nosso beijo no Carnaval.

- Sim...Aquele foi meu primeiro beijo em outro cara...- Renato diz tímido, ele mal consegue olhar pra mim agora.

E eu também fico tímido, porque nunca mais tocamos naquele assunto, mas agora que estávamos assim, eu queria tirar as curiosidades que eu tive sobre aquele beijo, mas não tive coragem de perguntar antes, pois achei tudo muito bizarro demais na época, mas talvez agora seja o momento.

- Aquele beijo...Foi bom pra ti...? - eu pergunto com um nó na garganta.

- Ah para! Sério que você perguntou isso ? - Renato ri sem jeito.

- É ué, queria saber. - acabo rindo também.

- Bom...Pra mim foi e tal...Achei que depois daquele dia, as coisas mudariam entre a gente...- Renato diz.

Ele aparta seus dedos, balança a sua perna, ele estava visivelmente nervoso.

- Como assim...? - pergunto sem entender.

- Eu achei que sei lá...Poderia rolar algo a mais entre nós...Ou na pior das hipóteses, você me odiaria...- ele diz e finalmente volta a olhar pra mim.

- Acho que eu nunca odiaria você, você me faz tão bem. - eu digo sorrindo.

- Você também Vi. - ele sorri também.

- Se não nos odiamos, porquê não rolou nada a mais ? - pergunto.

- Por...Medo...? - ele pergunta me olhando.

- Você tá com medo agora ? - pergunto de volta.

- Isso mudaria algo agora ? - ele pergunta e eu não sei o que responder.


Há um imenso silêncio agora, e só então percebo que meu coração já bate tranquilamente e que Renato havia me acalmado.


- É...Faz tanto tempo desde aquele beijo...- eu digo dando uma risada.

- Faz mesmo...- ele está corado.


Eu o encaro, olho em seus olhos, e seu olhar se conecta ao meu, eu olho para o seus lábios, e me inclino com pressa em sua direção.

Nos beijamos, e o beijo é bem intenso, eu seguro a sua nuca e ele agarra a minha cintura.


- Vi...Não, isso não é o certo. - ele diz parando de me beijar.

- Não, não é, eu só...Estava com curiosidade de novo. - dou um sorriso amarelo.

- É mas...Eu tenho alguém, você namora uma garota, e está apaixonado por um cara, são problemas demais para alguém e eu não quero fazer parte disso...Vou indo nessa. - Renato diz sério.

- Você tem alguém...? - pergunto surpreso.

- Sim, eu tenho mas...Fica pra outra hora...Tchau Vi...Se cuida. - Renato sai com pressa pela porta.


O Renato tem alguém, caramba, eu nunca o vi namorar na vida e agora por motivos óbvios eu sei o porquê.

Ele disse que tem alguém, seria esse alguém, um ficante? Um namorado ? Vai saber.

Beija-lo de novo me aqueceu e as coisas que eu sinto dentro de mim também.

Em um dia, eu beijei dois caras, eu tô muito ferrado.


Subo para o meu quarto, ligo o meu notebook e abro o Google.

“Pornô gay” - buscar.


Aparecem vários e vários vídeos, imagens e o famoso X-videos, o qual eu já estava habituado, mas não sabia que existia uma aba de conteúdo gay.

Clico em um vídeo, onde um entregador de pizzas, toca a campainha e o cara o recebe só de toalha, a toalha cai, revelando um enorme pau duro e grosso, o entregador de pizzas solta um “Nossa, que pauzão”, e o cara que deixou a tolha cair, diz; “Você quer dar uma chupada?”, o clássico clichê do pornô, de ter histórias péssimas, para que pessoas possam transar, aparentemente cabe ao mundo gay também.


O entregador chupa o pau enorme do cara com tanta vontade, que aquilo parece ser a última coisa que ele vai fazer nada vida.

Logo o cara que recebeu a pizza, põe o entregador de quatro e começa a foder ele, ali no sofá, arrancando gemidos altos do entregador.

Eu fico muito excitado assistindo aquilo, mas decido parar, e fecho o notebook, era muita informação pra mim, talvez eu só devesse ver coisas sobre a cultura LGBT, e não ir assim já direto ao ponto, sei lá, pensando agora foi meio bizarro.


Me deito na cama, pego o meu celular em cima da escrivaninha, e procuro por #gay na aba de pesquisa do Instagram.

Havia várias e várias fotos de homens sarados, que me lembravam um pouco o corpo do Davi.

Muitos caras com a foto de cueca, marcando o pau, e outros caras com muita maquiagem, no melhor estilo blogueira.

Percebo que há muita diversidade ali, vários e vários tipos de caras, com vários estilos, mas a grande maioria sem roupa em suas fotos, como qualquer outro homem sarado.

É incrível como eu começo a achar caras bonitos, não que eu não achasse antes, mas agora parecia que eu via detalhes que eu não enxergava antes.


Eu perco um bom tempo ali no Instagram vendo a Tag Gay, e eu não sei direito como seria essa “minha nova vida”, eu estava apreensivo, e bem confuso ainda, espero que eu possa me sair bem de tudo isso.


Notas Finais


Vitor tá bem safadinho né?


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