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História Um Outro Eu (Romance Gay) - Capítulo 41


Escrita por: Allaasca

Notas do Autor


Desculpem pela demora, desculpem colocar mil informações em um único capítulo

Capítulo 41 - Íntimos.


- - - - - RENATO NARRANDO - - - - -

Benjamim estava visivelmente desconcertado com a pergunta do Pedro, que ainda nos olhava sério, e eu estava me sentindo perdido, na confusão de sentimentos que explodia dentro do meu peito.

Pedro cruzou os braços, esperando a resposta de alguém e então Benjamim falou;

- E se eu for…? Tem algum problema? - Benjamim perguntou sério.

- Não, claro que não Benji! -  Pedro descruza os braços na hora.

- Para de graça Benjamim. - digo rindo.

- Relaxa. - Benjamim sorri.

- Renato, a gente pode conversar? - Pedro pergunta.

- Claro que podemos. - respondo.

- Até a aula. - Benjamim diz e sai.

- Até . - respondo.

Só tem eu e o Pedro na quadra agora, ele se senta ao meu lado e suspira.

- Você e o Benjamim estão namorando? - Pedro pergunta arqueando a sobrancelha.

- Não, claro que não! - respondo.

- Se conhecendo? - ele pergunta.

- Eu e ele já nos conhecemos. - digo rindo.

- Não, não assim, mas, como um interesse amoroso? - Pedro pergunta.

- Que eu saiba não. - respondo.

- Sei…E se beijaram assim do nada ? Pedro pergunta todo desconfiado.

- Sim, do nada! Porque essa curiosidade toda agora? - pergunto.

- Acho que ele não faz seu tipo. - Pedro diz.

- Como é? - pergunto gargalhando.

- É, ele tem esse negócio, de menino todo certinho, filho de papai…- Pedro diz.

- Aí Pedro, você é engraçado! Mas você não veio aqui falar do Benjamim né? - pergunto.

- Não. Vim falar sobre nós. - ele diz, e seu tom de voz fica grave.

- Nós? - pergunto sem entender.

- Sim, porque hoje você nem falou comigo. - Ele diz desapontado.

- A primeira vez que te vi você está a engolindo a Flávia, depois você acenou pra mim na sala, e eu o respondi. Queria que eu parasse o beijo de vocês dois pra poder te dizer oi? - pergunto cruzando os braços.

- Não né…E eu não estava engolindo ela. - ele diz sem jeito.

- Ah mais você estava! E todo mundo viu! Também não tinha como não ver né? - pergunto com ironia.

- Você parece chateado com isso. - ele diz.

- Impressão sua. - respondo seco.

- Nossa que patada! Cadê aquele Renato todo fofinho de ontem ? - ele pergunta.

- Vai ver está com o Pedro fofinho de ontem. - digo e ele engole a seco.

Ainda não acreditava que ele havia beijado a Flávia, e por duas vezes, eu realmente acreditei que as coisas poderiam ser diferentes com o Pedro, mas ok, eu sou um trouxa.

- Aquele Pedro ainda está aqui. - ele diz me olhando.

- Aquele Renato também ainda está aqui. - respondo o olhando.

- Você sabe o que me causou ontem Renato…Foi um dos melhores dias da minha vida…Era como se eu fosse uma outra pessoa, um outro eu, um outro Pedro, eu senti isso bem aqui dentro. - ele diz colocando a sua mão direita em seu peito, do lado do coração.

- Eu te causei isso, e a primeira pessoa que você procura hoje, é a Flávia? Qual o sentido disso? - pergunto.

- Porquê você tá falando da Flávia? Isso não tem nada a ver com ela. O fato de eu a ter beijado, não muda em nada o que tivemos ontem, ou muda pra você? Não estou te entendendo Renato. - ele diz confuso.

É…Eu acho que tô exigindo muito do Pedro. Acho que estou confundindo tudo, inclusive os meus sentimentos por ele, e os sentimentos dele por mim.

Sou um garoto de coração partido, porque cometi o maior erro que um gay pode cometer, se apaixonar por um hétero.

Sinto o meu coração doer, uma vontade de ir pra casa, ouvir o Folklore da Taylor Swift, e chorar o resto do dia.

“Renato, você é patético”. - Penso comigo mesmo.

- Nada, eu viajei real, deixei o meu ranço pela Flávia falar mais alto. Você tá certo, se você gosta dela, tem que beija-lá mesmo. Afinal, não são todos os dias que temos a oportunidade de beijarmos a pessoa que gostamos né? - eu digo sorrindo, mas o meu coração está despedaçado.

- Sim…Você tem razão, mas, eu não quero mal entendidos entre a gente, ou que a Flávia seja um problema…Será que hoje—

- Pedro, já entendi tudo! Eu vou terminar de comer meu lanche, ainda tô faminto. - eu o corto. Não estou preparado pra continuar essa conversa.

- Ah tá…(ele suspira) Beleza…Vai lá.- ele diz desapontado.

- Tchau Pedro. - digo descendo a arquibancada.

- Falou. - ele diz, mas eu não olho pra trás.

Não sei porque estou com essa imensa vontade de chorar, não sei porquê em dois dias eu me apaixonei por alguém como o Pedro, não sei porque eu achei que ele também se apaixonaria por mim, eu não sei porque sou tão burro.

Assim que volto ao pátio, o sinal toca, anunciando o fim do intervalo.

É, parece que não irei comer o restante do meu lanche.

Vejo Vitor vindo em minha direção, ele parece com pressa.

- E aí, tudo bem? - ele pergunta enquanto caminhamos sentido a nossa sala.

- Sim…Tudo bem. - digo sem ânimo.

- Esse tudo bem seu…Péssimo. - Ele diz.

- Vou melhorar Vitor…Prometo.- forço um sorriso.

- Isso ai, não quero você mal, não vale a pena. Eu e a Le vamos pra Capital, comprar roupas, quer ir com a gente ? - ele pergunta.

- Não, eu tô de boa. Só quero deitar e ficar de boa. Assistir uma série, jogar vídeo game, ficar quietinho sabe? - pergunto sorrindo.

- Sei…Então tá bom…Vou respeitar seu espaço. - Vitor sorri.

Entramos na sala, e por um instante, Eduardo olha pra mim, mas já desvia o seu olhar.

Me sento ao lado do Benjamim, que sorri pra mim, e eu dou um sorriso de volta.

Não demora pra que a Flávia também entre na sala, e logo atrás dela entra o Pedro, com a cara fechada.

Talvez eu tenha estragado tudo, talvez ele tenha estragado tudo, talvez nós dois sejamos dois idiotas.

///

Quando chegamos da escola, eu e o Vitor subimos direto ao nosso quarto, enquanto Letícia vai para o dela, me jogo na minha cama, e Vitor vai direto ao guarda-roupas, tirando o seu uniforme, ele tem uma bunda tão bonita, e a cueca slip que ele está vestindo, destaca mais isso.

- Como vai a vida de casado? - pergunto.

- Não estou casado. - ele ri.

- Está praticamente. - digo rindo também.

- Não estou não! Mas pra ser sincero, passar esses dias na casa do Davi, tem sido incríveis. - Vitor sorri enquanto veste uma camisa vermelha.

- Eu imagino! Vocês já acordam transando? - pergunto curioso.

- Não todos os dias, mas sim! A gente ta se descobrindo agora, namoro recente, então o fogo é grande! - Vitor diz rindo.

- Nossa, eu imagino! E com todo o respeito, mas o Davi é um “homão”! Você é guerreiro Vi! - digo e Vitor cai na gargalhada.

- Cala a boca! - ele ri ainda, todo envergonhado.

- Não, deixa eu perguntar, você é passivo, ativo, os dois? - pergunto curioso.

- Eu sou os dois, pra dar aquela variada, e ele também. - Vitor diz vestindo a calça jeans.

- Que delícia! - digo e caiu na gargalhada.

- Besta! - ele me joga o travesseiro.

- Traz um presente pra mim? - pergunto.

- O que você quer? - ele pergunta calçando o tênis.

- Sei lá…Vê algo que você veja assim, e se lembre de mim. - respondo.

- Nossa, que poético. Pode deixar, vou ver e te trago. - Vitor sorri.

- Obrigado! - digo sorrindo.

- Letícia? Tá pronta? - Vitor grita.

- Tô! - Letícia grita de volta.

- Então é isso…Beijo Re. - Vitor diz indo em direção a porta.

- Beijo Vi. - digo e ele sai.

Não sei se foi uma boa ideia ficar em casa, mas eu não estava muito afim de ir até a Capital, acho que eu só queria curtir a minha bad.

Ligo o notebook, coloco o álbum da Taylor Swift pra tocar, e me deito na cama de novo, olhando pro teto.

Já disse isso mas, eu sou patético.

Já fazia uma meia hora que eu estava ali, deitado, olhando pro teto e pensando em coisas que não faziam muito sentindo, não agora pelo menos.

Tipo: Porquê eu e o Eduardo não demos certo?

Tudo bem que o nosso relacionamento foi bem tóxico antes da gente se assumir.

Ele se desculpou pelo o que fez, eu o perdoei, mas seguimos sendo amigos.

E quando ele insistiu em algo a mais de novo, eu lembrei de como me senti um idiota quando estava com ele.

Isso era rancor? Eu sou uma pessoa rancorosa?

Ele tá passando uma barra pesada com os pais, e me procurou para ajudá-lo, e eu o ajudei, aí ele surtou com o Pedro.

Pedro…Eu exigi demais de você né…?

Meus pensamentos são interrompidos, pelo interfone tocando.

Me levanto, desço para o andar debaixo, e vejo pelo pequeno visor do interfone, Pedro ali parado, o meu coração acelera automaticamente. O que ele está fazendo aqui?

Abro a porta da sala, e caminho até o portão, e Pedro fica sorridente quando me vê.

- Oi…Tá tudo bem? - pergunto abrindo o portão.

- E aí Rezinho! Tá tudo bem sim! Queria conversar com você. Posso ? - ele pergunta ainda sorrindo.

- Sim, claro. Entra. - digo sorrindo também.

Ele entra, eu fecho o portão, e caminhamos até a sala, nos sentando no grande sofá preto.

- Tá sozinho? - ele pergunta.

- Sim…Meus pais estão no trabalho, e meus irmãos foram pra Capital. - respondo.

- Sério que não quis ir pra Capital? - ele pergunta surpreso.

- É…Eu quis ficar um pouco quieto. - respondo.

- Entendi…Bom, eu vim até aqui, porque fiquei bem inquieto em casa…Pensando em você. - seu rosto está vermelho.

- Pensando em mim ? - pergunto envergonhado.

- Sim, porque parece que a gente, meio que brigou, não sei. Senti isso na escola hoje. - Pedro diz.

- Não, nós não brigamos, foi só um mal entendido da minha parte, só isso…Te peço até desculpas. - digo sem jeito.

- Mas porque o desse mal entendido? Porque está me pedindo desculpas…? É isso que não consigo entender cara. - ele parece confuso, e um pouco aflito.

Que merda eu fui fazer? O que eu deveria responder agora?

“Ah porque eu pensei que a pessoa que você beijaria depois de ter tido um dia incrível fosse eu”.

EU SOU UM BURRO! Não adianta, vou ter que falar, e ele vai voltar a me odiar.

E se eu mentir? Vai Renato, você consegue.

- Já te disse. Eu tenho um ranço da Flávia, e aí fiquei chateado de ver você beijando ela. - respondo forçando um sorriso.

- Isso é sério ? - ele pergunta com a cara fechada. E lá se foi uma amizade.

- Eu sei que é infantil e nada a ver, mas sim…É serio. Me desculpe mais uma vez. - eu digo muito envergonhado.

- Então eu vou sou infantil também. - ele diz cruzando os braços.

- Você? Porque ? - pergunto sem entender.

- Bem…Eu também não gostei de ver você beijando o senhor perfeitinho que é o Benjamim…Mas não quis dizer nada. - o rosto dele está tão vermelho, que parece estar febril.

Mal consigo acreditar que ele acabou de dizer aquilo. 

“O que você está fazendo Pedro? Me dando esperanças?” - Penso.

- Porque não gostou? - pergunto rindo.

- Porque você mal falou comigo, e quando fui atrás de você, estavam lá vocês dois se beijando, feito dois namoradinhos. - ele diz com ironia.

-  Não somos namoradinhos! Foi o beijo mais aleatório, nem eu estava esperando por aquilo. - digo ainda rindo.

- Ah tá bom! Você pareceu ter gostado. - ele diz.

- E você beijando a Flávia? Você estava engolindo ela! - eu digo.

- Não estava não! - Pedro retruca.

- Estava sim! - rebato.

- Não estava Renato! Pra começar que só beijei ela por pura provocação dela. - ele da de ombros.

- Ah claro, ela colocou uma arma na sua cabeça né? Quer dizer que qualquer um que te provocar você vai lá e beija? E duas vezes ainda? Porque no intervalo você também beijou ela. - digo arqueando a sobrancelha.

- Não, não foi desse jeito que as coisas aconteceram. - ele diz.

- Claro que não foi! Ninguém pode obrigar ninguém a beijar alguém. - digo rindo.

- Beijei ela por beijar. - ele diz.

- E ficou feliz com isso? O que beijar a Flávia mudou no seu dia? - pergunto.

- Nada…Mas você só beija pessoas que vão mudar o seu dia? O que o beijo do Benji mudou no seu dia ? - ele pergunta com os olhos cerrados.

Esse garoto é bom de conversa, porque tudo o que eu falo, ele rebate com outro argumento pra justificar o beijo com a Flávia.

- Ok, então foram beijos aleatórios, que não nos acrescentaram nada, e ficamos assim por causa disso? - pergunto rindo.

- Quem ficou “assim” foi você. Sem olhar nos meus olhos. - ele diz.

- Ok…Me desculpa por isso. - digo.

- Tá tudo bem. Só vamos ficar de boas? - ele pergunta.

- Sim…Vamos só ficar de boas. - digo sorrindo.

- Valeu, valeu mesmo. - ele sorri, e coloca a sua cabeça em meu colo, e eu fico paralisado com aquilo.

- Você tá afim de fazer o que…? - pergunto tímido.

- O que você estiver afim de fazer mas…Hoje queria que você fosse em casa, não quero que seus pais cheguem e eu esteja aqui de novo. - ele diz me olhando, enquanto continua deitado no meu colo.

- Porque ?  - pergunto.

- Ah é chato, parece que sempre esperamos eles não estarem aqui pra eu vir. - ele responde e aquilo fazia muito sentido.

- Entendo o que quer dizer, então vamos pra sua casa. - digo sorrindo.

- Mas tem uma coisa antes Renato. - ele sai do meu colo e se senta no sofá. Pedro parece aflito, o que me deixa aflito também.

- O que foi? - pergunto.

- Eu e a Denise, somos bolsistas lá na escola, talvez você não saiba disso…E é por isso que ela trabalha no Carlitos Burguer, e eu de vez em quando, ajudo meu pai na pesca…Então não espere uma casa luxuosa…Assim como a sua. - ele diz cabisbaixo.

- Mas você está me convidando pra ir na sua casa como seu amigo, ou como o Luciano Huck que vai reformar a sua casa e tal? Deixa de ser bobo. - digo tranquilizando ele.

- Tá engraçadinho hein? Vamos então, 20 minutos andando. - ele diz se levantando do sofá.

- Sério? - pergunto com preguiça.

- Muito sério. E sem essa cara de preguiça. - ele diz.

- Tá bom então né? - eu pergunto rindo e saímos de casa.

Íamos conversando no caminho, e eu sentia que Pedro estava abrindo um lado mais sensível dele pra mim, quer dizer, o Pedro se veste muito bem, tem esse jeitão de Bad Boy, que parece levar outra vida, mas eu realmente não sabia que ele era bolsista, e claro, não me importo com isso, mas eu sei que algumas pessoas se importam.

É uma coisa que ele guarda pra ele, e pelo jeito a Denise também, por isso eu sentia que ele estava abrindo a sua intimidade pra mim, e eu me sentia feliz por aquilo, porque, quantas pessoas você pode dizer que conhece verdadeiramente? 

Eu só conhecia uma até o momento, que era o Vitor, mas ele não conta, é meu irmão.

Pedro mora em um bairro um pouco mais afastado, chamado Cravos, eu sei, é péssimo.

Era bem diferente do bairro em que morávamos, e não me lembrava de vir aqui antes.

Ele praticamente cumprimentava todo mundo que passava na rua, e o chamavam de Pedrinho.

Logo chegamos em sua casa, que tinha uma parede vermelha, e um portão de ferro preto.

Ele tirou chaves do bolso, abriu e me chamou para entrar, e foi o que eu fiz.

Chegamos a porta da sala, e eu vi Denise passar pano na sala.

- Pedro, pode tirando esse tênis pra entrar! - ela grita.

- Calma, calma! Não grita, temos visita. - Pedro ri, e me puxa, e Denise fica surpresa com a minha presença ali.

- Oi De. - digo sorrindo.

- Oi Re! Se tivesse me avisado que viria, teria feito um almoço, e eu não estaria aqui, toda acabada e suada. - ela ri segurando o rodo.

- Ele não tem culpa, eu que o chamei do nada. Pra ele é uma surpresa também. - Pedro diz.

- Entendi. Fica a vontade Re. - Denise diz sorrindo.

- Obrigado. - respondo sorrindo também.

- Vem. - Pedro me puxa pelo pulso.

- espero que você tenha limpado seu quarto! Porque ele sempre parece um lixão! - Denise grita.

- Cala a boca! - Pedro retruca e aquilo me faz rir.

Passamos pela cozinha, que havia uma porta para o quintal da casa, e no quintal, havia um cômodo.

Pedro parou em frente a porta, pegou chaves em sua bermuda, e abriu a porta, nos levando até o seu quarto que ficava apartado do restante da casa.

- Esse é o meu lar. - ele diz e eu entro em seu quarto, que está bem organizado.

Penso naquilo sobre a imagem que Pedro nos passava, e pensei na imagem que Pedro tem sobre nós.

Porque entendi a fala dele, “Não espere uma casa luxuosa”.

Nossas realidades são diferentes, a casa de é uma casa comum, como qualquer outra, e se comparar a nossa, realmente há uma grande diferença, e talvez por isso, ele se sente menor que nos, ou talvez pense que somos mimados e tal.

A cama dele está de casal, com um edredom preto e travesseiros vermelhos.

Havia uma cômoda com uma Tv em cima e um vídeo game do lado.Seu guarda roupas, e uma sapateira ao lado.

Ele tinha pôsteres dos Vingadores, Homem-Aranha, Neymar e Cristiano Ronaldo colocados na parede.

Ok, temo um hétero em plena liberdade aqui.

- Um quarto apartado da casa, e ainda tem um banheiro só pra você? Isso parece um sonho. - digo sorrindo.

- Isso é muito bom! Porque as vezes é estressante ficar em casa. Então eu venho pro meu quarto, me tranco e fico aqui. - ele diz enquanto tira o seu tênis.

- Sei como é…As vezes minha mãe tá atacada e nossa, é melhor nem mexer com ela. - digo rindo e me sento em sua cama.

- Mães sendo mães. - ele diz colocando o seu tênis do lado de seu guarda-roupa.

- Vou ter o meu quarto também, falta só alguns detalhes pra ficar pronto. - digo feliz.

- Assim não vai precisar mais dividir quarto com o Vitor. - ele diz se sentando ao meu lado.

- Sim, exatamente. - respondo.

- Renato, eu te trouxe aqui, porque sinto muita confiança em você, sinto que você consegue me enxergar como eu sou realmente…No meu íntimo, e nem sei dizer o porquê…Eu só quero que você fique ao meu lado e que eu possa ficar ao seu lado também…Você entende…? - ele pergunta me olhando bem nos olhos.

Sinto o meu corpo tremer naquele momento, o olhar dele de encontro com o meu, de forma tão intensa…Eu só posso desmaiar agora?



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