História Um outro ponto de vista - Wayhaught - Capítulo 13


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Categorias Wynonna Earp
Personagens Agente Lucado, Champ Hardy, Doc Holliday, Gus, Marshal Xavier Dolls, Nicole Haught, Personagens Originais, Shorty, Waverly Earp, Willa Earp, Wynonna Earp, Xerife Neadley
Tags Drama, Nicole Haught, Policial, Romance, Waverly Earp, Wayhaught, Wynonna Earp, Xerife
Visualizações 430
Palavras 3.454
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Literatura Feminina, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, essa foto foi por muitoooo tempo capa do meu celular. Sou fascinada por essa carinha ARGH!!! (ATAQUE DE FOFURA)
Aproveitem o capítulo!

OBS: Deve estar cheio de erros de português, porque uma amiga minha que lê o capítulo antes de eu postar e manda o seu feedback, estava um pouquinho alterada hoje. Quando o álcool sair do corpo dela, eu atualizo o capítulo. :P

Capítulo 13 - Espadas e espinhos


Fanfic / Fanfiction Um outro ponto de vista - Wayhaught - Capítulo 13 - Espadas e espinhos

Abro a porta do necrotério segurando nas mãos a pasta com os documentos. Neles estão inclusos dados, relatos e análises da autópsia, embora este último ilegível, referentes aos assassinatos ainda sem solução de três mulheres.  Wynonna me acompanha com o seu olhar apreensivo e sua garrafa interminável de bebida. Percebo ela diminuir os passos assim que adentramos o lugar, e o cheiro típico de necrotério invade as nossas narinas. Ela faz um som de ânsia enquanto balança a cabeça e olha para mim esperando uma reação similar, porém somente a encaro rapidamente e solto uma pequena risada da sua cara de enjoo.  

-Dizem que você se acostuma com o fedor - comento, me aproximando de um corpo sobre uma mesa revestida com pisos brancos encardidos. Olho para uma etiqueta presa ao dedo de seu pé à procura de uma das vítimas do crime.

-Passei um verão removendo corpos atropelados. Isso não é nada. - Wynonna responde, balançando a mão como se não fosse nada demais e olhando com cautela para o rosto da pessoa sobre a mesa. Vendo que o nome na etiqueta não é de Joyce Arbour, caminho em direção ao corpo ao lado. Escuto Wynonna tomar um grande gole direto da boca da garrafa que carrega e me pergunto se o caso tem alguma relação pessoal com a morena, já que seu nariz estranhamente começou a sangrar quando eu comecei a falar sobre os assassinatos.

-E aqui está ela - informo, ao ler o nome na etiqueta do segundo corpo - Joyce Arbour.

Wynonna se aproxima a passos lentos da mulher morta, analisando o corpo corberto com um fino lençol branco. Então, ela apoia sem nenhuma delicadeza, a sua garrafa sobre a mesa, me fazendo revirar os olhos. Tiro a garrafa, que provavelmente contaminaria a evidência, e a coloco no chão.

A morena pega com as pontas dos dedos as bordas do pano e as puxa para baixo, revelando o rosto e o peitoral da mulher. Estico o meu corpo para conseguir ver melhor e percebo uma inusitada e assustadora semelhança entre mulher morta e a Earp mais velha.

-Ela se parece com você, Wynonna - comento.

-Meu Deus! Quem fez isso? - diz, observando as cicatrizes em forma de “Y” que começam nos ombros da mulher e descem para o tórax e abdômen, desaparecendo por debaixo do lençol. Segundo os meus estudos forenses extracurriculares e as minhas muitas horas de CSI, percebo que os cortes no corpo indicam que a mulher passou por uma espécie de cirurgia ou a tentativa de uma.   

-Alguém que sabia o que fazia - uma voz masculina responde atrás de nós, fazendo ambas virarem com o susto e quase terem um ataque cardíaco no processo. Percebo que as minhas mãos treinadas estão impulsivamente sobre a minha arma presa ao coldre, e meu corpo está na frente da morena, instintivamente protegendo-a.

-Cara! - Wynonna exclama para o homem vestido com um jaleco branco enquanto eu estou sem palavras, ainda exaltada com o susto que levamos - Isso é um necrotério, use um sino ou coisa do tipo! - ela chama atenção do que eu julgo ser o médico legista. E eu apesar de imaginar a cena dele usando um sino como algo bizarro, não discordo de ser uma boa ideia.

-Desculpa! - ele responde, erguendo as mãos e alternando seu olhar entre nós duas - Uma vez um ninja, sempre um ninja - brinca, rindo da própria piada. Eu e a Earp olhamos para ele, sem responder. Então, o legista ergue uma das pernas  mostrando seu pé coberto com uma proteção - Esqueci que eu estou usando esses algodões como sapato. Eles ajudam a absorver o fedor. - continua falando e nós duas continuamos a encará-lo sem esboçar nenhuma reação - Mas vocês moças bonitas, não ligam para isso - comenta, percebendo a nossa impaciência e desinteresse - Hum… Sou Dr. Reggie, o filha da puta azarado que tem de garantir que os mortos não acordem - o homem se apresenta, e apesar de eu trabalhar já alguns meses na delegacia de Purgatório, eu nunca tinha ouvido o seu nome. Penso ser o substituto de Marie durante o período noturno ou algo assim.  

-Você é péssimo no seu trabalho - Wynonna diz de forma duramente sincera com a sua típica voz rouca. Ela dá um leve riso carregado de escárnio, como se tivesse feito uma piada interna para ela mesma.

-Ah… o que foi? - o homem ergue as sobrancelhas fingindo não ter escutado o que a morena disse.

-Deixa para lá -  Wynonna menospreza o homem, voltando a sua atenção ao corpo de Joyce.

Olho para a pasta que carrego e vejo o documento autópsia de Joyce praticamente ilegível na primeira página. Lembro de ter comentado para Wynonna sobre o fato da escrita no papel estar praticamente em árabe.   

-Você que fez este relatório de autópsia? - pergunto, repreendendo Reggie. Ele me olha um pouco assustado e gagueja, pegando a pasta das minhas mão e analisando os documentos nela contidos.

-Se eu tivesse feito isso, não teria errado “seios”. - o homem se justifica. Apoio um dos meus dedos na pasta que balança freneticamente nas mãos do legista e vejo a palavra “ceios” escrita no papel - Posso lhe dizer algo sobre o corpo. Fiz a minha própria análise - ele comenta chamando imediatamente a atenção de Wynonna.

-Algo fora do comum ou estranho com as feridas, ou em como ela morreu? - a morena aponta para as marcas no peitoral da mulher.

-Oh… ela morreu, pois humanos não sobrevivem quando têm os órgãos removidos - o homem explica como se fosse nada demais, e dá uma mordida em um alcaçuz que eu nem tinha percebido que ele carregava.  

-Ela estava viva quando ele os removeu? - Wynonna pergunta, surpresa.

-Correto. Mas não foi a incisão que a matou. Ele a drogou, deu soro para ela. Bolsa de sangue… como qualquer cirurgião faria durante uma cirurgia de coração ou intestino. Mas, aqui é a parte esquisita - ele balança o alcaçuz, animado com o que está prestes a falar - As feridas cauterizavam enquanto eram feitas - ele termina, tirando com a língua um pedaço do doce preso aos dentes.

-Então ele a abriu com algo quente? - pergunto em choque.

-Quente como um sabre de luz - o homem fala.

-Infernalmente quente - Wynonna completa.

-E o mais bizarro, ele colocou os órgãos de volta - o legista diz, estranhamente animado com o mistério.

-Como se fossem peças de lego - a morena faz uma bizarra comparação, não tirando os olhos do corpo de Joyce.

-Então, você remove os órgãos se vai vender no mercado negro - volto ao assunto, tentando achar uma linha de raciocínio lógico e o motivo para o criminoso terem cometido aquele ato - Por que você os removeria e os colocaria de volta?

-Talvez alguém estivesse procurando por algo - Wynonna expõe sua hipótese.

-Você olhando para o pescoço dela…  - legista diz desconfiado com a obsessão de Wynonna naquela parte específica do corpo da mulher.

-Yep, há um vergão - ela se explica. Cético, o homem dá a volta na mesa ficando ao lado de Wynonna e olhando para onde ela está encarando - Cara, eu vi isso nas fotos, tem o formato de espadas, como num baralho - ele inclina o seu corpo sobre a mesa e olha espantado para onde Wynonna aponta.  

-Macacos me mordam! Eu não vi isso. - diz atônito. Aproximo o meu corpo e me inclino, vendo a marca também.

-O que causaria isso? - pergunto, perplexa com as estranhezas do crime.  

-Ela foi atingida por algo com formato de espadas, certo? - Wynonna pergunta para o legista, como se fosse algo óbvio.

-Sim, claro. Ou pode ter sido pressão prolongada. - comenta. Então ele ergue a cabeça e franze as sobrancelhas com o leve sorriso desconcertado no rosto - Vocês fizeram estudos forenses? - e antes mesmo que ele possa terminar a sua frase, escutamos sons de passos no andar acima de nós. Seguido de um apito, uma lâmpada de uma parede próxima acende a sua luz azul - Alguém entrou no refrigerador - o legista explica o motivo da lâmpada ter acendido - Vocês vieram sozinhas? - e essa pergunta faz meus coração acelerar instantaneamente.

-Não sei, viemos? - Wynonna põe em palavras aquilo que eu estou pensando. Imediatamente tiro, com um movimento rápido de mão, o lacre de proteção do meu coldre e seguro a minha arma - Existem outras maneiras de entrar no refrigerador?

-Hum… sim. A saída dos fundos - ele responde fazendo todos os meus instintos de policial ativarem no mesmo instante. Retiro a arma do coldre segurando-a com as duas mãos na frente do meu corpo.

-Muito bem. - digo, dando passos em direção à saída da sala - Não atire em mim, Earp - comento ao ver Wynonna também pegar a sua arma.   

Enquanto saio da delegacia para poder entrar no refrigerador pelos fundos, Wynonna e o legista vão por dentro até o local. Caminho a passos ligeiros dando a volta na delegacia. Ao avistar a porta dos fundos do refrigerador, ergo a minha arma e aponto para a saída. A escuridão da noite com uma luz precária da rua e a adrenalina no meu corpo, dificultam a minha visão e reduzem os meus sentidos. Concentro a minha respiração e ativo o meu modo de alerta, assim como aprendido durante meus treinamentos para se tornar policial. Meus ouvidos estão atentos a qualquer barulho e os meus olhos a qualquer movimento.  

Ao me aproximar da porta, coloco com cautela a minha mão esquerda sobre a maçaneta, apertando com a direita o cabo da minha glock. Arrisco girá-la e abrir a porta, mas ela está trancada. Tento mais algumas vezes com mais força e ela continua fechada. Escuto alguns barulhos vindo de dentro da delegacia e decido me reagrupar com Wynonna novamente. Corro em uma velocidade moderada, evitando fazer qualquer som desnecessário. Assim que retorno à sala do necrotério, encontro a morena e o legista de costas para a porta, encarando o corpo de Joyce. E quando meus olhos fixam sobre a mulher, percebo o motivo deles a estarem olhando. Em sua boca está colocada uma carta de baralho que segundos antes não estava, indicando que alguém estivera na sala enquanto nós saímos atrás do som no refrigerador.

Wynonna vira o seu rosto na minha direção ao ouvir a minha respiração exacerbada com a cena.

-Jesus, Wynonna - digo, levando minha mão à boca, assim que meus olhos pousam sobre o seu rosto. Reggie também olha para a morena, assustado. A Earp toca o seu próprio rosto e encara surpresa a ponta de seus dedos que agora estão sujos com o sangue que escorre de seu nariz.

-Preciso beber! - ela diz e sai da sala do necrotério, deixando eu e o legista pra trás. Sem entender a sua reação, a sigo em direção à cozinha, fechando a porta atrás de mim ao entrar no local.

-Ninguém guarda bebidas aqui, Wynonna. - exclamo e vejo-a abrir os armários quase vazios.

- A não ser você - retruca, vasculhando as prateleiras. Me aproximo de uma mesa redonda, apoiando o meu corpo exausto.  

-Pode me dizer o que está havendo? - pergunto, me referindo ao sangue no seu nariz e aos últimos acontecimentos desta noite.

-Yeah… o ar do necrotério acaba com o meu nariz - a morena mente com uma desculpa qualquer.

-Mentira! Eu acho que alguém está tentando te assustar. Brincar com você. - digo nervosa - Por que?

-Eu peguei esse caso faz uma hora. Como poderia…

-Estar ligado a você? - completo - É, eu também gostaria de saber - digo com sarcasmo e então toda a minha mágoa aparece - Pessoas são devoradas? Chame Wynonna. Um cara é assassinado por um homem no espelho? Yeap, Wynonna ao resgate.

-Black Badge é especialista em casos que são… muito complexos para policiais locais -  e a cada palavra que sai da sua boca, sinto uma pontada de ódio somada a uma vontade de rir de raiva do que ela diz - Faz sentido que esteja confusa - termina.

-Eu não estou. - digo seca.

-Por outro lado… - ela se aproxima de mim de um jeito acusatório - Você não teria um baralho no cinto de utilidades, teria? - pergunta, me incriminando com os olhos enquanto me analisa de cima abaixo. Ela ergue o braço tentando alcançar a minha arma e eu saio rapidamente do seu alcance.

-Como é? - a encaro meio decepcionada, meio irritada e meio confusa com a sua atitude.

-Como eu sei que você não trapaceou e mexeu no corpo? - franze a testa, me acusando de ter colocado a carta na boca de Joyce. Fico sem palavras, abismada com a atitude da  mulher à minha frente - Você está muito interessada em mim e na minha irmã. Talvez eu devesse arrancar a verdade de você… - completa adicionando a última a gota d'água do meu limite de paciência.

-Dentre todas as pessoas, você não deveria questionar minha sanidade mental - digo firme e fria, mencionando entre linhas os boatos que Wynonna sabe muito bem que a cidade diz sobre ela. A Earp me olha sem palavras e eu saio dali, no limite para não socar a cara da morena.

Deixo a delegacia a passos pesados e entro na viatura, indo em direção à minha casa. Melhor deixar Wynonna resolver os problemas dela e os crimes sozinha, já que eu sou uma mera policial local, penso. Porém logo quando chego em casa, admito para mim mesma, ter sido um pouco infantil a minha atitude diante da situação.  Decido tomar um banho quente para inversamente esfriar a cabeça e depois voltar para a delegacia. Querendo ou não, não me perdoaria se algo acontecesse à irmã de Waverly.

Dou um pouco de comida e carinho na minha gata Calamity Jane, que provavelmente dormiu o dia todo, e subo as escadas em direção ao meu quarto. Abro a torneira da banheira, já que estou exausta demais para simplesmente conseguir ficar de pé e tomar um banho na ducha. E enquanto espero a banheira encher, tiro as minhas botas e sento em uma confortável poltrona no canto do quarto. Confortável até demais, pois quando menos percebo, estou sendo acordada com o barulho estridente do meu celular no bolso da minha calça. Assustada e um pouco perdida, pego o celular, atendendo-o com uma voz levemente rouca de sono.

-Alô… - digo sem ver o número antes.

-Oi… oficial, H-Haught. É… aqui é a filha do xerife. Meu pai me passou o seu número em caso de emergências. Espero que você não se importe - a voz feminina diz um pouco tímida e um pouco nervosa. Reconheço ser a filha do xerife Nedley, Chrissy.

-Ah, não, que isso. É o meu trabalho. Qual é o problema, aconteceu alguma coisa? - então me lembro que a filha do xerife provavelmente estaria na casa das Earps - Waverly? Alguma coisa aconteceu com ela? Ela está bem? - pergunto um pouco mais exaltada do que o pretendido.

-Então, aconteceu... Mas todos estamos bem… não, na verdade não todos. Mas ela está bem. Tem como você vir aqui? Posso explicar melhor. - ela diz meio gaguejando, perdida nas próprias palavras.

-Vou avisar o seu pai e estou indo agora mesmo -  respondo prontamente aliviada por Waverly estar bem, mas ainda assim, preocupada.

-Não! Não precisa chamar ele. Só você mesmo. O perigo já passou e ele não está muito bem do coração para aguentar essas coisas. É melhor deixá-lo em paz. - explica.

-Como você quiser, senhorita Nedley. Me aguarde que eu já estou chegando. - digo, desligando o celular logo em seguida.  

Em um pulo, visto rapidamente as minhas botas e corro para o banheiro, lembrando que eu deixei a torneira da banheira ligada antes de apagar na poltrona. Por sorte, ela tem um sensor que desliga automaticamente quando atinge um certo nível de água. Sem ele, minha casa estaria toda inundada nesse momento.

Me despeço rapidamente de Calamity, que não faz questão nem de abrir os olhos para me dar um tchau de volta, e saio de casa, entrando na minha viatura estacionada na frente. No caminho para a casa das Earps, tento evitar ficar pensando no que pode ter acontecido, porém a minha mente viaja e cria as teorias mais bizarras que eu possa imaginar. Mesmo sabendo que a realidade seria muito mais estranha, o que é de se esperar em Purgatório.

O luzes do dia começam a surgir no horizonte, e o frio quase congela as pontas dos meus dedos por debaixo das luvas. Chego na casa das Earp em tempo recorde, estacionando logo à frente do celeiro da propriedade. Avisto o carro de Wynonna no local e percebo que eles ligaram primeiro para ela e só depois quando todo o caos se passou, resolveram ligar para a policial qualquer, no caso eu. Saio do carro e observo Chrissy Nedley sair de dentro da casa, enrolada em um sobretudo preto e branco. Suas olheiras e seu rosto pálido indicam o terror que ela deve ter passado nas últimas horas.

Nos cumprimentamos e  começo a fazer as perguntas do protocolo padrão em casos como estes, anotando tudo o que ela dizia no meu bloco de notas. Ela me conta coisas pra lá de assustadoras e anormais que, se eu estivesse em outro lugar, julgaria que os efeitos do trauma que ela deve ter passado estariam afetando a sua sanidade. Porém, não em um cidade como Purgatório.

Chrissy comenta sobre pessoas sendo mortas e ressuscitando, inclusive a amiga Stephanie Jones, que teve o seu pescoço quebrado, antes de levantar novamente e tentar matar Waverly, Doc (o suspeito assanhado do crime do homem do espelho?) e ela.  Pergunto onde os corpos estão, e como resposta já esperada, ela comenta que um pouco antes de eu chegar, um grupo de agentes da Black Badge recolheram os corpos e levaram para o centro de operações deles.

Terminado o relatório, Chrissy se despede e eu a oriento avisar o seu pai sobre o ocorrido e ir para um hospital para fazer alguns exames por garantia. Assim que ela se distancia, Wynonna se aproxima de mim, a passos hesitantes.  

-Sua irmã está bem? - pergunto para a mais velha, vendo pelos cantos dos meus olhos, Waverly sair de dentro da casa, enrolada em um xale.

-É, ela está sendo Waverly.

-Chrissy disse que ela cortou um stripper com uma tesoura - comento, lembrando do relato que a filha do xerife me dera a alguns minutos atrás, sobre como Waverly a salvou usando uma tesoura. Wynonna confirma com um sorriso fraco e cansado - Então… sabe por que a sua propriedade foi um alvo? Quero dizer, além do fato dela ser sua. - digo com um pouco de amargura devido aos acontecimentos anteriores.

-Deveríamos ir tomar um café da manhã. Posso matar uma pilha de panquecas. E aí conversamos de verdade - ela responde, esgotada.

-Certo, você vai me ajudar a entender por que alguns casos são tão complexos para policiais locais? - pergunto, expressando meu aborrecimento com as palavras da morena.

-Darei o meu melhor - ela responde com sinceridade, mas um pouco chateada. Acredito que não comigo, mas com a situação. Vejo ela verificar o seu celular com certa preocupação em seu semblante.

-Seu chefe vai ficar de boa com isso? - pergunto, sabendo que ela estaria indo contra as regras de Black Badge de passar informações sobre algum caso para alguém de fora. Ela tira os olhos do celular e me encara com as sobrancelhas erguidas.

-Meu chefe não está aqui - responde com um simples sorriso desolado.

-Tudo bem. -  digo, gostando da sua resposta.

-Acho que você é a minha carona - comenta, se afastando com um olhar vago e dando a volta na minha viatura. Meu olhar escapa dela e fixa na morena que me encara da varanda. Waverly, próxima à amiga Chrissy, me olha com um sorriso abatido. Assim que ela percebe que eu a olho de volta, ela ergue a mão me dando um simples olá mudo. A cumprimento de volta, não conseguindo evitar de dar um sorriso também. Por milésimos de segundos, seu rosto ruboriza e seu olhar escapa dos meus, e quando ela volta a me encarar, um rápido, mas singelo sorriso nasce em seu rosto, fazendo o meu coração se aquecer na manhã fria de um domingo qualquer.

Entro na minha viatura com Wynonna no banco do passageiro e saio da propriedade. Sigo em direção a cidade, totalmente desavisada do perigo que me aguarda no caminho.

 

 


Notas Finais


Não lembrava dessa briga entre a Haught e a Wynonna... vocês lembravam? Eu vi tão rápido os episódios da série, que agora que eu estou vendo de novo, percebi que perdi um montão de detalhes!
Obrigada pelos o comentários e me desculpem se eu respondo vocês de forma muito insana. Eu sou um pouco insana mesmo. Até o próximo!


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