História Um Pacto Imprudente - Capítulo 29


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camilacabello, Camilag!p, Camren, Camreng!p, Drama, Laurenjauregui, Norminah, Paixão, Romance, Vercy
Visualizações 60
Palavras 1.056
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Harem, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 29 - Sem chances


Fanfic / Fanfiction Um Pacto Imprudente - Capítulo 29 - Sem chances

Seis meses depois

Camila olhou para o telefone. Margo não teria passado a ligação se não fosse essencial. Aguentara as consequências de não ter obedecido a sua ordem de “não ser perturbada”, na única vez em que não a levara a sério. Ela se arrependia de ter reagido tão duramente, mas ela não fizera um melodrama. Aguentara e se assegurara de que não voltasse a acontecer. Margo tinha a capacidade de ser o que ela queria que ela fosse e era a única constante em sua vida.

Agora que tudo mudara.

Quando Camila ia atender, o telefone parou de tocar. Ela ia levantar para ir até a janela, mas parou ao ouvir o sinal do celular. Ela viu o número de Karla de ansiedade. Desde que tinham voltado do Japão, a irmã só lhe telefonara uma vez. A conversa fora tensa e tinham tentado falar sobre o passado. Não fora um telefonema de conciliação, e ela duvidava que, um dia, chegariam a isso. Mas, em algum lugar do seu coração, existia uma chama de esperança. Camila ainda não resolvera se deveria alimentá-la...

– Camila.

– Que bom saber que você está viva. Assim, não preciso pedir à sua secretária que cole o ouvido na porta para tentar ouvir sinais de vida – disse Karla.

– Posso ajudá-la em alguma coisa? – perguntou Camila, de mau humor.

– A sua agenda está livre pelas próximas duas horas. E, não, Margo não me deu essa informação. Eu era a primeira aluna da classe no Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Sei entrar em um sistema de computador.

Camila trincou os dentes.

– Não me diga que hackeou o sistema da minha empresa?

– Claro que não. O seu compromisso é comigo.

Camila ficou aborrecida, mas aceitara que Karla era sua irmã. A questão era como agir a partir desta aceitação.

– Então, por que você está me telefonando antes?

– Você tem um chef. Estou lhe propondo um almoço em que possamos discutir as novidades.

– O almoço está garantido. Explique a segunda parte.

– O contrato com os Ishikawa voltou à mesa.

– Eu não estou interessada.

– Estarei aí dentro de dez minutos. Vamos conversar – disse Karla, desligando.

Camila deu instruções para Margo e se levantou. Pretendia ir até a janela, mas mudou de ideia. Aquilo fora outra coisa que ela estragara. Não conseguia admirar a vista sem se lembrar de Lauren parada naquela janela. Ela enxergara Camila por dentro. Desvendou o que ela levara anos tentando esconder. Fizera ela acreditar que existia uma ligação entre as duas. Mas fora uma mentira.

Ela mudara tudo.

Antes dela, o seu mundo seguia uma rotina rígida. A SNV era a sua maior prioridade. Nada mais importava. Lauren Jauregui jogara uma granada em sua vida. A fez sentir coisas. Pior: a fez ter esperanças. E pensar que ela havia considerado a hipótese de ajustar a sua vida para nela incluir família e compromisso. Que ela passara uma hora no jardim de Kenzo, estudando meios de acomodar o novo e o desconhecido em sua rotina.

E, enquanto isso, Lauren estivera traçando outros planos. Até agora, ela evitara analisar em detalhes que parte da história tinha sido mentira. A sua proclamada inocência? O fato de ela se ancorar a um dos irmãos Ishikawa fora um adendo ao seu trabalho, ou um objetivo provavelmente orquestrado por sua avó? Porque, quando Camila pensava nisso, se lembrava de ter notado que ela resistira a falar sobre elas duas. Qualquer gesto de natureza sexual viera dela porque Lauren não estivera interessada?

Não. Ela estivera interessada. Camila não era louca para ter confundido a atração que havia entre as duas. Mas, mesmo assim, ela caiu nos braços de outra pessoa, de um homem.

Camila cerrou os punhos e enfiou as mãos nos bolsos, enquanto a porta se abria e sua irmã entrava. A julgar pelo que Karla vestia – jeans, camiseta, jaqueta de couro –, ela já estava preparada para o fim de semana. Elas trocaram um cumprimento e Karla se dirigiu ao bar, serviu duas doses de conhaque e passou uma delas para Camila.

– Você não acha que é prematuro celebrar um acordo morto, antes de ter havido uma conversa?

Karla deu de ombros e sentou no sofá.

– Prematuro supõe que haja algo para amadurecer.

Camila bebeu, adorando sentir o calor dentro dela porque sabia que não duraria muito.

– Você é impaciente.

– Eu sou persistente e impiedosa. E você é a mulher sobre quem eu ouço histórias fantásticas. De onde eu estou, não vejo muita evidência de que sejam verdadeiras – debochou Karla.

– Você veio da Califórnia até aqui com essa tática ultrapassada? Usar psicologia reversa para me fazer entrar nesse acordo com você?

Karla ergueu a sobrancelha.

– Me diga se está funcionando, e eu lhe dou uma resposta.

– Não está. 

Ouviu-se uma batida na porta, e Margo entrou.

– A comida está pronta. Devo servi-la aqui ou na sala de jantar?

– Aqui. E tire o resto da tarde de folga, Margo. Tenha um bom fim de semana.

A comida então foi servida. Karla devorou metade do sanduíche, antes de soltá-lo. E Camila deu uma dentada no seu e perdeu o apetite.

– Os Ishikawa estão prontos para acertar a fusão. Com nós duas. 

Camila ia recusar sumariamente, mas se conteve. 

– Por quê? 

– Por que não Camila? Seria o ideal. Você entra com o e-commerce, eu entro com o streaming e o serviço de nuvem, e eles com a infraestrutura. Juntas, seremos invencíveis. Como Lauren dissera. 

Karla comeu o resto do sanduíche, enquanto Camila tentava engolir mais um pedaço do seu, mas empurrou o prato e sacudiu a cabeça. 

– Não há garantia de que eles não irão nos impor dificuldades novamente. Para mim, isso não funciona. 

Karla olhou para ela com um olhar cortante.

– Esse é o verdadeiro motivo? Ou é algo mais? Talvez, Lauren? 

– Cuidado – advertiu Camila, mas, é claro que Karla não a ouviu. 

– Depois de seis meses, ela ainda te perturba? 

– Basta! 

Karla pegou uma garrafa de água e bebeu vários goles. 

– Você a viu, depois de deixar Kyoto? 

Camila sentiu as entranhas se contraírem, num misto de fúria e de outras emoções que ela não queria identificar. 

– Não. Por que está me perguntando isso? 

– Porque você tem razão. Há uma pequena condição para fechar o contrato. 

Camila não pôde conter a raiva. 

– Estou totalmente chocada.

– O velho quer Lauren de volta às negociações – explicou Karla. 

– No hay posibilidad! Absolutamente não.



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