História Um Pacto Imprudente - Capítulo 30


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camilacabello, Camilag!p, Camren, Camreng!p, Drama, Laurenjauregui, Norminah, Paixão, Romance, Vercy
Visualizações 87
Palavras 1.152
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Harem, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - O certo


Fanfic / Fanfiction Um Pacto Imprudente - Capítulo 30 - O certo

– Nós somos mulheres de negócios, Mila. No passado houve várias mulheres e no futuro também haverá... Ei, não rosne para mim. Se você pretende viver como uma monge, vá em frente. Mas está deixando que ela atrapalhe um acordo revolucionário. Ela estará envolvida nas negociações no máximo por dois meses. Está me dizendo que você não consegue conduzir a situação?

– Não me provoque, Karla – trovejou Camila.

Karla tirou um papel dobrado do bolso e colocou em cima da mesa. 

– A sua vida privada é problema seu. Mas isso é um ótimo negócio. Se quiser a fusão, você vai precisar disso. Quando resolver, me telefone. Obrigada pelo almoço irmã – disse Karla, saindo do escritório.

Camila pegou o papel e o desdobrou. O endereço era em outro estado, mas não era do outro lado do mundo. Não era em Kyoto. Ela sentiu as batidas do coração acelerarem. 

A imagem de Lauren nos braços de outra pessoa lhe veio à cabeça. Ela então se afastara. Precisava esquecer, mas...

“Eu sou diferente... Pena que você seja cega demais para perceber.”

Ela ousara repreendê-la e, nos últimos seis meses, Camila se lembrava mais de suas palavras do que gostaria. Camila olhou para o endereço, até as letras lhe queimarem as retinas. Pelo visto, ela iria para Montana. 

O ruído do carro percorrendo a estrada empoeirada era diferente do chacoalhar dos tratores e do motor da velha caminhonete de Steven. Sentada debaixo de uma macieira, Lauren não se mexeu nem ergueu a cabeça. Continuou a desenhar, rezando para não ser perturbada. 

Fora difícil alcançar a paz. Quanto mais bela a paisagem de Montana se tornava, mais ela se sentia infeliz. O verão fora pior. Ela passara as noites quentes enroscada na cama, abafando seus soluços, sentindo saudades da mesmice de maio e junho, quando suas emoções tinham estado adormecidas. Porque, com o degelo, viera a certeza de que seus sentimentos por Camila não tinham acabado. E ela percebera que a maneira como se comportara na última noite, em Kyoto, tinha lacrado uma porta que ela desejaria abrir uma última vez.

O degelo expusera a profundidade do seu desejo por Camila e a profundidade da sua mágoa e da sua dor. E também a lembrara de por que tivera de pôr um fim a qualquer esperança de ligação com Camila.

“Não existe coração para sustentar um relacionamento sólido.”

Ela nunca imaginara que algumas palavras pudessem lançar seu mundo às trevas. Ao ouvilas, tivera certeza de que estivera se enganando ao pensar em ter um caso com Camila.

Riscara essa possibilidade. Precisara, para preservar seu coração. Mas seu coração se partira do mesmo jeito. E, além disso, Camila acabara com a sua criatividade novamente. Durante quatro longos meses, ela não conseguira pegar no lápis. Não conseguira sequer desenhá-la, porque só se lembrava do rosto dela na última vez em que a vira.

O impulso de abandonar seu sonho novamente fora forte, mas seria insuportável perder Camila e a sua arte. A primeira tentativa de desenhar fora um desastre, mas ela insistira e tentara se lembrar do tempo em que Camila ainda não tinha preenchido seus pensamentos. Do tempo em que ela sonhara estar vendo um sorriso em seu rosto, ainda que a olhasse...

– Lauren.

Ela levou um susto e deixou cair o lápis. A respiração ficou presa em sua garganta e ela piscou, achando que via um fantasma.

– Camila? O que está fazendo aqui?

Camila chegou ao topo da colina e parou diante dela.

– Procurando você, claro. O que mais? – falou Camila, com impaciência. Que outro motivo o faria percorrer as montanhas do meio-oeste?

– E porque você faria isso? – Ela tinha a sensação de que seu coração iria sair do peito. 

Para não ficar olhando para Camila, começou a reunir seu material.

– Temos negócios inacabados.

– Não, não temos.

A última noite em Quioto fora definitiva, ela pensou, acalmando seu coração. Lauren levantou, fechou a pasta e resistiu a ajeitar os cabelos que tinham crescido durante os meses em que não se cuidara. Quando o silêncio se estendeu, ela se arriscou a dar uma olhada para Camila e a viu a analisando de cima a baixo.

– Você emagreceu.

– Você não veio até aqui para me dizer isso. 

Ela começou a descer a colina, e Camila a segurou pelo braço.

– Precisamos conversar, Lauren.

– Não imagino sobre o quê.

Ela tentou se soltar, mas sem muito esforço, porque estava gostando. 

– O homem que eu encontrei lá  embaixo. Quem é ele? – perguntou Camila. 

– Steven? Ele é dono do rancho.

Ela puxou o braço com mais força, e Camila a soltou.

– O que lhe dá o direito de vir até aqui e me questionar? Já nos dissemos tudo o que havia para dizer, em Kyoto. Nossos negócios estão acabados. 

Camila a fitou com um olhar gélido.

– Não totalmente. 

– O que quer dizer com isso Camila? Você cancelou o contrato com a Jauregui's. Eu vi a papelada. 

– Eu o suspendi porque não havia outro trabalho para compensar o que não foi feito, mas paguei o total, como seus pais exigiram. 

Ela não conseguia acreditar. 

– Você não pode me querer de volta. O que eu poderia fazer que o seu departamento de RP não seja capaz de fazer? 

– O acordo com os Ishikawa. Lauren, o senhor Kenzo insiste que você faça parte da equipe. 

O coração de Lauren deu um salto. Controlando a tristeza de saber que ela estava ali apenas a negócios, Lauren balançou a cabeça. 

– Eu não posso simplesmente ir embora. Tenho responsabilidades. Trabalhos que devo fazer para pagar minhas despesas. 

Camila franziu as sobrancelhas. 

– Você deixou Chicago para se dedicar a vacas e cavalos? E quanto à sua arte? Ou a ir atrás do seu sonho? 

Lauren se afastou um pouco. 

– Eu não preciso responder, Camila. Principalmente quando se trata da minha vida pessoal. Podemos tentar encontrar um jeito de eu cumprir o resto do meu contrato. 

– Você poderia voltar e acabar o que começou. Receio que isso não seja negociável. 

Lauren olhou para Camila e pensou em voltar a trabalhar ao seu lado, sabendo que não teriam futuro juntas, e ficou arrasada. 

– Não posso. 

Camila se encheu de energia. 

– Sí, você pode. Você fala sobre responsabilidades e obrigações. Você tem a obrigação de acabar o que começou a fazer para a SNV. 

– Senão, o quê? – perguntou Lauren, desesperada. 

– Eu não vou ameaçá-la, Lauren – falou Camila mais baixo, no limite da irritação.

– Você me mostrou quem realmente é, em Kyoto. Cabe a você resolver se quer fazer o que é correto. 

Se ao menos Camila a ameaçasse ou chantageasse, ela teria uma chance. Mas Camila não atingira o sucesso sem saber onde pressionar para obter o que queria. Ao apelar para a sua integridade, a deixara desarmada. 

– Então, é sim? – insistiu camila, se aproximando o suficiente para que ela sentisse o calor do seu corpo e se segurasse para não eliminar o espaço entre as duas, além do perfume de que tanto sentira falta. 

 


Notas Finais


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