História Um Pacto Imprudente - Capítulo 31


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camilacabello, Camilag!p, Camren, Camreng!p, Drama, Laurenjauregui, Norminah, Paixão, Romance, Vercy
Visualizações 122
Palavras 1.434
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Harem, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Último capítulo de hoje, amanhã postarei mais capítulos! Boa leitura

Capítulo 31 - Não te esqueci


Fanfic / Fanfiction Um Pacto Imprudente - Capítulo 31 - Não te esqueci

– Depende. Quanto tempo você acha que vai levar para assinar o acordo?

– Qual é a pressa? – Eu tenho uma vida para viver. Posso ser obrigada, por contrato, a acabar o que comecei a fazer para você, mas isso não significa que vou adiar a minha vida indefinidamente.

Camila comprimiu os lábios. A distância, ouvia-se o ruído de um trator.

– Você está com tanta pressa de voltar para cá? Para passar as tardes embaixo da macieira?

– Se você está tentando perguntar se eu senti falta do mundo das altas finanças, não. Nem um pouco. Não senti falta de nada de Chicago.

Várias emoções passaram pelo rosto de Camila. Se ela quisesse se enganar, teria imaginado que a magoara, mas estava ocupada demais se convencendo das mentiras que contara ao próprio coração.

– Quanto tempo, Camila? – perguntou Lauren bruscamente.

– Um mês, seis semanas, no máximo, para viajar para os países que escolhemos como sedes iniciais de operação. Você se disporia a isso?

Seis semanas para acabar definitivamente com a sua ligação com Camila. Para preparar novamente o seu coração para viver sem ela.

– Sim.

Camila pegou a pasta de desenho e esperou que ela recolhesse a cesta de piquenique e a manta, antes de começarem a descer a colina, se dirigindo à sede do rancho.

– Quando você quer que eu esteja em Chicago? Vou dar uma olhada nos voos e, amanhã, lhe mando um e-mail...

– Eu não vim até aqui para voltar sem você, Lauren. Prepare suas malas e voltaremos no meu avião.

Ela não discutiu. Além de ser inútil, ir com Camila evitaria que tivesse de recorrer à sua minguada poupança para pagar a passagem. Ter se demitido da Jauregui's RP fora libertador, mas também a deixara sem rendimentos. Quanto aos seus pais, tinham tentado chantageá-la para ficar e a culpado pela perda do contrato com a SNV, mas ela estivera mergulhada demais na dor para lhes dar atenção. Quitara a sua dívida. Seu pai entrara em contato durante suas primeiras semanas em Montana. Sua mãe lhe mandara um e-mail. Lauren respondera por obrigação. E reconhecera que a única maneira de ser aceita por eles seria compartilhando seus sonhos. Era uma pena, mas isso nunca iria acontecer.

Steven apareceu na varanda, acenou para ela e olhou para Camila. Seu antigo colega de faculdade lhe oferecera hospedagem em troca de alguns trabalhos no rancho. Steven Bosworth respeitara seu isolamento e se contentara em partilharem uma cerveja, ao final do dia de trabalho.

– Steven, esta é...

– Não precisa apresentar. Nós já nos conhecemos – disse Camila.

– Está tudo bem, Lauren? – perguntou Steven.

– Sim, eu só...

– Temos pouco tempo, Lauren. Você tem cinco minutos para embalar suas coisas – falou Camila, em tom autoritário.

– Você está sendo grosseira. E eu vou levar mais de cinco minutos. Se está com tanta pressa, vá sem mim. Eu pego o próximo voo disponível – falou ela, com firmeza.

Camila a encarou, furiosa, e ela sentiu algo se agitar dentro de si. Nunca pensara que a veria de novo e, muito menos, que as duas entrariam em conflito. Agora que isso acontecera, sentia vontade de brigar com ela pelo resto da vida.

– Dez minutos, Lauren.

– Vinte, Camila.

Camila não disse nada. Foi até a SUV, jogou a caixa de material de desenho na mala do carro, se encostou no capô e cruzou os braços.

– Agora são só dezenove. Um segundo a mais, e eu vou arrastá-la para fora.

Lauren disse algo nada delicado, se virou, parou e corou. Tinha esquecido que Steven estava assistindo à discussão das duas.

– A julgar pela conversa... cheia de farpas, creio que você está indo embora?

Ela subiu até a varanda.

– Sinto muito, Steven, eu realmente não tenho escolha.

Ela o viu franzir os olhos.

– Não é tão ruim assim... Eu só tenho alguns negócios inacabados para resolver.

– Tudo bem. Você volta?

– Eu não sei.

O rancho de Steven fora um verdadeiro santuário, mas ela não poderia se esconder ali para sempre. Assim que esquecesse Camila, estaria na hora de forjar o caminho com que sempre sonhara.

– Eu lhe digo daqui a dois ou três dias, certo?

Steven concordou, com os cabelos cor de areia brilhando como ouro ao sol da tarde.

– Você está convidada para ficar aqui quando quiser. É o mínimo que eu posso fazer, para compensá-la pelos serviços gratuitos de RP e pelas sugestões que você me deu a respeito de como manter e melhorar a criação de cavalos.

Steven olhou para Camila.

– É melhor você se apressar, antes que algo pegue fogo por aqui.

Lauren olhou para Camila. Ela contraíra o queixo e franzira os olhos. Ela correu para dentro da casa. Seu quarto ficava no alto da escada. Enquanto embalava suas poucas coisas, Lauren reconhecia que a sua estada ali tinha sido apenas uma parada. Estivera apenas passando o tempo até voltar à realidade. Mas, se agora se sentia viva, estava angustiada por ter de aceitar que, dentro de algumas semanas, precisaria continuar a se sentir viva sem Camila.

Quando ela abriu a porta da casa, Camila estava chegando à varanda. Tirou a mala da sua mão, a segurou pelo braço e a puxou.

– Espere. – Lauren ignorou o resmungo que ela deu, foi até Steven e lhe deu um abraço.

– Obrigada por tudo meu amigo.

– Foi um prazer. Sério. Agora, vá, antes que ela me parta em dois – murmurou Steven.

Com o coração acelerado, Lauren entrou no carro. Camila deu a partida no veículo e saiu do rancho levantando poeira, agressivamente. Ela tentou controlar a irritação, mas não conseguiu.

– Se estivéssemos em um universo paralelo, diria que você estava com ciúmes.

Camila parou o carro abruptamente. A tensão cresceu até quase se tornar tangível. Camila olhava para ela e respirava fundo.

– Em nome da minha capacidade funcional, Lauren, diga que não passou os últimos seis meses dormindo com ele.

Lauren ficou de queixo caído e sentiu o calor se espalhar pelo corpo. Depois, sentiu frio.

– Eu... Por que diabos isso lhe importaria?

Camila deu uma risada áspera.

– Porque, ao contrário do que manda o bom senso, você continua a correr no meu sangue como uma maldita febre.

– A declaração foi intensa, uma lâmina cortando tudo o que ela dissera na última hora. Ressaltando o motivo para ela estar ali.

– Eu quero você. Anseio por você. Apesar de tudo.

Lauren engoliu um soluço.

– Apesar de tudo? Você se odeia por sentir o que sente por mim, não é?

Camila soltou um suspiro.

– Muita coisa deixou de fazer sentido para mim. Inclusive isso.

Enquanto ela estava digerindo o que Camila dissera, Camila enfiou os dedos em seus cabelos e a segurou com firmeza.

– Pelo amor de Dios, me diga! – Por que deveria?

Lauren estava zangada e magoada, mas, quando sentiu seu hálito sobre a boca, quase perdeu a capacidade de raciocinar.

– Não existe nada entre nós, Camila.

As narinas de Camila se dilataram de raiva, antes de ela soltar uma risada.

– Você se assegurou disso, se jogando nos  braços de outra pessoa! – acusou Camila num tom que, apesar de baixo, ressoava como um vulcão em erupção.

Lauren se afastou, temendo a profundidade de seus próprios sentimentos e a tentação que ele representava.

– Eu estava...

– Dios mio, você estava beijando outra pessoa, quando eu não podia ter deixado mais claro que queria que você fosse minha!

– Sim, você queria! Em algum momento, você parou para pensar no que eu queria?

O rosto de Camila se contraiu.

– Do que você está falando? Nada é desculpa para o que eu vi.

– Nesse caso, por que estamos tendo essa conversa?

Camila hesitou por alguns segundos.

– Porque não consigo tirá-la da cabeça.

As palavras eram ásperas, duras, trêmulas.

– Diga que conseguiu me tirar da sua.

Lauren balançou a cabeça e as palavras se prenderam em sua garganta.

– Eu quero ouvir as palavras, Lauren –  insistiu Camila.

Ela abriu a boca, disposta a mentir, mas as palavras se misturaram e se  transformaram em outras, que iriam lhe trazer sofrimento.

– Eu não consegui tirar você da minha cabeça – murmurou ela.

Os olhos de Camila brilharam, num misto de satisfação e desilusão, como se ela tivesse recebido um prêmio e descoberto que era folheado a ouro.

Camila engatou a marcha e acelerou. Lauren pigarreou.

– Camila, eu preciso lhe explicar o que aconteceu com Jason...

– Não – interrompeu Camila friamente. – Eu não quero ouvir. Você me disse a única coisa que importa. Pode ser seis meses depois do que eu esperava, mas vou levá-la para a cama, Lauren. Você virá até mim. Você vai gostar. E, quando tudo estiver acabado entre nós, cada uma irá para o seu lado. Mas eu nunca mais quero ouvir esse nome. Está claro?


Notas Finais


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