História Um Pacto Imprudente - Capítulo 20


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camilacabello, Camilag!p, Camren, Camreng!p, Drama, Laurenjauregui, Norminah, Paixão, Romance, Vercy
Visualizações 160
Palavras 1.167
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Harem, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!!!

Capítulo 20 - A bordo!


Fanfic / Fanfiction Um Pacto Imprudente - Capítulo 20 - A bordo!

Anteriormente:

Lauren viu a fúria no rosto da mãe, mas sabia que não precisava temê-la. A ira de Clara Jauregui era do tipo silenciosa, mortal. Ela simplesmente irradiava uma raiva gélida, até que a outra pessoa se afundasse em desculpas. Mas Lauren não estava disposta a se desculpar. Essa necessidade diminuíra ao longo dos anos, sem que a sua dor tivesse se aplacado. E, naquele instante, sua profunda mágoa quase a impediu de ver a saída silenciosa e fria da mãe.

Lauren fechou a porta, foi para o quarto e começou a preparar sua bagagem, esforçando-se para não sucumbir às lágrimas. Já chorara o suficiente por causa dos pais. De repente, ela notou que tudo o que enfiara dentro da mala era cinza ou preto, mas não se importou. Num impulso, pegou a velha caixa de pintura, abafou um soluço e jogou-a sobre a mala. Tomou um banho e foi se deitar. Quando uma lágrima lhe escapou, Lauren garantiu a si mesma que era pelo sonho que ela empurrara para um canto da sua vida. Um sonho que talvez não continuasse a ser sonho por muito tempo.

Atualmente:

O trajeto até o aeroporto internacional de Midway transcorreu sem incidentes. Enquanto subia a escada do jato branco com o logotipo da SNV, Lauren pensava no que sua mãe havia dito. Camila realmente ocupava um lugar de destaque. A rapidez com que ela conseguira um encontro com Kenzo Ishikawa e fizera diferentes contatos em Kyoto, no dia anterior, deixara-a admirada. Quando ela entrou no avião e a viu sentada diante de uma mesa de reuniões, com uma pilha de documentos ao lado, de repente se deu conta do seu poder. E sua mãe queria que ela se vendesse para absorver um pouco daquele poder.

– Quanto mais rápido você sentar, mais rápido levantaremos voo, Lauren.

Ela sorriu para um tripulante que passava, não querendo admitir o que aquela voz de tenor fazia com suas emoções.

– Bom dia para você também, Camila.

– Buenos dias. Se esse ar mal-humorado se deve à hora, fique sossegada. Não precisa trabalhar durante as treze horas de voo. Temos suítes a bordo. Se quiser, descanse um pouco.

– Eu não preciso descansar – respondeu ela, bocejando.

– Sí, você está nova em folha...

– Eu não dormi direito.

– Todos sofremos de insônia, uma vez ou outra.

Camila jogou a caneta em cima da mesa, observou-a por um minuto, chamou o comissário e pediu que ele servisse café, logo depois da decolagem.

– Estou surpresa por não ter percebido antes.

– Percebido o quê?

– Você não é uma pessoa matinal.

Ela tentou rir, mas a risada soou como um rosnado.

– Comparado com a sua ideia de manhã, ninguém é matinal.

Camila cruzou os dedos, mostrando o braço descoberto pela manga enrolada da camisa. Lauren desviou os olhos de seus músculos, enquanto o avião começava a taxiar. Condenava a sugestão deplorável da mãe, mas isso não queria dizer que sua louca atração por Camila tivesse diminuído. Assim que atingiram altitude de cruzeiro, o comissário lhes serviu café, croissants e rosquinhas. Querendo se ocupar com algo, ela pegou uma rosquinha, serviu o café, adoçou-o e passou uma xícara para Camila.

– Gracias.

Ela devorou a rosquinha e olhou para os documentos.

– O que você quer que eu faça?

– Eu falei sério. Não precisa trabalhar durante o voo.

– Vou ficar de braços cruzados durante treze horas?

– Estou tentando ser menos... ogra. Aproveite, Lauren.

Ela se lembrou da conversa com a mãe. Não queria se aproveitar de nada e de ninguém.

– Prefiro que não.

– Por que eu tenho a sensação de ter dito algo de errado? – perguntou Camila.

– Não é importante. Sério – enfatizou ela, ao vê-la franzir os olhos.

Por fim, Camila desistiu e voltou aos documentos. Uma hora se passou, e Lauren não aguentava mais folhear revistas. Concentrou-se em Camila, na caneta que ela girava entre os dedos e na mão sobre o tablet. Chega. Ela olhou em volta, sorriu para o comissário que passava e levantou. Camila segurou-a pelo pulso.

– Precisa de alguma coisa?

– Sim... Eu não sei como funciona a questão da bagagem, em um avião particular. Estava imaginando se teria acesso às minhas coisas. Se houver problema...

Camila se levantou, sem soltá-la.

– As suas coisas foram colocadas em uma das suítes. Vou levá-la até lá. – Ela a levou até a traseira do avião e lhe indicou uma escada.

Ela subiu na frente, perguntando-se se a saia não seria muito curta, se a blusa não estaria muito justa, odiando-se por deixar a mãe minar sua confiança. O quarto era maior do que o seu apartamento, com uma cama king-size coberta por uma colcha vermelha. Na parede oposta, abaixo de uma enorme TV, havia um bar e aparelhagem de som. Num canto, chaise-longue estava ao lado de um closet onde estavam a sua mala e a caixa de pintura, junto com outras bagagens. Era um ambiente destinado a relaxar, mas um tipo de relaxamento que a fez prender o fôlego e sentir o pulso disparar freneticamente. Ela ouviu a porta se fechar e se virou.

– Eu só vou pegar minhas coisas e voltar.

– Por quê? – Camila se aproximou.

– Tenho a impressão... Este é o seu quarto Camila?

– Sí. É o lugar mais silencioso do avião porque tem isolamento acústico. Aqui, você não será perturbada.

Mas ela a estava perturbando com seu perfume, seu corpo e com o calor do seu olhar.

– Eu realmente só quero pegar uma coisa...

– Você está com olheiras que não tinha ontem à noite. Preciso que você esteja em plena forma quando aterrissarmos. Insisto que você descanse. – Camila puxou as cobertas da cama e afofou um dos travesseiros.

A visão dos dedos morenos de Camila sobre o branco da fronha era tão erótica que ela sentiu uma contração entre as coxas. Ela se aproximou e passou o dedo sob seus olhos.

– Do lado da cama há um botão para chamar um atendente. Se quiser alguma coisa ao acordar, use-o.

– Obrigada.

Quando ela saiu, Lauren sentou-se na chaise-longue e passou a mão no rosto. Deus a ajudasse. Precisava encontrar um modo de evitar aquela sensação febril quando estava perto de Camila, antes que fizesse papel de tola. Ou, pior: confirmasse o ditado que dizia “tal mãe, tal filha”.

Lauren levantou e foi até o closet. Fazia anos que não tocava em seu material de pintura. Não sabia por que o trouxera ou por que imaginara que encontraria consolo em sua arte, quando todas as tentativas que fizera nos últimos anos tinham parecido forçadas, artificiais. Mas, desde que dissera a Camila que se formara em Artes, sentia necessidade de reviver seu sonho. Para ver se, desta vez, ele lhe dizia alguma coisa. Ela tirou os sapatos, sentou-se na cama e montou o cavalete. Deu uma olhada no seu caderno de esboços, cheio de ideias abandonadas. E se nunca conseguisse recuperar aquela sua válvula de escape? Os mangás que desenhava tinham-na ajudado durante a adolescência. Poderiam ajudá-la agora? Lauren releu algumas páginas, tentando se situar na história. Meia hora depois, seus dedos ainda tocavam uma página em branco, e ela sentia medo. Teria perdido o seu dom para sempre?




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