História Um Passado Que Me Persegue - Capítulo 3


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Debrah, Iris, Kentin, Lysandre, Melody, Nathaniel, Personagens Originais, Rosalya
Tags Alexy, Armin, Armindoin, Arminete, Banda, Castiel, Festa, Fobia, Gamer, Hentai, Iris, Kath, Katherine, Ken, Kentin, Lysandre, Lys-fofo, Musica, Nath, Nathaniel, Rosa, Rosalya
Visualizações 19
Palavras 2.990
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


eae, bbs? Me desculpem pela demora, mas acontece que eu quebrei meu telefone a algum tempo – e como eu escrevo por ele –, e ent tá mais difícil doq o normal escrever :')
Boa leitura <33

Capítulo 3 - "Amizades"


Apertei meus olhos, encarando meu reflexo no espelho. Ainda me intimida a maneira como pareço com minha mãe. E lembrar de seu rosto me faz lembrar de coisas que sinceramente adoraria nunca mais lembrar. Mas, até onde eu sei, nada é perfeito.

Fechei meus olhos, suspirando. Levei minha mão até meu rosto, afastando levemente minha franja, o que fez com que a cicatriz que marcava minha testa pudesse ser vista nitidamente.

Apenas mais uma conseqüência daquele dia.

Respirei fundo, levantando-me de vez da cadeira após ajeitar novamente a franja, pegando minha bolsa em seguida. Saí rapidamente do quarto, caminhando distraidamente até a cozinha.

— Bom dia, coisa fofa! – ri pelo nariz, revirando os olhos ao ser calorosamente recebida por Luka.

— Bom dia.

— Como você está? – indagou, olhando-me atentamente enquanto eu me servia uma caneca de café.

— Bem. – dei de ombros. — Eu só... estava pensando.

Observei o mesmo arquear as sombrancelhas, esperando que eu continuasse. Encarei minha caneca, limpando minha garganta. As palavras pareceram sumir da minha boca e eu forcei um sorriso, deixando minha caneca de lado.

— Eu tenho que ir pra aula, desculpe. – murmurei, jogando minha bolsa nos ombros antes de caminhar apressadamente até a porta, sem dar tempo para o mesmo me interrogar.

Acho que eu ainda não tenho coragem de encarar esse assunto. A realidade pode ser muito pior do que eu imagino que seja, e eu realmente não tenho o mínimo interesse em saber como é.

— Katherine! – parei de andar, virando-me lentamente a medida que observava o moreno aproximar-se de mim. — Nossa... Você anda rápido. Eu pensei em passar na sua casa e...

Franzi o cenho, colocando uma mão na cintura.

— Como você pode ser tão cara de pau, Sr. Lockwood? – indaguei cética, olhando-o seriamente a medida que ia aumentando meu biquinho. — Eu fiquei um bom tempo te esperando ontem, Kentin.

— Desculpe. – o mesmo sorriu, enquanto voltavamos a caminhar. — Eu nem imaginava que você realmente iria para a escola, então meio que não desmarquei as coisas que eu tinha pra fazer... Mas aí você me mandou uma mensagem.

— E você disse que podia me encontrar. – semicerrei os olhos, olhando-o torto. — Qual é a desculpa da vez?

— Qual é... Eu fui, beleza? Só que você não estava mais lá.

Ri, dando de ombros.

— Ajudei um garoto e uma garota a carregar uma montanha de tecidos. Não é minha culpa que você se atrasou, sabe que eu detesto isso.

— Qual é, Katherine. É a primeira vez que eu me atraso, da um desconto. – o mesmo fez bico e eu gargalhei, revirando os olhos.

Kentin é meu melhor e único amigo desde muito tempo. Nós nos conhecemos quando tínhamos dez anos, e acabamos virando amigos. Confesso que ele era meio estranho na época, com sua capacidade mais que irritante de me seguir por todo lado, enquanto eu queria ficar com a minha multidão de amigos ao invés dele. Entretanto... Depois que aquilo aconteceu, ele foi justamente o único que não me deixou, e continuou me apoiando e me visitando praticamente todos os dias.

Com o passar dos anos eu me acostumei com sua presença, e ele passou a ser como um segundo irmão pra mim. É claro que eu sei que ele já teve uma paixonite infantil por mim, no entanto hoje em dia somos como se fôssemos irmãos, apesar do sumiço que ele havia dado a um ano atrás, quando ele foi para a escola militar. Eu diria que foram os meses mais difíceis pra mim desde que eu me lembro. E eu nunca me senti tão sozinha como naquele tempo, mesmo tendo o Luka comigo.

— Olá... você está me ouvindo?

Balancei a cabeça para os lados, limpando minha cabeça desses pensamentos por hora. Dei de ombros, encarando-o.

— Eu estava pensando. Na real, eu ando pensando até demais ultimamente. – suspirei, olhando para o céu. — Mas não é nada importante. O que você estava dizendo mesmo?

Kentin riu, coçando a nuca como quem não quer nada. Eu entendi bem o que ele queria com isso e franzi a testa, olhando-o com falsa curiosidade.

— E no que você estava pensando?

Sorri levemente, desviando o olhar para a rua a minha frente.

— Sei lá. Eu estava lembrando do tempo em que você foi embora. – comprimi os lábios, humedecendo-os em seguida. — Foi... difícil.

Ele pareceu ficar levemente triste, todavia, não transpareceu isso, sorrindo maliciosamente.

— Difícil foi explicar para você que eu era o seu amiguinho e não uma paquera pra você dar em cima.

Arregalei os olhos, sentindo meu rosto ficar instantaneamente quente. Bufei alto, cruzando os braços após levantar um bico enorme de descontatamento em meus lábios.

— Mas você também não me ajudou, hm? – indaguei amargurada, colocando a língua para fora em desgosto. — E eu estava bêbada.

— Pois é. Quem confunde álcool com refrigerante? – o mesmo explodiu em gargalhadas e eu soquei seu braço, irritada.

— Uau, senhorita "não me toque", está de bom humor, é?

— Não enche, Kentin! – exclamei, revirando os olhos. Porém não consegui manter minha cara séria, desatando a rir junto a ele, mesmo que me segurasse o máximo possível para não o fazer. Ele me conhece bem, e também conhece minha fobia por consequência disso. Eu sou assim desde que me entendo por gente, e sim, eu já fiz tratamento e frequentava um psicólogo com frequência, mas nunca deu certo.

Eu até tinha conseguido algum avanço, no entanto, com a morte dos meus pais tudo pareceu voltar a estaca zero, se não dizer se ficou pior que antes. Até porque, até onde eu sei foi por causa dessa maldita fobia que eles sofreram aquele acidente. Ou seja...

A culpa automaticamente é minha.

Mas eu não me lembro de quase nada daquele dia, e isso me irrita.

— ...então você poderia fingir que se importa, por favor?

Pisquei algumas vezes, percebendo que Kentin me encarava seriamente, com seus olhos verdes parecendo analisar minhas expressões. Algo do tipo "sua resposta não importa, então apenas concorde".

— Ah... Tudo bem, eu acho.

O rosto do mesmo se iluminou e ele pareceu comemorar silenciosamente, puxando-me pela manga da camisa.

— Espera, pra onde estamos indo?

— Ué... – ele sorriu cinicamente, e eu percebi que já estávamos no terreno escolar, engolindo em seco. — Vou te apresentar para alguns amigos, você sabe, você acabou de concordar, não é?

Ele sabia que eu não estava ouvindo!

— Kentin... – murmurei, inflando as bochechas. — Isso é jogo sujo.

— Considerando que eu estou a seis meses tentando te apresentar eles, não, não é.

— Eu estava ocupada! – me defendi, puxando meu braço.

— Ocupada? Você nem saía de dentro de casa, garota. – ele arqueou uma sombrancelha e eu dei de ombros, estralando a língua. — Qual é... Só esse favor, beleza? Depois faço o que você quiser.

Arqueei uma sombrancelha, fingindo pensar a respeito.

— Qualquer coisa?

— Exatamente. – sorriu, convicto.

Suspirei, dando de ombros.

— 'Tá, eu topo. Mas não adianta fugir dessa promessa depois, ouviu?

— 'Tá, 'tá. Agora vamos. – proferiu, voltando a caminhar. Eu o segui, sem nem me preocupar em disfarçar minha insatisfação com isso. Se eu soubesse teria vindo sozinha.

— E aí, pessoal? – observei o mesmo comprimentar um grupo de pessoas, e deixei meus braços caírem ao lado do meu corpo, surpresa. — Essa é minha amiga, Katherine.

Acenei com desânimo, ainda levemente surpresa com a diversidade dos amigos dele.

— E Katherine, esses são meus amigos, que tem boca e podem muito bem se apresentar.

— Não seja grosso, Kentinho. – segurei a risada ao ver o azulado – que eu havia conhecido ontem –, proferir, sorrindo amigavelmente ao continuar: — Alexy Walker, e é um prazer, fofa.

O olhei com atenção, finalmente reparando na semelhança incrível que o mesmo tinha com o outro Walker. Me sinto até estúpida por não ter reparado antes, mas acontece que eu estava cansada.

— E eu sou a Rosalya Harris, é bom ver você de novo. – a albina sorriu, apoiando-se no azulado ao seu lado.

— Meu nome é Elizabeth Collins, e eu não acho que tenhamos nos encontrado antes, então é um prazer, Katherine!

Sorri para a mesma, desviando minha atenção para uma garota baixinha ao seu lado. Sua pele era morena e a mesma tinha olhos lindos. Se não me engano é a tal da...

— Anna Bluks. – ela sorriu, fazendo-me retribui-la, antes de desviar novamente o olhar para o ruivo ao seu lado.

— O que é?

Castiel! – a tal da Elizabeth exclamou, olhando-o repreensivamente. — Não seja mal educado.

— Que seja. – o mesmo a ignorou, olhando-me tediosamente. Engoli em seco ao vê-lo me olhar de cima a baixo, antes de formar um sorriso sarcástico em seus lábios. — Castiel Collins. E será um prazer ser seu amigo.

Mordi o lábio inferior, tentando ignorar sua resposta sugestiva, fitando agora o último garoto da roda.

— Spencer Lee. – proferiu, dando de ombros.

— Tem muito mais gente para você conhecer, mas está ótimo para o começo, não é, Kath? – ouvi Kentin proferir, sorrindo.

"Espero que você morra, seu otário." Era o que eu queria dizer, mas tudo o que saiu da minha boca foi:

— É...

(...)

— Mitchell...

— Não enche, novata.

Bufei alto, revirando os olhos.

— O que é tão importante que você tem que esperar todos saírem? Ele já deve estar nos esperando!

— Nos seus sonhos. Botaria minha mãe no fogo para dizer que ele deve estar em alguma sala vazia, jogando.

Arqueei uma sombrancelha.

— Mãe? Não seria mão? E como você poderia saber disso?

— Não seja chata e pare de fazer perguntas. Quantos anos você tem? Cinco?

— Voc...

— Não me faça calar a sua boca com as minhas mãos. – engoli em seco ao vê-la me olhar com um olhar duro, deixando bem claro que ela não dá a mínima. — Que tal você dar uma volta por aí? Hoje não é dia de ensaio, vai dar uma olhada no clube de música.

Suspirei, rendendo-me. Já faz quinze minutos que estamos paradas em frente ao corredor da diretoria, e eu nem ao menos sei o que ela quer fazer. Só que ela quer desesperadamente se livrar de mim.

— Beleza... Só não demore muito, ok?

— Tanto faz. Agora some.

— Sua delicadeza ainda me espanta.

Revirei os olhos, dando as costas a mesma. Eu não lembro exatamente o caminho, mas eu sei que é por aqui. Talvez seja pela placa enorme no início do corredor dizendo: "Sala Dos Clubes". Comprimi os lábios, parando frente a uma porta azul, exatamente da forma que eu lembrava. No entanto, assim que eu fiz menção de tocar a maçaneta, congelei, ouvindo uma voz ecoar seriamente atrás de mim.

O que está fazendo?

Prendi a respiração, arregalando os olhos.

— E-eu só...

— Está assustada? Então ia fazer algo errado, hm? – observei a mão – aparentemente forte – da pessoa atrás de mim tocar a madeira, que me fazia literalmente ficar em uma situação difícil. Virei-me rapidamente – visto que meus seios estavam comprimidos contra a porta, em uma tentativa de não encostar um centímetro sequer na pessoa atrás de mim –, arregalando meus olhos ao fixa-los nas orbes azuis do garoto agora a minha frente. Ele também parecia surpreso ao me ver, visto que seus olhos arregalaram-se tanto quanto os meus, mesmo que permenecessem juntos um do outro. Seu rosto estava perto... Demais. E seu corpo... eu nem preciso explicar. Sua mão pareceu apoiar a madeira atrás de mim com mais força, e eu mordi o lábio inferior, sem entender direito que diabos estava acontecendo.

Eu o empurraria. Mas acontece que detesto toques. E reconheço que sou hipócrita ao dizer isso, principalmente por ter uma boca tão irresistivelmente perto da minha. E eu nem sei mais o que estou pensando!

— E-então... – o mesmo pigarreou, afastando-se rapidamente. Agradeci internamente, finalmente respirando normalmente. Minha mente pareceu subitamente se dar conta do que havia acontecido, e eu senti meu rosto ficar extremamente quente. Humedeci os lábios, ignorando esse fato, esperando pacientemente por sua explicação. — O que você queria no meu clube? Não abrimos para visitas por medo de danos.

Franzi a testa, confusa.

— O quê? Mas esse não é o clube de música...?

O mesmo riu, negando com a cabeça.

— Não. Ao menos que considere computação a música que limpa sua alma. – debochou, enfiando as mãos nos bolsos. — Me desculpe por agora pouco. Mas normalmente os vândalos aproveitam que não tem ninguém para quebrar ou destruir algumas coisas. E sinceramente nem temos mais verbas.

Assenti, humedecendo os lábios.

— Entendi. Mas pode ficar tranquilo, porque eu acho que a coisa mais rebelde que eu fiz em toda minha vida foi não arrumar minha cama. – sorri, visualizando-o fazer o mesmo. E, meu Deus, que sorriso.

— Você é do meu grupo, não é? Eu estava trancando a sala para me encontrar com vocês. – explicou, fazendo-o. – Eu acabei perdendo a hora com meus jogos, então meio que me esqueci.

Ri, lembrando-me do que Mitchell havia dito. Pelo menos a mãe dela está salva.

— Pois é. Eu...

— Você nada. O que ainda estão fazendo aqui? Vamos logo para a droga do lugar que eu tenho mais o que fazer.

— Mas foi você... – a olhei atordoada, calando-me ao vê-la lançar-me aquele olhar. — Quer saber? Que seja. Vamos. – resmunguei, começando a caminhar, não antes de ouvir o moreno ao meu lado murmurar, entediado:

— Ótimo. Agora são duas.

(...)

Nós nos retiramos do colégio, e eu apenas os segui em silêncio, já que não fazia a mínima ideia de onde seria o tal lugar. A caminhada foi meio desconfortável, já que ninguém parecia interessado o suficiente para começar algum assunto, e eu mais do que sabia que essa pessoa não seria eu.

Bufei, impaciente.

— Ainda falta mui...

— Chegamos.

Semicerrei os olhos, fulminando-a com o olhar. Qual é a maldita graça em cortar minhas falas?!

— Parece que não fomos os únicos a ter essa ideia. – o moreno ao meu lado murmurou, observando todos os nossos outros colegas – a maioria que eu havia conhecido hoje – sentados em mesas diferentes, parecendo concentrados.

Respirei fundo, observando o ambiente atentamente. Era um lugar extremamente confortável, e enorme. De um lado ficavam as mesas, na outra extremidade tinha algo parecido com um bar, e pelo o que eu percebi, tinha também um palco.

Quase me arrependo de não ter vindo aqui antes.

— Vai olhar por mais tempo ou quer entrar de uma vez? – encarei a loira tediosamente, adentrando o lugar de uma vez junto a ela. Sorri ao encontrar meu olhar com o de Kentin, acenando para ele.

— Você o conhece? – Walker indagou, enquanto procurávamos por uma mesa.

— Sim. A bastante tempo, na verdade. E você?

Ele riu, sentando-se finalmente em uma das mesas do canto, que ficava ao lado oposto ao da janela, e, diferente das outras, tinham poutronas para mais de uma pessoa se sentar.

— Conheço.

— Vai me dizer que já ficaram amigos? – Mitchell chegou, com sua cara fechada de sempre.

— Estamos nos esforçando. Você bem que poderia tentar também. – murmurei, colocando minha mochila ao meu lado.

— Se tem uma coisa que eu não sou é obrigada, fofa. – a mesma proferiu, debochada, sentando-se em seguida. — Enfim, não quero perder mais do meu tempo. Ideias?

Apresentei minhas ideias para a mesma, assim como Walker, revezando-as, enquanto a mesma apenas escutava.

— Até que estão boas. Eu posso começar colocando-as no papel, e...

— Vão querer alguma coisa?

Desviei minha atenção para uma garçonete, que esperava não tão pacientemente por nossa resposta.

— Você nã...

— Megan, não. – o moreno a cortou, fazendo-a bufar. — Um suco de laranja, por favor.

— Apenas isso?

— Er... Um café, obrigada. – proferi, humedecendo os lábios.

Ela fitou Mitchell, que sacudiu os ombros, como para dizer que tanto faz. A garçonete revirou os olhos, saindo da mesa em seguida.

— Impossível! Você não consegue ser educada nem nesses momentos?

— Da um tempo, West.

— Pelo amor de Deus, você é sempre assim? – indaguei, contudo, antes que ela tebsionasse me responder, desviou sua atenção para algo atrás de mim, fazendo-me fazê-lo também. Arregalei meus olhos ao visualizar o tal do Lee e a Bluks em cima do palco, parecendo animados – pelo menos ela.

— Era só o que me faltava. – a loira murmurou, parecendo completamente entediada. — Decidam o que quiserem. Eu vou embora.

Olhei-a sem entender, ouvindo Walker deixar um suspiro longo escapar, levantando-se da cadeira.

— Que tal continuarmos em outro lugar?

— Minha avó detesta visitas. – Mitchell respondeu secamente, continuando a juntar suas coisas.

— Podemos ir pra minha, então. – sugeri, dando de ombros.

— É uma boa. Só que eu não estou nem um pouco afim.

— Megan... – o moreno murmurou, revirando os olhos. — É melhor deixarmos para amanhã.

Suspirei, assentindo.

— Beleza. Vejo vocês depois, otários!

— Qual é o problema dela? – murmurei, ouvindo o garoto a minha frente rir, irônico.

— Ela nem sempre foi assim. É só a maneira que ela encontrou de lidar com os problemas. – ele deu de ombros. — Ela não vai tentar ser gentil, justamente porque quer ficar sozinha.

O olhei com atenção, observando sua expressão séria sumir, restando apenas um sorriso.

— Bem, eu também vou indo. Até mais.

Me afundei na cadeira, completamente confusa. Por que Mitchell parece ter tanto ódio do tal Lee? E por que ela se incomodou ao ver o mesmo com a Bluks? E, principalmente, por que eu estou tão interessada nesse assunto?

Argh.

— Aqui estão os seus pedidos. – observei a garçonete – dessa vez diferente – deixar as bebidas em cima da mesa, fazendo-me trincar os dentes, percebendo só agora uma coisa: Eu vou ter que pagar até o que eu não pedi, sendo que como Mitchell foi totalmente grossa a garçonete trouxe mais coisas do que o necessário – vocês já devem até imaginar o porquê. Mas, sabe o que isso significa? Adeus, mesada.

Suspirei, cansada, decidindo pelo menos aproveitar meu café antes de ir embora, contudo, pareciam ter jogado um quilo inteiro de açúcar ali dentro, o que me fez fazer careta ao sentir o gosto doce, cuspindo a bebida de volta no copo. Me joguei de volta no banco, choramingando ao retirar meu dinheiro da minha bolsa.

Meu segundo dia de aula e eu já estou pagando as coisas para os outros! Emocionante, não?

Eu mereço.


Notas Finais


Como eu disse, as coisas ainda estão se desenvolvendo. Então antes de tudo vou focar em apresentar a personalidade dos persona pra vcs, rs
Se bem que já dá pra ter uma noção da química desses dois nesse capítulo, não é? (Além da capacidade da Katherine de ser trouxa – nunca critiquei.) Ksjakkagdjs
Comentem, dlçs, nos vemos por aí :3


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