História Um Passo Por Vez. - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS), TWICE
Personagens J-hope, Jihyo, Jimin, Jin, Jungkook, Nayeon, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bottom!jimin, Bts, cadeira de rodas, Deficiência Física, Jikook, Jimin, Jimin!bottom, Jungkook, Jungkook!tops, Kookmin, Paraplegia, Sukisaturn, Top!jk
Visualizações 1.105
Palavras 2.895
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


CAPÍTULO AINDA NÃO REVISADO
Demorou, não foi? Mas acho que vai valer a pena. Leiam as notas finais, docinhos!

Avisos:
*Essa fic é uma obra completamente fictícia.
*O ship principal é Jikook/Kookmin.
*Se acontecerem demais ships eles não terão tanto espaço como o foco.
*A história contém um personagem com deficiência física e peço que não levem nada para o lado pessoal, não é do meu feitio denegrir a imagem de alguém que usa cadeira de rodas ou algo do tipo.
*O foco é de fato na reconstrução do caráter e - como de comum em minhas histórias, sobre o personagem principal ou um destes se reerguer.
*Todos os capítulos são narrados em terceira pessoa, com o foco principal atual em Jeon Jeongguk.
*Conta com uma playlist oficial em piano, criado pela autora, no YouTube. Link nas notas finais.

Boa leitura!

Capítulo 10 - Nono - O calor natural de Park Jimin.


Fanfic / Fanfiction Um Passo Por Vez. - Capítulo 10 - Nono - O calor natural de Park Jimin.

09. 아홉 번째

Era definitivamente um dos dias mais congelantes da estação iniciante. Jeon Iseul dirigia com extrema cautela pelo asfalto congelado. Jeongguk e Nayeon podiam enxergar pela janela diversos moradores retirando a neve das calçadas, usando luvas e botas especiais, já que o clima, depois da nevasca, não era dos melhores. Jeongguk tinha passado por uma das piores gripes em tempos e por isso tinha faltado as aulas por mais de uma semana. Sua baixa resistência e a fraqueza por conta dos remédios o faziam um alvo fácil para as mais diversas doenças.

A Jeon mais nova apenas bufou, soltando uma pequena nuvem de ar congelado. Se sentia frustrada em ter que ir ao colégio em condições tão adversas. Afinal, quem estudaria em um clima desses? Gostaria muito mais em estar em seu pijama de gatinhos envolvida nas cobertas brancas e felpudas.

Já Jeongguk mordia os lábios ressecados e encarava o exterior por um motivo: Sua pequena paixão platônica. Mentiria em dizer que sair com tamanho frio fosse confortável, mas se distrair com o ambiente escolar bonito e os cabelos ruivinhos não era nada ruim. O tiravam da rotina maçante do dia-a-dia. E agora o tirariam de uma semana de caldos quentes e remédios para febre e espirros.

Iseul parou o carro com cautela na calçada, olhando para o interior dos grandes portões amarelos.

– Mãe, veja, não tem ninguém lá dentro – Nayeon franzia as sobrancelhas, apontando com o dedinho pequeno – Por que temos que ir, mamãe? Não é justo! – Cruzou os braços sobre o moletom rosa e fez o bico característico de uma Jeon Nayeon emburrada.

 – Nayeon, não me enrole! Não quero meus dois filhos atrasados... É apenas um pouco de neve – O para-brisa do carro já formava um pequeno acolchoamento branco gelado – Tenho certeza que os outros alunos estão dentro da escola – A própria Iseul olhava para a escola com a sobrancelha erguida, duvidava das próprias palavras.

Com o bico nos lábios, Nayeon apenas pegou seu gorro rosa-bebê feito pela avó e o acomodou sobre os fios lisos. Rosnou baixinho antes de abrir a porta e estremecer com o frio.

– Mamãe! – A Jeon caçula chamou manhosa, se apoiando sobre a porta do carona – Está frio! – Estendeu a última vogal com seu bico avermelhado. Às vezes Nayeon era uma criança crescida, birrenta e mimada.

– Nayeon, largue de reclamações e vamos para a aula logo. – Jeongguk se pronunciou pela primeira vez – Pegue minha cadeira e me ajude.

O irmão mais velho já abria a porta e arrumava suas pernas para o lado de fora enquanto a caçula choramingava abrindo o porta-malas e estendendo a cadeira aberta para Jeongguk, que se levantou com os braços fortes e acomodou as duas pernas com facilidade.

O dia parecia brilhar, apesar de tão frio, era aconchegante. A visão branquinha da neve era tão mágica que Jeongguk se sentiu como uma criança novamente.

Logo transpassaram o portão amarelo e deram de cara com um colégio vazio. Poucos alunos circulavam pelo lugar, logo correndo e se escondendo do tempo nas salas de aula. Nenhum dos dois Jeon’s visualizou sequer um professor.

Nayeon empurrou a cadeira de Jeongguk até a entrada principal. Dando de cara com uma pequena aglomeração de alunos empacotados de roupas quentes. Gorros, luvas e botas. Mas nada parecia ser suficiente para tamanho frio.

– Jihyo, o que está acontecendo? – Nayeon cutucou a menina que Jeon reconhecia como uma das melhores amigas de Park.

Jihyo tinha olhos grandes característicos, uma pequena franja sobre os olhos e um gorrinho azul adorável, além de um sorriso simpático.

– Oh! Oi, Nayeon, oi Jeongguk. – A Park fez uma pequena reverência enquanto aquecia as mãos dentro do casaco lilás – Aparentemente a maioria dos professores não conseguiu chegar, as ruas começaram a engarrafar por que estão congelando, então nada de aulas por hoje – revirou os olhos – Se soubesse disso, me fingia de morta logo pela manhã.

– Guk, temos que ligar para a mamãe, me dê seu telefone.

Jeongguk, sem nem ao menos contestar, buscou o telefone de dentro da mochila escura e o entregou à irmã. Sabia que o telefone da irmã estaria sem bateria, afinal, a caçula o carregava à tiracolo para todos os lugares.

Mas antes que sua irmã mais nova pegasse o aparelho, Jeon foi atingido por uma pequena bola de neve na nuca, deixando o celular cair no chão congelado. Jeon acariciava a nuca congelada e sentia pequenos pedaços de neve adentrando por suas camadas de tecidos grossos. Passou as mãos pela nuca.

– QUEM FOI QUE... – Sua voz morreu aos poucos, enquanto via o amontoado alaranjado correndo até si.

– Oh! Me desculpe, Jeonggukie-hyung! – Um pequeno aglomerado ruivo corria com pressa até os colegas, sem luvas e com o nariz em vermelho vivo, o pequeno parecia extremamente preocupado – Me perdoe, por favor, tentei acertar Jigyo! Por favor, me perdoe, hyung!

O ruivinho já se agachava para buscar o celular, se mantendo de joelhos e entregando ao cadeirante.

Jeongguk estava estagnado, segurava o celular e via o rostinho inocente do menino mais novo e sentia que o frio era ainda mais bonito, apesar de doloroso. Seu rostinho corado e as mãozinhas pequenas eram bonitas.

– Jimin! Como pode ser tão estúpido? – Jihyo acertou sua nuca com força, fazendo o menino Outono resmungar baixinho e manhoso. Nayeon ria de toda a situação, enquanto Jeongguk se via irritado com a menina mais nova por machucar alguém tão pequenino.

– Não! – Se pronunciou, Jeongguk, um pouco mais alto do que o pretendido – Não foi estúpido, está tudo bem, Jimin.

Todos os quatro se mantiveram quietos, Jimin sorria pequeno, tentando aquecer as mãos desprovidas de proteção enquanto o moreno o olhava em deleite. Parecia que o mundo se limitava aos dois estudantes.

Nayeon, vendo o momento perfeito, buscou o celular da mão de Jeongguk e puxou Jihyo para longe, subindo os lances da escadaria.

Jeongguk olhava aquele pequeno amontoado de roupas e vermelhidão achando aquela a imagem mais adorável de todas. As bochechas cheinhas de Park se inflaram ainda mais enquanto observava as mãos. Jimin mordeu o lábio carnudo sentindo todo o frio do ambiente desmonta-lo. Tentava a todo o custo não bater o maxilar em frente a Jeongguk.

Os olhos de Jeon foram diretamente para as mãozinhas quase congeladas devido ao frio, sentindo um pequeno aperto no peito.

– Está com frio?

– Oh! Não, não. Está tudo bem comigo. – Jimin tentou esconder as mãos miúdas dentro do casaco cinza, não obtendo sucesso.

– Ora, não fale besteiras. – O moreno retirou as luvas negras de suas mãos observando o garoto corado. – Puxou uma das mãozinhas escondidas e colocou o tecido ali – Pode colocar.

– Mas, hyung, são suas luvas e...

– Pode colocar – Repetiu Jeongguk

– Assim você congelará, não é certo e – O garoto ruivo estendia as luvas grossas de volta para Jeon, que maneou negativamente com a cabeça.

Jeongguk então segurou a pequena e pálida mão de Jimin, pegando as luvas de volta e calçando uma delas na mão que segurava.

As pontas dos dedinhos brancos de Park se encontraram com as pontas dos dedos de Jeongguk, e nenhum dos dois parecia querer agir com pressa. Sua mão escorregou devagar até se encaixar na maior. O calor dividido pelos dois corpos parecia mais do que apenas perfeito, parecia complementar e necessário.

Ambos sentiram o coração parar por um momento, enquanto olhavam para a cena tão bonita de suas mãos unidas. O moreno subiu seu olhar vagarosamente para o menino corado, que retribuiu a ação. Pareciam se conectar com muito pouco, muito facilmente.

Com delicadeza e sem deixar os olhos de Outono, buscou a outra mão congelada, calçando sua luva grande com cuidado.

As mãozinhas pequenas pareciam descansar perfeitamente entre as suas.

O sorriso radiante de Jimin se abriu, mostrando todos os dentes branquinhos e um pequeno torto, logo na frente. Segurou as mãos de Jeongguk e as acomodou dentro dos bolsos do casaco do cadeirante, não desejando que o mais velho sentisse frio.

Jeongguk riu baixinho e soprado, com tamanho cuidado por si. Desta vez não era pena ou piedade, era preocupação genuína, e poderia sentir isso ao olhar para o ruivo. Se preocupavam mutuamente, um com o outro.

– Vamos entrar? – Jimin maneou com a cabeça, indicando a rampa traseira do colégio. Sem demora Jeongguk concordou consigo.

Jimin empurrou sua cadeira por todo o caminho, mas dessa vez o Jeon mais velho não brigaria por isso, afinal, gostou. Park o carregava rampa acima com a pequena mochila amarela nas costas e um sorriso enorme no rosto.

Park empurrou a cadeira de Jeon por todo o caminho, poucas pessoas se aqueciam nos corredores, e até mesmo o aquecedor geral parecia não dar conta de tamanho frio. As mãos de Jeongguk, apesar de dentro dos bolsos, não estavam tão aquecidas, e os dedos compridos e ossudos estavam gelados, mas não aparentaria aquilo, não à Outono.

Mas Jimin sabia, ele sentia que a bondade de Jeongguk poderia custar caro para o mais velho, então o levou para um dos lugares mais quentinhos e aquecidos do lugar: a biblioteca interna.

Parecia que todo o ambiente, tão repleto de livros, empilhados pelas mesas e bagunçados nas prateleiras, tornava o lugar ainda mais acolhedor e gostoso. O levou até uma das mesas do cantinho, perto da janela quase que completamente congelada. Apesar da mesa ser grande, Jimin se sentou bem do seu lado, e Jeon não pode soltar os olhos de si.

O cheiro de Jimin impregnava o lugar, não de forma enjoativa, nunca, mas de um jeito tão bom que Jeongguk se viu ainda mais enfeitiçado pelo ruivinho. Gostaria de se aproximar e cheirar a tez limpinha e branquinha afim de descobrir mais afundo quais eram todos aqueles tons que se mesclavam em Jimin. Poderia até mesmo chutar que o mais novo usava perfumes femininos, afinal, seu aroma era completamente diferente dos perfumes másculos, era delicado demais.

Jimin sorriu de lado, estava ciente de toda a atenção que o Jeon mais velho dava a si, ele olhava seus cabelos, olhos, orelhas, nariz, boca, pescoço e pelo canto do olho poderia perceber aqueles movimentos oculares.

Não sabia por que, mas gostava da atenção especial que Jeongguk dava a si.

Juntou as pernas acima da cadeira e pôs os pés com meias amarelas coladinhas ao corpo, abraçando-as em seguida. Tirou da mochila dois livros. O livro que lera anteriormente “E Não Sobrou Nenhum” e seu novo favorito, o livro ganhado de Jeongguk “Assassinato no Expresso do Oriente”. Automaticamente o mais velho arregalou os olhos, bem ali, dentro do livro antigo dado por si estava o desenho, marcando a página.

Apesar de todo o frio suas mãos suaram de novo. Seria possível que Jimin soubesse que o presente era seu? Afinal, quem mais saberia sobre sua pequena obsessão pelos livros de Agatha Christie?

Após o feito Jimin apenas recostou a cabeça em uma das mãos com o braço apoiado sobre a mesa, olhava Jeongguk com um sorriso pequenininho.

– Se você não contar, eu não conto.

– So-sobre o que você está falando, Jimin? – Jeon passava as mãos grandes pelo tecido das calças enquanto o coração dava pulinhos felicitado.

– Sobre a Senhora Kim. – Jimin sorriu ainda maior – Ela não pode nem sonhar que tirei os sapatos nesse lugar, acredite. Ainda mais, coloquei os pés em cima de uma das suas preciosas cadeiras, cometi o maior dos crimes! – O ruivo riu baixinho – Se você não contar eu não conto, fechado? – Estendeu o dedinho mindinho ao seu hyung, menor do que o comum.

Jeongguk não pode deixar de rir, mas negou o toque, ainda não se sentia tão seguro, de qualquer forma.

– Não contarei, mas não precisamos de promessas, Jimin, isso é muito infantil. – Riu sem graça, esfregando uma das mangas acima das bochechas frias.

– Devo confiar em você, então? – Jimin sobressaltou uma das sobrancelhas e Jeon não conseguiu conter a risada novamente. Aquela criança era muito mais do que esperava. Tão alto astral e com um humor tão bom que parecia mentira, e ainda desconfiava que fosse. – Me prova. O que achou sobre o final, huh?

O garoto Outono apontou com um dos dedinhos cobertos pelas luvas grandes de Jeon para “E Não Sobrou Nenhum”. Jeon quis rir de novo, aquilo era um teste consigo?

– Não me surpreendi tanto com o final, para falar a verdade, apesar de que me satisfez. O Juiz Wargrave¹ sempre incitava tudo. Era até engraçado a forma como ele colocava a culpa até mesmo em si, assim ninguém desconfiaria. Era perfeito – Jeongguk não percebia, mas já soltava as mãos, articulando com as mesmas.

– Oooou! Você é tão inteligente, hyung! – O menino parecia animado com a conversa, se debruçou sobre a mesa e deitou sobre os próprios braços, abraçando ainda mais as pernas. Jeon tentou conter a coloração do rosto, mas sentiu seu ego ser tão inflado que aquilo foi impossível – Mas por que o Juiz fez aquilo¹, huh? Ele deveria ser alguém bom, não? Ele é um Juiz, ele julga o certo e o errado – Jimin puxou os lábios em um bico emburrado.

– Nem todo mundo que parece bom é, Jimin. O mundo é assim. – Jeon pareceu cabisbaixo. Internamente ele se lembrava do acidente e culpava a si mesmo com muita intensidade. Esfregou novamente uma das mangas nas bochechas, olhando cabisbaixo para o colo.

A resposta foi automática, Jimin levantou o corpo deitado da mesa e levou as mãos até as bochechas de seu hyung. Jeongguk deu um pequeno pulo, assustado com a aproximação repentina, se afastando com as mãos nas rodas. Jimin bufou divertido.

– Estou retribuindo o favor, hyung. Não vou te machucar, eu prometo. – Jimin sorriu grande, deixando todos os dentinhos brancos se sobressaírem a todo aquele ambiente escurecido e frio. Jeon sentiu confiança o suficiente para se aproximar de novo, com as bochechas queimando em vergonha – Se quiser, prometo de dedinho.

Park encaixou as mãos em concha nas duas bochechas geladas de Jeongguk, que apenas corou ainda mais forte, evitando qualquer contato visual, até que os polegares de Jimin se mexeram em forma de carinho. O cadeirante subiu o olhar, espantado.

A muito não sentia tamanho carinho e cuidado consigo, ainda mais vindo de alguém por quem cultivava tamanha admiração. Jimin fez um pequeno biquinho rosado, prestando atenção em seu trabalho de esquentar o rosto corado do hyung. Assim que sentiu o olhar do mais velho queimando em si, olhou diretamente em seus olhos e sorriu grande, sem graça.

– Está melhor assim, Jeonggukie-hyung? – Jimin deitou a cabeça para um dos lados, o olhando com atenção – Está quentinho?

Jeongguk não tinha palavras, sequer um som com sentido saía dos seus lábios ressecados. Estava feliz. Em muito tempo estava genuinamente feliz.

Quentinho era a palavra certa. O menino com as roupas coloridas como o sol o servia com a mesma utilidade, o esquentava. No interior e exterior. Era tanto cuidado, tantas atitudes infantis adoráveis e tanto carinho que Jeon por longos minutos esqueceu da fala.

Depois de alguns minutos e um silêncio, ironicamente ensurdecedor, Jimin se remexeu. Apesar de ter tanta atitude e se importar tanto com os outros, principalmente com Jeongguk, ainda era um menino tímido, afinal. Quando ousou retirar as mãozinhas pequenas, sentiu um aperto fraquinho em um dos seus pulsos, Jeongguk tinha o segurado ali.

Outono não deixou de sorrir sem graça, Jeon tinha gostado de seu carinho. Em tantas semanas ali, nunca tinha visto seu hyung ser tocado por mais ninguém, e aquilo o fazia se sentir honrado. Ele queria seu carinho.

– O que acha de ler comigo? – Disse baixinho e manso, sorrindo sem mostrar os dentes – Não se preocupe, eu continuarei te esquentando.

Jimin retirou uma das mãos das bochechas de Jeon, ajeitou o gorrinho sobre a cabeça e fungou. Abriu seu livro presenteado na página marcada, mostrando o desenho como marca-páginas. O ruivo começou a leitura em voz alta, puxando para si as duas mãos grandes do mais velho, que nem sequer se preocupava em prestar atenção a história, estava focado demais nas mãos delicadas o segurando.

Outono levou as duas mãos de Jeon até a frente de seus lábios, pausando a leitura para soprar seu carbono aquecido ali, com a maior doçura possível.

E naquele momento os pensamentos de Jeongguk estavam aéreos até demais. Seu peito parecia tão feliz que poderia até mesmo se sentir forte o suficiente para levantar e dar pulos, se aquilo fosse possível. Park não quebrou a promessa, não o machucou, afastou e continuou o esquentando como o prometido pelos próximos minutos, que em seguida se transformaram em horas. Vezes passava as mãozinhas pequenas pelas bochechas rosadas e horas esquentava as mãos despidas de seu hyung.

Afinal, aquilo era paixão?

O ato de vigiar cada movimento, de perto, gravando cada detalhe do rosto alheio e sentindo seu coração palpitar em cada descoberta nova das feições de Jimin. Era paixão o fato de apenas ouvir o som daquela voz, mas viajar tanto naquele mar de harmonias que sequer conseguiu ouvir uma palavra conscientemente?

Percebeu em Jimin um pequeno sinal de nascença no pescoço, próximo a orelha, e praticamente contou as sardinhas espalhadas por toda aquela pele límpida e lisa.

Afinal, aquilo era se sentir apaixonado?

Jeongguk não sabia aquela resposta, mas pela primeira vez em dois anos se sentiu bem o suficiente para abrir uma exceção. Em dois anos se sentiu aquecido interiormente o suficiente para querer mais daquele vício gostoso. Em dois anos cogitava finalmente deixar cair sua barreira invisível e deixar que Outono entrasse, no inverno.


Notas Finais


Preciso que dêem bastante amor a fic, sim? Fico a pessoa mais feliz do mundo quando leio os comentários de vocês.
¹ O Juiz Wargrave é um dos dez personagens de E Não Sobrou Nenhum. Sendo o responsável pelas outras mortes da ilha e fingindo o próprio assassinato.

E para os leitores que ainda não sabem, criei uma oneshot de presente para vocês, uma songfic que acabou bem grandinha, mas me senti satisfeita com ela: https://spiritfanfics.com/historia/boys-like-boys-10712461

Escrevi ouvindo várias músicas relaxantes e gostosinhas, mas uma das que eu acho que mais funciona com o climinha do capítulo é Sleepover: https://www.youtube.com/watch?v=W6jxPFtIAnw


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