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História Um pedido especial - Capítulo 19


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Capítulo 19 - Saudades!



Por Fátima

Nos próximos dias foi a fase de readaptação, ele organizou as coisas dele na mansão. Resolvemos fazer umas pequenas mudanças na casa. Nada muito exagerado. Apenas umas trocas de configuração, principalmente no nosso quarto e closet, afinal, não daria mais pra dividir o closet com minhas filhas.

No começo de agosto William voltou aos comandos do JN, não apresentaria mais o jornal, porém voltou a assumir seu cargo de chefia. Ele coordenava bem a equipe e fez falta naquele lugar nos meses em que esteve afastado. A vantagem era que agora não precisava ficar até a hora do jornal. Então ele ficava mais tempo em casa, o que eu adorava.

Na primeira semana ele ficou feliz por ter sido recebido com carinho pela equipe. Pensou que fosse encontrar resistência entre os funcionários, mas não encontrou.

— Está feliz? — perguntei passando um hidratante nas costas dele. Chegou com dores nas costas aquele dia. O cansaço bateu, afinal ele não trabalhava a alguns meses.

— Sim, muito! Eu gosto de trabalhar. Estava sentindo falta.

— Sei como é! — e realmente sabia. Estava sentindo falta daquilo também. Essa vida no anonimato já estava me deixando louca. Gostava da agitação e a correria do dia-a-dia.

— Você também está com saudades né?

— Estou sim amor, mas estou gostando desse tempo pra mim, pros nossos filhos, pra gente, mas sinto falta sim, na verdade já estou enlouquecendo de ficar em casa.

Ele riu de mim e depois disse.

— Já estou com vontade de trabalhar com você de novo, estou ficando ansioso.

Tínhamos conversado bastante e decidido aceitar a proposta de apresentarmos o Fantástico juntos.

— Acho que vai ser ótimo. Somos ótimos juntos e vai ser interessante fazer isso — disse saindo de cima dele. Tinha me sentado em cima da bunda dele enquanto passava o creme por suas costas.

Ele se virou na cama e me segurou quando fui tentar sair da cama.

— O que foi?

— Saudades, vem cá.

Sorri e deixei o creme cair no chão mesmo. E fui até ele o beijando. Naquela primeira semana foi tão corrido pra ele no jornal que nós dois nem tínhamos ficado juntos.

O beijo se intensificou e ele me jogou na cama. Deixou minha boca e desceu seus lábios para o meu pescoço. Gemi em aprovação quando ele atingiu um ponto sensível ali. Ele continuou descendo seus lábios e subiu minha camisola de malha. Não imaginei que ele fosse tentar algo hoje, pensei que estava cansado e que iria querer a massagem e depois dormir. Por isso, a camisola de malha e uma calcinha sem graça. Mas ele nem se importava com isso. Puxou a calcinha bege do meu corpo e se posicionou na cama de forma a levar sua boca até minha intimidade.

Suspirei ao sentir a boca quente dele em mim e o gemido veio de forma instantânea ao sentir como ele me provocava com sua língua.

— Will, se você nãaoo.... Ahhh amor.... Não para.

Mas ele parou e me olhou, me provocou com o olhar e eu fiquei mais louca ainda.

— Termino? — ele disse e mordeu levemente minha coxa esquerda, suspirei e fiz que sim. Quase sempre ele me questionava isso. Eu amava quando ele fazia aquilo, mas sempre preferi chegar ao orgasmo com ele dentro de mim, e ele sabia daquilo. Hoje não queria isso. Queria aquilo ali, aquela sensação.

Ele voltou sua boca para a minha intimidade e com ajuda dos seus dedos ele me fez chegar no limite. Agarrei seus cabelos e controlei a vontade de gemer bem alto quando senti meu corpo tremer. Nossos filhos estavam em casa e eu não podia me deixar levar pelo prazer que estava sentindo.

Fechei os olhos sentindo meu corpo reagir ao orgasmo e senti ele vindo pra cima de mim.

— Gostou? — ouvi um sussurro baixo no ouvido e apenas fiz que sim. No meio do meu ‘sim’ ele me beijou e retribui o beijo na mesma medida.

— Quando quer você me deixa louca — disse depois que quebramos o beijo e nos olhamos.

Ele me fez um carinho nos cabelos e no rosto, levei uma mão ao seu rosto e passei por sua barba, seguindo para sua nuca.

— Eu conheço todos os seus desejos e seus gostos meu amor. São anos te desejando assim, anos te tocando e te amando.

O puxei pela nuca, o beijei e virei ele na cama.

— Então, vou te mostrar que também te conheço — disse o provocando.

Ele se acomodou na cama e puxei seu short e cueca o livrando daqueles tecidos.

O segurei e antes de levá-lo a boca o olhei de uma forma que eu sabia que mexia com ele. Passei a língua por sua extensão o provocando e ele suspirou pesadamente. Senti sua mão segurar meus cabelos que caíram tampando a visão do que eu estava fazendo, e ele gostava de ver, sempre gostou.

O coloquei na boca, ele não se segurou e o gemido escapou. Sorri e continuei por um bom tempo. Ele agarrou meus cabelos e sabia que estava se aproximando do seu limite. Aumentei o ritmo e ele gozou na minha boca. Engoli seu líquido e sorri o olhando.

— Que delícia amor — disse limpando minha boca. Ele me puxou pra cima dele, me prendeu ao seu corpo depois de puxar minha camisola pra cima me deixando sem ela.

— Eu quem tenho que dizer “Que delicia”.

Dali em diante nos tornamos um só naquela cama.

**

No outro dia tinha combinado de fazer o famoso Bazar, e dessa vez aproveitei para estender às minhas amigas que os maridos podiam participar, afinal tinha muito terno e roupa do William, assim como muita coisa do Vinícius também.

Pai e filho saíram aquele dia, queriam trocar de celular. Aproveitei para pedir um pra mim também. E como celular, era algo que os três já compravam por si só e com seus dinheiros, as meninas já tinham comprado um melhor antes.

No Bazar, Lair foi o primeiro a questionar o tanto de roupa masculina que tinha ali.

— Isso tudo era do Vinícius?

— Claro que não Lair, a maioria são coisas do William. Nesses meses em Boston com o Vini perdemos peso.

— Pelo menos uma coisa boa aconteceu do acidente – Patrícia brincou e tive que concordar.

No fim da tarde já tínhamos organizado tudo. Algumas pessoas já tinham ido embora e restou apenas os mais próximos, aqueles que viraram meus amigos pessoais depois do meu relacionamento com Tulio.

Estávamos conversando sobre não estarmos mais nos reunindo como costumávamos fazer, e eles estavam propondo uma viagem de fim de semana.

— Eu adoro estar com vocês gente, mas acho que agora não faz sentido eu ir e o Tulio estar junto.

— Imagina amiga, Tulio não vai tentar nada com você de novo.

— Ou ele nem precisa ir. Podia ser só a gente – William, marido de uma das meninas disse.

— Ah mas não tem graça sem o Tulio – disse o marido de Duda, que gostava muito do meu ex-namorado.

Nesse momento William e Vinícius chegaram. Com três sacolas da Apple, e umas duas sacolas de uma loja que eu sabia que vendia apenas camisa.

Percebi que William ouviu sobre Tulio. Ele ficou sério, cumprimentou rapidamente meus amigos e Vinícius chamou o pai para tomarem café pois estavam com fome. Assim eles foram pra cozinha. Ficaram lá alguns minutos e voltaram conversando.

— Eu podia ir com você né pai?

— Você quer ir? Você detestava o estágio no jornal – William disse pegando sua mochila que estava em um dos sofás da sala.

— Eu detestava o estágio do jornal, você vai ver algo na minha área, posso?

— Claro que sim.

— O que vão fazer no jornal? – perguntei. Afinal era sábado e William nunca trabalhava sábado.

— O painel não quis descer hoje. Ligaram pro papai desesperados.

— Nossa, isso é ruim – Comentou Lair.

— Vou lá e voltamos rápido.

Os dois foram pra fora e levantei. Fui até eles e segurei William pelo braço antes dele entrar no carro, sem entender ele me olhou confuso.

— Tá tudo bem?

Ele sorriu e me puxou pela cintura me beijando levemente.

— Eu te amo e mais tarde a gente conversa.

Fiquei um pouco mais tranquila. Mas ainda estava preocupada dele ter achado ruim alguma coisa.

Voltei pra dentro e alguns amigos resolveram ir embora.

— Está cedo gente.

— Vamos pegar um trânsito absurdo, não é todo mundo que mora na Barra.

Me despedi deles e os acompanhei até à porta.

Duda quando foi se despedir de mim me disse algo que me pegou de surpresa.

— Fico feliz em saber que você está bem. Fico feliz por você e o William – nisso ela me soltou do abraço e a encarei sem entender – O que? Não me olha assim, deu pra perceber que vocês dois estão tentando de novo.

— É estamos sim.

— Realmente fico feliz. Você merece, você sabe o quanto torço por você.

Sorri e abracei ela de novo e agradeci.

Continua. 


Notas Finais


Terminou de ler? Agradeça à quarentena. 🤭👏🏻😂


Ps: no capítulo 16 dessa fic estamos batendo um papo meio louco nos comentários. Quem quiser se juntar, está convidado!


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