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História Um pedido especial - Capítulo 21


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Notas do Autor


Pra fechar o fim de semana de quarentena eu voltei mais uma vez!
Espero que gostem!
😉🤭

Capítulo 21 - Solta ela Tulio !



No sábado me despedi cedo dele. Tínhamos combinado de sair todos juntos para ninguém se perder no caminho.

— Vou sentir saudades – disse ele me beijando.

— Eu também. Vai mesmo pra Itaipava?

— Vou sim. Mas qualquer coisa você me liga e me avisa quando chegar.

Fiz que sim e depois de um último beijo peguei minha mala e sai.

Combinei de buscar Duda e o Marido, o intuito era economizar gasolina, poupar o meio ambiente. Esperava por eles na porta quando vi eles saindo acompanhados de Tulio.

Eles se aproximaram do carro, abri o porta malas e desci do carro cumprimentando eles.

— Onde é essa casa de hoje? – perguntei.

— Em Itaipava. Consegui um ótimo preço e a casa é linda. Acho que você vai adorar, é bem a sua cara.

Sorri ao ouvir Duda dizer.

Depois que eles guardaram as malas no carro, entramos no veículo. Eu iria dirigindo.

Agradeci mentalmente por Duda sentar ao meu lado e deixar Tulio e o marido dela atrás.

Fomos o caminho todo conversando coisas aleatórias. Acabei conversando um pouco com meu ex-namorado, estava tudo muito tranquilo.

Em Itaipava, Duda me explicava o caminho até a tal casa alugada.

— O caseiro de onde alugamos me disse que tem uma casa linda aqui perto, que ele também cuida, mas que o dono não aluga. O que é uma pena, porque está parada a alguns meses.

— Que pena. Podia estar ganhando dinheiro alugando né? – Tulio comentou.

— Pra onde vou? – perguntei já que estávamos nos aproximando de uma bifurcação. Ela indicou a faixa da esquerda e respirei fundo.

Olhei pra frente em um ponto específico e vi a fachada cinza com grande muro alto que sempre fez parte da minha vida.

A medida que o carro se aproximava eu reparava mais no muro.

— A casa que comentei é esse aqui. Bem fechada né? O dono tem bastante privacidade e claramente muito espaço.

— Parece ser bem grande mesmo. Deve ser ótimo ter um lugar assim – disse Lucas.

— É minha meta de vida amor. Ter um lugar assim. Você tinha com o William uma casa por aqui né Fá?

— Tinha sim e é justamente essa que você está falando.

Disse deixando ela surpresa.

— Mesmo? E ficou pra ele com a separação de vocês dois? – assenti – porque não pegou pra você? Aposto que é melhor que a de Angra.

— É sim. Bem melhor, mas as vezes temos que deixar algumas coisas de lado – disse meio cabisbaixa, aquela casa mexia comigo.

— Desculpa, não queria te deixar triste.

— Esta tudo bem. Continuo reto?

Perguntei e ela fez que sim. Indicou uma garagem a umas três quadras da minha antiga casa e quando a garagem abriu, eu entrei. Estacionei debaixo de uma árvore e os outros amigos que vinha seguindo meu carro fizeram o mesmo.

Tivemos um dia agradável. Animado como sempre era, durante a tarde nos revezamos para tomar banho, afinal éramos muitos.

Tiramos muitas fotos, cantamos, rimos, colocamos o papo em dia. De tarde, percebi que alguns tinham postado fotos e os fãs já sabiam que Tulio e eu estávamos no mesmo lugar. Vi um certo burburinho no instagram, mas resolvi deixar pra lá.

A noite resolveram fazer uma pequena fogueira. A noite estava fria, como era sempre por ali na serra.

Estavam todos animados e comecei a sentir umas investidas de Tulio. Estava ficando incomodada com a aproximação dele. Saí da roda com a desculpa de ir até o banheiro e depois de sair de lá fui até a cozinha. Peguei um copo com água e Tulio apareceu na cozinha.

— Por que está fugindo de mim Fá? – ele disse se encostando no balcão.

— Não estou fugindo. Só acho que não temos que ficar muito próximos um do outro – ele me olhou com aquela cara de sempre, cara essa que quase sempre me convencia, mas agora percebi que não me abalava mais – Tulio, já terminamos tem meses, eu te disse pra seguir sua vida.

— Mas não dá! Eu realmente me apaixonei por você, ainda amo você Fátima. Poxa tivemos momentos incríveis – ele se aproximou de mim – Vamos tentar de novo?

Ele se aproximou me segurando pela cintura e tentei me desvencilhar dele que me segurou mais forte, me prendendo contra a bancada que tinha ali.

— Sinto tanta falta da gente, você não sente? Era tão bom Fá... Vamos tentar de novo? – ele continuava tentando me beijar.

Já eu, tentava me soltar dele, mas ele era mais forte.

— Não Tulio, já acabou. Me solta. Por favor, Tulio, me solta – ele tentou me beijar de novo mas virei o rosto. Estava a ponto de gritar mas não faria um escândalo.

— Eu sei que você sente minha falta também, você não pode ter esquecido meus beijos e carícias assim. Confessa que sente falta de mim também – ele me beijava o pescoço e eu tentava me soltar.

— Não sinto Tulio. Me solta – pedi mais alto e estava começando ficar assustada com o rumo que aquilo ali estava tomando – Você vai me machucar assim – tentei empurrar ele. Que me puxou tentando me beijar. Senti ele tentando aprofundar o beijo e minha reação e tentativa de fuga foi morder a boca dele. Com isso ele finalmente me soltou.

— Droga Fátima, porque fez isso?

— Eu disse que não Tulio. Nunca mais faça isso.

— Desculpa! Mas pensei que...

— Pensou errado. Eu não gosto mais de você. Já acabou! Segue sua vida.

Fui passar por ele que me segurou pelo braço.

— Me solta – pedi e encarei sua mão me segurando.

— Fá, não faz isso... Por favor, vamos conversar com calma.

— Não. Já disse que não. Me solta – insisti puxando meu braço.

— Porque você está assim comigo? Poxa Fátima, não terminamos por falta de sentimento. O que mudou? Podemos recomeçar.

— Não, não podemos. Eu te disse que era definitivo. Me solta Tulio...

— Solta ela, Tulio! – disse Duda brava com o amigo. Com isso ele me soltou, percebi que ele ficou envergonhado. Acho que estava bêbado.

Olhei meu pulso e vi ele vermelho por ele me segurar e eu tentar me soltar.

— Você enlouqueceu? Quando uma mulher manda soltar, você solta. O que deu em você? – Duda gritou com ele.

— Desculpa! Não sei o que me deu.

— Ele te machucou? – Duda perguntou ao ver eu massagear o meu pulso.

— Esta tudo bem. Acho que vou... é melhor... vou lá pra fora – disse saindo da cozinha, estava um pouco fora de órbita, sem rumo.

Ouvi Duda brigar com ele.

Fui pra fora e os nossos amigos me perguntaram se estava tudo bem. Peguei meu celular na mesa e me afastei da roda e liguei pro William.

Liguei duas vezes e ele não atendeu. “Que droga amor, me atende!”, pensei. Eu estava sem chão, confusa com o que acabou de acontecer.

Resolvi sair e ir até o William.

Passei por meus amigos e fui em direção ao portão saindo do sítio.

— Onde ela tá indo gente? – Ana se preocupou.

— O que aconteceu? – O marido de Duda perguntou — Melhor ir atrás dela, pode ser perigoso.

— O Tulio fez cagada lá dentro. Me disse que tentou forçar ela a reatar com ele – disse Duda se aproximando deles.

— Nossa gente, eu disse que não era uma boa ideia ele vir também – Ana disse se levantando e chamando o Marido para irem atrás de Fátima.

— Acho que pode deixar ela ter o tempo dela gente. Ela conhece aqui, a casa lá no começo da rua era dela – disse Lucas – as vezes os filhos estão lá.

— Ou o William – disse Duda. Logo todos olharam pra ela.

— Eles voltaram? – Ana questionou.

— Acho que sim gente.

Continua.


Notas Finais


Ainda bem que alguém estava por perto pra receber e cuidar dela né?
Como William vai reagir? Palpites?


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