História Um Perfeito Cavalheiro - Capítulo 22


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Naruto, Romance, Sasusaku, Viciada-sama
Visualizações 761
Palavras 2.184
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Estou aproveitando o Wi-Fi e postando mais um hoje :v

Capítulo 22 - Capítulo XXI - Todas as cartas na mesa




Capítulo XXI – Todas as cartas na mesa


No café da manhã, quando encontrei o Sasuke novamente, ele parecia normal. Observei ele calmamente, achando suspeito seu comportamento. Sasuke puxou a cadeira para mim, dessa vez ao seu lado e sorriu de canto.

- Obrigada - falei, me sentando.

Ele não respondeu, só concordou com a cabeça e então se sentou ao meu lado.

- Dormiu bem? - Naruto perguntou.

Sorri para ele e concordei com a cabeça.

- Sim, claro. E o senhor?

Ele concordou também.

Tomamos café em silêncio, e depois, em vez de seguirmos para a sala de visitas como no dia anterior, fomos por outro caminho, e então entramos em uma sala não muito iluminada. Observei o cômodo, vendo que era um escritório bem diferente do escritório do Conde. Era maior, tinha estantes com livros e um sofá embaixo da janela, fora a mesa escura bem organizada que continha uma poltrona atrás, encostada na parede, e duas na frente. Em cima da poltrona, na parede, havia o símbolo da família Uzumaki em uma peça de prata, com duas espadas cruzadas atrás.

Caminhei até o sofá e me sentei, sem esperar um convite. Naruto fechou a porta e Sasuke serviu três copos de bebida. Por fim, Sasuke se sentou ao meu lado e me deu um copo, enquanto Naruto puxou uma das poltronas e se sentou na nossa frente, dando um gole na sua bebida.

- O Sasuke disse que você deve saber de tudo - falou, e eu vi que ele não parecia concordar muito.

Sorri de canto, feliz por ver o Sasuke iria me incluir mesmo contra a vontade do amigo.

- Sim, isso mesmo.

Naruto bebeu mais um pouco e eu apertei levemente o copo nas mãos, me inclinando um pouco para frente.

- Bom, então o Sasuke pode contar.

Olhei para o homem ao meu lado, e ele me observava com seus olhos negros. Ele deu mais um gole na bebida antes de começar.

- Eu mandei uma mensagem para Chiyo, para que ela trouxesse todas as provas que temos contra o Neji. Ela deve chegar no máximo semana que vem, e então avisaremos o Rei sobre os acontecimentos, e irei exigir um duelo. Duvido que ele irá negar depois de tudo.

Passei a língua sobre os lábios.

- Mas e a prima do Neji? Ela pode estar viva. Temos que encontrá-la.

- Já a encontramos.

Franzi a testa, sem entender.

- Já? Quando? Onde?

Sasuke deu um pequeno sorriso e bebeu mais um pouco antes de responder.

- O antigo Conde contratou alguns professores particulares para as filhas, e entre eles estava um homem que nos deu aula no colégio. Ele ensinava a identificar venenos e até mesmo a criar.

Franzi a testa mais uma vez e pensei um pouco sobre o assunto.

- Você acha que a mulher que me salvou na floresta era ela - falei o óbvio.

Sasuke concordou.

- Já vi as primas do Neji em alguns bailes. Sei que a mais velha, Hinata, era muito boa com arco e flecha, e seu cabelo parece azul. Ela bate com a discrição e sabe fazer venenos, porém não sei o que ela fazia na floresta, ou o que fez durante todo esse tempo.

Suspirei. Ela estava tão perto, e tínhamos deixado-a escapar.

- Por isso mandou os homens atrás dela.

Ele concordou de novo.

- Com sorte ela sabe que eu não pretendo machucá-la e vai vir com eles. O testemunho dela vai ser a chave para provar os crimes do Neji.

- Ele vai negar, você sabe.

Sasuke se recostou no sofá e terminou de beber. Dei um gole no meu, sentindo o mesmo sabor horrível de ontem e fiz uma careta em resposta.

- Isso não importa. Neji vai morrer.

- Vantagens de ser um Duque, eu suponho.

O canto dos seus lábios se curvaram em um pequeno sorriso e eu senti meu coração disparar. Como ele podia ser tão bonito?

- Tem outra coisa também - falou antes de depositar o copo vazio em uma mesa ao lado do sofá.

- O que?

Ele olhou para o Naruto e levantou as sobrancelhas.

- Pode nos dar licença? - pediu.

Ouvi o loiro bufar e olhei bem a tempo de ver ele revirar os olhos azuis antes de se levantar. Naruto virou a bebida de uma vez e deixou o copo na mesa.

- Onde já se viu? - resmungou para si mesmo, baixinho - Me expulsar do meu próprio escritório?

- É do seu pai - Sasuke corrigiu, com um pequeno sorriso nos lábios.

Assim que a porta dupla de madeira se fechou, ele voltou a atenção para mim, porém permaneceu em silêncio durante alguns segundos que pareceram uma eternidade aos meus olhos.

- O que você queria me falar? - questionei.

Ele piscou os olhos, como se só estivesse se dando conta do silêncio agora, e então desviou os mesmos para algum ponto a sua frente.

- Quando você me contou que era noiva do Conde, eu me...

Interrompi sua fala, incomodada.

- Forçada. Noiva forçada.

Sasuke não sorriu e nem me olhou.

- Forçada, claro. De qualquer modo, eu me perguntei o porque disso.

Quando seus olhos se voltaram para mim, percebi que ele procurava alguma coisa, mas eu não tinha a mínima ideia do que.

- Não entendi.

Sasuke deu um pequeno sorriso, se encostando de volta no sofá. O acompanhei com os olhos, me perguntando no que ele estava pensando.

- Você é linda, Sakura. Linda, inteligente, cativante e incrivelmente... - ele parou de falar e desviou os olhos de mim - Qualquer homem teria sorte em ser seu marido. Mas por que ele se deu tanto trabalho?

Senti meu rosto corar, mas por fim dei os ombros.

- Não sei. Talvez ele realmente não goste de receber um "não" como resposta.

Sasuke soltou uma risada e concordou com a cabeça.

- De fato. Mas outra coisa que me intrigou foi o motivo dos seus pais negarem.

Passei a língua sobre os lábios.

- Eu era muito nova na época.

Ele se inclinou para frente, ficando mais próximo de mim. Senti um calor se espalhar pelo meu corpo e um frio no meu estômago.

- Eu sei. Mas camponeses recusarem um casamento entre a filha e um Conde? Isso não é estranho? - questionou, alheio às reações do meu corpo - Eles poderiam impor condições, dizer que somente depois que você completasse dezoito anos. Mas não fizeram isso. Simplesmente negaram.

Dei mais um gole na minha bebida, tentando me acalmar. Não adiantou de nada. Na verdade, pareceu ter o efeito oposto.

- Onde quer chegar?

Sasuke ignorou minha pergunta.

- Outra coisa que me intrigou foi o fato do Neji ter assassinado seus pais. Por que ele faria isso? Ele é um Conde, poderia simplesmente te levar. Quem iria contradizê-lo? Isso não fazia sentido. E por que te raptar um ano  antes do seu aniversário?

Dei os ombros, virando o resto da bebida.

- Talvez ele quisesse um tempo para me convencer.

Sasuke negou com a cabeça.

- Não. Ele não é burro, sabe muito bem que nenhuma jovem se casaria com ele por vontade própria depois do que ele fez. Então por que? Por que se dar tanto trabalho?

Suspirei.

- Eu não sei, Sasuke. Nunca parei para pensar sobre isso. Ele é um nobre, e nobres estão acostumados a fazerem o que querem, sem ligar para as consequências.

Somente depois que as palavras saíram da minha boca que eu notei o quanto tinha sido inconveniente e injusta. Sasuke também era um nobre, e eu tinha acabado de classificá-lo como uma pessoa egoísta.

Olhei para ele, tentando ver se o mesmo havia ficado ofendido.

- Tudo bem - falou, como se soubesse que eu me sentia mal.

Como ele podia ser tão compreensivo e tão paciente comigo?

- Onde você queria chegar? - perguntei, desesperada para mudar de assunto e deixar minha falta de educação para trás.

Sasuke deu um pequeno sorriso em resposta, mas logo ele desapareceu dos seus lábios.

- Eu estava achando isso muito estranho, porém não conseguia ligar os pontos. Até ontem de noite, quando você me contou aquela história.

Observei seu rosto sem entender.

- O que aquela história tem a ver com isso? - perguntei confusa.

Sasuke pegou meu copo da minha mão e colocou ao lado do seu, e eu senti como se fosse receber uma notícia muito ruim. Como quando eu tinha oito anos e meu gato morreu.

- Há seis anos, surgiu a notícia que uma família muito antiga e muito rica da Grécia estava procurando o filho, a esposa e uma criança que havia sido gerada no casamento. Aparentemente havia tido em desentendimento entre eles e o casal fugiu, mas agora eles estavam dispostos a aceitar a união e deixar todas as terras para a criança. Havia uma grande recompensa por qualquer informação, e com o passar dos anos a recompensa foi subindo e subindo, até se tornar uma pequena fortuna.

Pisquei os olhos, ainda sem entender.

- Onde eu me encaixo nisso?

Ele ficou em silêncio, como se estivesse pensando em quais palavras usar.

- Eu acredito que seus pais eram o casal das duas histórias.

Dei uma risada.

- O que? Claro que não. Só minha avó materna era grega. Minha mãe era uma costureira e meu pai um curandeiro. Isso não faz sentido.

Sasuke suspirou, e ele parecia cansado.

- Eles falavam grego? Sabiam a língua?

Abri a boca e depois fechei.

- Sim, mas... - minha voz morreu e eu não soube o que dizer - Que provas pode ter sobre isso? Que eu sou dessa familia?

Ouvi ele engolir o seco e desviar os olhos.

- Existe uma marca de nascença nas costas que parece...

Eu o interrompi, mais uma vez.

- Uma borboleta. Parece uma borboleta.

Sasuke concordou com a cabeça.

- Já viu algo assim no seu pai?

Soltei uma risada, me sentindo estúpida. Muito estúpida. Por que todo mundo consegue me enganar?

- Sim. Eu também tenho.

Suspirei, cansada. Quantas surpresas ainda mais eu teria?

- Eu queria pesquisar um pouco mais sobre o assunto, juntar mais informações. Porém você disse que queria saber de tudo, então achei melhor não esconder.

Concordei, feliz por ele ter me contado suas suspeitas e não ter me escondido. Por fim consegui entender onde ele queria chegar.

- Ele queria se casar comigo por causa das terras, não é? - questionei, me sentindo estranha, quase como se eu não fosse eu mesma.

Minha cabeça estava doendo.

- Sim. Na Grécia não existe tanta política entre homens e mulheres. As terras não iriam para o herdeiro homem mais próximo, e sim para o herdeiro mais próximo, independente do gênero.

- Mas... - limpei a garganta, antes de continuar - Mas, a história falava de eupátrida. Isso é um título muito antigo, não é? Como meu pai podia...

Fiquei em silêncio, sem entender. Como era possível eles terem mentido tanto para mim? Nunca havia existido um dote, provável que nem mesmo houvesse uma tia na escócia, considerando que eles vieram da grécia. Sempre tinha estranhado termos uma casa grande, de dois andares, e de nunca faltar nada apesar do meu pai ser apenas um curandeiro em uma vila pequena e pobre, mas nunca havia suspeitado de nada. Sou uma tola, certamente...

- Essa classificação não existe mais, porém o título é hereditário. Existem somente duas famílias com esse título na grécia, todo o resto morreu. As duas são extremamente ricas e possuem diversas terras espalhadas pelo país.

Engoli o seco, tentando me concentrar.

- Por isso eles negaram o casamento...

Sasuke concordou com a cabeça.

- Eles deviam ter muito dinheiro guardado, ou pelo menos o bastante para garantir uma vida boa pra você. Não existia a necessidade de te sujeitar a um homem. Como dinheiro não era problema, então eles negaram o casamento com o Conde. E o Neji foi obrigado a assassiná-los, pois eles poderiam buscar ajuda na coroa ou até mesmo na grécia. Um nobre inglês sequestrado uma grega? Para forçar um casamento? Isso poderia dar início até a uma guerra.

Fechei os olhos, vendo quase todas as peças se encaixarem na minha cabeça.

- Eu era o plano B, para caso algo desse errado com o título de Conde, não é? - dei uma risada sarcástica - Ele teria terras em outro país para fugir, e mesmo se tudo desse certo, ainda sim ele seria mais rico. Muito mais rico.

Sasuke ficou em silêncio por alguns minutos e eu senti meus olhos se encherem de lágrimas e minha garganta doer.

- Sim - respondeu por fim.

- Mas por que ele veio um ano antes? Por que me sequestrar? Isso não faz sentido.

- Há um ano houve notícias que a família havia sido localizada, mas no final encontraram a casa vazia. Acharam que eles tinham fugido. Eu acredito que o Neji soube da notícia e foi obrigado a mudar os planos, ou iria te perder.

Sorri mais uma vez, sem ver graça na situação.

- Obrigada por me contar... - falei, encerrando o assunto.

Não aguentava mais falar sobre isso. Era coisa demais para mim em tão pouco tempo.

Sasuke entendeu que eu precisava de uma pausa, pelo menos por hoje, e então segurou minha mão, e eu apoiei a cabeça em seu ombro forte, me permitindo pelo menos por agora esse conforto. Eu não sabia mais quem eu era, ou quem era verdade, e isso era assustador. A única coisa boa era que todas as cartas estavam na mesa, finalmente, então eu não teria mais surpresas, certo?


Notas Finais


Em relação ao "eupatrida", meu amigo formado em história ajudou. Na Grécia esse era o título da nobreza por assim dizer, porém como foi dito no capítulo, esse título não tinha um peso grande justamente pela Grécia ser muito evoluída em questão de política, apesar dos descendentes carregarem o título e muito dinheiro.


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