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História Um plano digno de Atena, acho - Capítulo 35


Escrita por:


Notas do Autor


Olá!!!
Preciso desabafar, perdi todos os meus capítulos dessa fic e das outras! Estou arrasadaa, mas tudo bem.
Esse capítulo, pessoalmente, eu acho meio chatinho, mas é importante!!
Ele ajuda a entender melhor o resto da história, sendo um marco!
É isto, não desistam de mim
Espero que gostem, beijinhos!!

Capítulo 35 - Pensamentos felizes


Leiam as notas iniciais!!!!! É importante 


Nota: Nunca usem a passagem da árvore maluca nórdica que fica no Olimpo. Nunca. Jamais. Em hipótese alguma. Aquilo é uma armadilha mortal para pobres almas como eu.

Já faziam dois dias que eu havia deixado Piper com os gregos. Quase fui morto na Yggdrasil uma centena de vezes, para chegar no Cairo e quase ser morto pela Ray. Fora isso, estava tudo bem.

Naquele momento, Manon estava me ajudando com alguns documentos egípcios. Ela já havia encontrado seus servos, criaturas monstruosas que eu ainda não havia conhecido, e já estava para começar seus testes, querendo que eu a ajudasse.

Veja, eu não tenho nada contra a ajudá-la, eu certamente queria trazer novos conhecimentos para o mundo mágico, porém não sabia se eu aguentaria aquilo. Digo, eu mal aguentei ver Piper após ser...interrogada, imagina fazer aquelas coisas? Só o pensamento me fazia embrulhar o estômago.

Eu tentei contar isso para Manon, mas aquela mulher é um demônio e claramente me ignorou. O dia de hoje se baseava em falar com mais pessoas relacionadas a Arena.

Até aquele momento, eu não tinha entendido direito o que significa a Arena, digo, é era uma arena de luta, parte de um anfiteatro romano ou só um círculo fechado? Viu, eu não fazia ideia, podia ser qualquer uma dessas opções, e ainda sim, não faria sentido nenhum em como com ela, eu teria algum controle.

Eu pensava se valia a pena falar com a Manon sobre as minhas dúvidas, ou não. Ela poderia rir de mim, ou pior, me ignorar. Respiro fundo:

"Manon, o que é a Arena?" Admito que eu fiquei surpreso, ela não me bateu. Ou gargalhou, apenas tirou os olhos de seu livro.

"A Arena não é um lugar físico. Pode ser, tipo uma sede, mas é um conceito. Um complexo de vendedores de informações, criaturas e poder." Ela para por um instante. "Imagina uma feira com diversos tipos de vendedores, como o Rancho Triplo G. É isso. Quem coordena eles, tem privilégios"

Rancho Triplo G, me recordo daquele lugar, fui com Annabeth, Grover e Tyson, nós encontramos Nico. O lugar era horrível, mas estava em boas mãos agora.

"Tá. E o que fazemos, primeiro? Encontramos quem está no controle?" Pergunto, colocando as mãos na mesa.

"Já sabemos, em certo nível. Setne está controlando, achamos que ele está envolvido com Loki"

"Loki. Tipo, O Loki? Como esse cara conhece todo esse povo? Que caralho"

Manon me olha, com o cabelo branco preso em um choque firme. " Do mesmo jeito que você e eu, garoto."

Eu queria entende-la melhor, não sabia nada sobre sua vida, e obviamente ela não me contaria nada. Acredite, eu já tentei! Mas ela é como um cofre, de tão fechada.

"Hm. Tá" Digo enquanto pego meu celular. Naquela manhã havia mandado um relatório para os deuses, sobre Nero ter homens espalhados pelo mundo e onde mantiveram Piper, e outras coisas. Ninguém comentou sobre ela, nem mesmo Afrodite, ao mesmo tempo que isso me afligia, ficava preocupado.

Desde aquele dia, me sentia inquieto, não sei o motivo, talvez meu coração ainda não tenha se despedaçado o suficiente para não ligar para aquelas pessoas. Ou algo grave estava para acontecer. Balanço a cabeça, me levantando.

"Manon, podemos ir? Eu realmente preciso sair de perto desses livros, estou com a mente cozinhando."

Ela me xinga, mas concorda. Saímos da biblioteca e concordamos que ainda não era a hora de convocamos Tot, o deus da sabedoria egípcia. Nosso passo era aprender um pouco sobre o mundo deles, falar sobre o projeto da empresa e por fim, convocar Osíris, para os testes.

Não íamos nem tocar no assunto da minha missão para os gregos, achava que já havia muitas pessoas envolvidas nesse assunto. Não, agora tudo deveria ser feito com cuidado, o que definitivamente era horrível para mim.

Me sentia preso, esganado e domado. Eu realmente precisava tomar cuidado, com tudo e todos. Mesmo Ray e Manon...Eu tinha que desconfiar delas, havia um motivo para as pessoas temerem elas. Não deviam ser confiáveis. Ninguém era confiável no momento.

Deuses, o que está acontecendo comigo?

O calor do Cairo era insuportável, o ar era quente e abafado, me sentia dentro de um forno tamanho primordial. Até o vento que sobrava, era pegajoso e rude! Não me sentia bem vindo naquele lugar, tão pouco eu seria, era um intruso! Pior, eu carregava a Coroa de Ptolomeu comigo, era um invasor e um dominador.

Certo, essa palavra saiu no sentido errado. Mas da para entender!

Não devia estar ali, e tudo ali faria questão de reforçar isso. Andamos até o limite da cidade, a metrópole, propriamente dita, para irmos até Alexandria. Pensamos em ir de ônibus ou camelo, mas hey, são 4 horas de ônibus e minhas bolas não quiseram descobrir quantas horas demoraria para irmos de camelo.

Resolvemos ir de avião, já que eu preferi ainda não tentar me locomover no Duat, vai saber o que pode acontecer! Fomos até o meu avião e entramos, me senti como no dia que conheci Manon, apenas eu e ela indo para um lugar hostil e sem ideia de quanto tempo íamos demorar.

Ah, a boa e velha nostalgia de ir em missões.

"Vamos chegar em uma hora, Manon" Digo terminando de colocar a rota, não demora muito para o avião decolar. A mulher estava sentada na poltrona, bebendo o líquido asqueroso de sempre. "O que é isso aí? Você tá sempre bebendo"

Ela gira o copo em sua mão. "Não te interessa, garoto" ela continua observando a janela.

"Sabe, achei que já tínhamos passado dessa fase de grosseria e achei que pudéssemos..." Ela me interrompe antes de eu sequer terminar. Ela e maldita mania.

"Achou errado." Ok. Um passo para frente, mil para trás em nosso relacionamento. "Não temos um relacionamento" opa. Manon lê mentes? Ela não respondeu mais, felizmente.

"Tá, tanto faz. O que preciso saber sobre Alexandria?"

"Todos lá vão te odiar"

"Certo. Agora fala a novidade"

"Eles odeiam romanos, Perseu. Principalmente qualquer coisa relacionada a triunviratos" Ela aponta para meu braço, onde repousava a tatuagem do acampamento Júpiter. "Isso te marca como romano. Já não vão confiar em você"

"Mas eu quero deter o triunvirato..." Advinha? Eh, ela me interrompeu.

"Você é idiota, garoto? Eles não sabem disso e não vão saber."

"Certo, mas o que realmente aconteceu em Alexandria?"

"Júlio César estava perseguindo Pompeu, eles com Crasso faziam parte do Triunvirato. Nessa perseguição, César vai até o Egito, que era governado por Ptolomeu XIII, e o mesmo estava dando uma festa, para sei lá o que. Nessa festa, César conheceu Cleópatra e descobriu que Pompeu estava marcado de morto por outras pessoas, como Áquila, que cerca César, para mata-lo também. Quando César percebe que não conseguiria vencer em uma luta justa, ele manda seus homens atearem fogo nos navios e pertences de Áquila, que estavam atracados no Porto de Alexandria. Porém, César exagerou, e usou fogo grego, o qual se espalhou rapidamente, e poucos dias, dizimou grande parte da cidade a cinzas. Não havia chuvas ou maneiras eficientes para apagar as chamas. Os sacerdotes tentaram salvar os pergaminhos mais importantes, com a ajuda dos magos. Porém, a maior parte foi perdida. Ou pelo menos é isso que dizem para os humanos e pessoas como você."

"Pessoas como eu?" Tento reclamar, mas ignoro. "E depois?"

"Depois? César pegou Cleópatra e vida que segue"

"Espera, você disse ' é o que dizem'. Então a biblioteca não foi perdida?"

"Oh, foi. Devastada, foi horrível, me lembro até hoje do inferno que aquilo virou. Mas as coisas não foram todas perdidas, é fato, Tot e Atena juntaram forças para preservar o conhecimento dali, por intermédio de uma sacerdotisa da biblioteca. As pessoas, os humanos, nunca mais tiveram acesso à magia e aos deuses depois daquele dia. Os deuses confirmaram que humanos eram primitivos e brutais demais para tanto conhecimento."

"Então, está escondido?" Pergunto.

"Sim"

"E você sabe onde?"

"É claro que sei. Eu tenho acesso aos pergaminhos e livros." Sorrio, finalmente uma informação boa. "Mas você não, boa sorte para tentar entrar na biblioteca."

"Como assim 'boa sorte'? Você não vai me ajudar?! Se você sabe como entrar, me leve junto!" Ela nega.

"Não ouviu nada do que eu falei, garoto? Não é assim que a vida acontece. Só merecedores podem ver a biblioteca, se você for, poderá acessar tudo ali."

"E se eu não for?"

Ela não responde, voltando a beber seu líquido. Suspiro, faltavam meia hora para pousarmos, resolvo ver minhas anotações. Sim, Eu tenho anotações.

Começa a observar, e me lembro de um dos meus sonhos. Algo sobre monstros que precisavam de ajuda, não sabia quem eram, ou onde estavam, mas iria ajudá-los. Já tive muitos amigos que são monstros, e além disso, eles poderiam me ajudar. Deveria haver um bom motivo para estarem presos, e qualquer que for, preciso descobrir.

Talvez com essa ideia nova de Manon, de estudar melhor as criaturas mitológicas, eu possa descobrir. Ou, na pior das hipóteses, seguir com a vida, e caso de tudo certo, eu encontraria esses monstros.

Passo para as próximas páginas. Atena. Suspiro, eu estava ferrado. Eu faria alguma coisa que iria quebrar o juramento de uma deusa virgem. O que eu faria? Como? Isso poderia acarretar em uma guerra entre os deuses, ou principalmente, entre Atena e Poseidon?

Meu próximo tópico já me fazia embrulhar o estômago. Thalia Grace, filha de Zeus e Tenente das Caçadoras de Ártemis. Eu não sabia o que iria acontecer com ela, mas sua senhora, lady Ártemis já havia me avisado que algo ruim aconteceria, algo que iria tirar a castidade dela.

Não sabia como eu estaria envolvido nisso, tão pouco. Porém, eu sabia que após esse acontecimento, ela viria morar comigo e eu precisava estar preparado para esse acontecimento. Mudaria minha rotina, não poderia mais conversar sobre os planos dos deuses ou pior, os planos da Ray.

Os imperadores não tinham presa para arquitetar e fazer suas jogadas. Não, eles estavam a séculos se preparando e ganhando força, não havia motivos para pressa. A não ser Apolo. Meus instintos diziam que eles iam começar a agir de verdade agora. Logo, a situação inteira ficaria mais complexa e perigosa, para todos.

Com esses pensamentos felizes, pousamos em Alexandria. O clima era tão cruel quanto antes, mas o mar que se estendia pelo horizonte me acalmava, era lindo. A água azulada contrastava com a imensidão amarela do Sol, havia poucas pessoas na rua. Claro, ninguém era idiota o suficiente para ficar atoa na rua, no meio da tarde, fazendo quase 50°.

Estava ansioso, algo grande aconteceria, e naquele momento, uma brisa agradável do mar bagunça meus cabelos. Sabia que provavelmente era coincidência, ali era logo dos territórios de meu pai, mas ainda sim, fiquei grato. Sentia que mesmo Poseidon sendo um deus, dos três grandes, ele se importava comigo e não me abandonaria.

Sorrio, com o coração mais leve, me viro para Manon, mas não a encontro em lugar nenhum. Droga, devo ter ficado contemplando o mar por muito tempo. Suspiro e começo a andar, indo até as ruínas da biblioteca de Alexandria, em meio aos turistas. Nada vai dar errado dessa vez.

"Percy?"

Ah. Não.


Leiam as notas finais, por favor!!!!


Notas Finais


Espero que tenham gostado desse capítulo!!! But, preciso de uma ajudinha de vocês, cupcakes!
Quero saber o que estão achando. Quem é que chamou o Percy. O que vai acontecer com Atena e a Thalia?
E mais importante
A empresa do querido Percy. Ainda não tem nome e gostaria que vocês me mandassem sugestões!!!
É isto, até o próximo.
Beijos cupcakes !


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