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História Um poema titulado você. - Capítulo 3


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Capítulo 3 - She


Capítulo 3.

6 meses depois.

Sakura se encontrava na rodoviária de Konoha a espera do táxi que havia agendado para buscá-la, porém como uma boa cidade do interior nada funcionava em seu devido horário.

Ela suspirou se sentando em cima da enorme mala rosa que trazia consigo. Todas suas roupas restantes estavam dentro dela ou das duas malas de mão jogadas ao seu lado ou já haviam sido enviadas a casa de sua avó.

O mundo parecia ultimamente conspirar contra si.

Não tinha sido surpresa alguma após acordar no hospital saber que não poderia voltar a dançar. Os médicos tentaram persuadi-la dizendo que havia uma chance em mil com reabilitação dela ser capaz de voltar ao palcos. Mas, ela sabia que era mentira. Uma vez que seu pé estava com pinos e placa de metal, quebrado em dois lugares mesmo que ela voltasse um dia a ser capaz se se apoiar na ponta dos pés anos já teriam se passado e suas chances de se tornar uma bailarina profissional arruinadas.

Dizem que uma bailarina morre duas vezes na vida. Uma remete a morte real e fator natural da vida e a outra quando ela para de dançar. E Sakura morreu na dança cedo demais.

Karin assumiu seu lugar como protagonista da peça e mesmo com Sakura tentando provar que a ruiva havia a empurrado do palco ninguém acreditou nela. Todos diziam que Karin tentou segura-la, mas ela se lembrava do sorriso que Karin lhe lançou no instante que ela caiu. Mas, não adiantava nada dizer isso. A ruiva havia ganho a custos de destruir sua vida.

Ela passou duas semanas no hospital ao lado do seu irmão que se recusou a sair do seu lado. Seus pais a visitaram diariamente com uma falsa tristeza que a incomodou, enquanto que sua avó não pode ir pois estava gripada e a viagem seria longa— uma vez que ela era hipertensa e não podia tomar aviões— e seus pais estavam o ocupados para buscá-la ficou claro que ela estaria parcialmente sozinha em toda aquela situação. Seus amigos lhe enviaram mensagens constantemente nós quatro primeiro dias, depois pararam de responder, não foram a visitar. Seu namoro Gaara também foi lá apenas no primeiro dia e ao comprovar que Sakura estava péssima decidiu que a daria tempo para se recuperar, sozinha.

Aquilo doeu nela de uma forma inesperada. 

Não esperava que os colegas de classe ou aqueles que se aproximavam apenas pela popularidade fossem vê-la, mas saber que os amigos mais próximos, aqueles que conhecia a anos também se afastaram foi um baque forte. Ela se convenceu que estavam ocupados demais.

Então quando voltou para casa treze dia depois do incidente passou a vivenciar o inferno de perto. Seus pais haviam feito o acidente dela o circo da cidade. Todos vinham ver como ela estava e saiam dizendo coitadinha enquanto secavam falsas lágrimas e enchiam o ego de sua mãe a elogiando pela força por lidar com a situação e davam o apoio ao pai por se manter tão presente.

Ninguém dizia que ela estava sendo forte.

Ninguém perguntava se ela precisava de ajuda.

Os pais negaram o apoio psicólogo, segundo eles a filha não tinha “dessas coisas de hoje em dia” e que ela saberia lidar com a situação da forma com que lhe ensinaram. Era uma mentira deslavada, porém mantida nos sorrisos.

No mês seguinte ao voltar a escola de sentiu como uma estrela que tinha saído da reabilitação. Todos perguntavam do acidente, todos opinavam sobre sua vida e todos a olhavam com certo deboche quando a questionavam sobre o que iria fazer agora.

Ela queria gritar, E eu sei? Eu não tenho culpa também!

Não demorou para sua popularidade despencar e escutar as conversas maldosas que diziam que não restava mais nada para ela. Que não teria mais maneira dela se achar, já que não era mais a estrela do ballet, não havia mais nada para ela. Aos poucos os amigos próximos foram criando desculpas para se afastarem dela e se aproximarem de Karin.

Foi um golpe duro lidar com isso.

Os únicos que conversavam com ela eram seu irmão e o amigo Sasori. 

Gaara também se afastou dela. Ele dizia que o treino de basquete tomava muito do seu tempo e então sumia. Mas a gota de tudo foi quando o rumor de que ela dormia com o professor de dança para conseguir o papel nós espetáculos surgiu na escola. Gaara terminou com ela no mesmo dia dizendo ter sido traído durante todo o tempo e horas depois assumiu o namoro com Karin— que o ajudou a superar o momento difícil. 

Mesmo mancando e de muletas Sakura esperou a ruiva na saída da academia e fez questão de partir para cima da garota arranhando o rosto delicado e maligno antes de bater nela da forma como pode. Então ela saiu correndo e se perdeu entre as ruas.

Naquela noite ela foi até a ponte da cidade. Era uma velha ponte que devia ter sido consertada a meses, porém permanecia intocada e instável. Nunca havia ninguém ali e Sakura achou o lugar perfeito para acabar com tudo. Mal sabia que naquela noite outra pessoa estaria ali e a impediria de pular.

Ela não perguntou o nome do rapaz, não lembrava do rosto, não lembrava nem mesmo da voz. Apenas lembrava do cheiro de suor e de incenso nele. 

Ele havia a levado até a porta de sua casa, onde o irmão a esperava. Ele a deixou e se foi sumindo na noite enquanto ela entrava e ouvia as inúmeras brigas dos pais contra si. O pai está a irado por saber que ela havia agredido outra estudante e a mãe inconformada com que os outros pensariam deles. Então, Sakura surtou.

Aos gritos ela narrou sua versão da história. Pedindo para que acreditassem nela, porém como sempre os pais a consideraram incapaz de pensar por si própria. Ela não se lembrava do que disse, mas foi suficiente para receber uma ameaça e que o pai partisse para cima dela, porém o irmão entrou na frente recebendo o tapa.

Na manhã seguinte as malas deles estavam prontas e os pais a enviaram para uma clínica de terapia para cuidar da fratura nas montanhas. E assim os meses se passaram enquanto ela cuidava da fratura na perna e na alma.

Porém apenas uma se curou.

Quando soube que havia sido reprovada no último ano do colégio decidiu que iria embora de Suna, os pais apoiaram e estavam prontos para manda-la em um intercâmbio nós Estados Unidos quando a notícia de que sua avó estava doente chegou.

Deixando o intercâmbio de lado Sakura se enfiou em um avião de última hora até Konoha disposta a viver longe de tudo que conhecia para ajudar a cuidas da avó e de encontrar alguma maneira de seguir em frente.

Porém esperar uma hora por um carro que não chegava não a ajudava em olhar a situação de forma positiva, assim como uma médica havia lhe ensinado.

 

Um carro antigo, vermelho tomate descascado em dois tons parou a sua frente. Dele surgiu uma mulher loira e alta, com os maiores seios que Sakura já havia visto, e ela olhou em volta demorando duas passadas de olhar até reconhecer a sobrinha.

— Sakura?— a mais nova revirou os olhos se levantando e passou a arrastar a mala de carrinho enquanto carregava as duas malas nós ombros — O que fez com seu cabelo?

A mais velha deu a volta no carro abrindo o porta malas. Ela estava abismada pelo retrato nada normal da sobrinha.

—Oi tia!— Sakura colocou uma das malas no pequeno porta malas enquanto a tia de forma nada delicada ajeitava as outras duas. Assim que o tampão foi fechado a loira a puxou para um abraço apertado.

— Gostei do cabelo— ela disse se afastando e tocando nas mechas rosas. A garota sorriu de forma triste.

— Agora posso pintar eles e fazer um tanto de coisas que não podia — comentou dando a volta no carro.

Mesmo que preferisse todas as outras regras.

— Começar a comer como alguém normal também entra nesse pacote?— Tsunade disse estreitando os olhos enquanto tentava dar partida no carro. Foram necessárias duas vezes até que conseguisse — Quantos quilos você tá pesando?

— Engordei três quilos nós últimos meses — a menina resmungou olhando para frente, porém o olhar inquisidor de sua tia a fez suspirar e contar que pesava míseros quarenta e sete quilos.

— Meu deus Sakura! Você está desnutrida não está?— a garota não questionou, porque de fato estava com peso abaixo do que o recomendado para sua altura e idade. Entrando era uma pessoa ativa, saudável. Ou melhor ela era.

— Vou dar um jeito.

— Não me espanta que não tenha nem bunda nem peito. Você não come nada.

— Tia!

A garota ralhou e ambas entraram numa discussão boba de como Sakura estava magra, do ponto de vista da tia esquelética e do ponto de vista da garota o ideal para uma antiga bailarina. A discussão tomou todo o caminho até a casa da avó, onde ambas desceram. Sua tia de forma carinhosa tinha agendado constantes sessões de fisioterapia para garota no hospital onde trabalhava como enfermeira e tinha marcado aulas de Pilates para a mesma e se disponibilizou a levá-la todos os dias para elas além de deixar o carro para que ela fosse para a escola. Era velho e usado, mas era o que ela tinha e de bom grado tinha deixado para Sakura, já que ela estaria no hospital durante o horário de saída da garota e com um pé ainda machucado seria doloroso andar ida e volta por meia hora até chegar em casa.

—Eu posso pegar o ônibus.

Ela tentou disfarçar a vergonha de receber qualquer mimo da tia, mas a risada anasalada a fez parar na soleira da porta.

—Só tem um ônibus na cidade garota e ele não passa nem perto da sua escola!

A mulher entrou na casa fazendo com que Sakura a seguisse. Sua avó era coreana, então ao se casar com seu avô um Polonês residente no país do fogo ele construiu uma casa que lembrasse o estilo arquitetônico da pátria de sua amada. Então a casa seguia os padrões coreanos tradicionais de residência.

O muro de fora era todo de pedras com uma porta de duas folhas de madeira maciça e um telhado semelhante ao templos budistas. Entrando já havia um caminho de pedrinhas entre a grama curta e verde e alguns arbustos exibindo as flores mais coloridas que ela havia visto na vida. Então a cada chegava. Os três degraus chegavam até seu joelho e a varanda de madeira se estendiam pelo arredor da construção. O telhado seguia o mesmo estilo budista e era branco com pequenos enfeites negros ou dourados. Em cima dele o segundo andar da casa ganhava vida. Lá dentro que o mundo de sua avó criava forma.

Sakura se lembrava de brincar nessa casa até dormir nos batentes das portas ou embaixo dos móveis. Ela amava viver ali, era onde se sentia acolhida — talvez fosse pelo cheiro de pera e de alfazema que só a casa da sua avó tinha — mas aquele era seu lar. A casa estava toda aberta, em cada parede havia uma porta dupla que levava a outro aposento e a casa fazia um quadrado sendo que no centro havia uma mesa enorme de madeira e atrás dela uma construção mais atual da casa, era na direção de Sakura que andada cansada até o meio da casa.

Ela se sentou na mesa baixa de madeira colocando as malas ao seu lado e suspirou olhando para as portas ao seu lado. Três da direção que havia vindo, duas a sua frente e mais suas atrás de dela. Todas abertas e sem sinal de sua avó.

—Cadê a velha?—  perguntou a sua tia que cruzava um dos ambientes pendurando a bolsa em um dos ganchos. Ela saiu pela posta e se sentou no degrau de madeira existente ficando de frente para Sakura enquanto tirava os brincos.

— Ela ainda está no restaurante.

Sakura bufou tirando o tênis.

— Ela não estava doente?

A tia deu os ombros.

— Foi só um resfriado, sua mãe que faz um escândalo a troco de nada. Sua avó melhorou a dias! — a tia estendeu o corpo se deitando no chão e puxou uma almofada. Foi fácil para Sakura perceber que aquele era o quarto dela.

Pelo o que se lembrava sua avó ocupava o quarto de frente a sua tia, era a porta que estava atrás de si. Enquanto os cômodos ao lado da entrada eram as duas salas da casa.

Ela suspirou.

— Onde é meu quarto?

A tia apontou para a escada de madeira que surgia na lateral da casa e Sakura seguiu com os olhos os dragrais que levavam a uma segunda varanda no segundo andar, aquele era o corredor que seguia o mesmo desenho da casa e ligava os cômodos superiores. 

— Limpamos o primeiro quarto da escada e o que dá para frente da rua, pode escolher qual você vai querer — a garota assentiu se levantando e subiu o lance de escada até chegar no segundo andar. Ela andou com as mãos no balcão de madeira maciça, igual em todo o chão, escada e portas da casa. O primeiro quarto era pequeno então andei até contornar o a forma retangular da casa e entrou na segunda porta aberta.

Nela havia duas grandes portas abertas que mostravam o céu azul e as colunas da cidade bem a sua frente. No lado direito uma cama de casal, também de madeira estava no centro da parede e ao lado da porta em que estava um guarda roupa simples. Do outro lado havia uma penteadeira e uma cômoda com uma televisão.

Ela sorriu.

—Tia me ajuda a subir as malas!

Ela gritou correndo escada a baixo e obrigando a sua tia a subir com os quilos de bagagem que havia levado consigo.

 

 

Sua avó apenas voltou a noite. Ela voltou com duas marmitas recheadas de comida e antes mesmo de cumprimentar a neta a sentou no chão, ao lado de fora da casa— na grande mesa de madeira— e a serviu com a mais variada espécies de comidas coreanas que Sakura se lembrava. Sua tia comeu rapidamente e saiu, pois teria um plantão.

Quando ficou sozinha com sua avó Chyo, Sakura chorou abraçada a mais velha que a consolou até de madrugada garantindo que ela não precisava mais se preocupar, que o dissimulado de seu pai não a incomodaria novamente e aceitou dormir com a jovem para que ela se acalmasse.

No outro dia quando acordou já se passava do meio dia.

Ela desceu as escadas dentro do seu pijama macio e fofinho de veludo abraçada em um filhote de cachorro que a acordou. A tia riu das olheiras e do bico mal humorado da garota ao erguer o filhote branco que havia acordado.

— É o cachorro da sua avó! — ela colocou o projeto de urso, como ela mesma o chamou, no chão e se sentou no degrau de madeira percebendo o clima ameno da cidade. Suna era um lugar predominante quente, então acordar com um clima tão fresco estava lhe fazendo bem — É melhor se arrumar. Sua avó quer você no restaurante em meia hora para ajudá-la.

— Por que ninguém me disse isso antes?— ela resmungou se levantando e voltou a subir as escadas sendo seguida pela miniatura de cachorro que pulava entre suas pernas.

Acabou tomando um banho rápido e vestiu um jeans claro e uma blusa branca simples já que estava sem tempo. Penteou os cabelos prendendo em uma trança solta e passou apenas um corretivo para esconder as olheiras e um batom rosa. Desceu novamente as escadas sentido uma fisgada leve no tornozelo e se despediu da tia com um beijo na bochecha antes de se sentar na estrada da calça e calças o tênis ortopédico que tinha que usar.

Felizmente era um modelo branco e bonito.

Se despediu do cachorro que sacudia o rabo e latia ao seu lado e andou até o portão sendo seguida pelo mesmo, perdeu bons minutos convencendo o pequenino a ficar do lado de dentro da casa e deixar com que ela fosse embora. Foi capaz de ouvir os latidos agudos enquanto descia a ladeira que chamavam de rua.

Conhecia o restaurante da avó, além de que ele era dois quarteirões abaixo de sua casa, então mal demorou cinco minutos até chegar nele. Haviam três clientes que ela cumprimentou com sorrisos simples antes de passar pelo balcão e ir até a cozinha se servindo de um chá quente e um pedaço de bolo.

A avó estava sentada no chão misturando algo. Quando foi se aproximar foi dispensada com um aceno de mão. Deu um beijo no topo da cabeça da avó antes de mexer as panelas no fogão.

—Dormiu bem? — ela perguntou para a senhora que riu e assentiu — Sabia que seu monstrinho de estimação me acordou? 

— Ele fez bem. Onde já se viu dormir essa hora menina! 

— Eu me cansei ontem — Sakura disse enquanto comia mais um pedaço de comida da mesa, dessa vez um morango — Ele queria me seguir até aqui. Quase fugiu!

A avó riu novamente e dessa vez a olhou por cima dos ombros. As rugas de idade despontavam em todas as partes do rosto da senhora sendo acentuadas pelo sorriso no rosto da senhora.

— Ele gostou de você.

— Ele mordeu meu dedão pra me acordar — Sakura resmungou, mas ao ouvir o grito do salão do restaurante se levantou indo atender o cliente que chamava enquanto ria junto da avó.

Ela pegou o pequeno bloco de notas em cima com balcão e foi até a mesa, que estavam pelo menos seis rapazes muito bonitos sentados. Todos exibiram uma jaqueta do mesmo time de futebol.

Ela forçou o sorriso se aproximando enquanto expulsava lembranças da sua última interação com pessoas de times escolares.

— Em que posso ajudar?

—Baa-chan eu quero... — o loiro que havia começado a falar levantou o rosto e a encarou com os lábios entreabertos. Os olhos se arregalaram fazendo o tom azul se sobrepor a qualquer coisa ao redor e surpresa tomou seu rosto — Nossa você não é a baa-chan. Ou é?

O tom corado que tomou suas bochechas de Sakura rir rapidamente.

— Meu deus Naruto! — os olhos deles foram ao comentário do rapaz ao lado do loiro. Um cara de rosto fino e cabelos negros presos em um rabo de cavalo que logo a olhou — Foi mal, ele não tem modos

— Nosso amigo é meio lerdo, não leve a mal tudo bem?— o segundo rapaz disse e ela sorriu para ele. Era um homem bonito, talvez o mais bonito dali, com cabelos castanhos longos e olhos cinzas claros.

—Ei! Eu só me surpreendi — o primeiro rapaz comentou e se levantou quase derrubando a cadeira. Ele estendeu a mão até Sakura que o encarou sem entender muita coisa. Ele riu sem jeito, porém não recolheu a mão — Prazer, eu sou Naruto.

Ela olhou a mão se sentindo uma idiota.

Estendeu a dela rapidamente enquanto se perguntava quem ainda se apresentava assim.

— Sou Sakura, prazer.

— Você é nova na cidade não é? — um outro rapaz perguntou. Era um rapaz gordinho e de sorriso bobo, mas não maldoso. Ela assentiu.

— Tenho cara de ser de fora?

— Tem sotaque da cidade grande— o segundo rapaz disse assentindo e olhou ao redor usando uma expressão de vergonha — Meu deus. Você vai achar que somos mal educados... — ele riu — Eu sou o Shikamaru, este é o Neji — ele apontou para o homem ao lado oposto de Naruto que acenou e sorriu — Esse é o Chouji e esse outro aqui é o Kiba.

—Prazer em te conhecer — o último disse a ela enquanto Chouji assentia com a cabeça.

— O prazer é meu — ela sorriu sem saber como continuar a conversa. Estava pronta para anotar os pedidos e sair quando Naruto a interrompeu.

— Eu acho que já te vi. Você já veio pra cá?

— Eu vinha muito nas férias — ela apontou para cozinha — Minha avó mora aqui então passava o natal com ela.

Eles exibiram uma expressão surpresa.

—Você é a neta da baa-chan? — Neji perguntou e ela assentiu.

— Eu sabia que te conhecia — Naruto saltou da cadeira e riu — A gente brincava juntos. Eu você e seu irmão! Não lembra de mim?

— Sinto muito... 

— Espera — ele olhou para o teto e o sorriso voltou ao seu rosto quando a encarou novamente — Você lembra do garoto que foi balançar na corda do lado e quebrou ela? — ele ergueu a camisa exibindo um tanquinho e uma cicatriz média que fez Sakura rir e se lembrar dele — Levei doze pontos aquele dia!

— Eu lembro disso.

— Você tem a nossa idade?— Kiba perguntou.

— Sou um ano mais velha do que o Naruto.

— Ela é três meses mais velha do que eu, mas tá um ano na frente na escola.

Ela balançou q cabeça negando.

— Reprovei o último ano, então estou no segundo

Eles sorriram.

— Vai estudar na nossa escola então! — Chouji disse exibindo o sorriso inocente e Sakura deu os ombros. Quem cuidou de todas as questões foi Tsunade, ela nem ao menos sabia o nome de sua atual escola.

— Não sei para que escola vou.

— Só tem duas escolas na cidade e a mais próxima deste lado é a nossa —Shikamaru disse — Bom, amanhã a gente descobre se você tá lá

Ela sorriu assentindo, ia voltar a conversa quando sua avó a chamou, perguntando sobre os pedidos. Naruto gritou uma resposta e sua avó não foi nem um pouco educada com gritar com ele em resposta.

— Então o que vão pedir?

 



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