História Um poeta obssesivo e apaixonado. - Capítulo 37


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Obsessão, Perseguição, Romance, Sequestro, Tortura
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Palavras 4.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Hentai, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Tá eu posso confessar, fiquei um tempo trabalhando nesse capitulo e tentar faze-lo fofo. Espero que gostem boa leitura.

Capítulo 37 - Descoberto


 - O que vamos fazer depois?- Ela perguntou na mesa de café, comendo pedaços de ovo mexido com suco de goiaba com leite.

 - Depois de que?

 - Quando você voltar. – Perguntou amarrando os cachos ruivos em um coque frouxo no topo da cabeça. – Pode ler aquele livro de poemas para mim? Aquele de capa azul.

 - Por que não o lê sozinha? – Ele perguntou duvidoso enquanto bebia café fresco com uma torrada amanteigada. Ela gostava de ler, gostava do suspense em cada paragrafo tomar conta do seu corpo e das palavras marcarem sua cabeça em um tom sublime dos autores nomeados e premiados.

 - Por que com a sua voz fica melhor. – Ela disse dando um sorriso de lado, a voz de John soava áspera nos momentos de terror ou ação e um tom levemente temperado nas siglas de romance, como se ele mesmo estivesse fazendo as juras de amor eterno e ela fosse a personagem principal.

 Ele olhou no relógio prateado no pulso firme e tomou o ultimo gole antes de deixar a caneca na pia e se afastar do balcão pegando a maleta.

 - Tenho que ir. Devo estar de volta as... Sete. – Ela se levantou da cadeira e foi até ele, beijando delicadamente seus lábios.

 - Seis e meia e nem ouse se atrasar. Vou pedir pizza, algum pedido especial? – Ela se sentou no balcão balançando as pernas cobertas até o joelho pelas meias coloridas, o suéter rosa cobria até o mínimo de suas coxas torneadas.

  - Gosto de calabresa ou debacon. – Ele beijou-lhe a face sentindo a bochecha dela corar e seu rosto esquentar. – Acho tão fofo quando você fica corada. – Ele escutou ela soltar uma gargalhada gostosa mordendo o lábio provocativa. – Já sabe o que vai aprontar aqui hoje? – Perguntou dando um ultimo beijo na testa dela.

 - Hum, provavelmente vou ficar tirando pó das estantes, regando as plantas e mexendo na coleções de vinis. E você? – Ela perguntou tirando da geladeira novamente a jarra de vidro com o suco e despejando no copo.

 - Exames, registros e uma cirurgia, ou seja o de sempre. – Ela o olhou de soslaio enquanto ele terminava o café. O assunto já pendurava na sua cabeça fazia alguns dias.

 - John você tem visto a Lydia? – Ele parou de beber o liquido morno para encara-la ela olhava para o suco vendo ele se remexer no copo, nessas horas vagas em que ela se dedicava a faxina daquela casa que se procurasse bem acharia alguma sujeira ela pensava em Lydia, no seu pai e seu irmão. Não por que era falta do que fazer, mas sim por que ela pensava em como eles reagiriam em como tudo se desenrolaria.

 - Não com frequência, o chefe do hospital tá pegando leve com ela pelo que ainda aconteceu. – Ele apertou com mais força a caneca ao se lembrar do ocorrido que tirava o seu sono de vez em quando. – Eu tenho que ir... – Ele pegou a maleta no canto da mesa e foi andando até a saída, mas ouviu passos o acompanhando.

 - Espera... – ele diminui o ritmo para encara-la, os olhos estavam cravados nele e ele conhecia aquele ato o suficiente para saber que ela queria lhe falar algo importante. – Temos que conversar quando você chegar. – Ela respondeu o fazendo ficar em duvida.

 - Uma conversa seria? – Ele deu um sorriso de lado.

 - Tão seria que vai parecer uma bronca do seu chefe. – Ele não conseguiu conter um riso fora que nunca desde que havia entrado no hospital pela primeira vez havia recebido uma bronca do seu chefe, ele era pontual e determinado gosta do que faz e tem perspicácia.  

 - Jura? Pois bem por que também vou ter uma conversa seria com você; tão seria e chata que vou parecer seu pai falando. – Ele não resistiu quando ela riu e beijou com desejo os seus lábios precisando se separar rápido para não se atrasar. Ela decidiu acompanha-lo não se dando por vencida, estava se divertindo e nem precisavam ficar nus na mesma cama para isso.

 - A minha vai ser tão seria e chata que você vai dormir na cadeira. – Ela respondeu o seguindo até o carro continuando com a brincadeira aos risos ele também riu, colocando a maleta no banco de carona e ligando o carro na ignição.

 - A minha vai ser tão chata que vai sentir falta do tempo em que você ficava de detenção na escola. – Ele respondeu e Leona não pode deixar de gargalhar alto vencida pelo riso enquanto ficava vermelha e suas entranhas doíam de tanto rir, ele ria da reação dela, ela ficava tão linda quando ria, mesmo gargalhando feito uma louca com o rosto de tomate. – Eu ganhei. – Falou alto para ela da janela enquanto manobrava o carro.

 - Não eu ganhei! – Ela protestou com um sorriso gigante no rosto apoiada no batente da porta não sentindo o menor frio.

 - Eu ganhei. – Ele disse antes de dar partida e acelerar saindo da montanha. Leona ficou olhando para o caminho para onde ele foi em disparada, ele havia se entretido tanto e estava tão preocupado com o horário que cometera um grande erro que antigamente o faria arrancar os cabelos; Deixara ela do lado de fora. E ela aproveitou isso para pisar sozinha e por conta própria no solo dos fundos da casa a terra era rochosa e sem vida, muito diferente da estufa enorme de Ofélia que mais parecia um jardim botânico, ela leu nos registros do diário que o esposo dela havia cedido aquela parte da casa para ela criar suas plantas como agrado, agora ela entendia por que.

 A terra da montanha não se igualava a da estufa que era regada, Arada e adubada sempre que possível e dava os mais deliciosos frutos e belas flores, por mais que a terra fosse rica em minerais e nutrientes não era uma terra boa de ser cultivada por ser muito natural e selvagem assim como as plantas e arbustos que lá cresciam. Leona estava de chinelos confortáveis enquanto andava pelo caminho onde o carro sai de cascalhos e pedras lisas o caminho rochoso saindo das arvores dava lugar ao asfalto velho exatamente como nos filmes. Ela apoiou a cabeça na arvore ao seu lado olhando para o caminho meio andado de sua liberdade, a partir dali era só andar até um posto de gasolina ou alguma casa pedindo ajuda e pedindo um telefonema, seria como em um passe de magica, a sua liberdade, sua casa, seus parentes... Mas e Jonathan?

 Essa era a grande questão, principalmente agora que era posta a prova. Seus sentimentos por John eram fortes e persistentes do tipo que ficariam ali mesmo após um século separados, mas e seu desejo de liberdade? A sua sede de saudade?

 Olhando para tudo que ela passou, todos os passos dados na areia da vida a indicavam o caminho percorrido a fazendo querer voltar, mas quando olhava para frente não via um caminho e se percorrer, via Jonathan. Ela via o seu futuro, via a sua felicidade que era mais que garantida com ele, talvez era errado, talvez ela estivesse enganada ou equivocada com tudo aquilo, mas quem nunca errou antes de acertar?

 - Não vai valer a pena. – Ela se desgrudou da arvore olhando para a estrada, as chances de fugir e tentar ser feliz sem Jonathan eram as possibilidades de prever o clima da manha e acertar e ela sabia que nem em um milhão de anos ela encontrara alguém como ele, tão gentil, bonito, educado e protetor. Já a possibilidade de ser feliz ao lado dele era como atirar um seixo no rio e faze-lo quicar três vezes sobre a agua, só dependia da força e maestria do braço que comandava a pedra. E até agora ela já saltitou metade do caminho.

 {Já de tarde}

  O escritório era perfeitamente arrumado sem que ela precisasse por um dedo lá, de acordo com John seu pai mantinha tudo arrumado, isso devia a levar a serio seu caráter e postura, ou seja ele odiava bagunça e só de pensar assim ela estremecia, que tipo de criança não faz bagunça?

 Era de se esperar que ele não conhecesse uma vida diferente daquela. Mansão isolada, dinheiro em fartura no bolso, filiais na Alemanha (de deus sabe lá o que), casas de veraneio, emprego fácil e uma mulher bonita e jovem para esquentar sua cama.  O que mais um homem pode pedir? É claro que a vida não é um mar de rosas nem mesmo para o homem mais rico e poderoso do mundo, mas nada teme, pois o dinheiro os cala.

 - Deus eu vou me matar se esse tedio não o fizer primeiro. – Organizou os livros nas bancadas de ordem alfabética e nas estantes já polidas de maneira como estavam. Os grandes amores da vida dela naquela casa eram a televisão e a janela quando estava só, eram as únicas coisas que se moviam e reproduziam sons bonitos ou naturais e o mais sufocante era que ela não conseguia se manter confortável. Do tipo que se deita no sofá e rola no veludo como um gato manhoso e come até dizer chega, não totalmente o contrario.

 Ela queria uma vida ativa: Trabalhar, dirigir, ver os amigos e depois ir para casa, mas paciência é uma virtude.

 O som antigo e assustador da campainha que ela nunca em vida havia ouvido a tirou do transe, era gótico e assustador, como se a casa fosse mal assombrada e a tornava um lugar bem mais solitário e sombrio.

 - Já vai. – Ela sabia que se tratava da pizza que encomendara, amarrara com força o robe depois de sair do banheiro e desceu com cuidado as escadas de madeira que se molhadas e corridas com muita pressa podiam acabar em uma boa queda chegando ao hall da casa ela já estava com o dinheiro na mão e abriu a porta encontrando o seu Johny com a pizza nas mãos. – Nossa que surpresa De.li.ci.o.sa – Ela disse e viu o sorriso dele alargar enquanto entrava em casa largando as chaves em qualquer lugar e fechando a porta com o pé. Leona se divertia mais com o fato de que com o passar do tempo em que o relacionamento deles ficava mais jovem e normal, ele também andava mais jovem, não que ele não fosse, mas ficava mais extrovertido, engraçado e estonteantemente alegre, menos cavalheiro e mais moleque, sem nunca abandonar a fiel postura máscula e honrosa.

 Perfeito, ela definia.

 - Está falando da pizza ou do seu namorado por que se sim pra segunda acho que perdi a fome para a comida. – Ela a capturou por trás e sussurrou em seu ouvido a fazendo ficar arrepiada, ela esticou o pescoço para olhar no relógio pregado na parede indicando seis em ponto. Ela se lembrava dele dizendo perfeitamente que chegaria as sete.

 - Uma hora adiantado, é recorde até mesmo para você senhor pontual. – Ela alfinetou divertida pegando a embalagem quadrada das mãos dele que a prendiam ao mesmo tempo e andando até a cozinha colocando em cima do balcão.

 - Na verdade duas. Sai do trabalho ás cinco e depois passei na pizzaria em tempo de cancelar o seu pedido. – Leona franziu o cenho desconfiada.

 - E isso lá é possível? – Ela perguntou retirando da gaveta uma faca para retalhar os pedaços.

 - Claro, se eu souber o endereço e numero de telefone eles reconhe...

 - Não. Você sair assim do trabalho sem mais nem menos. – Ele apenas deu de ombros sobre o olhar suspeito dela. – Bom o que temos para beber? – Ele tirou da geladeira um refrigerante cola pôs em cima da pia. As calorias eram inevitáveis com ele, o peso dela era algo que a mesma nunca teve certo controle, ela não engordava ou emagrecia quando queria, mas tentava controlar sua alimentação, mas com ele escolhendo o cardápio era claramente inevitável algumas gordurinhas.

 Eles se esparramaram no sofá, Jonathan aproveitou para estalar as juntas que estavam travando suas musculações, o dia foi muito trabalhoso e ela não fazia ideia. A porta estava aberta de propósito com o caminho livre para ela ir e fugir, mas ela não foi. E ele teve certeza de que ela esteve lá, pois havia as pegadas que não eram do seu sapato na terra, mas ele precisava tirar suas duvidas e parecia ser o momento.

 - Lena eu tenho que te perguntar uma coisa... – Ele disse parando de comer a pizza e a encarando que estava com a boca cheia.

 - Só vai comer isso? – Ela perguntou se referindo ao único pedaço que ele comia, era tentado, mas ele não podia esquecer a surpresinha na pizza.

 - Sim... – O silencio pairou, agora ele não estava bêbado, ou com raiva para dizer a verdade sem se importar com nada. Ele estava certo do que falaria o que ele jamais em vida queria perguntar á ela. – Leona sinceramente eu acho que não tenho mais forças para te manter trancada aqui. – Ela parou de imediato de comer, o mesmo assunto que ela queria conversar seria o conteúdo dele. – Quando... Quando eu te conheci e conforme eu cresci eu sempre quis manter um bom relacionamento com você, do tipo saudável. Te convidar para sir, ir ao cinema no final de semana, ter o seu pai aprovando nosso namoro e sei irmão nos acompanhar nos passeios depois do trabalho. – Ele fala as coisas com tanta sinceridade e magoa, que era possível fazer Leona chorar, por que no fundo nunca soube que ele realmente queria aquilo, nunca sabia se aquelas escolhas ele mesmo fazia por conta própria ou a situação o fazia comandar assim, mas acima de tudo, ela não conseguia deduzir se ele gostava.

  - O que eu estou tentando dizer é... – Ela esperava como uma criança espera pelo seu presente de natal, as pernas cruzadas e os olhos esperando quase pulando das orbitas pelo bingo final. – É que eu te amo... De verdade mais do que minha própria vida. E não é só uma obsessão de merda ou uma paixão do momento. – ele estava sem encara-la, era frustrante para qualquer homem confessar aquilo, não tinha dana a ver com o orgulho ou o seu ego, tinha haver com eles tinha a ver com o coração que ele tanto prezava e diferente do que ele a fez pensar, ele não conhecia mais do que 20%. – É real... – Ele deu um sorriso de nervosismo e vergonha. – E não dizem que quando amamos devemos deixa-las livres? – Ele perguntou e a olhou. A boca dela estava no chão de tanta surpresa os pedaços de pizza na bochecha enquanto ela apertava com força o copo de vidro com o liquido borbulhante pela metade que melava os seus dedos com a humidade.

    Ela estava surpresa?  Muito! De todo o tempo que passara com ele agora era o momento mais aturdido da sua vida, ele literalmente havia falado aquilo para ela?

 Ele observou ela beber o refrigerante em pequenos goles e fazer descer os pedaços de massa e o encarar com uma cara de desapontamento, melancolia talvez?

 - Está terminando comigo? – Ela perguntou incrédula, o olhar dela decifrava que estava prestes a se jogar da janela se necessário. Depois de tudo... Ser assim descartada não ia rolar de jeito nenhum!

 - O que? Não eu...

 - Então por que estamos tocando nesse assunto não podemos comer novamente? – Ela pegou dessa vez um pedaço grande e começou a come-lo de jeito guloso e desesperado o que o deixou apreensivo.

 - Por que acho que... – A maneira como ela mastigava só o deixava mais nervoso, ele tinha bolado um belo de um discurso para aquilo, mas a ansiedade fala mais alto. – Ah que merda! Leona você não precisa mais continuar com isso. – Os dentes dela pararam subitamente de mastigar, ela fazia uma careta de espanto e surpresa, aqueles olhos estavam tão forçados que pareciam eu iam sair pulando do rosto dela então ele soube que ela havia encontrado. – Você pode voltar para a sua casa, sua família e... Não! – Falou tarde demais com preocupação quando ela bebeu o refrigerante para engolir os pedaços mascados. Ele colocou a mão na boca a tapando incrédulo e apavorado.

 - Ah ainda bem, acho que era azeitona muito dura. – Ela riu meio sem graça. – Parecia que eles colocaram um pedaço de aço na massa. – Ela o olhou que estava mais surpreso e om medo do que ela antes. – Johny?

 - Lena não fique em pânico ou com raiva, mas acho que você... – Ele nem conseguiu terminar.

 - Engoli o anel? – Ela perguntou rindo muito e um misto de irritação e surpresa o abateu. – Eu senti assim que dei a primeira mordida. – Ela esvaziou o copo de refrigerante revelando o anel no fundo do copo, era grande e chamativo. – É lindo... - Ela olhou para Jonathan que estava a observando e esperando sua reação já de joelhos e não foi preciso mais ser ditas nenhuma palavra. – Sim!

 - Então você fica? – Ele perguntou mais contente. E ela novamente concordou o fazendo respirar mais que aliviado. Ele não tinha duvidas quanto ao pedido, mas sim que ela aceitaria ficar com ele. Ele estava mesmo disposto a deixa-la ir e não ter nenhum relacionamento mais com ela se preciso, não podiam ficar mais empacados no mesmo lugar e o mais triste daquilo, era ele a grudando ali com ele, ela era jovem, bonita. Tinha o mundo ver e viver, não merecia estar agarrada a uma pessoa como ele, pelo menos não obrigatoriamente. Esse era o principio do casamento, tinha que vir dos dois.

 No segundo depois os dois estavam se beijando, nada como antes cheio de desejo e vontade, era apenas... amor.

  - Eu te amo tanto... – Ela sussurrou tirando a camisa de algodão e ficando apenas de sutiã, mas continuando a beija-lo de forma calorosa. Ele sorriu, mas não falou nada pois os lábios dela com gosto de queijo e refrigerante não deixaram corresponder, mas sabia que não precisava falar, pois a amava do fundo do seu coração.

( Enquanto isso...)

Ela não tinha cessado o espirito de busca pela amiga e analisou as cartas, uma por uma, cada verso romântico perfeitamente organizado, cada palavra feita com a mesma caneta sem falhas em tintas grossas de negro. Ela faltou o trabalho aquele dia para ficar mais uma vez analisando aqueles papeis.

 - Droga! – Ela reclamou quando bateu o pé na quina da mesa de centro e desastrosamente sobre uma perna esbarrou na estante da sala fazendo cair as pequenas estatuas que seus pais colecionavam e alguns presente que ela ganhou depois de ser trazida para casa e passar pelo luto. Aqueles presentinhos nunca foram abertos, pois nada poderia curar o que David fizera nela, mas uma caixa caiu em sua cabeça a acertando. Era pesado e duro, quando a caixa caiu amassada no chão o presente que nela estava rolou até seus dedos. – Ah não... – ela olhou para a bagunça que fizera e suspirou cansada e novamente voltou ao objeto no chão.

 Era um globo de neve, a neve ao receber o impacto do chão se agitou circulando pela neve fazendo a paisagem em azul na agua com corante se embelezar aos olhos dela que sorriu doce ao lembrar do quanto amava a neve quando criança. Institivamente ela olhou para o pacote e para a base do globo que cabiam sua mão procurando o nome da pessoa que lhe dera aquele objeto.  E ela achou um pequeno cartão e olhou. Era de Jonathan, aquela caligrafia que ela invejava bela com as letras maiúsculas e minúsculas.

 - Espera... – Ela falou ao notar as semelhanças. Os pesquisadores dizem que algumas letras se parecerem é apenas coincidência, mas as letras por mais que borradas e tremidas naquele tempo, ainda eram do mesmo estilo pomposo e elegante que o pai de Jonathan o fazia escrever. – Não... Não pode ser...

 Espero que melhore querida prima, aquele canalha não merece suas lagrimas nem sua dor. Você é forte e sei que vai superar isso, sei que Deus está preparando o homem certo para você e quando a hora chegar, estarei lá para te acompanhar ao altar. ~Jonathan

 Ela correu para a escrivaninha e pegou uma lupa que usava para analisar os traços e sua intuição despertou gritando sim contra a vontade.

 - É a mesma letra... – O choque foi como um balde de agua fria, ela precisou por a mão na boca e tapa-la para não gritar com o choque ou sair de pijama na rua para a casa de Kyle. E em sua mente ela já pode bolar uma plano para descobrir a verdade por de trás daquela mascara.

  Ela pegou o celular jogado ao lado da caneca fria de chá na escrivaninha e discou um num ero que lembrava de cabeça da única com quem fizera amizade naquele local de trabalho.

 - Samara... – Chamou a mulher que prontamente atendeu, era hora do almoço então sabia que ela estaria livre.

  - Lydia por que faltou? – a mulher logo lhe repreendeu. – O chefe vai te dar outra bronca se continuar assim e- Ela ia continuar, mas a morena a interrompeu.

 - Depois Samara, agora eu preciso que me faça um favor... É muito importante. – Ela aceitou o silencio como um sim então continuou. – Quero que vá até a sala do John e procure a foto ou qualquer coisa de uma garota. – Ela pediu de uma vez andando de um lado para o outro com a calça de moletom folgada.

  - O QUE?! – Ela berrou. – Ficou maluca?! Posso ser despedida por causa disso Lydia, não posso.

 - Por favor Samara... Eu te imploro é muito importante mesmo. Não precisa pegar nada, me mande por mensagem a foto e saia dai, só isso. – Ela insistiu tanto que a mulher cedeu.

 Lydia desligou a ligação se sentindo uma completa criminosa e Samara sua cumplice, estava indo longe demais com essa loucura e se não fosse melhor amiga da mulher podia jurar que estava tendo uma crise obsessiva.

 Ela se sentou no pequeno sofá na sala colocando as mãos no rosto cobrindo o mesmo com os dedos logos, seu pé batia a ponta do piso de forma impaciente com o celular ao lado de si, quando o toque chamou a sua atenção que foi atendido sem esperar mais nada.

 - Achei uma foto de uma garota na gaveta da mesa, sorte sua que eu sou responsável da faxina desse lugar e tenho as chaves, mas mesmo não tendo permissão para isso. – ela encerrou a ligação enquanto Lydia sorria de nervosismo.

  A mensagem apareceu na tela do celular que ela tocou esperando encontrar uma loira ou morena, qualquer uma menos ela.

 Estava com um suéter roxo fosco e seus cabelos caiam em fios pelas costas e na frente dos ombros, uma verdadeira bagunça, mas isso só realçava seus olhos gelados e penetrantes, parecia uma musa.

 Lydia sentiu suas pernas tremerem dentro da calça enquanto olhava espantada para o visor do celular perplexa. Era Jonathan todo esse tempo e o pior era que até hoje ela não desconfiara de nada. Absolutamente NADA!! E ele sabia, sabia e tinha coragem de ir vê-la todo santo dia, fazendo a viagem dela parecer verídica enquanto estava com ela trancada em casa.

 - Meu Deus! – Exclamou com tanta raiva e tristeza que não cabiam em si. Aquelas malditas lembranças voltavam em mente a torturando e enchendo seus olhos de lagrimas, aquela sensação de aprisionamento. – Oh Deus... – Seu próprio sangue...

 - Kyle... – ela chamou pelo telefone com os olhos marejados e a garganta rouca de tanto chorar. – Atenda por favor... Por favor... Alguém.

 - Lydia? – A voz dele ecoou pelo aparelho eletrônico como um coro ou um tremor do mundo ao seus pés. – O que houve?

 - Eu... Eu... Vem pra minha casa correndo, o mais rápido que você puder. – Ela disse desligando e deslizando pela parede vermelha escura, com as mãos no cabelo, com a percepção e o choque que levara. Kyle com certeza a odiaria se Leona estivesse ferida.

Ela olhou para o chão e lá estava ele novamente, o globo de neve com a poeira branca já mais calma como ela e menos agitada. Lydia o alcançou e sacudiu com a mão fazendo a neve se agitar novamente e embelezar novamente a paisagem que tinha uma garotinha montando um castelo ao lado de um boneco de neve.

 Ela tentou sentir novamente o momento de sensibilidade, mas apenas sentiu raiva e ódio, por ser enganada em uma escala tão grande e largou o pequeno globo que se fez em pedaços dessa vez no chão próximo aos seus pés. 


Notas Finais


Eai? O que será que vai acontecer agora? Despertei a curiosidade de vocês? Bjs amores, comentem se vcs gostaram


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