História Um porto seguro - Capítulo 38


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 38 - Capítulo 37


...

Desirré

Espero que Logan consiga o emprego, seria bom pra ele essa mudança.

Chasse veio em minha sala, enquanto esperava por Logan, acabamos transando no sofá que tem em minha sala. E infelizmente brigamos de novo. Somos tão diferentes mas de um jeito bom, porque completamos um ao outro com essas diferenças.

Mas essa situação é frustrante, foram anos separados, e agora juntos parece tão errado e complicado. Não aguento essa situação, sinto falta dele. Não entendo o ponto de vista dele ter me escondido essa situação com a Luna, certamente uma hora ou outra ela iria aparecer, e foi o que aconteceu. Preciso dele ao meu lado.

Lisa nos chamou pra ir a boate, pra começar a semana bem sem stress, mandei mensagem o Logan pra ir conosco. E principalmente pra comemorar o ingresso dele a empresa:

-Ele respondeu? -Lisa

-Ainda não há há

-Será que tento algo com ele?

-E desde quando você fica tão cautelosa assim em relação a homens?

-Verdade há há. Mas sei que ele é perfeito. Você tem dois homens lindos perto de você e enquanto eu só consigo confusão.

-Relaxa, ok? Tudo vai se ajeitar com o tempo. Vou na ONG e depois para casa. Te vejo mais tarde.

-Ok, se cuide.

Passei restante da tarde na ONG, duas crianças iriam ser adotadas e eu precisava ajeitar a papelada. E antes de qualquer coisa, pesquisei sobre as famílias antes de qualquer coisa. Queria ter certeza se iriam para boas mãos. Chasse também apareceu, assim como os outros dias, veio ler para as crianças. É tão fofo essa dedicação dele.

-Ele gosta de você. -Luana

-Somos amigos apenas.

-Mais do que isso, olha a forma como ele te olha.

Quando viro em direção a ele, vejo que ele estava com os olhos cravados em mim. Lhe dou um sorriso e saio. Voltei ao meu escritório, terminei de organizar toda papelada. É tão ruim me despedir, mas só de imaginar que teriam uma vida diferente, me deixava feliz.

Recebi uma denúncia anônima sobre uma garotinha que era constantemente agredida... Malditos. Peguei minhas coisas ao sair da sala dou de cara com Chasse:

-Onde vai com tanta pressa?

-Recebi uma denúncia.. Vou lá averiguar.

-Vou contigo, não vou deixa-la ir sozinha.

Chegando no endereço, escuto choro da criança e uma gritaria. Meu peito se aperta, a raiva me sobe a cabeça. Ligo para meu contato na policia e relato o que está acontecendo. Enquanto a viatura não chega..

-Vou entrar.

-Pode ser arriscado meu anjo. A viatura já esta a caminho.

-O choro parou, ela deve estar sofrendo. Preciso entrar.

-Como você é teimosa... Merda.. Vou contigo.

Não era apenas uma criança, tinha um menino de pelo menos uns 2 anos todo sujo. A casa fedia muito, escuto algumas vozes. Pedi ao Chasse levar o menino para fora, eu iria procurar pela menina.

-Cuide dele para mim. Vou procurar a menina.

-Tome cuidado.

Depois de me mover silenciosamente entre os cômodos para não chamar a atenção indevida, encontro-a deitada em cima de um tapete sujo, ela estava ensanguentada sua roupa estava rasgada. Partiu meu coração. Que ódio.

-Oi princesa. Vim te tirar daqui.

-Você é um anjo? Veio me tirar daqui?

-sim, vou te tirar daqui.

-Ele vai voltar... ajude meu irmão... eu aguento..

-Seu irmão já está em segurança, se apoie em mim.

Tive que reunir todas as minhas forças pra não desabar diante dessa situação. Que monstros faziam isso com crianças inocentes..

De repente sinto alguém puxando meu cabelo, a menina caí. Ele me bate contra a parede, então vai na direção da menina.

-Ei seu monte de merda, largue ela, agora.

-Ou o quê???

Vou pra cima dele, dou lhe um chute em sua perna, ele se desequilibra e caí de joelhos.dou mais um chute na altura nas costelas. Ele dá um berro.

-Vadia... vou te matar.

-Que foi boneca? Doeu?

Ele se levanta e vem em minha direção, consigo desviar a tempo de lhe dar mais um chute em sua perna. Dessa vez acerto em cheio. Ele caí e não se levanta. Escuto a voz do Chasse, logo mais vejo policiar entrando na casa pego a menina e saio. Ela tem sangue escorrendo pelo nariz e boca. Seus olhos estavam inchados. Sinto um aperto em meu coração, meus olhos enchem de lágrimas, pois sei que cheguei muito tarde.

-Você tá bem meu anjo? -Chasse

-Sim, vou com ela para o hospital. Você pode acompanhar o irmão dela?

-Sim, posso.

Chegando ao hospital ela me pediu para cuidar do irmão, pois ela sempre ficou na frente para que não o machucassem. Disse que agora estava feliz, pois estava livre. Fechou seus olhos, e não abriu mais. Meu Deus, cheguei muito tarde. Me senti tão culpada. Me fecho novamente do mundo, não era justo um ser tão pequeno sofrer tanto. Como doí saber que eu fracassei.

Depois que seu irmão foi avaliado por um pediatra e medicado, assinei uma papelada e o levei a ONG. Doeu mais ainda quando ele perguntou pela irmã.

Era tarde demais.

 

 

 

 

 



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