História Um pouco sobre nós - Capítulo 13


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Jhope, Taehyung
Visualizações 34
Palavras 2.551
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Capítulo 13


Ana batia o pé insistentemente, mania que tinha quando ficava nervosa, enquanto esperava Caio aparecer à porta. Ela não estava exatamente na fachada do prédio, achou melhor sugerir a entrada lateral, bem mais reservada, para poder se encontrar com Caio, ela esperava que fosse um encontro rápido, resolver as coisas e pronto, ela estaria livre. O vento frio batia contra ela, por sorte havia saído de casa bem munida de roupas de frio, mas para variar, ela tremia um pouco.

            Assim que recebeu a mensagem de Caio, Ana tentou falar com Tae. Tinha vontade de vê-lo novamente e sentia que o clima não tinha ficado dos melhores depois do encontro dos dois mais cedo, na empresa. Ele tinha que ser a primeira pessoa para quem ela contaria a verdade, assim que soubesse o que Caio havia descoberto.

            Caio apareceu uns dez minutos depois. Veio correndo um pouco desengonçado com seu casaco enorme e uma mochila nas costas.

            - Desculpe o atraso – Ele bufou.

            Endireitou-se e então cumprimentou Ana à moda brasileira, com um beijo no rosto. Havia tanto tempo que ela não fazia isso, não era costume coreano, só se lembrava disso quando visitava amigos brasileiros na Coréia.

            - Então? – Ana perguntou, a curiosidade e o nervosismo já a fazendo esquecer até do frio.

            - Foi a Minji – Ele disse apressado, e então pôs-se a explicar, tentando se acalmar para que as palavras saíssem direito – Quando você foi embora, aquele dia, eu fui aos fundos da loja, lá ficam os armários e é lá que os funcionários têm que deixar os celulares para poderem trabalhar. Foi quando eu a peguei. Os armários não têm tranca, para estimular a confiança dos funcionários, aparentemente, sabe, é uma empresa familiar, os donos... Enfim – Ele disse retomando a fala, para não fugir do assunto:

            - Ela não viu que eu estava atrás dela, ela estava prestes a te mandar outra mensagem. Foi ela esse tempo todo.

            - C-como assim? – Ana perguntava, sem entender. Ela se lembrava de Minji, a garota que trabalhava com Caio, ela parecia bem...normal. É verdade que Ana suspeitava que a menina não gostava dela, fechou a cara para ela as duas vezes que Ana foi lá, mas ela pensava que fosse pelo fato de Caio sair do trabalho para atende-la... Foi aí que Caio corou um pouco.

            - Bom, eu acho que ela fez isso porque...Porque ela tem uma queda por mim – Caio disse sem-graça, não sabia onde enfiar a cara ao falar aquilo, parecia uma coisa bem estúpida de se dizer. A ficha de Ana caiu e ela deduziu.

            - Uma queda? Essa menina tem é um precipício por você! E uns parafusos a menos, com certeza – Ana concluiu – Você tem certeza que foi ela, quer dizer, todas as mensagens?

            - Então... – Caio continuou, ainda vermelho e sem jeito – Você lembra que as duas primeiras eram minhas, certo? As que não eram ameaças. Acontece que eu acabei comentando com um colega que eu...gostava de você. Ela ouviu e não ficou muito feliz com isso, digamos. Foi quando ela pegou meu celular e começou a te mandar as mensagens, ela pensava que ainda tinha alguma chance de ficarmos juntos. Depois que você apareceu na loja piorou tudo, ela entendeu tudo errado.

            - E você não falou nada? – Ana perguntou no impulso.

            - Como? Eu não tinha ideia do que ela estava fazendo. Ela sempre foi super legal comigo, a gente já saiu e tudo mais, não me passava pela cabeça que fosse ela. Não mesmo.

            - E ela admitiu? – Ana insistiu, precisava ter certeza.

            - Eu a vi, a peguei no flagra! – Ele respondeu, um pouco exaltado. Então tirou o próprio celular do bolso – Eu tenho as filmagens da câmera de segurança, aparentemente o dono da loja não confia tanto nos funcionários quanto diz confiar.

            O rapaz mostrou a Ana um filme ligeiramente embaçado, mas inteligível, ele mostrava uma sala quadrada, não muito grande, com as paredes amarelo ocre e uma porção de armários do estilo escola americana em uma das paredes. Havia uma data gravada no canto superior da tela, como era comum para filmagens de câmera de segurança, justamente para manter o controle, e coincidia com a data que Ana começou a receber as mensagens. Caio acelerou um pouco para a parte em que uma moça alta e de cabelos castanhos lisos entrava, era Minji. A moça abria o próprio armário, mexia em algumas coisas, depois passava para o armário do lado, que Ana deduziu ser o de Caio, pois tinha a mesma mochila que ele carregava lá dentro. Ela olhava para os lados, então puxava um celular de dentro do armário e começava a digitar rapidamente. Ana pôde perceber que ela clicava o botão de enviar, pois esperava um tempo após ter digitado, olhava para os lados novamente e então teclava algum outro botão, antes de desligar o celular e devolvê-lo ao armário.

            - Quer dizer que ela me enviava as mensagens e então as apagava... – Ana falou baixo, terminando de assistir o vídeo.

            - Exato, por isso eu não tinha ideia, e quando você me procurou, fiquei surpreso. Agora acredita em mim?

            - Eu... acho que está resolvido agora, certo?

            - Posso te assegurar que ela não fará isso de novo. Ela começou a chorar quando percebeu que eu descobri – Caio ficou sem graça – E me explicou as coisas, aos prantos, me pediu para não te contar, mas eu disse a ela que precisava.

            - Eu entendo, obrigada por me contar – Ana disse, sem querer imaginar os detalhes, aquela história a deixou um pouco desconcertada, ela pensava que ficaria aliviada em saber, e não entenda mal, ela estava aliviada, mas de um jeito estranho, não muito agradável, aquilo iria passar, pensou, tudo aquilo, agora que Caio tinha provas. Voltou a sentir o frio bater, pelo menos agora tudo se explicava, ela poderia ficar tranquila.

            Ficaram uns instantes em meio a um silêncio, enquanto Ana repassava os detalhes em sua cabeça, a cena que ele descreveu se recriava em sua mente, por mais que ela tentasse evitar.

            - Eu acho que é isso – Ele disse por fim – Preciso ir pegar o metrô, está ficando tarde, quer que eu te acompanhe?

            - Não precisa, obrigada. Eu ainda tenho umas coisas para terminar no trabalho.

            Se despediram um pouco constrangidos, Caio sorriu para ela, na esperança de que ela sorrisse de volta. “Me desculpe” ele disse novamente, ela agradeceu novamente a ele por ter lhe contado. Era isso, pensou, ela poderia voltar ao prédio e se encontrar com Tae.

 

***

            Ana esperou algum tempo, sentada no hall do prédio, mas nem sinal dele. Já havia se passado pouco mais de uma hora, ela estava com frio e com fome e nada de Taehyung.

            Ela ouviu o som de passos e olhou novamente para a porta dos elevadores, como vinha fazendo de cinco em cinco minutos, toda vez que a porta do elevador se abria novamente, esperando que finalmente fosse ele. Mas não era, dessa vez era Hye, acompanhada de Namjoon, ambos saíram do elevador rindo e conversando, até que Hye notou a amiga encolhida na poltrona do hall.

            - Ainda não foi para casa? – Hye se aproximou, Namjoon veio logo em seguida e a cumprimentou.

            - Eu estava esperando alguém... Mas parece que essa pessoa se esqueceu de mim – Ana disse forçando um riso.

            - Oh... Já foi quase todo mundo embora – Hye disse – Acho que só o Taehyung ainda está aqui.

            Ana mal teve tempo de cultivar alguma esperança, Namjoon interveio logo em seguida:

            - Não, ele foi embora também, tem uma hora pelo menos que eu o vi sair.

            Ana franziu a testa “Como assim ele foi embora e não me avisou?”, levantou-se irritada e pegou sua bolsa “Ele respondeu minha mensagem, disse que me encontraria hoje”, ela pensou, até pegou o celular para checar e realmente, lá estava a última mensagem dele, dizendo que estaria disposto essa noite.

            - Você quer uma carona? – Hye perguntou.

            Ana aceitou, não havia porque ficar ali se ele tinha ido embora. Saíram os três, Namjoon se despediu de Hye com um beijo na testa, o que Ana achou bem estranho, mas logo Namjoon se aproximou dela e fez o mesmo, depois bagunçou os cabelos dela, como se ela fosse uma criança.

            - Ei – Ela protestou. Namjoon riu.

            - Vamos? – Hye chamou.

 

***

            Ana estava um tanto quanto irritada, pensou em ligar para Taehyung mas se conteve, afinal, ela estava dentro do carro de Hye e já estava tarde. Mas ela também estava cansada, chateada e com aquele sentimento estranho que a revelação da verdade produziu nela, um alívio, porém um desconforto. Mas achou estranho que ele simplesmente foi embora... Será que ficou tão chateado assim por saber daquela história? Será que seu abraço queria dizer mais alguma coisa?

            Ana escorou a cabeça no vidro do carro de Hye, pensativa, por mais que quisesse evitar aqueles exatos pensamentos.

            - Chegamos – Hye declarou. Ana se deu conta de que já estava na porta de sua casa, desceu do carro e agradeceu Hye pela carona. Chegou em casa exausta pelo dia que passara e logo dormiu.

 

***

            Nenhuma mensagem de Taehyung no dia seguinte, como Ana constatou, nenhum pedido de desculpas por tê-la deixado plantada no hall da empresa por mais de uma hora. No caminho para o trabalho, enquanto caminhava, Ana decidiu ligar para ele. E foi a primeira vez que ele não atendeu.

            Ela achou melhor não ligar de novo, ainda estava relativamente cedo, quem sabe ele estivesse dormindo... Achou melhor mandar uma mensagem e esperar que o encontrasse no trabalho. Ele não tinha como fugir dela hoje, afinal, ela precisava maquiá-lo para o show.

            Ana pegou uma série de metrôs para chegar ao local do show, sorte que era dentro de Seul, apesar de não ser tão perto de casa quanto o prédio da empresa. Os meninos já estavam ensaiando quando ela chegou, faziam testes de som e regulavam os detalhes mínimos das coreografias, repassavam as ordens das músicas, coisas do tipo. Ana tinha que ficar no backstage, espiava os garotos do canto do palco enquanto a produção montava o cenário. Os meninos usavam roupas simples e confortáveis, e tentavam se divertir um pouco enquanto ensaiavam.

            Ela sabia que ele a havia notado, todos haviam, na verdade. Suga foi o primeiro, virou-se para ela e acenou do palco, seguido pelos demais membros. Jimin chegou até a sentar ao lado dela no sofá, já suado e um pouco ofegante, enquanto não precisavam dele no palco, e jogaram um pouco de conversa fora. Taehyung apenas balançou a cabeça em sua direção, cumprimentando-a ao fundo como se ela fosse apenas... apenas uma maquiadora. Mas mesmo que tentasse, não conseguia evitar encará-la de canto de olho, ele tentava disfarçar, mas Ana percebeu prontamente, sobretudo quando Jimin se aproximou demais dela, vendo do palco parecia que um estava no colo do outro, quando na verdade o garoto só tentava alcançar um mini ventilador atrás do sofá para se refrescar. Mas o olhar de Tae não enganava, seus olhos se arregalaram por um momento, quando testemunhou a cena, um pouco irritado, ele começou a andar na direção dos dois.

            Antes que Tae chegasse até o sofá, Sun He chamou Jimin para que finalmente começassem a se arrumar para o show. Taehyung teve que encará-la sozinha no sofá. Ele chegou a se projetar para dizer algo, mas ela foi mais rápida:

            - Sente aqui, por favor – Ela apontou para um banquinho em frente a um espelho, já se levantando do sofá.

            - Preciso fazer sua maquiagem – Completou séria.

            Taehyung sentira aquilo da mesma forma que ela sentiu quando ele apenas acenou friamente do palco. Era óbvio que não podiam se mostrar muito ali dentro, em meio a todos do staff e produção, mas aquela frieza era excessiva.

            - Aconteceu alguma coisa? – Ana perguntou, sem conseguir se conter, por mais que quisesse muito não falar nada a respeito, afinal, ela não tinha ideia do porque ele estava agindo daquele jeito. Taehyung franziu as sobrancelhas, dando a entender que não sabia do que ela estava falando, ironicamente.

            - Você foi embora ontem – Ela explicou, soando o mais séria e profissional que podia, enquanto prendia os cabelos dele para trás.

            A resposta de Taehyung demorou um pouco a vir, mas era algo que ela nem de longe esperava. Com sua voz grossa e baixa, e soando um pouco vacilante, ele disse:

            - Achei que você já tinha ido embora com o seu namorado, por isso não esperei.

            Ana quase engasgou sozinha. Soltou as mãos do cabelo dele, sem saber o que responder. Achou um pouco de graça com a resposta dele porque ela simplesmente não sabia de onde ele tinha tirado aquela ideia.

            - O que? – Foi tudo que conseguiu dizer, segurando um riso nervoso.

            - Eu vi vocês dois – Ele disse. Estava imóvel, tentava não exibir reação, não queria mostrar o quão magoado tinha ficado e também o ciúme que sentia, mas era bem óbvio, pois ele sequer conseguia olhar nos olhos dela enquanto falava.

            -Ele é o Caio, não é? – Perguntou.

            - É. Quer dizer, a pessoa que me encontrou ontem? Sim, é ele. Eu te avisei que o veria – Ela respondeu.

            Ana começou a questionar o que faria alguém pensar que uma simples conversa com alguém do sexo oposto já significaria que ela estava comprometida com essa pessoa. Tudo bem que esse alguém era o ex namorado dela, mesmo assim, simplesmente achar que eles estavam juntos por causa disso? Ela havia sido totalmente honesta com ele quando contou a história toda, inclusive sobre Caio.

            - Eu o vi beijando você – Taehyung concluiu.

            Foi aí que a ficha de Ana caiu. Mas como explicar para ele que o que ele viu não era beijo e sim um mero “oi”? Um beijo no rosto que nem chegava a ser um beijo, geralmente só encostar as bochechas e fingir barulho de beijo, um costume brasileiro, e ela arriscava, não apenas brasileiro, sabia que em muitos países era comum se dar até dois beijos, um em cada lado do rosto. Mas não na Coréia, e ele, vendo-os de longe e de costas, entendeu errado.

            - Droga, Taehyung – Ela exclamou, não muito alto, o suficiente para que ele a encarasse surpreso – Não tem beijo nenhum, aquilo era um “oi”.

            Ele ainda parecia contrariado, e inegavelmente com ciúme.

            - Fala sério, você já foi ao Brasil, não é possível que não achou estranho que pessoas que você nem conhecia te cumprimentassem com um beijo na bochecha – Ela se esforçava em explicar.

            - Aquilo era só uma forma de dizer oi, nós dois somos brasileiros, de vez em quando lembramos desse costume.

            - Fazem isso mesmo com os ex namorados? – Ele perguntou seco.

            - Fazemos isso mesmo com pessoas que não gostamos, acredite – Ela fez uma careta.

            - Ana, pode me ajudar aqui? – Uma das maquiadoras chamou-a do outro lado do corredor. Ana voltou a realidade e lembrou-se de onde estava.

            - E-eu ainda não terminei a maquiagem do Taehyung – Ou o cabelo, ou qualquer coisa, ela pensou, nem sequer havia começado o seu trabalho.

            - Não tem problema, eu assumo – A moça disse, aproximando-se – Estão precisando de você do outro lado.

            Ana assentiu e afastou-se de Taehyung. Que péssima hora para terminar uma conversa. 


Notas Finais


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