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História Um pouquinho sobre mim - Capítulo 2


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Notas do Autor


voltei?

Capítulo 2 - (finja que temos um titulo legal aqui)


Oi eu sou a Mogeko

A resposta para isso ter continuado é: eu não tenho nada pra fazer. Na realidade eu tinha excluído essa história por um tempo, mas decidi voltar a escrever por motivos sérios de tédio.

Eu 'tava pensando em fazer isso em uma ordem meio que "cronológica", então vamos fazer uma resumão sobre 3, 4 e 5 ano e focar no sexto que foi quando eu apanhei da vida. YEY!

Okay, vamos lá: terceiro ano

No terceiro ano eu conheci a Gabi (não alterei o nome, mas se achar isso me avisa que eu troco) e por algum motivo, provavelmente idiota, nós brigávamos muito! Tipo, o maior odio que eu passei em 2014 foi brigando com ela, mas o curioso é que depois disso viramos amigas. Foi em 2014 (quando eu tinha 8/9 anos) que eu começei a achar meninas estranhamente atraentes, mas na época eu era muito criança e decidi ignorar isso.

A maior conquista do meu 3 ano foi dançar com o garoto que eu ""gostava"" na festa junina da escola kakak aiai.

Quarto ano:

Se não me engano foi em 2015 que comecei a fazer catequese e conheci uma das minhas melhores amigas: Nanda (nome alterado) É cômico dizer que nos conhecemos a Igreja, mas tudo bem. As catequistas que tivemos nos odiavam porque ficavamos conversando a aula toda.

Enfim, a Mogeko de 9 anos se sentia super bem e acolhida na igreja, estranho que não vou pra Igreja há dois anos (depois dos meus 10 eu ia arrastada mesmo)

Enfim, em 215 eu conheci a Kamy (nome alterado) e nós erámos super próximas e eu amava ela, mas depois de 2015 nunca mais nos vimos, eu também sei que hoje em dia somos totalmente opostos, mas okay. 

Eu me lembro de quando os meninos do quarto ano começaram a fazer piadas e apologia à sexo na sala, por cota disso a sala inteira teve que aturar um sermão de 30min da coordenadora. Ela 'tava certa, ainda erámos muito novos para falar disso, mas porra?! Por que não falar apenas com os meninos que faziam isso sabe?

Quinto ano:
eu tinha me mudado de escola, saí do Alfa e dui para o Sagrada Familia e, sem duvidas, foi um dos anos mais tranquilos da minha vida, eu tinha uma amiga legal (vamos chamar ela de J) e eu até hoje tenho um carinho grande pela J apesar de nao nos falarmos mais... Foi nesse maldito ano em que a Mogeko de 10 anos se descobriu.

Pois é eu tinha 10 anos! Vamos chamar a menina de Heather, ela era simplismente perfeita e até hoje eu tenho uns gay-panic vendo as fotos dela. A pele dela era  morena, o cabelo era castanho claro e ondulado e ela tinha olhos verdes muito lindos. Ela se parecia com a Esmeralda, do filme da disney sabe? 

Obviamente eu não falei pra ninguém que gostava dela, na verdade eu nem sabia que gostava dela, só notei isso meses depois e não sabia o que eu era... Aiai, saudades de quando eu ficava de boa em relação à minha sexualidade.

 

 

Que rufem os tambores, apresento à vocês, o show de horres: Meu Sexto Ano!! Tchram

Eu acabei voltando pro Alfa em 2017, não me lembro o motivo, mas tudo bem. Eu sabia que a Amanda iria estar lá, então eu 'tava de boa em relação à voltar, mas aconetece que mal nos falavamos  na escola

Lembra a Gabi? A garotinha do terceiro ano? Pois é, eu voltei a ser amiguinha dela no sexto ano. Virei amiga de uma menina que vamos chamar de Lucy (homenagem à Lucifer)  e essa menina tinha mais uma amiga a Gabe (não alterei o nome)

Enfim, nossa amizade foi legal até, mas as coisas começaram a desandar quando a Gabi e a Lucy começaram a brigar toda hora, eu ficava com a Lucy e a Amanda com a Gabi quando elas brigavam e isso acontecia com muita frequencia. 

Foi aí que eu Amanda notamos que eramos amigas de apoio delas, elas nunca nos chamavam pra nada ,na verdade tratavam a gente bem estranho, basicamente nos mantinham por perto para quando elas brigassem.

Vamos dar um mini foco à Gabi: ela gostava de uma garoto que vamos chamar de M.T, e eu ficava tipo: okay, não gosto muito dele. Ele é o tipico hetero top de 12 anos sabe? Aí um belo dia, eu estva na biblioteca durante o segundo recreio quando escutei o M.T falando com os amiguinhos dele que queria comer a Lucy (que também gostava dele).

A Lucy considerava ele melhor amigo dela e eu não suportava ele e não suportava o fato de que ela gostava dele... Motivo: eu gostava dela, aiai. O M.T era um bom amigo até, mas era um pessimo namorado, pode confiar em mim.

Quando eu contei pra Lucy ela simplismente não acreditou em mim e eu fiquei como a idiota da história. 

Depois de um tempo dessa nossa briguinha nos resolvemos e um dia passamos a tarde na escola para ir pra um tipo de assistência e foi nesse dia que eu saí do armário pra ela. Aquele foi um ano no qual eu não senti atração por nenhum menino e quando as meninas perguntavam de quem eu gostava eu entrava em panico e só inventava alguém que teoricamente era da minha antiga escola.

-Eu acho meninas muito lindas e eu gosto delas... Igual você gosta do M.T - foi o que eu disse

-Você é lesbica? -perguntou com cara de nojo. Depois de uns segundos pensando eu só disse que sim e no outro dia eu disse que gostava dela.

Estávamos descendo a escada e eu achei que seria uma ótima ideia, foi a unica vez em que falei pra uma pessoa que gostava dela e hoje em dia tenho medo de gostar de alguém e ser tratada como ela me travava, enfim.

A Lucy me prometeu que nunca contaria pra ninguém que eu era lésbica, até que um dia uns meninos tavam fazendo piada de pinto no recreio eu ri e disse: "adoro piada de pinto" só que eles entenderam "adoro pinto”. Pois é, garoto de onze anos é foda.

-Adora pinto né? –perguntou o M.T

-Não até mesmo porque eu sou lésbica – eu não pensei nem por um segundo antes de responder isso, na verdade, foi como se o filtro do que eu podia falar tivesse sumido. Sim essa frase foi super tranfobica por parte minha, mas vamos relevar, eu era "criança" e eu não sabia metade das coisas que achava que sabia 

O Caio (um dos outros garotos ali) ficou em choque e repetiu o que tinha dito, a Lucy sempre tinha uma resposta na ponta da língua pra tirar qualquer um de situações assim, mas nesse dia ela só disse:

-É, ela é lésbica sim.

Não lembro no que se resolveu essa treta, mas, uma semana depois, esses meninos espalharam pra turma inteira que eu “era lésbica”, que contaram pros irmãos (maioria das turmas de oitavo e nono) eu seja: a escola inteira me olhava estranho.

Você pode estar se perguntando por que, a resposta é: era uma cidade do interior e eu ainda era bem nova (11 anos) então todos achavam que aquilo era uma forma de chamar a atenção.

Em uma semana todas as meninas da sala me olhavam com nojo e evitavam ao máximo falar comigo ou até mesmo me olhar! Já os meninos foram bem legais comigo, não fizeram nada de ruim, mas também me evitavam... Não tão agressivamente quanto as meninas, mas evitavam.

Minha vontade era esganar o M.T, mas nunca fiz nada contra ele, na verdade, eu era a menina que alguns odiavam porque eu não discutia falando um monte de merda e amaçando contar pra coordenadora, eu jogava todas as verdades e inseguranças da pessoa na cara dela (graças a deus eu parei com isso hoje em dia).

Os meses foram passando e as brigas entre a Lucy e a Gabi só pioravam, a Lucy fingiu nunca ter feito nada sobre a fofoca da garota lésbica e eu meio que a perdoei porque eu ainda gostava dela. Continuando para que as coisas façam mais sentido:

Meus pais sempre, sempre brigavam (ainda brigam) por causa de “questões conjugais”, entende, né? Bem, essas brigas sempre me afetaram bastante e nessa época eu passava os dias chorando e ouvindo as musicas da Melanie Martinez, uma cantora que eu descobri cedo de mais, mas não me arrendo de tudo. Eu também passava quase o dia todo sem comer, eu comia apenas no almoço (e era bem pouco, sempre comi pouco) e, em algumas raras vezes no recreio, quando sentia que estava morrendo.

Não sei ao certo o porque de eu ter “parado de comer”, provavelmente uma questão de insegurança já que só comecei a me achar bonita aos 13/14 anos de idade. Me lembro que teve um dia que a Nanda me levou até a coordenação porque eu tava morrendo na sala porque eu não comia, foi lindo, obvio que eu menti pra coordenadora.

Por sinal nunca faça isso! Se alguma coisa ruim está acontecendo com você fala com algum adulto, seja seus parentes ou pessoas da escola, se eu tivesse falado com a coordenadora não teria feito metade das merdas que fiz até hoje.

Vamos de especial: dia da arrumação para a feira de ciências!

Foi em novembro até onde lembro e nessa época eu não falava mais com a Lucy porque eu tinha brigado com ela falando que ela me usava e nunca acreditava em mim, não lembro a merda que ela disse, mas comecei a andar com a Nanda (de vez em quando) e bastante com a Gabe e a Jaque.

No dia da arrumação da feira tínhamos que ir pra escola e, sem supervisão nenhuma, arrumar as coisas para a feira, eu tava malzona, meus pais tinham brigado no dia anterior e eu tava super abalada... A bibliotecária era um anjo e eu amo muito ela, ela me abraçou nesse dia quando me viu chorando no banheiro e disse:

“Vai ficar tudo bem”... Não ficou, mas só de estar ali abraçando ela eu me senti tão bem e tão amada.

Enfim, eu acabei chorando de novo quando eu e umas outras meninas estávamos na sala fazendo algumas coisas com as maquetes, a Jaque veio querendo dar uma de melhor amiga, mas não falávamos diretito há tempos e ela não sabia nem da metade dos meus problemas

A Nanda acabou brigando com ela, já que era ela quem realmente saberia me ajudar, também brigaram com o professor de inglês e teve um bulling coletivo com a Lucy e com a Jaque, coisa que nunca apoiei já que não sou dessas.

Bom, esse dia foi louco, choro, tristeza, brigas, bulling coletivo, risadas, três alunos de sexto ano fugindo da escola. Lindíssimo, né.

Ah é nota: nessa época eu tinha um mini crush na Nanda e também nessa época a Gabi (por influencia da Lucy) inventou outro boato: a “garota lésbica” ficava até mais tarde na escola pra se pegar com o M.T

Sendo que eu o odiava e, nesse ano, eu fingi gostar de um menino, para não se arrancada do armário, o que não funcionou muito já que eu fui chutada do armário depois de algum tempo.

 

Vamos recapitular as merdas desse ano:

Eu fui usada por uma menina que sabia que eu gostava dela e usava isso ao seu favor para que nunca fosse embora;

Inventaram boatos sobre mim e espalharam pela turma toda;

Fui acidentalmente chutada do armário;

Briguei com muita gente;

Emagreci muito porque não comia direito e estava a beira de uma anemia;

Minha mãe brigava com meu pai e descontava os problemas em mim;

Minha irmã mal falava comigo;

Chorei na escola mais vezes que pude contar;

Eu simplesmente odiava completamente meu corpo e minha aparência.

E você pode se perguntar: “Só teve merda na vida dessa menina em 2017?” A resposta é não haha.

Nesse minha irmã me apresentou meu anime favorito: Yuri on Ice e eu nunca fui tão feliz na minha vida, eu simplesmente amei a história e passava tempo com minha irmã! Ela também me mostrou Naruto e Tokyo Ghoul só que na época eu não vi nenhum deles inteiro Hehe.

Eu também fiz amizades que tenho até hoje e passei o aniversário da Nanda na casa dela em uma festa do pijama que foi no mínimo memorável.  De madrugada ficamos com medo porque tava tendo uns barulhos no portão, daí quando fomos (armadas com a faca de cozinha da mãe dela) era só o Bylli o pinscher dela.

Foi no final desse ano que eu me mudei de volta pra Curitiba também, mas isso é assunto pra outra vez.  Valeu aí por ler, lembrando que nada que eu fiz deve servir como incentivo já que eu faço isso aqui como uma forma de passar o tempo e “desabafar anonimamente” sobre meu passado.

Tchauzinho

 

 

 

 


Notas Finais


oie, valeu por ler e foi mal aí qualquer erro


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