História Um Presente Indesejado - Vkook/Taekook - Capítulo 51


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Categorias ASTRO, Bangtan Boys (BTS), Monsta X
Personagens Eunwoo, Jeon Jungkook (Jungkook), Jinjin, Joo Heon, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Hyuk, Min Yoongi (Suga), MJ, Moonbin, Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Rocky, Sanha
Tags 95x97, Bangtan Boys (BTS), Bottom!jk, Hatexlove, Híbrido, Hybrid, Jihope, Jungkook Híbrido, Jungkookbottom!, Kooktae, Kookv, Mpreg, Namjin, Taegguk, Taehyung X Jungkook, Taehyung!top, Taekook, Top!tae, Universo Alternativo, Vkook
Visualizações 1.872
Palavras 10.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi meus anjinhos <3
demorei mas nem é novidade KKKKKKKK

trouxe 10k de palavras para me redimir por conta da demora
já era pra eu ter postado faz um tempo, mas o final me travou dmss KKKKK porém consegui terminar e aqui estou eu :v

boa leitura, não revisei direito então ignora os erro aí ok (se a guria que se dispôs a betar upi tiver lendo aqui, se tu ainda quiser betar ela, manda mensagem p mim de novo e passa o zap q eu perdi aquela q vc me mandou e não salvei KKKKK sou burra me desculpa)

OBS: tenho uma perguntinha p vocês e mais outras cositas nas notas finais e gostaria que vocês dessem uma olhada, sim? ^^ nos vemos lá em baixo :)

Nany caraio vai comentar esse lixo q eu tô mandando oh

Capítulo 51 - Hora da verdade


— Estou esperando você me responder, Taehyung. O que você tá escondendo de mim, posso saber?! — Pelo seu tom de voz dava pra ver que ela não tava de brincadeira, e minha vontade era de sumir da face da terra e nunca mais voltar.

— M-Mãe? Que surpresa… cê não tinha ido trabalhar? O q-que tá fazendo aqui? — Meu último recurso foi tentar mudar o rumo da conversa, mas não deu certo visto que ela suspirou profundamente e voltou a me encarar com ainda mais raiva.

— Não mude de assunto, garoto. Me diz agora o que tá acontecendo! — Ela deu alguns passos para a frente, finalmente adentrando o quarto. E de modo automático, eu fui me afastando até tropeçar na cama do Jungkook e cair sentado no colchão.

— A-Ah, não é nada de mais. É besteira, não se preoc-

— Abre essa boca mais uma vez para mentir pra mim que eu faço o favor de quebrar todos os seus dentes. — Ela falou de um jeito tão sombrio e baixo que com toda certeza me deixou mais abalado do que se ela tivesse gritado.

— Diz logo, Tae. Você não tem mais escapatória. — O Kook se aproximou de mim e ficou ao meu lado, não sei se foi para me dar apoio ou para poder ver o barraco com um melhor ângulo.

— Ah… — Deu uma risada carregada de sarcasmo. — Então quer dizer que o Jungkookie também sabe desse tal segredo?

— Sei sim, tia. Até porque eu estou incluso nele. — Soltou despreocupadamente e eu arregalei os olhos num pedido mudo para que ele ficasse quieto, afinal quem tinha que resolver isso era eu.

— Calado, Jeon. — Falei em meio aos sussurros e risadinhas pra tentar disfarçar e fazer com que minha mãe não ouvisse, o que foi em vão.

— Calado porra nenhuma. Já que cê não quer me falar nada então deixa o Kookie responder por você. Um de vocês dois vai ter que me explicar direitinho o que está havendo, eu cansei desse mistério todo!

— Tá tá tá, eu vou falar! Só que eu prefiro que você e o papai estejam juntos para ouvir o que eu tenho a dizer. Posso deixar para contar na hora do jantar? É melhor assim porque é o único momento em que estamos todos juntos, por mais que o Yoongi já saiba do que se trata.

— Não é possível que só eu e o Hyunbin estamos sem saber de nada. Você é o nosso filho, Taehyung! Você não pode esconder as coisas da gente assim...

— Tá, mãe. Deixa o sermão pra mais tarde, tá bom? Eu juro que explico tudo direitinho pros dois e você vai poder dar o castigo que quiser pra mim.

— Eu só espero que você não esteja querendo desistir da faculdade, se for isso pode ficar ciente que eu vou te obrigar a trabalhar comigo ou fazer contabilidade pra ver se assim você toma rumo.

— Não, não tem nada a ver com a facul, pode ficar despreocupada. Esqueceu que o Jungkook também faz parte do assunto? Não faria sentido se estivesse relacionado com os meus estudos.

— Ok, menos mal. Só quero saber como vou trabalhar agora, não sei se vou aguentar a curiosidade. — Bufou em frustração, por mais que ela nunca admita, minha mãe é uma fofoqueira em potencial que ama saber da vida dos outros e se meter onde não é chamada. A curiosidade dela é algo tão incontrolável que as vezes quando ela precisa fazer algum tipo de exame ela não espera o doutor dizer o resultado, fica fazendo gambiarras para abrir o envelope sem rasgar o papel e assim ela sabe o que está escrito mesmo sem entender aquelas coisas médicas.

— Nem é pra tanto, mãe... E aliás, por que voltou para casa? — Deveria ter um outro motivo, porque eu duvido muito que ela tenha super poderes para descobrir quando eu vou falar dela pelas costas.

— Tinha esquecido minha maleta em cima da cama e voltei para buscar, aí cheguei no corredor e acabei ouvindo a conversa. Ou melhor, só a parte em que você dizia que não iria me contar nada ainda.

— É, faz sentido. — Me senti um pouco mais aliviado por ela não ter ouvido todo o assunto, seria mais dor de cabeça ainda para explicar.

— Enfim, vou indo, já demorei demais. E espero que cumpra com o combinado, Taehyung. De hoje você não me escapa.

— Eu vou, relaxa. — Disse com sinceridade, mesmo que eu ainda quisesse adiar o assunto ao máximo, sabia que isso não seria mais possível.

— Então tchau, até mais tarde. — Despediu-se rapidamente de nós e saiu do cômodo, levando consigo a tal maleta que ela havia esquecido anteriormente.

O silêncio não durou muito, logo o barulho dele terminando de comer o doce foi substituído por sua risada que se instalou no ambiente e eu lhe direcionei um olhar incrédulo por conseguir rir de uma situação como essa.

— Não tô vendo graça até agora… — Ainda tava bem em choque com esse flagra repentino, pensei que ia morrer ou de infarto, ou com a surra que ia levar da minha mãe.

— Desculpa, mas a sua cara quando ela chegou foi muito engraçada! Queria ter um controle remoto só para dar replay e ver sua reação de novo… — Deitou-se de lado na cama, sem parar de rir de mim.

— Pimenta nos olhos dos outros é refresco, né? — Me deitei ao seu lado, porém continuei de barriga pra cima.

— Nem foi tão ruim assim, vai. A reação dela foi mais mixuruca do que eu pensei, jurava que cê ia apanhar ou no mínimo ganhar uns tabefes. — Riu antes de prosseguir. — E foi até foi bom ela ter aparecido do nada, pelo menos assim você não vai me enrolar mais. — Tava estampado na testa dele o quanto ele estava feliz com isso, o total oposto de mim porque o desespero habitava completamente o meu corpo.

— Nem tem como né, anjo. Desobedecer a Haenim é a mesma coisa que pedir pra ser assassinado, não sou nem doido de contrariar ela.

— Você tá muito exaltado, nem é um bicho de sete cabeças. Fica calmo que vai ser tudo tranquilo.

— Gostaria de pensar desse jeito também, mas não consigo. Tô sentindo que vai ser tudo um desastre, eles não v-

— Aish. Cala a boca, inferno! — Jungkook me interrompeu e não consegui completar a frase, em um ato rápido ele agarrou meu rosto com uma das mãos e o virou em sua direção, selando seus lábios nos meus por breves segundos. — Não aguento mais ouvir você dizer coisas negativas, já tá chato. Fica quietinho, tá bom, meu lindo? É melhor. — Me deu outro selinho antes de se afastar.

— Eita, não tava esperando por isso. — Meu cérebro sempre dá delay quando o Jungkookie resolve ter atitude, mesmo que sejam coisas mínimas. Acho que nunca vou me acostumar com sua bipolaridade. — Aliás, cê não disse que não ia me beijar antes ďeu decidir contar?

— Disse, mas tive que abrir uma exceção. Foi a maneira mais eficaz que eu encontrei pra te fazer ficar quieto de uma vez.

— Hmm… e se eu começar a reclamar de novo? — Agarrei sua cintura e o trouxe para mais perto, até me surpreendi por ele ter ficado quietinho e não ter achado ruim. — Vou ganhar mais beijinhos assim?

— Nada disso. — Riu ao ver que eu tinha formado um bico emburrado. — Maaas… se você ficar caladinho pelo resto do dia e não falar asneiras, eu te dou uma recompensa legal mais tarde. — Comentou enquanto passeava com o polegar por todo meu rosto, num carinho sutil.

— Ah, é? E o que seria? — Perguntei por não conseguir conter a curiosidade, odeio quando fazem suspense pra mim por causa disso, não fico quieto até conseguir descobrir e na maioria das vezes funciona. Mas sabia que não ia dar certo dessa vez, Jungkook é tão cabeça dura quanto eu.

— É surpresa, hyung. Se eu contar perde a graça. — Disse como se fosse óbvio.

— Acho que já sei, tu vai fazer um outro bolo pra mim, não é? — Depois daquele dia ele nunca mais tentou cozinhar mais nada, porém confesso que gostaria de ver ele preparando algo novamente, ele é muito desastrado mas sabe ser caprichoso quando quer. — Pode fazer, aquele lá ficou gostoso pra caralho.

— Nah, errou feio. Mas fico feliz em saber que gostou, talvez eu faça mais vezes…

— Me dá uma dica, vai? — Comecei a cutucar sua cintura e ele riu enquanto se contorcia para se livrar da minha mão, o que ele conseguiu facilmente. Para que eu não voltasse a lhe fazer cócegas ele entrelaçou nossas mãos, sorrindo fofo ao ver nossos dedos juntinhos.

— Não mesmo. A única coisa que eu posso falar é que eu tenho certeza que você vai gostar…

— Agora você me deixou mais curioso ainda. — Aproveitei que nossas mãos ainda estavam juntas e passei a chacoalhar seu braço com o intuito de irritá-lo para que ele falasse de uma vez o que era, mas eu já sabia que isso não seria eficaz. — Fala aí, por favor…

— Não, lide com isso. De noite eu te mostro, mas só depois do jantar. Então lembre-se, fique comportadinho que eu te dou o presente.

— Você é muito mau, Jungkookie… — Falei de forma um pouquinho mais mansa.

— Nem adianta fazer essa cara de coitadinho, Tae-ah. Eu não vou ceder assim tão fácil. Tá pensando o quê, hein? Só porque você é todo bonitão acha que vai conseguir me amolecer com a sua beleza? Nananinanão, meu amor. Hoje não.

— Cê tá doente, Kook? — Coloquei as costas da minha mão na sua bochecha só por zoação, como se quisesse medir a sua suposta "febre". — Tu me elogiando desse jeito tão espontâneo é algo raro demais, sabia?

— Vai catar coquinho então! Não te elogio mais, seu chato. — Fui agraciado com um peteleco inofensivo que só me fez rir. — Aliás, nem era pra eu estar aqui agarrado com você, ainda tô de mal contigo por causa de ontem. Onde já se viu dizer que tá solteiro na minha frente na maior cara de pau?! Não tem medo do perigo, não? Juro por Deus que me deu vontade de enfiar meu garfo na sua garganta!

— Nem precisa mais ficar assim comigo, pitico. Hoje nós vamos resolver isso e poderemos ser os namorados mais espalhafatosos que esse mundo já viu. Vou dizer que namoro o garoto mais incrível do mundo até para as mosquinhas que passarem por mim, eu prometo. — Lhe beijei a ponta do nariz, ouvindo sua risadinha gostosa imediatamente.

— Idiota... — Escondeu o rosto no meu pescoço, provavelmente por constrangimento. — Você é espertinho, tá puxando meu saco só pra eu te perdoar mais rápido.

— Tô nada, mozi. Você é o meu bebê perfeitinho e eu sempre vou fazer questão de te dizer isso porque é a mais pura verdade. — Afastei um pouquinho a sua franja para deixar um beijinho sobre sua testa. — Aff, eu fico todo bobão com você, amor... Como pode eu gostar tanto assim de alguém, hm? — Joguei seu corpo sobre o meu, segurando seu rostinho com ambas as mãos e deixando suas bochechas bem espremidinhas, o que resultou em um bico fofo em seus lábios. — Eu te amo muito, demais, um montão! — Deixei vários selinhos sobre sua boca acerejada, um atrás do outro.

— Não vou dizer que te amo porque ainda tô bravo com você, mas tu sabe que eu te amo também. — Agora foi a vez dele de me apertar, parecíamos dois idiotas rindo e segurando a cara um do outro.

Mas deve ser normal, ficar apaixonado deixa a gente meio retardado da cabeça mesmo.

— Você é a coisa mais importante da minha vida, tá? Nunca se esqueça disso. — Continuei distribuindo beijos carinhosos por todo o seu rosto, sentindo meu peito explodir de tanto amor vendo ele sorrir todo fofo e coradinho com as minhas declarações esquisitas.

— Por que você ficou tão meloso do nada? É carência, mozão? — Quando ele me chamou assim já consegui sentir a mão de Jesus me puxando para ir pro céu, eu tava todo batatão por ele e a criatura ainda fez questão de me matar mais ainda só pelo fato de ter me chamado com um apelidinho diabético. Meu coração é fraco demais para essas coisas, não dá.

— Provavelmente sim… E para resolver isso acho que você vai ter que ficar o resto da tarde grudadinho comigo. — Sugeri contente com a possibilidade de ficarmos juntos sem maiores desentendimentos.

Aos poucos dava pra sacar que ele já não estava mais com tanta raiva assim de mim, era só birra para que eu ficasse implorando por perdão ou lhe enchendo de elogios. Eu sei que o Jungkook adora me ver assim, caidinho aos seus pés como um cachorrinho adestrado que atende à todos os seus comandos.

— Você não tá merecendo muito, mas como sou uma boa pessoa, eu fico. Só que não vai ser a tarde toda, tenho outras coisas pra fazer. Vem cá. — Pensei que ele iria recusar a minha ideia já que sua expressão não era das melhores, mas sorri aliviado quando vi seu semblante se suavizar. Ele se desvencilhou do meu abraço e foi apagar a luz do quarto, logo retornando para puxar os lençóis da cama pro lado e se enfiando debaixo das cobertas imediatamente. — Minha cama não é grandona como a sua, mas se a gente se espremer acho que cabe direitinho.

— Nunca agradeci tanto por ela ser pequena. — Soltei divertido e ele revirou os olhos tentando ficar sério, mas consegui ver seus lábios se repuxando em um meio sorriso discreto.

— Vai vir ou não, hein? Se ficar com palhaçadas vou te trancar aqui sozinho. — Quando me aproximei ele tomou posse da parte da cama que fica encostada na parede. Ali era o meu cantinho favorito na hora de dormir, mas desde que o Jungkookie passou a dormir comigo eu tive que abrir mão daquele espaço e me acostumar com o lado oposto.

— Ok, não tá mais aqui quem falou. — Ri da carinha impaciente dele e me deitei de uma vez, cobrindo nós dois com os edredons embolados e fora de ordem, certeza que ele não arrumou a cama depois de acordar. — Coloca o travesseiro mais pra cá, minha cabeça tá quase caindo. — Não entendo como ele consegue dormir com um travesseiro só, eu preciso de no mínimo uns dois para ficar totalmente confortável.

— É você que tá longe demais. — Me agarrou pela gola da camisa, forçando-me a chegar mais perto sem muita delicadeza. — Pronto, acho que agora tá bom... — Olhou por cima para conferir se minha cabeça não sairia do travesseiro e voltou a se deitar.

— Ô se tá… — A gente tava tão pertinho que conseguia sentir o cheirinho de melancia que ainda estava presente nele por causa do pirulito que ele terminou de comer há minutos atrás. E pra deixar tudo ainda melhor ele jogou uma das pernas por cima do meu quadril e me abraçou bem apertado, do jeito que eu tava precisando. — Agora só tá faltando uma coisa, bebê. — Tentei soar despretensioso e retribui o abraço, mas óbvio que ele percebeu minhas segundas intenções. Não consigo disfarçar quando tô com vontade de dar uns pegas no Jeon e sei que ele consegue sentir isso de longe.

— Já sei até o que você vai pedir, seu safado. — Sua resposta foi o que eu já imaginava, minha única reação foi rir e esperar ele dizer algo mais. — Queria muito me fazer de difícil, mas eu também quero te dar uns beijos então não vou ficar enrolando muito.

— Tô começando a achar que cê tá doente de verdade, amor. Você todo carinhosinho assim não é normal… bateu a cabeça em algum lugar, foi? Ficou com algum parafuso a menos? Conta pro hyung. — Provoquei outra vez e como forma de vingança ele me mordeu e fez um chupão no meu pescoço, mas mal sabia ele que o único efeito que isso trouxe em mim foi a vontade de sentir aquela boquinha linda em outros lugares mais impuros.

Foi mal aí, ainda não consigo controlar meu fogo direito.

— Aí, tá vendo?! Depois reclama quando eu te bato, tento ser legal mas você fica abusando e não colabora comigo. Se continuar assim não vou dar presente nenhum.

— Desculpa! Agora eu juro que fico quietinho, não vou mais fazer piadas. — Passei meus dedos rente aos lábios, simulando estar os fechando com um zíper imaginário.

— Bom mesmo. — Findou o abraço para iniciar um carinho que alternava entre o meu cabelo e as minhas bochechas. — Mas só pra ter certeza, vou manter sua boca ocupada com outras coisas, assim eu sei que você não vai abrir o bico para falar besteiras... — Aproximou o rosto do meu sem dizer mais nada e me deu alguns selinhos curtos antes de finalmente unir nossos lábios em um beijo de verdade.

Aproveitei o contato e passei meus braços em sua volta, grudando seu corpo no meu ainda mais. Ele me beijava de um jeito tão delicado e cheio de cuidado que eu não imaginava ser possível e isso só me fez ficar mais derretido de amor.

Os fios do meu cabelo foram puxados por ele ao passo em que sua língua adentrou minha boca, explorando cada cantinho dela com sutileza. Seus dedos brincavam com as argolas da minha orelha enquanto eu fazia movimentos circulares com o polegar na lateral de sua cintura em um afago sutil.

De repente um brilho rápido iluminou o quarto e logo em seguida o barulho de um trovão se fez presente, assustando levemente o coelhinho. — Hyung… será que vai chover? — Cessou o beijo levemente para conseguir me perguntar.

— Hmm, ao que parece sim. — Respondi enquanto recebia beijinhos suaves no meu maxilar e pescoço. Como a porta do quarto e a cortina não estavam totalmente fechados, dava para perceber que o tempo tava começando a escurecer por causa da chuva que estava chegando. — Cê tem medo de trovões ou algo assim?

— Acho que não, só de escuro mesmo…

— Então não precisa se preocupar com a chuva, a gente tá bem protegido e quentinho aqui. — Levantei um pouco mais as cobertas, como se quisesse dar ênfase no que havia dito anteriormente.

— Eu sei. É que eu tava querendo levar o Snow para passear ali no parquinho do prédio antes do sol se pôr, agora eu não posso mais fazer isso porque vai ficar tudo molhado e ele vai se sujar todo na grama...

— Que bom, assim você vai ficar mais tempo comigo e não vou precisar dividir sua atenção com aquele pulguentinho. — Mordi uma de suas bochechas gordinhas, fazendo-o rir fraco.

— Ok ok, você venceu. Sorte sua que São Pedro resolveu mandar água pra cá. Tadinho do meu filho, se a chuva não passar não vai ter passeio pra ele hoje. — Deu uma rápida olhada na brechinha da janela, vendo a chuva engrossar aos poucos.

— E eu não tenho dúvidas de que o Snow não vai se importar em esperar o papai Jungkookie namorar um pouco enquanto isso, né? — Lhe dei um beijinho de esquimó e um selinho, fazendo-o rir fraco.

— É, talvez você esteja certo… Minha atenção será toda sua esta tarde, Taehyungie. — Abri um sorrisão enorme ao ouvir isso e lhe abracei ainda mais forte.

— Maravilha. — Iniciamos outro beijo, dessa vez tendo como companhia o barulho gostoso e aconchegante da chuva lá fora.

(…)

Acordei depois de um pouco mais de três horas, encontrando o Jungkookie dormindo calmamente ao meu lado e de praxe sorri abobalhado ao ver sua mãozinha segurando meu dedo indicador como um bebê recém nascido.

Ficamos a tarde toda conversando, rindo, trocando carícias e dando alguns beijinhos, mas em meio aos cafunés que fazíamos um no outro acabamos dormindo sem perceber.

Permaneci por pelo menos cinco minutos admirando seu rostinho sereno e tranquilo, mesmo todo babado e amassadinho de sono ele conseguia ser a coisa mais preciosa e apaixonante que eu já vi.

Sim, já me conformei com o fato de que sou gay demais por esse garoto em qualquer coisa que ele faça.

Esfreguei levemente meu nariz em sua bochecha quentinha e deixei um beijo ali, me afastando com cuidado em seguida para não acordá-lo. No fim ele nem levou o Snow para passear como tanto dizia que ia fazer, mas ele deveria estar com muito sono já que me disse que não tinha dormido direito de noite – por minha causa, mas isso a gente pode relevar por enquanto.

Saí da cama e recolhi minha roupa de dormir sobre a cadeira da escrivaninha, nem tinha tomado banho depois que cheguei da faculdade porque fui direto ficar com o Kook, sorte que havia almoçado fora caso contrário eu já teria morrido de fome.

Não queria fazer muito barulho por isso decidi me lavar no banheiro do corredor para não atrapalhar o cochilo do coelhinho, liguei a luz do abajur para que o lugar não ficasse muito escuro e fechei a porta.

— Ora, ora… A mamãe me disse que descobriu que tu tava escondendo algo dela. É o que eu tô pensando que é? — Para o meu azar trombei com meu irmão que estava parado na porta do seu quarto, não sabia se ele estava saindo ou prestes a entrar nele.

— Sim, Yoongi. Ela acabou ouvindo uma conversa minha com o Jeon e deu nisso, vou ter que contar na hora da janta por livre e espontânea pressão.

— Irra, queima quengaral! Não vou perder esse jantar por nada nesse mundo, só quero ver como cê vai se explicar. — Riu zombeteiro e eu ri soprado, mas nem tinha achado graça. Foi só para disfarçar a vontade de dar uns murros em sua face branquela.

— Vai caçar o que fazer e me deixa em paz, demônio. — Não falei mais nada e dei as costas pra ele, dar corda para as merdas que ele diz era a última coisa que queria.

Fui tomar meu banho e enquanto me lavava fiquei criando um roteiro na minha cabeça sobre o que dizer ou não para os meus pais sobre o meu namoro, mesmo sabendo que na hora eu não iria conseguir colocar nada em prática. Ao retornar pro meu quarto encontrei Jungkook já acordado, mexendo no celular.

— Pensei que ainda estivesse dormindo. Dormiu bem, bebê? — Fiquei ao seu lado e fiz um breve cafuné nos seus cabelos, foi meio inevitável não olhar pro celular dele e vi que ele conversava com o pé no saco do Eunwoo sobre as lições que ele precisava fazer por ter faltado na escola. Não vi problema nenhum nisso, o foda foi perceber que o maldito daquele moleque tinha mandado um coraçãozinho pra ele no final.

Ok, posso estar exagerando por ficar com ciúmes de um emoji, se eu não conhecesse a peça até poderia dizer que ele só quis ser simpático, mas tudo que vem daquele infeliz já é um motivo para ter desconfiança. Sei muito bem que ele não é amigável com alguém de graça.

Mas eu não iria reclamar com o Jungkook por causa disso, ele não tem culpa por ter arranjado amizade com um filho da puta daqueles. E eu tentaria ao máximo não implicar com isso.

— Aham, o tio Hyunbin veio me acordar pra avisar que a comida já tá pronta. Só tava esperando você aparecer pra gente descer junto…

— Ah. — Nunca pensei que ir jantar fosse se tornar uma tarefa tão fodida, tava me cagando de medo de chegar lá e dar de cara com minha mãe full pistola. — Nem tô com fome ainda, sabe... pode ir na frente.

— Kim Taehyung, você não me engana. Tá na hora da verdade e não dá mais pra enrolar. Vem, vamos. — Levantou-se da cama e segurou minha mão, me arrastando pra fora a força.

Chegamos na sala de jantar e todos já estavam lá comendo, pelo visto não quiseram esperar por nós.

— Foi mal a demora aí, tava tomando banho... — Me juntei a eles e me sentei ao lado do Kookie e de frente para o Yoongi, este que já sustentava uma cara de quem iria aprontar alguma coisa contra mim. Por ora resolvi ignorar isso e comecei a me servir com a comida, já imaginando a desgraça que estava por vir.

— Pronto, Taehyung. Agora que todo mundo está aqui você pode falar, desembucha. — Ela foi direto ao ponto, como eu já previa.

— Falar o quê?

— O Tae tem algo importante para nos dizer, querido.

— Ah, ok. Sou todo ouvidos, filho. O que quer compartilhar conosco?

— C-certo. Então vamos lá, eu… hã… E-eu... C-Como posso começar? Ér... — Comecei a esfregar as mãos na calça por puro nervosismo, o Kook percebeu minha aflição e segurou uma delas numa tentativa de me deixar mais calmo, até que funcionou um pouco. Respirei fundo e quando estava prestes a continuar explicando, Yoongi me interrompeu batendo as duas mãos na mesa, atraindo toda a atenção para si.

— O Taehyung tá namorando! É isso que ele tá querendo dizer. — Disse na lata como uma criança fofoqueira, sem fazer rodeio algum. Eu arregalei os olhos diante do atrevimento dele, me preparei tanto para contar do meu jeito e esse imbecil vai lá e se intromete onde não é chamado, vê se pode?!

— Yoongi! Vai se foder!

— E digo mais, é com o Jungkookie. Olha que casalzinho mais lindo?! — Continuou, com a voz carregada de deboche.

— Moleque, eu vou acabar te dando um soco! Que inferno… você não sabe ficar com a porra do bico fechado?!

— Puta enrolação do caralho, ninguém aguenta. E não precisa me agradecer por dizer o óbvio.

— QUE? Como assim você tá namorando o Jungkookie?! — Meu pai foi o único que ficou aparentemente chocado, já minha mãe permanecia quieta comendo silenciosamente e isso me deixava aflito porque não conseguia imaginar o que ela estava achando disso.

— Mãe? E você? Não vai dizer nada? — Lhe incentivei a perguntar algo e ela finalmente levanta o olhar para mim.

— E eu preciso dizer algo? Isso é um absurdo, Taehyung. Eu jamais permitiria isso. Não trouxemos o Jungkook pra casa para que você tivesse esse tipo de relação com ele. Pensei que isso já estava bem claro desde o início. — Ela comentou séria demais e eu engoli em seco, apertando com mais força a mão do Jeon que estava entrelaçada a minha por baixo da mesa.

— M-Mas…

— Calado que eu ainda não terminei de dizer. — Largou os talheres no prato com certa brutalidade. — Não vou deixar vocês continuarem com isso enquanto estiverem no mesmo teto que nós, entenderam? — Apontou o dedo para nós dois de forma autoritária. — Querem continuar com esse namoro sem fundamento? Ótimo, mas não aqui. Que procurem outro lugar para ficar.

— Querida, também não é pra tanto… Podemos conversar com calma e-

— Não se meta, Hyunbin! Já estou decidida, aqui eles não ficam mais. A não ser que desistam dessa palhaçada.

Minha vontade era de chorar ali mesmo, mas continuei segurando para não parecer fraco ou abalado demais. Só que o Jungkookie não foi capaz de fazer o mesmo, conseguia ouvir suas fungadas discretas e ver algumas gotas das suas lágrimas irem de encontro à sua calça por ele estar com a cabeça baixa.

— Isso é sério, mãe? — Tudo bem que eu pensava que ela não ia gostar da notícia, mas nunca passou pela minha cabeça que ela iria ficar tão irritada a ponto de querer nos expulsar de casa.

— Claro… que não né, sua anta do caralho! É óbvio que eu super apoio vocês, eu só estava brincando. — Sua feição voltou a ser divertida como costumava ser sempre e eu suspirei super aliviado, como se um peso de quinhentas toneladas tivessem sido arrancados das minhas costas. — Acha que sou tão doida assim? Você realmente não me conhece, filho. Eu amo os dois e quero que sejam muito felizes juntos!

— Que porra, mãe! Você quer nos matar do coração?! — Encarei o Kookie que não estava chorando mais, porém seus olhinhos permaneciam marejados e levemente arregalados em confusão. — Olha como você deixou o garoto… — Fiquei com dó da carinha assustada dele e arrastei sua cadeira pra mais perto de mim, para que eu conseguisse secar seu rosto e lhe dar um beijo na bochecha junto com um abraço.

— Desculpa por ter feito você chorar, meu amor. Mas eu não resisti, queria ver a reação de vocês e testar as minhas qualidades de atuação. — Riu voltando a comer. — Inclusive, por falar em atuar, eu já sabia há muito tempo que vocês estão de namorinho. Os dois são igualmente horríveis em tentar esconder, sério que vocês acharam que estavam conseguindo enganar alguém? Só porque sou velha não significa que sou idiota, tô cansada de dizer isso.

— Viu, Taehyung? Eu te disse que tava óbvio demais. — Yoongi se intrometeu novamente e eu ainda tava com vontade de quebrar o pescoço dele igual a gente faz com uma galinha. Sorte que ele tava longe demais.

— Mas eu nunca reparei em nada disso… — Meu pai disse ainda um pouco perdido com os acontecimentos. — Já cheguei a desconfiar uma vez, só que o Taehyung disse que eles eram só amigos então eu acreditei...

— Você não conta, Hyunbin. Tu é lerdo demais então é compreensível que não tenha percebido nada de suspeito. — Ela riu com o próprio comentário e eu acabei rindo também, já que não estava mais nervoso. — Mas vamos lá que tá na hora de fazer aquelas perguntinhas chatas... Desde quando estão juntos?

— Lembra do dia em que vocês chegaram de viagem? — Questionei e eles concordaram com a cabeça. — Então, naquele dia eu tinha acabado de pedir ele em namoro oficialmente. Só que a gente já se pegava antes, por isso não sei dizer exatamente quanto tempo. Mas faz uns bons meses já... — Não sou apegado com datas, sorte que o Jeon não se importa com essas coisas de mêsversário de namoro e pipipi e popopo, caso contrário eu estaria fodido porque nunca me lembraria e sei que ele ficaria muito puto.

— Quem diria, né? Cê não queria ver o guri nem pintado de ouro e agora tá aí, todo boiolinha por ele... — Mamãe caçoou.

— Espero ansiosamente o dia em que todo mundo vai esquecer desse negócio. — É sempre assim, é só eu dizer pra alguém que gosto do Jeon que essa pessoa vai fazer questão de esfregar na minha cara os meus vacilos anteriores do fatídico dia do meu aniversário. Até o próprio Jungkook faz isso as vezes.

— Então espera sentado. Pode ficar ciente que eu sempre vou te lembrar disso, bro.

— Ninguém te chamou na conversa, mongolão. E primeiramente, nem era pra você estar aqui porque tu já sabe de tudo. Pode ir embora já. — Ele já tinha terminado de comer há tempos e só tava ali esperando qualquer oportunidade para conseguir me encher o saco.

— Eu sei, mas eu quero ficar pra te ver passar vergonha. É o meu passatempo favorito...

— Mãe, tira o Yoon daqui, na moral. Se ele falar mais alguma coisa eu juro que viro minha mão na cara desse vagabundo! — Chutei sua canela por baixo da mesa e ele fez o mesmo comigo, e com isso acabei batendo meu joelho na mesa, doeu que só a desgraça porém fingi que isso não me afetou. Só não xinguei ele de filho da puta porque saímos da mesma mãe. — Arrombado do caralho.

— Qual a idade mental de vocês? Três? Se continuarem com essa putaria eu vou chutar os dois pra fora daqui e deixar só o Jungkookie contar as coisas pra mim. — O Jeon também já tinha se acalmado e se concentrava apenas em comer, totalmente alheio na conversa.

— Hm? O que tem eu? — Ao ouvir seu nome ele parou de olhar o seu prato por um instante. — Quer saber de alguma coisa, tia?

— Sim, tô curiosa... Como que tu foi gostar logo do Tae? — Ela se referiu a mim de um jeito tão sei lá que parecia que eu era a pior pessoa do mundo pra se namorar. Mas não falei nada, queria ouvir o que o Kook iria dizer.

— Pior que eu também não sei? — A respondeu com outra pergunta e riu fazendo uma cara confusa. — Acho que foi quando a gente começou a se dar bem e ficamos mais próximos, eu era muito necessitado de carinho e atenção e o Tae me dava isso todo dia sempre que eu pedia. Acabei me acostumando com ele no meu pé e quando percebi já tava gostando dele. É engraçado porque agora o jogo virou e quem é o carente que não vive sem chamego é ele. — Riu e apontou pra mim inclinando a cabeça na minha direção.

— Poxa, vocês adoram mesmo queimar meu filme. — Se fosse só meu irmão aí beleza, mas tem meu namorado e até minha própria mãe. Só meu pai que entende que sou injustiçado e não faz piadas com muita frequência.

— Você reclama mas sabe que no fundinho é verdade, Tae.

— Prefiro não comentar. — Até concordava com ele na parte de ser grudento, mas o resto era tudo exagero. Nem sou tão ruim assim… eu acho. — Ôh mãe, quando que cê percebeu que a gente tava junto? E por que não me disse antes que já sabia? — Mudei o assunto antes que continuassem tirando sarro de mim.

— Desde que voltei percebi que vocês estavam estranhos demais, faziam tudo juntos e não se desgrudavam pra nada. Viviam de abracinhos pelos cantos, ficavam se chamando de "amor" o tempo todo, não tinha como não achar esquisito. Você nunca foi assim com nenhum amigo seu, fora que essas coisas não se fazem com amigos. Pelo menos não do jeito que cê fazia, tá muito nítido o amorzinho de vocês. Parecia que eu tava vendo personagens de um desenho animado cheio de coraçãozinhos nos olhos. E não falei que já sabia do namoro de vocês porque queria saber até onde os dois palhaços iriam ficar com esse fingimento todo.

— Não creio que estava tão evidente assim, eu jurava que tava escondendo bem… — Nunca vi indícios de que minha mãe desconfiava tanto de nós por isso pensei que a situação estava sob controle, talvez eu seja lerdo demais.

— Você fazia isso tão bem quanto esconder uma melancia atrás de uma bola de tênis, Tae.

— Mas eu aposto que se eu falasse que era coisa da sua cabeça você iria deixar de desconfiar, igual foi com o papai. — Nunca me preocupei tanto em esconder as coisas dele. Como minha mãe já havia dito antes, ele é bem desligado da vida e não percebe muita coisa ao seu redor. Qualquer coisa que falarem para o papai pode ter certeza que ele vai acreditar, mesmo que seja o maior dos absurdos. Deve ser por isso que ela não deixa ele trabalhar sozinho na empresa.

— Hm, será mesmo? — Ela arqueou a sobrancelha, me encarando de modo desafiador.

— Claro, você poderia ter se precipitado. Afinal você só tirou essas conclusões porque via a gente juntos sempre. — Concluí minha teoria e ela riu mantendo uma pose convencida.

— Na verdade não, já ouvi vocês fodendo de madrugada então mesmo que você negasse não iria adiantar. Isso só me fez ter mais convicção de que eu estava certa desde o início, afinal, eu sempre tenho razão. — Meu pai lançou um olhar horrorizado com as palavras da Haenim enquanto o Yoongi fazia questão de rir em alto e bom som. — Fora que eu nunca acreditei naquele papo furado da alergia que o Jungkookie teve, óbvio que eu sabia que aquilo era um monte de chupão. Vocês são burros demais, não sabem esconder nada.

— M-MÃE! Você tá maluca?! — Me desesperei ao ver o Kook se engasgando com a comida após o comentário sem filtro da mamãe, tive que dar alguns tapinhas nas costas dele até ele se recompor e conseguir beber um pouco do seu suco.

— Que foi? Tô falando sério... Acha que eu acreditei naquela ladainha de ficar até tarde vendo desenho e blá blá blá? Me poupe que eu não nasci ontem, menino. Sei muito bem o que os mocinhos estavam fazendo. — Jungkook já não tinha mais onde enfiar a cara por causa da vergonha e eu não estava diferente, provavelmente eu tava tão vermelho quanto a cor da camiseta que eu usava.

— Pelo amor de Deus, eu não mereço isso… — Apoiei a testa na mesa gelada, aquele definitivamente era o pior jantar da minha vida. Eu só queria que tudo ocorresse bem igual foi com o Yoongi e o Woozi, mas fui trollado pela minha própria mãe e ainda por cima tava pagando o maior mico de todos.

— Em minha defesa eu só levantei para ir no banheiro, como ia saber que vocês estavam transando? No início pensei que era barulho da televisão ou algo do tipo, mas depois entendi o que estava a passar. Não fiquei ouvindo de propósito, eu juro.

— Haenim, meu bem. Não seja assim… os meninos estão ficando constrangidos com isso. — Indiretamente o meu pai pediu para que ela calasse a boca, mas eu sabia que ela não ia parar com isso tão cedo.

— Pai, deixa ela continuar. Eu tô adorando! — Yoongi colocou mais lenha na fogueira e limpou o canto dos olhos de forma debochada, insinuando que tava chorando de rir. Falando sério, nunca tive tanta raiva dele quanto estava tendo hoje.

— Tudo bem, eu paro. Mas olha, se forem transar de madrugada de novo façam menos barulho, tá bom? Caso contrário vou trancar os dois em quartos separados pra ver se assim dá pra apagar o fogo no rabo de vocês. O Jungkookie geme que é uma beleza, parece até uma atriz pornô, misericórdia. Pensava que você era um menino tão inocente, mas pelo visto só tem a carinha de anjo…

— Ai mãe, eu te amo… — Meu irmão riu ainda mais, apoiando uma das mãos no ombro dela já que ele estava sentado ao seu lado.

Dessa vez eu até quis rir também, mas o Kookie tava tão envergonhado que se eu falasse algo provavelmente ele iria explodir de tão vermelho que estava.

— Desculpa, tia… E-eu juro que isso não vai mais se repetir, não é, Tae? — Sorriu amarelo pra mim e pra ela, aposto que se tivesse um buraco no chão ele se jogaria ali imediatamente e só sairia de lá no próximo século.

— É? Pois eu não vou prometer nada... — Brinquei apenas para vê-lo irritado.

— Aish, Taehyung! — Recebi um beliscão super desnecessário na coxa. — Não liga pra isso, tia. Ele é idiota.

— Ué, só fui sincero. — Dei de ombros, voltando a comer a comida que já estava quase fria. — Mas tudo bem, posso prometer de mentirinha, que tal?

— Você é um porre, mesmo... — Reclamou antes de terminar de beber seu suco.

— Enfim, mesmo com todas as brincadeirinhas que fiz até agora, saibam que eu torço pela felicidade de vocês verdadeiramente. Meu maior desejo era que vocês se dessem bem e agora estão até namorando, não imaginava que isso iria acontecer algum dia porém eu fico muito contente! Os dois são lindos juntos e sei que se gostam pra valer, vocês têm o meu total apoio. Podem ficar tranquilos.

— Sim, eu também fiquei bastante feliz com a notícia, por mais que não esteja tão evidente assim... — Todos rimos com a fala do papai, ele nunca consegue expressar direito seus sentimentos através de expressões faciais.

— Obrigado, o apoio de vocês é muito importante pra gente… — Falei sincero, eu realmente me sentia bem mais leve depois de ter contado tudo.

— Sim, muito obrigado. — Jungkook agradeceu também.

— Venham cá, quero dar um abraço nos meus bebês! — Ela abriu os braços e nós fomos correndo até ela. — Eu amo vocês. Para sempre.

— A gente também te ama. — Falamos em uníssono.

— Será que eu posso participar dessa viadagem toda?

— Claro que sim, Yoon… Vem aqui também, Hyunbin! — Mamãe os chamou e logo os dois vieram complementar o abraço.

Aquele abraço só me fez ter mais certeza de que eu tinha a melhor família do mundo. Mesmo com eles me fazendo passar vergonha na maioria das vezes, eu amava cada um deles com todo o meu coração.

(…)

BabyJK♡

Taehyungie…

Cê vai demorar muito aí?

Não

Na vdd eu já tô subindo, o filme acabou d acabar

Pq?

BabyJK♡

Terminei de fazer as minhas lições atrasadas agorinha

Ainda vai querer seu presente?

Se não quiser mais, estou indo dormir

Então diga logo

Óbvio que eu quero aaaaaaa

Tô curioso p caralho

Não vai dormir nada não

Não sem antes dar a minha surpresa

BabyJK♡

Ok, hyung

Então vem cá ^^

Vou ficar te esperando no seu quarto :)

Ai ai ai

Só quero ver o que o senhorito vai aprontar pra mim…

Tô até com medo

BabyJK♡

Não vou aprontar nadaKKKKKKKKKKKKKKKK

Apenas venha logo antes que eu pegue no sono :D

Hmmm...

Beleza

Bloqueei o celular e desliguei a TV, todos já tinham ido dormir e eu fiquei sozinho na sala assistindo filme e fazendo um lanchinho para não sentir fome de madrugada. Até chamei o Jungkookie pra ficar comigo mas ele tinha coisa da escola para fazer então eu não insisti para não atrapalhar.

Eu tava com um pé atrás com essa história de "presente", o Jeon é uma caixinha de surpresas então eu não conseguia pensar em algo específico que ele poderia me dar. Nem tava criando muitas expectativas por causa disso, ele não tem cara de que é bom presenteando alguém.

— Pronto, meu amorzinho. Aqui estou eu. — Adentrei meu quarto e o avistei deitadinho na cama, jogando Candy Crush no seu celular. A luz do quarto estava apagada e apenas o abajur pequeno que estava sobre o criado-mudo iluminava o cômodo minimamente.

— Finalmente, hein? Se você tivesse demorado só mais um tiquinho eu já teria dormido.

— Que sono todo é esse? Você dormiu a tarde toda praticamente...

— Mas ainda não foi suficiente, já é quase meia noite então preciso aproveitar as horinhas que me restam. — Me respondeu enquanto abria um sorriso por ver que havia conseguido três estrelas na fase do jogo, pensei que ele ia jogar mais porém ele desligou o celular, deixando-o sobre o criado-mudo.

— Ok… — No fim das contas ele não tava tão errado assim, dormir nunca é demais. — Posso te perguntar uma coisa sobre o meu presente?

— Poder pode, mas não garanto que vou te responder.

— Ele é de comer?

— Não, hyung. Não é.

— Tá, então espera aí que vou escovar os dentes. — Segui rumo ao banheiro e deixei a porta aberta para que pudéssemos continuar conversando. — É algum jogo, então?

— Também não.

— Roupa?

— Não, nem tenho dinheiro pra isso.

— Já sei, você fez um desenho pra mim! — Falei empolgado demais e quase cuspi o líquido da pasta de dentes. — Se não for isso é algo artesanal?! — Já que ele citou a falta de dinheiro essas foram as primeiras coisas que me vieram à mente, porque geralmente o artesanato não precisa de tantas coisas caras e você pode improvisar com o que tem em casa.

— É um bom palpite, mas não é isso. Fiquei dormindo a tarde toda contigo, não tinha como eu fazer algo assim em tão pouco tempo.

— Eu definitivamente não faço a mínima ideia do que é.

— Que bom, se você soubesse aí perderia a graça.

— Tá, já entendi. Mas uma hora ou outra cê vai ter que me contar.

— Não vou precisar contar, eu só vou fazer. — Estranhei o jeito que ele disse mas não tive tempo de contestar porque ele me interrompeu. — Só termina logo aí e vem pra cá.

Parei de tentar descobrir o que era e finalizei a escovação devidamente, enxaguei minha boca e guardei a escova no lugar de sempre.

— Agora eu tenho certeza do que é. — Voltei para o quarto depois de ter terminado. — Cê vai dançar pra mim? Eu já vi você dançando AOA escondido antes, é bonitinho.

Foi uma cena engraçada, eu tinha chegado da faculdade e ouvi o som ligado no quarto dele, fiquei curioso e fui ver o que tava acontecendo e encontrei ele todo serelepe dançando Excuse Me na maior empolgação, sorte que a porta tava quase fechada então ele não percebeu minha presença e eu pude assistir sua performance sem que ele soubesse.

— O quê?! Ai que vergonha, nunca que eu vou dançar na sua frente. Pode ir descartando essa ideia! — Se sentou e passou a me encarar como se eu fosse um monstro só por ter dito isso.

— Ah, então todos os meus palpites já acabaram. Não sei o que pode ser... — Bufei frustrado e me sentei na cama, já tinha perguntado todos os presentes que eu considero "legais" e mesmo assim só recebi respostas negativas.

— Acabaram as perguntinhas?

— Sim, eu acho. — Me vi sem saída e nao tive outra opção a não ser aceitar que nunca conseguiria descobrir.

— Ótimo! — Ele se levantou e foi correndo até a porta para fechá-la, trancando-a em seguida. Óbvio que achei esquisito, ele jamais faz isso. Costumo até reclamar porque ele nunca se lembra e sempre sou eu quem tem que levantar da cama quentinha pra ir fechar. Depois disso ele veio caminhando devagar até mim e parou na minha frente.

— Ok… devo dizer que isso foi muito estranho. Por que trancou a porta? Não me diga que pretende me matar?! Eu sei que meus órgãos estão em bom estado porém eu sou muito jovem pra morrer, nem a faculdade eu terminei! Poxa, eu te amo tanto e é assim que você vai retribuir?

— Aish… — Riu soprado enquanto negava com a cabeça. — Você fala besteira demais, Taehyung. Não vou fazer nada disso, não sou doido.

— O que eu posso fazer se você fica com esse suspense todo? Eu tô curioso e a culpa é tua…

— Não precisa mais ficar assim, amor. Vou dar o presentinho pro meu hyung favorito agora mesmo! E eu espero que você goste, prometo que farei com muito carinho… — Jogou uma piscadela pra mim e deu uma risadinha sapeca, conheço bem aquela típica carinha que ele faz quando está querendo aprontar algo comigo.

Me deu até um frio na espinha pois me recordei das brincadeiras nada legais que ele já teve o (des)prazer de fazer em mim, e eu não queria mais passar por aquilo nunca mais.

— Jeon… — Eu estava prestes a questionar outra vez o seu comportamento duvidoso mas não foi possível, Jungkook subiu no meu colo e me puxou para um beijo sem quaisquer aviso prévio, deixando-me um pouco surpreso.

Mesmo chocado com sua atitude repentina não demorei a corresponder o beijo que já se iniciou intenso logo de imediato, envolvendo nossas línguas em um ósculo voluptuoso e faminto. Ele tinha o total controle do beijo, sugava minha língua e atacava meus lábios com vontade enquanto eu apertava mais seu corpo contra o meu da forma que podia, suas mãos passeavam pelas minhas costas por baixo da roupa e eu não perdi tempo, levei as minhas semelhantes até seu bumbum redondinho e apertei o local com vontade, recebendo um suspiro satisfeito como resposta.

Ele pareceu gostar do que fiz e se ajeitou melhor sobre minhas pernas, começando a mover o quadril bem devagar para frente e para trás, rebolando a bunda bem em cima do meu pau, ato que me fez segurar em sua cintura e forçar seu corpo pra baixo para que o atrito ficasse maior.

Vagarosamente minhas mãos foram para a barra de sua camiseta na intenção de arrancá-la mas ele percebeu o que eu ia fazer e interrompeu o beijo, não deixando eu tirar sua roupa.

— Nada disso, hyung. Pode ir tirando sua mãozinha daí. — O mais engraçado disso foi que ele agarrou meu pulso e retirou minhas mãos de lá para deixá-las sobre o seu bumbum de novo, o total oposto do que eu achava que ele ia fazer.

— Aish, então o seu presente era me deixar de pau duro pra me abandonar depois? Não gostei, quero reembolso. — Dei um tapa na sua bunda e ele riu fraco.

— Será que você pode parar de tirar conclusões precipitadas? E para sua informação eu vou continuar de roupa, só você que vai ter que tirar sua calça. — Apontou para baixo, moldando uma expressão sugestiva.

— Por que só eu? — Não estava achando o rumo daquela conversa muito justa.

— Não tem como eu te chupar se você estiver usando ela. Não é óbvio?

— Mas o- espera, tu vai fazer o quê?! — Estava pronto para reclamar mas sua última fala me pegou desprevenido e acabei tossindo um pouco por ter me engasgado com o vento.

— Isso mesmo que cê ouviu. Mas se você não quiser hoje é só falar, terão outras oportunidades, não é? — Fez beicinho e piscou os olhos algumas vezes, balançando a cabeça de forma fofa.

— Porra, é claro que eu quero! Não sou nem doido de negar uma coisa dessas, você me conhece. — O mundo poderia estar desabando que se o Jeon me oferecesse um boquete eu abaixaria as calças ali mesmo e botaria o meu amiguinho pra fora sem me importar com mais nada ao meu redor.

— Imaginei que essa seria sua resposta. Então vai, tira logo antes que eu mesmo faça isso. — Me deu um beijo rápido e desceu do meu colo para que eu conseguisse tirar a calça, permanecendo de pé ao meu lado.

Me ergui rapidinho só pra conseguir passar o tecido por minhas pernas e desci a calça até que a mesma caísse aos meus pés, sem me livrar dela por completo. Olhei para o Jungkook e ri fraco ao ver ele passar a língua nos lábios enquanto fitava descaradamente o meu pau.

— Lembre-se do que a tia disse, nada de fazer barulho tá, TaeTae? — Sussurrou pra mim enquanto se ajoelhava no meio das minhas pernas, ele iniciou um carinho leve na parte interna das minhas coxas que parou assim que seus dedos chegaram próximo a virilha. — Não queremos que ela ouça nada dessa vez, certo?

Arfei baixinho quando sua mão entrou em contato com meu pênis rijo, iniciando um vai e vem lentamente por toda a extensão. Eu sabia que ele queria me ver implorando, por isso tinha noção que ele estava fazendo devagar de propósito, sempre mantendo uma carinha inocente como se não estivesse fazendo algo depravado.

— Me chupa logo, amor… — Não suportei ficar quieto e choraminguei quando ele circulou o polegar sobre minha fenda, espalhando o líquido do pré-gozo e ainda mantendo uma masturbação sem pressa alguma enquanto depositava beijos molhados e mordidinhas no meu abdômen. — Por favor.

— Que pressa toda é essa, hm? Eu mal comecei… — Rodeou apenas a ponta da língua na minha glande, sem tirar os olhos de mim em nenhum momento. — Vou fazer tudo no meu tempo, então não fique me apressando.

— Vocé é um safado, Jungkookie… — Levei minha mão direita até seu cabelo e passei a fazer um carinho entre seus fios macios, sem a intenção de puxá-lo.

— E eu sei que você gosta quando sou assim. — Suspirei outra vez quando ele colocou somente a cabecinha na boca, retirando-a em seguida e fazendo um estalo razoavelmente alto, logo voltando a lamber todo meu falo e aumentar a velocidade da sua mão aos poucos, tornando mais alto o barulho molhado da punheta.

Continei o cafuné nas suas madeixas escuras, me deleitando com seu empenho que me deixava cada vez mais louco de vontade de foder sua boquinha com força.

Suas orelhas se mexiam em direção ao barulho sempre que eu gemia de forma um pouco mais audível, vez ou outra eu fechava os olhos e tombava a cabeça para trás quando o Kook resolvia focar nas minhas bolas, massageando-as e chupando cada uma delas de um jeito que me fazia estremecer e esquentar dos pés à cabeça.

— Só pra você não dizer que sou malvado, vou deixar você fazer o que quiser agora. — Ele me encarava repleto de confiança, sabendo muito bem o que fazer e como me deixar louco. — Sou todo seu, Tae-ah.

— Era isso que eu tava querendo ouvir... — Afundei meus dedos em seu cabelo, agarrando uma boa quantidade dele sem a mesma delicadeza de outrora, o que não pareceu incomodar o coelinho, muito pelo contrário, ele até mordeu o lábio inferior e riu. — Abre a boca e põe a língua pra fora, só a feche quando eu mandar, entendeu? — Prontamente ele me obedeceu e fez o que eu pedi, sem deixar de sorrir safado e de me fitar com luxúria, totalmente entregue a mim. — Bom garoto… — Sorri ladino.

Segurei meu pênis pela base e o guiei até os lábios rosados do Jeon, roçando minha glande ali e batendo-a seguidas vezes sobre sua língua ansiosa como forma de provocação. Ele gemeu manhoso e apertou minhas duas coxas quando deslizei parte do meu pau pra dentro da sua boca, esfregando meu falo sobre seu músculo molhado algumas vezes.

— Pode fechar. — Mandei e logo seus lábios envolveram meu membro, se fechando ao redor dele bem devagar. Por mais que eu estivesse no "comando" o Jungkookie ainda conseguia arranjar um jeito de me atiçar.

Ainda segurando firmemente em seu cabelo passei a ditar a velocidade do boquete, empurrando sem pudor algum sua cabeça contra minha extensão que pulsava cada vez mais a cada investida rápida que sua boquinha experiente fazia.

A ponta do meu pênis tocava repetidamente a garganta alheia e quando percebi que ele ia se engasgar, puxei sua cabeça para trás e fiquei admirando sua respiração ofegante que se mesclava a minha, os olhinhos marejados e seus lábios inchados pelo esforço que exercia. Um puta gostoso do caralho.

Após recuperar minimamente o fôlego, ele voltou a me chupar com maestria sem que eu precisasse pedir, mantendo suas orbes escuras cravadas em meus olhos e nas minhas expressões. Continuei fodendo sua boca com força, sentindo as gotas de suor escorrendo pela minha franja e pingando em cima da minha camiseta por conta do calor.

— Ah, porra… — Minhas pernas começaram a vacilar e sabia que não ia aguentar muito mais, meu corpo todo tremeu e eu soltei um gemido grave ao chegar no meu ápice, jorrando todo meu líquido dentro da sua boca carnuda. Ele não reclamou e continuou me chupando com avidez, tratando de engolir o máximo que podia.

Ele se afastou e seu lábio inferior ficou conectado ao meu pau por um fino fio de saliva e gozo, que logo sumiu assim que ele passou o dedo indicador sobre a boca para limpar os resquícios de esperma que escorriam.

— E aí TaeTae, gostou do meu presentinho? — Apoiou os braços nas minhas coxas e pegou impulso para conseguir se levantar.

— E você ainda pergunta?! Quem me dera se eu recebesse essas surpresinhas assim sempre… — Por incrível que pareça ele não se ofendeu e apenas deu risada. — Se tu quiser posso te recompensar agora também, que tal? — Perguntei deixando o duplo sentido bem claro.

— Hmm… melhor não. Já está tarde e eu sei que não conseguiria… você sabe, ficar quieto. Tô traumatizado depois das coisas que a tia disse no jantar de hoje, não quero que ela me escute gemendo nunca mais! — Seguiu rumo ao banheiro para lavar o rosto e se limpar.

— Pois é né, que engraçado… pra quem jurou de pés juntos falando que não iria mais fazer saliências de madrugada até que você descumpriu a promessa bem rápido, não?

— Sim, porém depende. A tia não proibiu a gente totalmente, só pediu para sermos mais silenciosos. E você cumpriu essa parte certinho, então não estamos tão errados assim... Não dessa vez. — Ele pegou uma toalha limpa na gaveta do banheiro e molhou parte dela com água, jogando ela pra mim para que eu pudesse me limpar também.

— É, tenho que concordar. Sou bem menos barulhento que você.

— Tá tá, não precisa jogar na minha cara. Um dia eu deixo de ser escandaloso, quem sabe?

— Pra isso a gente vai ter que foder todo dia até você aprender, que tal? Prometo te ensinar direitinho. — Chamei sua atenção e joguei a toalha de volta pra ele, que a pegou e colocou o pano dentro do cesto de roupas sujas.

— Taehyung!

— Oras, mas minha ideia é incrível. Vai dizer que não? — Subi minha calça novamente e me deitei debaixo das cobertas para dormir.

— Vou! Péssima ideia, hyung. Muito péssima. Horrivelmente horrível. Tá pensando que eu sou um robô ou o quê? — Ele saiu correndo do banheiro e dessa vez não tive a mesma sorte como da outra vez e acabei ganhando um tapa na cabeça.

— Tuuudo bem, já entendi. Mas se você quiser um dia, a proposta sempre vai estar de pé. — Pisquei pra ele, fazendo-o rir.

— Aigoo, bestão! — Retirou os chinelos e passou por cima de mim para chegar ao outro lado da cama e se deitar também.

— Mas mudando de assunto… deixa eu te perguntar, por que escolheu logo isso pra me dar? Sabe, você não é de fazer essas coisas…

— Só juntei o útil ao agradável. Queria muito te chupar mas não sabia como te dizer isso então eu só bolei essa ideia de presente pra ficar mais fácil para mim. E eu sabia que você gostaria de ganhar um bo... be... ba…guete…? — Questionou incerto enquanto diminuía o tom de voz gradativamente, com medo de que tivesse falado errado. — Aish, não sei o nome dessa droga! Que seja, acho que você entendeu o que eu quis dizer.

— Não é baguete, bebê. É boquete. Baguete é um tipo de pão, meu amor... — Segurei a risada e tentei explicar de forma calma para que ele entendesse.

— Ah é! Bem que eu fiquei achando isso esquisito, tava me perguntando o porquê disso ter o nome de pãozinho... agora faz mais sentido pra mim. — Não aguentei ver a carinha pensativa dele e acabei rachando o bico com seu comentário.

— Ai ai, Kook... Você é incrível. — Não conseguia entender como ele ficava tão fofo e inocente mesmo que o assunto fosse totalmente o contrário disso.

— Não ri de mim, hyung. Não sou bom com essas coisas todas aí.

— Olha, na teoria pode até ser, você é meio lerdinho pra entender as palavras certas e tudo mais. Mas na prática… hmmm, você manda bem até demais. Sou testemunha viva disso.

— Tae-ah! Não fale essas coisas, me dá vergonha... — Puxou as cobertas até a altura da testa para que eu não visse suas bochechas vermelhas.

— Mas já ficou envergonhado? Ah não, ainda é o mesmo Jungkookie provocador que tava me chupando gostosinho há pouco tempo atrás? Não parece, sabia?

— Hyung… vai dormir, vai. Cê já tá falando muita besteira, meu lindo. Boa noite e até amanhã. Eu amo você, seu chato bobão. — Me deu um último selinho antes de se virar para o lado oposto e nisso consegui ver ele segurando a risada. Antes que eu mesmo fizesse algo ele pegou meu braço e o colocou sobre sua cintura para que eu lhe desse um abraço.

— Também te amo, meu coelhinho. — Puxei ele pra mais pertinho de mim e dei um beijinho na sua nuca. — Dorme bem, pitico. Até amanhã.


Notas Finais


papai do ceu pq me colocaste no mundo para fazer cena hot de baixa qualidade? aiai sofro com essas porra, espero q o capítulo não tenha ficado tão ruim como eu acho que tá ._.

link de uns moans delicia do taetae pq a gente merece:
https://youtu.be/jD9awFiIgl0
https://youtu.be/yHKOwsLi-Lo
https://youtu.be/BkUxqq0Pgt0

a perguntinha que eu quero fazer é: ces querem q eu crie um grupo no zap pros leitores de upi? p nóis interagir melhor e vocês terem a chance de me ameaçar pra eu atualizar logo KKKKKKKK porém só farei se vocês quiserem, então me digam aí nos comentários plss (pessoal curtiu a ideia e eu já fiz, tá aí oh https://chat.whatsapp.com/LPvSm0UNaHuBhsq4aA6keB )

minha nossa senhora essa fic já tem 51 capítulos não aguento mais essa vida, vou começar a acelerar as coisas então não estranhem se os acontecimentos passarem rápido demais, quero terminar esse lixo logo.

caso queiram comentar sobre a fanfic no Twitter usem a hashtag #UPITaekook e marquem meu @ (@xtaeggukk) pra eu seguir vocês KKKKK ^^

acho que é isso, beijos e ate o próximo capítulo (já tô ate vendo q só vou atualizar isso ano q vem, tô com 0 ideias pro resto da história, mas faz parte vou dar meus pulos p conseguir finalizar isso kkk)

bye bye eu amo vocês <3


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