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História Um príncipe em Massachusetts - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Amnésia


 - Eu não acho isso uma boa ideia.- Myuuga bateu o pé no assoalho em sinal de protesto.

 - Fique calmo, estou levando o Inuyasha comigo.

 - E desde quando o seu primo é responsável?

 - Eu ouvi isso heim.- Inuyasha resmungou.

 - Que ótimo. Senhor Sesshoumaru, não é uma boa ideia ficar junto com essas moças. Elas são malucas.

 - Você não tem do que reclamar Myuuga. Eu e Inuyasha passamos a semana toda estudando e merecemos uma folga. Além de que estaremos na casa ao lado. Você sabe muito bem aonde nos procurar.- murmurei calçando os tênis e saindo para fora com meu primo cabeça oca.

O mesmo deu um tchauzinho provocador para o velho e sorriu colocando uma das mãos em meus ombros.

 - Vamos lá, tem uma casa cheia de gatinhas nos esperando.-

Revirei os olhos tirando sua pata de cima de mim e caminhei com o animal em meu encalço.

Do lado de fora já dava para ouvir a música alta soando, chacoalhando as paredes da casa.

Bati na porta e Ayame abriu, puxando nós dois para dentro 

 - Vocês vieram! Venham, as meninas estão na sala!-

A ruiva  segurou uma mão minha e uma do meu primo e nos puxou para o centro da sala.

 - Meninas, olha quem chegou.-

As outras distraídas nos cercaram e logo fomos sufocados por vários braços em um abraço acolhedor.

Se havia uma coisa que tinha aprendido naquele lugar era o quanto as pessoas gostavam de contato físico.

 - Sesshoumaru! Este deve ser o seu primo né? 

 - Inuyasha, senhorita.- o ridículo puxou a mão da Rin e a beijou pateticamente.

A morena sorriu junto com as outras, que logo vieram com bebidas.

 - Seu primo é engraçado.

 - Até demais.- respondi desaprovando seu olhar felino para as moças.

 - Garotos, fiquem a vontade. Estão com sede? Podem beber.-

Me lembrei imediatamente da ressaca que aquela bebida me trouxe, mas não teve como negar, pois uma delas já estava com uma garrafa bem na minha cara.

 - Bom, Inuyasha, estas são minhas amigas. Ayame, Kagome, Kikyou, Kirara e Hanna.-

Inuyasha sorriu balançando a mão para as meninas, depois me puxou sussurrando em meu ouvido.

 - Só tem gatinha. 

 - Se comporte Inuyasha.- murmurei.

 - Pode deixar.- ele sorriu de um jeito que não gostei.

Assim que nos sentamos em uma roda no chão da sala, uma das meninas esvaziou uma garrafa sugerindo que brincássemos de algo que elas chamaram de verdade ou desafio.

Me deixei levar pela brincadeira enquanto continuava a beber entre uma pergunta e

outra.

Como da última vez que havia bebido, o álcool rapidamente subiu para cabeça e eu comecei a ficar tonto.

 - É sua vez Sesshy!- uma das meninas gritou.

Eu mal ouvi o que ela disse, minha cabeça girava e as gargalhadas pareciam distorcidas até de repente eu apaguei.

 

Abri meus olhos e fitei o teto cor de rosa, estranhando a decoração feminina do meu quarto.

Me espreguicei chutando o lençol, quando reparei que estava nu.

 - Meus Deus! Cadê minhas roupas?-

Pulei da cama afobado buscando algo para cobrir minhas partes. Por sorte achei minha cueca no chão e a vesti.

Minha cabeça parecia pesar uma tonelada e um flash cortou meu pensamento. Os lábios da Rin nos meus.

Olhei para os lençóis bagunçados na cama e me lamentei mentalmente. Estava tão bêbado que não me lembrava de nada  do que acontecerá na noite anterior.

Será que tinha dormido com a Rin?

Olhei para a mobília do quarto onde encontrei alguns retratos de Rin com algumas pessoas.

Aquele com certeza era seu quarto.

Enquanto tentava buscar mais lembranças na minha cabeça, ouvi a porta ranger atrás de mim e dei um pulo.

Rin sorriu entrando no quarto, no mesmo momento que peguei seu lençol e me cobri, mesmo sabendo que a uma hora dessas ela já teria visto cada parte do meu corpo. Enquanto eu não me lembrava de nenhuma parte do dela.

 - Me desculpa, eu não sabia que estava acordado.

 - Tudo bem.. eu..-

Abri e fechei a boca diversas vezes buscando as palavras certas, mas não tinha coragem de assumir minha amnésia alcoólica.

Olhei o chão evitando fixar meu olhar na morena quando ela se aproximou de mim.

  - Então, você está bem? 

  - Estou.. e você?

 - Estou ótima.

 - Ótima?- finalmente tive coragem para encara-lá, um pouco mais feliz por ter conseguido proporcionar uma noite agradável a Rin mesmo naquele estado deplorável de embriaguez.

A verdade era que eu sempre a achei linda, porém nunca ousei tentar algo mais. Eu a via como uma boa amiga e nem cheguei a pensar na possibilidade de fazer algo com ela.

Rin sorriu e concordou.

 - A noite foi maravilhosa.

 - Que bom.. eu nunca fiz isso bêbado.

 - Isso o que?-

Sua pergunta me pegou de surpresa.

Balancei a cabeça de um lado para o outro e me remexi de baixo do lençol.

 - Bem.. aquilo.. 

 - Você está falando de sexo?- ela disse alto porém com um sorriso divertido que me deixou vermelho.- Ah não gostosão, não rolou isso.-

Franzi o cenho com um misto de desapontamento e confusão.

 - Mas... o beijo...

 - Ah sim, nós nos beijamos mais foi na brincadeira do verdade e desafio. 

 - E as minhas roupas?

 - Bom... você se sujou todo quando foi brigar com o Inuyasha, ele disse que você era um príncipe. Você deu um soco na cara dele e ele derrubou a cerveja em você. Vocês dois estavam loucos demais. Mas não se preocupe, eu já lavei suas roupas, mas ainda não secou.-

Inuyasha, aquele maldito! 

 - Quer dizer que você não acredita que sou um príncipe?

 - Eu devia acreditar?

 - Não, claro que não. Por falar no idiota do Inuyasha, cadê ele?

 - Eu acho que está no quarto ao lado. Você quer tomar café?

 - Não, preciso me vestir. Myuuga deve estar.. puts, me esqueci do velhote!- dei um salto correndo pelo corredor até a porta ao lado.

Soquei a porta até ela ser aberta por Inuyasha, que estava com um olho roxo e só de cueca também.

 - O que foi Sesshoumaru? 

 - Temos que ir, antes que o Myuuga acorde!

 - Que merda! É verdade.-

Inuyasha saiu em disparada do jeito que estava, com os cabelos desgrenhados e um arranhão enorme nas costas.

 - Eu fiz isso em você?

 - Claro que não.- ele riu.

 - Cadê suas roupas?- perguntei enquanto passávamos pela bagunça da casa até a saída.

 - Eu não sei. 

 - Você também derramou cerveja mas roupa e pensou que tinha transado com uma das meninas? 

 - Não. Eu transei sim. Com duas. As irmãs Higurashi. E você?

 - Deixa pra lá.- resmunguei desgostoso.

Pelo visto eu fui o que pagou o maior mico da festa. 

Assim que saímos na porta, havia cinco viaturas de polícia em volta da nossa casa.

Eu e meu primo ficamos imóveis diante da visão, até decidirmos seguir em frente.

 - Será que o velhote morreu?

 - Eu sei lá.- sussurrei contornando um dos carros para não ser visto.

Abrimos a porta e um choro foi ouvido, logo reconheci ser do Myuuga.

 - Eu não acredito que fui tão irresponsável! Eu sabia que não era uma boa ideia, agora eles foram sequestrados por aquelas vizinhas malucas.- ele chorava pra um dos policiais.

Inuyasha pigarreou e toda atenção se voltou pra nós. 

 - Sesshoumaru? Inuyasha?

 - Bom dia. 

 - Bom dia? Vocês sabem o dia que estou tendo? Eu pensei que estavam em algum galpão!- o velhote berrou a plenos pulmões.

 - Por que pensou isso?- indaguei constrangido com o olhar de vários policiais.

 - Oras! Eu bati naquela casa várias vezes e ninguém me atendeu!

 - Estávamos nos divertindo.- Inuyasha abriu a boca.

O policial que estava anotando a queixa rasgou a folha do bloquinho que tinha em suas mãos e nos fitou furioso.

 - Vocês acham que nosso trabalho é brincadeira? Aonde estavam?

 - Na casa ao lado.- respondi e ele se inflamou ainda mais. 

 - Olha aqui meu senhor, vá beber uma água com açúcar e não nos chame mais até que tenha um verdadeiro motivo.- bufou para Myuuga saindo da casa.

Eu e Inuyasha nos entreolhamos e caímos na gargalhada, irritando ainda mais o pobre Myuuga.

 - Quero ver se vão achar isso engraçado quando eu contar ao seu pai.

 - Isso é golpe baixo.

 - É mesmo, deixa o tio fora dessa.- Inuyasha pediu.

 - Escutem aqui vocês dois! Vão para o quarto e fiquem lá pensando no que fizeram comigo!-

Concordamos em silêncio subindo as escadas.

Quando estávamos no topo, Inuyasha sussurrou:

 - Vá beber uma água com açúcar meu senhor.- e saiu correndo aos risos antes que Myuuga o alcançasse.



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