História Um Príncipe Improvável - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Aiacos de Garuda, Minos de Grifon, Radamanthys de Wyvern
Tags Aiacos, Comedia, História, Minos, Radamanthys, Romance
Visualizações 72
Palavras 2.048
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ola queridos leitores.
Aqui está mais um capitulo sobre o mimado e mau feitio príncipe Norueguês.
Espero que gostem.
Boa leitura :)

Capítulo 2 - Melodia


Fanfic / Fanfiction Um Príncipe Improvável - Capítulo 2 - Melodia

                O som do piano inundava a minha mente, a cada nota que eu tocava. Fazia já dois dias que me encontrava em Inglaterra e nada de especial havia acontecido. Meu aborrecimento apenas crescia a cada dia.

                Nas últimas duas noites apenas ouvia falar de política, colónias e economia, temas que sempre me deram náuseas só de os mencionar. Contudo, teria de me acostumar com a ideia de que possivelmente esse seria o meu futuro, representar o meu país em negociações chatas. Entendia agora o porque de o meu avô me mandar a mim tratar desse assunto. Apesar de ser príncipe, não era eu que estava destinado a herdar o trono por ser o mais novo de dez netos, todos órfãos devido a um trágico naufrágio no Atlântico.

                Talvez eu fosse assim por causa disso. Talvez o meu avô tivesse exagerado ao nos criar, sempre nos dando tudo e nos protegendo de tudo, mas compreendo que ele o fazia para compensar a falta que nossos pais nos faziam. Bem, nem tudo é um mar de rosas, nem mesmo para uma ilustríssima pessoa como eu.

                Naquele salão, apenas as notas do piano soavam. Como eu gostava de estar sozinho. No entanto, aquela magia fora quebrada assim que escutei os saltos de uns sapatos, bem atrás das minhas costas. Certamente que seria o chato do Lune, com pressa para eu me arranjar para mais uma reunião chata. Furioso por estar a ser interrompido, bati com as duas mãos nas teclas do piano, fazendo um estrondo ecoar ali. O barulho dos saltos dos sapatos simplesmente se calou.

- Já disse que não queria ser incomodado Lune!! – Meu tom de voz arrogante sobressaiu. Nem me dei ao trabalho de voltar-me para trás, simplesmente pousei a mão na parte superior do piano e respirei fundo para me acalmar. – O que foi agora?

- Peço desculpa Alteza, não era de todo minha intenção incomodá-lo. – Uma voz feminina?! Foi nesse momento que ergui a cabaça de olhos arregalados pela surpresa. Voltei-me para trás o mais rápido que consegui, desejoso por ver quem era a detentora daquela linda e serena voz e talvez, até pedir desculpa por conta da minha falta de educação. Foi então que a vi, novamente, a bela jovem de cabelos negros e olhos cintilantes como o céu mais limpo e azul. – Tenho uma mensagem da rainha para o senhor, mas entregarei ao seu pajem. Irei-me retirar com a sua licença.

                Que idiota! Apeteceu-me dar um soco a mim mesmo por às vezes conseguir ser um verdadeiro imbecil. Ao vê-la fazer uma leve reverência para se retirar, levantei-me do banco o mais depressa que consegui. Devido a pressa quase ia caindo, tropeçando na pata do banco.

- Que raio… - Franzi o senho ao ajeitar-me depois daquele pequeno episódio controverso. Se havia algo que não queria fazer, era papel de palhaço, principalmente a frente das belas moças, o que iriam elas pensar? – Espere miss!!

                Vi-a parar mesmo antes de chegar a porta. Ao voltar-se para mim, pude reparar num pequeno envelope entre as suas mãos, com o selo real. Mãos pequenas e delicadas, que me fizeram arrepiar só de as olhar, pousadas gentilmente a frente do seu ventre, por onde caia um belo vestido rosa.

- Precisa de alguma coisa, alteza? – Pergunta-me ela com aquela voz serena. Na verdade até precisava. Precisava de uma massagem em meus ombros feita por ti e quem sabe algo mais.

- Hmmm não, não preciso de nada. Apenas do envelope que tem em suas mãos… - Respondi calmamente, fazendo de conta que nem repararei na sua beleza.

- Ah claro… - Ela entrega-me o envelope e fica a olhar para mim com um pequeno sozinho. Que maldade!! – O senhor toca muito bem. Acho que…

- Eu sei… - Interrompo-a abruptamente, mostrando minha cara de desprezo perante as suas palavras. Realmente eu não sabia bem lidar com as pessoas, tendo sempre a necessidade de me mostrar superior. Qual era o meu problema afinal? – Pena os pianos em Inglaterra estarem todos desafinados…

                Senti a moça respirar fundo. Estaria eu a aborrece-la? Ou ela estaria cansada? Certamente que seria a segunda opção. Dei costas a ela e voltei para o piano, abrindo a carta. Enquanto tentava ignorar a sua angelical presença, pude sentir o seu perfume no papel daquela carta, algo que me inebriou por momentos. O barulho dos seus sapatos despertou-me dos meus devaneios e fez-me aperceber que ela se ia embora dali. Precisava saber um pouco mais sobre ela e como era óbvio, não podia sair por aí a perguntar a qualquer um.

- Miss, eu não lhe dei permissão para se ir embora. – Volto-me novamente para trás, a analisando de costas. – Ainda não me disse o seu nome.

- Elizabeth, sir… - Pude ver em seu rosto que a deixava um pouco constrangida.

- Bem, Elizabeth diz aqui que a rainha dará um baile em minha homenagem. Dei por mim a pensar, será que não conheço nenhuma dama que me pudesse acompanhar. Por acaso não gostaria de ser minha acompanhante esta noite?

                Uma oportunidade daquelas não podia ser desperdiçada, obviamente. Vejo que a minha pergunta a apanhou de surpresa e não pode deixar de aproveitar a deixa e me levantar, novamente do banco, indo ate ela. Calmamente me aproximei dela e peguei na sua mão, depositando nela um beijo. O mesmo perfume que a pouco me inebriara, invadira novamente as minhas narinas. A sua pele era quente e apetecível.

                Não pude deixar de notar na sua face rubra assim que pousei meus olhos sobre os dela. De perto, era ainda mais bela.

- Seria uma honra Alteza… - Sorri de canto ao ouvir a sua resposta. Afinal havia sido fácil. Contudo, delicadamente ela retirou a sua mão da minha e olhou-me bastante séria, algo que chegou a provocar-me um calafrio. - … mas eu já tenho par para esta noite. Certamente que o senhor encontrará alguma dama do seu nível para o acompanhar. Se me dá licença, preciso retirar-me.

                Nada lhe respondi, ficando apenas em choque por de certo modo ter levado um fora. Estiquei o braço, mostrando-lhe a porta de saída e após uma leve reverência, ela sai sem olhar para trás. Com raiva, amassei aquele pequeno pedaço de papel com a mão, perguntando-me quem tinha cometido a ousadia de convidar a bela moça antes de mim.

                Bati com a palma da mão nas teclas do piano e logo fui embora dali, caminhando apressadamente para o quarto onde me encontrava instalado, naquele imenso palácio. Para melhorar meu humor, dei de caras com o meu guarda-costas num dos corredores. O sacana encontrava-se encostado a uma parede, a rir-se.

- Aiacos, que prazer vê-lo por aqui… Sem dúvida que melhorou em muito o meu dia. – Falo com um tom sarcástico, passando por ele sem lhe dar importância. Não sei por que motivo ele me começou a seguir, mas ao olhar para trás, pude vê-lo de braços cruzados a caminhar como se fosse a minha sombra. – Porque me segue? Precisa de alguma coisa?

- Não, não preciso de nada alteza. Apenas estava aqui a perguntar-me sobre o que o terá deixado assim tão irritadinho. O seu chá estava frio?

                Aquele seu tom desafiante em nada me agradou e paro de repente, voltando-me para ele. Nossos rostos ficaram a centímetros um do outro, onde pude vislumbrar o quanto tudo aquilo era divertido para ele.

- Escuta bem, lacaio. Eu não preciso de uma ama para vigiar todos os meus passos, já tenho o Lune para isso… Mas se insistir, ao menos permaneça em silêncio. Odeio pessoas que falam de mais e que ainda por cima, se acham superiores quando não são.

- Tsc, escute bem o senhor, sua alteza. Eu não sou seu lacaio…

- Calado! Tu serás aquilo que eu quiser enquanto eu estiver aqui. Tu mesmo disseste que foste destacado pela rainha para isso. Então é bom que te ponhas no teu lugar…

                O seu semblante altivo logo mudou. Se havia coisa que eu não gostava era que me desafiassem. Dei-lhe costas e segui para o meu quarto, batendo a porta com força assim que entrei. Lune estava lá dentro a preparar a minha roupa para o baile. Certamente que ele havia sido notificado antes de mim.

                Sem nada lhe dizer, caminhei ate a janela e olhei para o jardim, onde algumas pessoas da corte tomavam o seu chá descontraidamente. Pensei que talvez não fosse má ideia juntar-me a eles, porém a minha vontade era muito pouca. Lune continuava nos seus afazeres, sem nada dizer. Por mais que me custasse admitir, ele era a pessoa que me conhecia melhor e certamente sabia que conversa não era aquilo que eu de momento queria.

- Lune!!

- Senhor? – Sem retirar os olhos do que estava a fazer, ele responde-me.

- Prepara-me a minha roupa de montar, preciso apanhar ar…

- Agora, senhor? – Vejo ele levantar a cabeça surpreso.

- Não Lune, para dia trinta de Fevereiro… - Revirei meus olhos ao sair da janela e pesadamente deixei meu corpo cair sobre a cama.

- Não se esqueça que tem de se preparar para o baile, senhor…

- Não te preocupes com isso, apenas faz o que te pedi… - Compreendi que ele não entendeu metade daquilo que eu falei, pois encontrava-me com o rosto enterrado nas almofadas.

                Nunca na minha vida tinha levado um fora de alguém, talvez por isso me sentisse tão irritado. Apoiei o corpo nos cotovelos e mordi o lábio inconsequentemente, pensando que talvez era daquilo mesmo que eu precisava, um bom desafio.

                Pulei da cama um pouco mais animado com a imagem dessa nova perspetiva. Não demorou, para que o Lune chagasse com as minhas roupas. Vesti-me rapidamente e em frente ao espelho coloquei a minha belíssima cartola na cabeça. Diferente do que acontecia nos outros dias, decidi deixar os meus longos cabelos soltos, pois certamente que me deixavam bem mais galante do que com aquele ridículo laço preto.

                Sem mais demoras, saio do quarto dando logo de caras com Aiacos. Ignorando a sua presença, começo a calçar as minhas luvas pretas e a caminhar pelo corredor. Não podia deixar de aproveitar para lhe mostrar quem realmente mandava ali.

- Aiacos… - Minha voz imponente ecoou por aquele corredor, o que me fez sorrir de canto. – Quero o melhor cavalo pronto imediatamente. Irei dar um passeio e se há coisa que não gosto é de esperar.

- Como queira alteza… - Pode notar no seu tom de voz que em nada ficara satisfeito por ter de acatar uma ordem minha. Paciência. Eu também não gostava dele e tinha de o aturar, então estávamos quites.

                Continuei calmamente o meu caminho até ao exterior do palácio, onde alguns duques conversavam animadamente. Cumprimentei todos eles e desci as escadas, dando de caras com um tipo mal-encarado. Suscitou-me algum interesse pois nunca o havia visto por ali. Olhei-o de canto assim que passo por ele, olhar que foi retribuído de igual forma.

                No fundo da escadaria, Aiacos já me aguardava com o cavalo. Vejo que se fazia acompanhar por um outro cavalo, possivelmente para si. Por mais que me revoltasse ser acompanhado por ele, talvez não fosse má ideia. Talvez ele até me pudesse vir a ser de grande utilidade, pois certamente conheceria todos ali.

                Montei o cavalo com maestria, esperando que ele fizesse o mesmo, algo que não demorou. Fiquei na dúvida se deveria confiar nele, afinal não nos dávamos assim tão bem. Contudo, decidi arriscar.

- Aiacos, suponho que conheça toda a corte, certo?

- Sim, sir… O que pretende saber?

- Hmm… Certamente que sabe quem era o homem que chegou pouco antes de a gente partir.

- Com certeza. Ele é um duque, consagrado recentemente pela rainha como seu cavaleiro.

- Interessante… - Revirei os olhos ao que ele fala. – Mas isso ainda não responde ao que eu quero saber…

- O seu nome é Radamanthys, sir… E se quer um conselho, fique longe dele ou pelo menos evite qualquer tipo de confusão com ele.

                Confusão? Sorri de canto ao que ele dissera. Não sabia bem explicar porque, mas senti uma enorme necessidade de conhecer melhor aquele sujeito. Mas enfim, teria de esperar ate ao final daquele passeio, que certamente era bem mais convidativo naquele momento.

Continua… 


Notas Finais


Levou um fora porque é metido U.U
Bem feita XD
Enfim, espero que tenham gostado do capitulo. Sinceramente essa é uma fic um tanto difícil de se trabalhar, não só pela época em questão mas também por ser em pov.
Em todo o caso espero satisfazer meus leitores. Bjnhs e ate ao próximo :)


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