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História Um Príncipe Nada Convencional (Yaoi) - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Eu Só Estava Começando


Sora estava sentado no sofá e Juno estava deitado em seu colo escondendo o rosto de tamanha vergonha. Sua calça e cueca estavam na metade de suas coxas. Sora espremeu a pomada branca em seu dedo e em seguida passou no hematoma de Juno. O que poderia ser algo rápido e simples, Sora apenas estava brincando com Juno. Sabia que ele estava morrendo de vergonha e sorria com aquele comportamento. Juno possuía uma imagem inocente, o que o deixava excitado. De todas as relações que teve, talvez fosse a primeira vez que tivesse um virgem em suas mãos. Aquilo o deixava ansioso e empolgado.

Sora foi passando a pomada de forma lenta e acariciava as nádegas de Juno que estava com o rosto afundado no sofá. Aquilo era uma desculpa para tocar em seu corpo. Alisando carinhosamente e sem rapidez, Sora foi indo para o meio e abrindo lentamente as nádegas de Juno que apertava o bumbum, impedindo que Sora visse seu ânus. Sora foi passando os dedos vagarosamente até conseguir abrir a bunda de Juno. Conseguiu ver seu ânus depilado e bem apertado. Ele realmente não havia feito nada com Juno. Caso tivesse acontecido um sexo, o baixinho estaria com o ânus inchado e dolorido. É normal sentir dor na primeira vez, sem contar do pequeno sangramento que iria acontecer, mas nada grave ao ponto de causar preocupação. Sora foi aproximando o seu dedo polegar no ânus até que Juno se levantou rapidamente e vestiu a calça.

— Acho que já passou pomada demais.

— Eu só estava começando. — Sorriu maliciosamente. Juno se virou para ele.

— Eu preciso ir embora. Não posso ficar aqui por muito tempo.

— Pode sim, só basta querer.

— Você sempre tem as melhores respostas.

— Eu te acompanho até a porta. — Sora destrancou e Juno passou após calçar o par de tênis. — Tchau!

— Tchau! — E foi embora.

Sora trancou a porta e viu que estava excitado. Se sentou no sofá, abriu o zíper da calça e colocou para fora o seu membro. Se masturbou com os olhos fechados, imaginando um sexo com o baixinho. Após alguns minutos, sentiu o clímax vir. Jorrou o líquido branco e viscoso na mão esquerda para que não sujasse outro lugar. Respirou ofegante e por fim, foi tomar um banho.

Quando finalmente chegou em casa, Juno percebeu que a porta do apartamento estava destrancada, mas tinha certeza de que tinha deixado trancada. Ao entrar, avistou Kai carregar uma pequena caixa com alguns objetos.

— O que está fazendo aqui? — Perguntou com os braços cruzados e um rosto zangado.

— Eu vim pegar as minhas coisas.

— Como entrou aqui?

— Eu ainda tenho a cópia da chave, esqueceu? Inclusive, eu iria deixar debaixo do tapete, mas como você chegou, pode pegar. — Kai iria saindo até Juno ficar em sua frente, impedindo a passagem.

— Você não vai sair até eu saber o que está levando.

— Ah pelo amor de Deus! — Girou os olhos para cima impaciente. — O que pensa de mim? Que eu iria roubar alguma coisa sua ou sei lá o quê?

— Desde que você me traiu, eu não confio mais em você. Põe a caixa em cima da mesa e eu vou ver o que está levando.

Kai colocou a caixa na mesa de vidro e puxou uma cadeira se sentando à mesa ficando de frente para Juno. Ele olhava atentamente os objetos que traziam certas lembranças o fazendo chorar. Kai era frio e não se importava com os momentos. Juno viu um retrato com uma foto dos dois em um casamento e sorriu, lembrando.

— Se lembra disso? Nós tiramos essa foto naquela cabine que tira fotos polaroide. Não conseguimos fazer poses a tempo e ficamos com os rostos estranhos. — Ele deu um riso, mas estava profundamente triste. Olhou um urso de pelúcia com um coração costurado nas patas e olhou para Kai. — Fred, o Urso do Amor. Lembra disso? Você me deu no Dia dos Namorados quando me levou naquele parque de diversões. Eu adoro parque de diversões! Você jogou tiro ao alvo e mesmo que estivesse sem paciência, ficou lá apenas para mostrar que conseguiria ganhar o prêmio.

— Juno... — Kai percebeu as lágrimas no rosto do ex e ficou triste também. Não sabia o que fazer diante da imensa culpa.

— Acho bom você levar tudo isso e fazer o que quiser. Eu não iria conseguir jogar tudo fora. — Colocou de volta os objetos na caixa. Kai se levantou e se aproximou dele.

— Me desculpe! Eu sei que o que eu fiz foi horrível e que vai ser difícil você esquecer. Eu fui covarde, você tem razão! Eu deveria ter resolvido com você os nossos problemas, mas eu não queria te apressar e acabei cometendo um erro.

— O problema não era nosso, Kai. — Secou o rosto com as mãos. — Era só seu. Pra mim, o relacionamento estava ótimo até você me dar motivos pra desconfiar. Eu acreditei em você. Confiei e você me apunhalou. Tem noção do quanto eu vou sofrer com isso? Que essa traição pode atrapalhar meus relacionamentos futuros? Como posso confiar em outras pessoas sabendo que a qualquer momento eu posso ser traído de novo? Você destruiu os meus sonhos da pior forma possível. Eu estou sofrendo e não vou fingir que não, mas não vai durar pra sempre. Uma hora eu vou esquecer de você, mas perdoar...eu já não sei.

— O que você fez ontem? Aconteceu alguma coisa, Juno? — Havia uma preocupação na voz de Kai. Já queria perguntar sobre isso há muito tempo, mas precisava de uma oportunidade. Juno não sabia se mentia, mas a mentira nunca foi o seu forte.

— Por sorte não! Mas eu conheci alguém...então... — Kai sentiu uma pontada no peito. Respirou fundo e pegou a caixa, mas ainda havia algo pra dizer. Encarou Juno que estava com a cabeça baixa.

— Não tente fazer nada do qual vai se arrepender. Espero que você fique bem e que...caso você fique com essa pessoa, que ele faça algo que eu não fiz. Que te respeite. Adeus, Juno!

Juno não disse nada. Kai fechou a porta e foi embora. Juno se sentou na cadeira e começou a chorar novamente.



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