História Um professor e tanto - Capítulo 19


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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Kagami Taiga, Kuroko Tetsuya
Tags Akakuro, Bastante Viadagem Rsrsr
Visualizações 386
Palavras 2.056
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulo dedicado a uma pessoinha muito especial para mim, pode entrar senhorita Why! Só que oh, espero que, apesar deste capítulo ser sad as fuck, tu fique mais animada e feliz ~ s2

Aviso:

— Sofrência;

Boa leitura!

~ Qualquer erro me avisem que eu arrumo! ~

Capítulo 19 - Não há nada que eu possa fazer por você.


— Saia — Nori murmurou, virando o rosto para o lado e suspirou —, saia de cima de mim, agora! — ditou, sem me tocar, sem sequer me olhar.

— Por quê? — perguntei, sem conseguir demonstrar o meu desconforto por estarmos em tal situação — Eu não sou bom o bastante para você também? — insisti e fiz menção de levantar.

— É por você ser bom o bastante que eu não quero fazer isto, Kuroko — segurou em meu pulso, impedindo-me de levantar — Eu não sou igual ao meu pai.

— Mas você é indeciso igual a ele — sussurrei e arqueei minhas costas, aproximando nossos rostos.

— E você mente para si mesmo, igual a ele também — falou ele, me soltando e fazendo sinal para que eu me levantasse — Dói? — questionou, sentando-se sobre a cama, assim que eu fiz o que ele mandou e dei um sorriso vazio.

— Eu não entendi.

— Eu perguntei se dói.

Eu abri e fechei a boca diversas vezes, mas eu não conseguia responder, minha voz havia se esvaído, meu corpo inteiro doía e, meus olhos passaram a arder de forma absurda. Passei as costas de minha mão em minha bochecha, constatando que eu realmente estava chorando, na frente do filho da pessoa que eu amava.

Deste jeito, exatamente deste jeito... É assim que você se sente, Akashi?

— Não dói... — falei com a voz falha, abaixei a cabeça e passei a encarar meus pés — Só é decepcionante — E, vergonhoso.

— Kuroko — ouvi Nori pronunciar meu nome e logo vi seus pés se aproximarem dos meus —, ninguém é digno de tanto sofrimento, nem você, nem ele.

Fechei os olhos e os apertei com força, ao sentir as mãos de Ito tocar minhas bochechas e erguer meu rosto.

— Eu... — abri apenas um olho e comprimi os meus lábios. Ele estava tão próximo, tão perto... Seu hálito era tão diferente — Acho que, você devia tentar esquecê-lo.

— Isto é impossível — abri os dois olhos e vi que ele me observava, seriamente.

— Me deixe te ajudar — falou tranquilo e sorriu, sem tirar suas mãos do meu rosto.

— Mas você não gosta de homens — retruquei, aproximando ainda mais nossos rostos — e não venha com o clichê de “mas eu não gosto de homens, eu gosto de você” — fiz sinal de aspas com os dedos e sorri de canto.

— Porra, Kuroko! — revirou os olhos — Me cortou antes mesmo de eu tentar ser brega o bastante para conseguir te beijar — Ele disse, arrancando uma risada minha.

— Você é um completo idiota, Nori-kun — falei o zoando e em um movimento rápido, toquei levemente meus lábios aos dele.

Sem ter noção do que estava fazendo e, finalmente conseguindo deixar de pensar no Akashi, iniciamos um beijo suave — já que Nori parecia hesitante —, mas que logo foi ficando cada vez mais intenso e quente.

Suas mãos que antes seguravam meu rosto, desceram para a barra da minha camiseta, como se estivesse se segurando para não erguê-la. Remexi-me, estranhando o fato de estar sendo tocado por alguém diferente, pela primeira vez.

Eu não vou conseguir definitivamente eu não vou conseguir.

— Nori-kun... — sussurrei entre o beijo e o interrompi, levando minhas mãos até suas costas e deitei minha cabeça em seu peito desnudo — Eu sinto muito.

[...]

— Eu já te expliquei — Nori falou alto e bateu com o punho fechado sobre a mesa atrás de mim —, para instalar este tipo de aplicativo você precisa baixar o apk, é de graça — disse em um tom engraçado, me fazendo rir.

— Mas eu não consigo encontrar o apk deste aplicativo! — A garota de cabelo rosa, que conversava com ele, puxou o celular da bolsa, que estava ao seu lado no banco, e apontou para um aplicativo qualquer na tela do mesmo — Olha!

Cocei meus olhos ao notar que ambos haviam percebido a minha curiosidade em seu assunto, e virei meu rosto, voltando a fuçar na comida — ruim — na bandeja a minha frente.

Desde ontem à noite, quando eu e Nori havíamos nos beijado a primeira vez e, eu o rejeitado, era como se eu estivesse sozinho naquele quarto enorme, nas termas, no refeitório, onde estamos almoçando agora, por todos os lados. Como se eu fosse literalmente um fantasma. Um fantasma com olheiras gigantes, por passar a noite toda chorando.

Não que ele tivesse passado a me ignorar, mas não era a mesma coisa.

Faltavam mais sei lá quantos dias para irmos embora e eu já estou querendo morrer... Sumir, me afundar na pia do banheiro, fugir a pé até onde eu conseguisse.

— Merda — falei para mim mesmo, em um tom alto, atraindo a atenção de Kagami e Oppai-chan, que estavam sentados na mesa ao lado. Finja que está tudo bem, finja que você está mais feliz que puta em dia de receber o pagamento!

— Aconteceu algo? — Kagami perguntou, levantando da onde estava e se sentou ao meu lado — Parece mais branco do que o costume.

— É apenas falta de vitamina D2 — falei firme e encolhi meus ombros, olhando para Erika, a qual acenou para mim — Não é melhor ir dar atenção para a sua namoradinha nova?

A risada de Kagami preencheu o ambiente, me assustando. Olhei para todos os lados e os outros alunos nos encaravam com cara de poucos amigos, enquanto Kagami estava praticamente chorando de tanto rir, com a minha pergunta.

— Namorada? Eu e a Erika? — falou tentando controlar a risada, sem êxito — Jamais Kuroko! — de um tapa forte no topo da minha cabeça, me deixando tonto.

— Hey, seu bosta! — reclamei desferindo um soco em sua barriga e ele se afastou, rindo e fazendo uma careta de dor — Isto doeu — esfreguei minha cabeça com as pontas dos meus dedos e abri um sorriso largo. Como eu senti falta deste tipo de interação com Kagami.

— Este soco também doeu — Ele respondeu focando o seu olhar em mim, aquele mesmo olhar de que sempre estaria ao meu lado, para me confortar. Não como namorado, ficante, amigo colorido ou algo do tipo, mas apenas como o meu melhor amigo.

— Me desculpe por todo aquele mal entendido na enfermaria a dois meses — Eu disse e abaixei meu olhar, me sentindo um completo babaca, por passar tanto tempo sem falar com ele, alimentando paranóias em minha mente.

— Eu nem me lembro de o que aconteceu naquele dia — Deu de ombros —, mas me desculpe por tudo o que eu te disse também.

— Então, você e a Erika-chan...?

— Claro que não! Foi apenas um mal entendido — sua voz era calma, mas me passava paz — e, como você me abandonou, nós iniciamos uma amizade, nada há mais — Cada vez mais, eu me sinto tão aliviado — Só que e sobre você e o Nori? Todos estão falando que vocês estão juntos.

Ao ouvir o seu nome ser pronunciado, novamente virei meu rosto em direção à mesa onde Nori estava sentado e, senti um tipo de pontada atravessar meu coração.

Akashi... Estava conversando com ele — já que parecia que a garota de cabelos rosa havia ido embora —.

As perguntas de Kagami continuavam sem fim, mas quem disse que eu consegui prestar atenção ou sequer ouvi-las? Se meus olhos e ouvidos apenas focavam em Seijuro, que estava de pé e com os braços cruzados, usando uma camisa normal e uma calça jeans escura, acompanhadas pelos óculos de armação vermelha qual eu tanto admirava.

Pensando bem, eu nunca mais terei uma oportunidade igual a esta... Oportunidade de poder conversar, ser sincero e tentar entender Akashi, mesmo que pela última vez.

Eu juro para mim mesmo, que esta é definitivamente a minha última tentativa de nos acertarmos!

— Mais cedo, entendeu? — Kagami terminou de falar, algo que eu sequer imagino o que seja e eu respirei fundo, assentindo com a cabeça — Nem iremos aproveitar nada, que merda! — bravejou enquanto eu sentia minha respiração ficar cada vez mais descompassada, conforme pai e filho conversavam e sorriam um para o outro.

Pela primeira vez, Akashi estava sorrindo sinceramente.

— Akashi-kun — gritei me colocando de pé e infelizmente derrubando o suco que estava ao lado da minha bandeja, em minha camiseta. Ah que se foda! —, nós podemos conversar? — Ele me olhou e franziu o cenho, sendo acompanhado por Nori que fez o mesmo, soltando uma risadinha. Olhando bem, eles são tão parecidos que chega a assustar!

— Sobre? — Akashi perguntou, descruzando os braços e colocou as mãos nos bolsos da calça. Dei uma olhada rápida para todos os lados e como sempre, todos os outros alunos nos olhavam, curiosos. Provável que eu ficasse constrangido em outros momentos, ou até sentisse vontade de sumir, mas é tão indiferente agora.

— Nós — respondi sincero e ele me lançou um olhar penetrante, e suspirou pesadamente.

— É claro — ditou algo, que eu não entendi, para Nori e fez sinal para que eu o seguisse para fora do refeitório.

— Kagami-kun, me desculpe — Não esperei que ele sequer abrisse a boca e saí correndo aos tropeços de atrás de Akashi.

 [...]

— Está um dia bonito hoje — Seijuro falou, se debruçando sobre a varanda da sacada de seu quarto, deixando que o vento balançasse seus fios vermelhos —, fazia tempo que eu não percebia o quanto o céu é belo — Me aproximei dele, nervoso — e tem a mesma cor de seu cabelo, Tetsuya.

— Akashi-kun... — Minha voz saiu baixa e falha, sendo acompanhada pelas lágrimas em meus olhos — Por que quanto mais eu quero te odiar, mais eu me apaixono por você?

— Era isto que tinha para conversar sobre nós?

— Por que você foge?

— Eu perguntei primeiro, Tetsuya — Puxou o maço de cigarros do bolso da calça e logo em seguida um cigarro, o acendendo.

— Sim, é — cheguei ainda mais perto e tirando coragem, sabe-se lá da onde, o agarrei por trás, enlaçando meus braços em volta de sua cintura, e afundei o meu rosto em suas costas.

— Não era você que havia desistido de mim, ontem? — perguntou irônico, assoprando a fumaça para o nada.

— Eu prefiro desistir de mim mesmo a realmente desistir de você — O apertei mais ainda, fazendo com que se afogasse com a fumaça, derrubando o cigarro.

— Tetsuya — virou-se dentro do meu abraço e colocou seus braços em volta do meu pescoço —, está na hora de dizermos adeus um para o outro.

Aumentei os olhos, deixando que mais e mais lágrimas transbordassem através de meus olhos.

— Akashi-kun...

— Não há nada que eu possa fazer por você — Me abraçou ainda mais forte, apoiando seu queixo no topo da minha cabeça —, já que esta viagem é o meu último momento ao teu lado.

— O quê? — aumentei os olhos e ergui meu rosto, forçando seu queixo para cima.

— Rude você, hein? — voltou a sorrir sincero, agora a milímetros de distância de mim — Eu pensei muito e, decidi que está na hora de tomar um rumo em minha vida — abaixou seu rosto e selou seus lábios aos meus. Até o fim, tão gélido e sem sentimentos.

— Comigo? — indaguei assim que ele se afastou e torceu o lábio, descontente.

— Você é tão inocente, sabia? E é por isto que eu te desejo um final feliz — Me soltou e agarrou em meus braços, fazendo com que eu o soltasse também —, recomece com alguém que goste de você, Kuroko — Ele me chamou de Kuroko? — Porque daqui a seis meses eu estarei tendo a minha oportunidade de recomeçar e, eu irei embora da escola.

— Eu não estou entendendo — Minha cabeça dói tanto! Meu peito parece que vai explodir — Seijuro, como assim...? — O olhei com dificuldade, devido aos meus olhos estarem embaçados por causa das lágrimas.

— Sagiri está grávida, isto não é incrível?

 Finalmente chegou o momento em que eu te deixo ir, Akashi? 


Notas Finais


Podem me matar, eu deixo e quero 8D

Até o próximo meus dengos!


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