História Um quase... herói. - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Visualizações 6
Palavras 3.807
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Policial, Shonen-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa fic é muito flop, mas ok kkkk

Capítulo 8 - 8- Confesse, antes que eu confesse por você.


Fanfic / Fanfiction Um quase... herói. - Capítulo 8 - 8- Confesse, antes que eu confesse por você.

Yoongi On:

Eu estava em desespero, não sabia o que fazer. Tinha medo de Hoseok não conseguir ficar vivo. Já fazia horas que ele estava na sala de cirurgia, mas nenhum sinal do moreno.

Entro no hospital novamente, em busca de mais notícias, logo no quarto onde meu irmão e Seokjin estavam, podendo perceber o tanto de afeto que Namjoon havia criado pelo mais velho.

Namjoon o acariciava os fios, de maneira carinhosa.

Suspirei e fixei meus olhos em Jeon. Ele dormia, agora mais tranquilo. Tirei o celular do bolso, lembrando que não havia dado notícia alguma para Jimin ou Taehyung. Disquei rapidamente o número de Jimin, o de cabelos ruivos, e ele atendeu de prontidão, me deixando mais aliviado.

       “JM – Alô?”

        SG – Oi, Minie.

       “JM – Yoongi” – Falou meio surpreso – “Tae, o Yoon tá no telefone!” – Gritou para o mais novo, me fazendo dar uma risada mínima.

       “TH – Oi, Min, alguma notícia?” – Questionou preocupado.

        SG – Sim, de fato – O escuto dar um suspiro aliviado – Achamos o Jeon, ele tá aqui do meu lado, no hospital de Seul.

       “JM – Hospital de Seul?!” – Quase berrou, me fazendo afastar o telefone do ouvido – “O que aconteceu, Min?”

        SG – Relaxa, Jimin, o Jeon tá bem. Tá só meio cansado e traumatizado, mas fora isso, vai ficar tudo certo.

       “TH – Por um momento pensei que iria desmaiar” – Riu sem graça – “Agradecemos a ajuda, Yoongi, de verdade. Posso afirmar que você é o único policial que eu confio.”

         SG – Eu que agradeço. Se não tivessem ido à delegacia, eu não teria feito o resgate do meu irmão. Mas por outro lado... – Suspirei, tentando não tocar no assunto de Hoseok.

        “TH – Tá tudo certo?”

          SG – Tá sim, só preciso desligar agora – Tentei levar um tom mais animado, para não o preocupar – Tchau.

        “JM – Tchau, Yoonie.” – Jimin diz fofo e eles desligam o telefone.

Quando o guardo, olho para a maca e vejo Jeon acordado, me observando. Ele parecia olhar para dentro de mim, não só nos meus olhos. Senti um arrepio me percorrer.

         JK – Eu não consigo me lembrar de nada – Tinha a voz fria, como se estivesse com o sentimento de culpa – Por algum motivo eu sinto que eu errei. Errei por ter saído da faculdade mais tarde, por causa de uma maldita festa entre amigos.

        SG – A culpa não é sua – Segurei em suas mãos – Aquele cara é doente.

         JK – O Jimin tá mal – Abaixou a cabeça – Me desculpa, Yoongi.

       SG – Tá tudo bem, Jungkook – Lhe dei um sorriso reconfortante – Estamos aqui, e seja qual for o seu trauma, nós vamos cuidar de você.

       JK – Obrigado – Deixou uma lágrima escorrer e sorriu com muito esforço – Eles tão bem, Yoon?

      SG – O Hoseok não saiu da sala de cirurgia ainda. – Não consegui evitar o tom triste de minha voz.

      JK – Caramba – Alisou minha mão – Vai ficar tudo bem.

      SG – Eu tenho esperanças. Ele me ensinou a ter mais esperanças. – Sorrio mínimo ao lembrar de suas palavras otimistas, mesmo que ignorantes às vezes.

      JK – Vocês são tão diferentes, mas combinam tanto. Como isso aconteceu?

      SG – Eu não sei explicar, é algo estranho – Ele ri – Mas por algum motivo rolou um choque de conexão entre a gente, quando eu segurei no pulso dele pela primeira vez. E isso começou a acontecer com frequência, cada vez que eu encostava nele ou algo do tipo.

       JK – Uau. – Sorriu.

          ? – Senhor Min? – Um médico entra, chamando minha atenção.

      SG – Sim, eu. – Aproximei-me do mais velho.

         ? – O paciente Jung Hoseok já foi encaminhado a um quarto único, seu estado não é crítico, mas ele já se encontra sem a bala.

      SG – S-sim, certo, obrigado. – Disse com um certo desespero. Mas esperava a hora de ver Hoseok e abraça-lo.

Quando ele se retira, corro a procura do quarto de Hoseok, rapidamente o achando e podendo o ver em um estado que nunca pensei que o viria.

E achar que eu o odiava.

Ele quase morreu para salvar o meu irmão.

Me aproximo em passos lentos e pesados dele, vendo seu rosto tão inocente, tão... pálido, sem vida. Meu peito doeu. Segurei em suas mãos, respirando fundo para não chorar ou berrar de angustia por vê-lo daquela forma horrível.

      JH – Hum? – Ele resmunga em um fio de voz, como se não tivesse forças para falar – Yoongi... – Sussurrou.

     SG – Eu estou aqui. – Apertei sua mão, a alisando hora ou outra.

     JH – Meu irmão.... ele... – Estava tão fraco.

    SG – Sim, aquele da foto. O que foi? – Ele deixa uma lágrima escorrer.

Senti meu coração se quebrar.

     JH – Eu não o achei, Yoon. – Choramingou, não se importando com as lágrimas que escorriam de seus olhos.

    SG – Oh, Hoseok. – Fui cauteloso ao meu tom de voz e o abracei com cuidado por conta dos tubos de respiração. 

     JH – Eu tive esperanças de encontra-lo lá – Retribuiu meu abraço com apenas uma das mãos – Mas aquele maldito deve o ter posto um fim. Eu não acredito nisso, eu não consigo. – Chorou mais, e pude ter certeza que meu peito ardia como nunca antes.

     SG – Vai ficar tudo bem, você vai achar ele. Pode ser que ele tenha conseguido fugir, hum?

      JH – E-eu não sei, não consigo mais ter esperanças – Suspirou pesado, tentando me afastar um pouco. Nos separei do abraço – Faz anos que o procuro.

     SG – Você vai acha-lo, eu vou te ajudar – Alisei seu rosto e beijei de maneira rápida seus lábios – Confia em mim, vamos acha-lo.

     JH – Obrigado, Yoongi, de verdade. – Alisou minha mão com uma das suas.

    SG – Não precisa agradecer, faço isso porque te amo. – Ele sorri com a minha fala.

Narradora On:

Já era noite e Yoongi estava se esforçando ao máximo para não dormir. Prometeu a si mesmo que não iria tirar os olhos de Hoseok, e confessava para si mesmo que tinha medo do maldito que fugiu adentrar de repente aquele quarto.

Namjoon abre a porta com lentidão, andando até o Min e tocando seu ombro, o fazendo dar um mínimo pulo pelo susto.

      NJ – Vá dormir, é melhor. – Disse com a voz calma.

     SG – Não, obrigado – Recusou – Como o Jin está?

      NJ – Bem, ele é forte – Sorriu ao nome citado – Me advertiu a não se preocupar, pois não era de porcelana para ser cuidado e vigiado a todo tempo. Explicou-me que ferimentos como aquele só o deixavam mais terminado a achar Seul-Ki.

     SG – Nossa – Namjoon ri – Bem, acho melhor você dormir, vou ficar por aqui.

     NJ – Tente dormir também, nada vai acontecer – Fala um pouco brincalhão – Não precisa de paranoia.

     SG – Eu vou tentar – Apertaram as mãos – Boa noite, chefe.

     NJ – Boa noite, Min. – Sorriu e se retirou.

Passou mais um tempo acordado, antes de se ajeitar na poltrona branca do quarto, logo adormecendo.

{...}

Yoongi acorda em um sobressalto, assustado e ofegante pelo pesadelo que teve, onde Seul-Ki invadia o quarto no meio da madrugada e assassinava Hoseok a facadas.

Foi uma cena horrível e Yoongi não tinha estômago para aquilo.

Hoseok o observava, sorrindo meio preocupado.

     JH – Tá tudo bem? – Riu baixo – Parece que viu um fantasma. – Ele ainda tinha a voz fraca, a boca quase da cor da pele.

     SG – Sim, claro – Suspirou e respirou fundo – Foi só um pesadelo.

     JH – Então senta aqui e me conta. – Falou fofo e deu batidinhas, com um pouco de dificuldade, no espaço ao seu lado, na maca.

Yoongi foi até ele, meio feliz, e sentou ao seu lado, segurando suas mãos grandes e veiúdas.

    SG – Sonhei que Seul-Ki entrava aqui e te matava a facadas. – Suspirou.

     JH – Nossa, assim você me assusta, gatinho – Alisou seus cabelos, o que fez Yoongi se derreter por inteiro – Não precisa se preocupar, eu vou dar um jeito naquele cara.

    SG – Você já está bem mal, não o quero ver se arriscando novamente. – Hoseok riu.

     JH – O Hobi sabe o que tá fazendo, huh? – Fez carinho em sua bochecha, e Yoongi afundou o rosto na mão do mais novo.

    SG – Eu fiquei com falta de você.

    JH – Foi tão pouco tempo, como pôde sentir minha falta? – Riu.

    SG – Não sei. – Yoongi riu também.

Passaram um tempo conversando, até Namjoon entrar no quarto, de supetão.

     NJ – Yoongi, vamos conversar rapidinho.

    SG – Oh, certo – Selou a bochecha de Hoseok – Eu volto já, tá? – O moreno assente.

     NJ – Vamos. – Andaram para fora do quarto, até a frente do hospital.

    SG – O que foi? – Perguntou já no lado de fora.

     NJ – Olha, talvez você não vá acreditar, mas...

    SG – Quer me matar de ansiedade? Fala, cara.

    NJ – Provavelmente o Hoseok é o assassino, o que está realmente por trás disso tudo. – Falou de vez.

    SG – Porra, que Sherlock Holmes, hem? – Debochou – E agora me explica, como chegou nessa conclusão estúpida?

    NJ – Eu sabia que você não ia compreender – Suspirou – Olha, esse tal Seul-Ki, tecnicamente, nem existi, e é apenas Hoseok enganando todo mundo, com uma máscara. Já parou para observar que o tal Seul-Ki e o Hoseok nunca aparecem no mesmo lugar, ao mesmo tempo? É sempre o Hoseok.

    SG – Você só pode tá brincando – Riu nervoso – Namjoon, isso é ridículo. Tem que ser persuasivo e desumano demais para isso, e posso afirmar que aquele garoto de vinte e poucos anos naquela maca, sofrendo por ter perdido o irmão não é desumano.

      NJ – Abre os olhos, Min, o Hoseok nunca foi confiável. – Alterou-se um pouco. O maior estava convicto de sua certeza.

     SG – Isso é inaceitável para mim – Respirou fundo – Me dá mais motivos, e convincentes, porque isso é muito ridículo.

     NJ – Talvez o motivo de Hoseok ter fugido da própria família que matou? Fugiu para não ser pego pela polícia, por ser uma criança psicopata que matou os pais e o irmão?

     SG – Psicopatas não amam, e o Hoseok me ama.

     NJ – Ama mesmo? – Questionou em um tom irônico.

Agora Yoongi estava com dúvidas.

     SG – C-caralho, Namjoon, já deu – Tentou despistar a confusão de sua cabeça – Eu me recuso a acreditar numa besteira dessas.

     NJ – Tanto faz, mas espero que faça seu trabalho e separe o pessoal do profissional, e pense nisto, pois se você não chegar a uma decisão, eu mesmo irei prendê-lo. – Yoongi não respondeu mais nada. Namjoon se foi deixando o Min sozinho sem reação.

Respirou fundo, começando a andar rumo ao hotel que Namjoon havia pagado para ambos passarem as noites, quase não se importando por ter falado que voltaria ao quarto de Hoseok, mas não voltou.

Depois de muito andar, chegou ao local, seguindo para o quarto que dividia com o “amigo” e se jogando no sofá, com as paranoias de sua mente indo e vindo com tudo. Não sabia o que pensar, talvez Namjoon tivesse razão, talvez não, não tinha como saber realmente.

Começou a pensar...

E se fosse verdade?

Estava mesmo apaixonado por um psicopata?

Não, não podia ser.

Apertava a almofada do sofá com força, pensando e não pensando, odiando-o e ao mesmo tempo não. E se estivesse sendo enganado, e se ele tivesse brincando com os seus sentimentos?

O que poderia fazer?

Respirou fundo, tentando e não tentando aceitar ao que parecia ser real. Mas e se não fosse real? Estaria cometendo o maior erro de sua vida?

Resolveu aceitar de vez, vendo no que daria. Ao que tudo indicava aqui era um fato, e Yoongi estava apenas sendo enganado. Já foi enganado por muitos, então pensou que não seria de novo.

Mas estava cometendo um erro enorme.

E não sabia.

Seguiu para o banheiro, precisava de um banho, para talvez esfriar a cabeça e aquietar o juízo.

Passou-se um tempo e ele se encontrava sentado na sala, com o celular na mão, com um medo enorme de fazer o que iria fazer neste momento. Discou o número de Namjoon, talvez sabendo que se arrependeria no futuro, vendo assim o mais velho logo atender.

     “NJ – Vejo que resolveu compreender.”

      SG – Eu não disse nada ainda – Foi rude – Eu... pensei sobre e... vou investigar mais sobre ele. Não posso te prometer nada, pois ainda não consegui engolir o fato de que o cara que eu gosto supostamente é um psicopata. – Continuou, seco.

      “NJ – Que bom que resolveu me escutar.”

       SG – Já disse que não o estou prometendo nada – Estava com raiva, realmente – Apenas me escute bem – Respirou fundo – Eu espero que nada disso seja apenas algo ridículo da sua cabeça, porque eu realmente não quero perder o Hoseok – Parou um pouco – Mas se toda essa maluquice for certa, depois que ele estiver na cadeia, eu quero que você me demita.

      “NJ – C-como assim, Min?”

       SG – Não questione, apenas o faça – Suspirou pesado – Adeus.

Yoongi desligou o celular e jogou-o para longe, bagunçando seus cabelos com desespero. Não tinha noção do que estava fazendo, e não sabia se era certo ou não. Quando Hoseok descobrisse, como será que ficaria.

Revelaria tudo, com deboche ou...

Ou odiaria Yoongi para sempre e eles acabariam tudo?

Realmente não sabia.

Mas não saberia se não tentasse descobrir.

Respirou fundo e pegou sua carteira e seu celular da mesinha de centro, pronto para voltar ao hospital, mesmo que não estivesse com cabeça para aquilo. Falou a Hoseok que voltaria, então ele voltaria.

Pegou por último as chaves e se foi trancando a porta e rumando ao hospital. Quando chegou, andou com passos pesados até o quarto do maior, entrando em silencio, de cabeça baixa.

       JH – Oi – Cumprimentou feliz, já menos mal, fazendo Yoongi se assustar – Você demorou.

       SG – Eu... passei no hotel para tomar banho – Contou frio – T-tá tudo bem? – Perguntou desconfortável.

        JH – Sim, está. O doutor me falou que eu vou ter que fazer só um Raio-x depois, para ver se aconteceu algo com meus ossos ou não. Mas fora isso tudo de boa. E você?

      SG – Eu... ‘tô de boa também. – Mentiu, sorrindo falso.

      JH – Certo – Falou meio desconfiado e limpou a garganta, chamando a atenção de Yoongi novamente – Você já comeu algo?

      SG – Não, mas... eu não estou com fome.

      JH – Não é possível isto, vai comer, Yoon. – Pediu em um tom brincalhão.

      SG – Olha, Hoseok, eu não estou com fome nem nada, então por favor só... só me deixa. – Hoseok estremeceu, assustado.

      JH – T-tá... perdão. – Virou o rosto para a parede e suspirou.

Semanas depois...

Já fazia semanas que Seul-Ki nem dava um sinal e Hoseok tentava cada vez mais aproximar-se de Yoongi, saber sobre Yoongi, tudo porque o amava.

Mas Yoongi pensava o contrário.

Maldito seja Namjoon por ter feito a cabeça do loiro.

Descobriu tudo de Hoseok, para poder aprofundar a investigação. E o moreno estava estranhando Yoongi estar se afastando tanto de si. Não se falavam direito, nem beijos e nem abraços nem nada.

Hoseok havia descoberto também que Taehyung era, na verdade, o seu irmão perdido, depois de tantos anos. Chorou horrores, admito:

                                  Flashback On:

          JH – Eu... não acredito nisso. – Falou finalmente depois de Taehyung o explicar tudo, sendo que o mesmo também já suspeitava de Hoseok ser o seu irmão perdido.

          TH – Na última vez que te vi, na delegacia, eu entrei em choque. Você era tão semelhante a ele que... a primeira coisa que pensei foi: “É ele, só pode ser ele”. No começo eu não quis acreditar muito na minha intuição, mas meus sentidos sempre insistiam em voltar a você, meus pensamentos sempre voltavam a você. – Hoseok só sabia chorar, estático, com a mão na boca.

           JH – Meu Deus – Bagunçou os cabelos – E eu te procurando esse tempo todo, para saber que você estava debaixo do meu nariz. – Eles riem fraco.

          TH – Você quer um abraço? – Perguntou envergonhado.

Com tantos anos passados, a intimidade tinha ido embora.

           JH – Uhum – Ele assente um pouco freneticamente – Sim, eu quero. – Se levantou com um pouco de pressa e o abraçou com força, arrancando uma risada surpresa de Taehyung.

           TH – Pronto, tudo bem – Alisou sua nuca, deixando uma leve lágrima escapar – Você sempre foi o mais velho, mas eu sempre fui o que cuidava de você, porque você era o mais chorão. – Hoseok riu fraco.

            JH – Eu senti a sua falta. – Apertou-o mais.

           TH – É bom que esteja de volta – Afastou o irmão e segurou em seu rosto – Eu não gostava muito daquele seu disfarce de vilão e essas coisas – Hoseok abaixou o olhar – Não combinava com o seu jeito doce e bondoso de ser.

           JH – Eu nunca fui doce. – Negou.

          TH – Sempre foi – Persistiu – Só você que nunca viu. – Alisou sua bochecha e beijou sua testa, o abraçando novamente.

                                   Flashback Off:

Com o pouco tempo que passou com Taehyung, puderam se lembrar da infância, e do dia em que o desastre aconteceu.

                                    Flashback On:

               ? – Vou te buscar mais tarde, como sempre, ok? – O pequeno Hoseok assente.

           TH – Hope! – Gritou o pequeno Taehyung, correndo até o irmão e pulando em seus braços, sendo girado no ar.

            JH – Tae – Riu – Tenho que ir a aula. – Colocou o irmão no chão.

           TH – Fica comigo hoje – Pediu com um biquinho nos lábios – Eu ‘tô com um pressentimento ruim, Hoseokie. – Puxou freneticamente a manga do casaco de Hoseok.

            JH – Bobagem, Tae-Tae – Ajeitou um fio solto do cabelo de irmão – Volto cedo hoje, tá? – Beijou sua bochecha – Tchau, maninho, tchau mãe e pai. – Despediu-se rapidamente ao ver o ônibus se aproximar da calçada.

Correu para o lado de fora e entrou rapidamente no ônibus, vendo seu irmão do lado de fora, com um guarda chuva em mãos, pois chovia, acenando para si. Suspirou e sorriu, dando tchau para ele também.

O ônibus sai finalmente.

Taehyung volta para dentro de casa e se senta ao chão com as perninhas esticadas, brincando com seu carrinho verde.

              ? – Está triste, querido? – O pai dele se aproxima.

           TH – Queria o Hobi aqui. – Fez um bico, focado em seu brinquedo.

               ? – Mas o Hobi precisa estudar. Quando ele chegar vocês brincam bastante, deixo até dormirem um pouco mais tarde. – Taehyung levanta o olhar, esperançoso e ansioso.

          TH – Mesmo, mesmo? – Se levantou dando pulinhos.

             ? – Mesmo, mesmo. – Assentiu e sorriu.

Bagunçou os cabelos do filho e se foi rumando para a cozinha.

Era três da tarde e Taehyung tirava um leve cochilo, como de costume. Despertou no susto por uma barulheira vinda da sala. Levantou lentamente da cama e começou a andar em passos lentos, com o seu lençol preferido nos braços.

         TH – Mãe – Perguntou, sem ser respondido – Pai? – Estava meio choroso, por não escutar a voz de ninguém.

Abriu a porta do corredor e quando viu a sala, derrubou seu lençol no chão, assustado com a cena de seus pais mortos, com marcas de facada por todo o corpo. O pedaço de pano macio caiu em cima de uma poça pequena de sangue, sujando-o.

Deu um passo para trás, batendo as costas no corpo de alguém.

Se virou para trás, assustado, dando de cara com Seul-Ki. O homem começou a se aproximar de forma maligna, mas Taehyung foi mais rápido e correu.

O menino viu seu cachorrinho comendo na cozinha então alertou-o.

        TH – Tannie, corre! – Gritou e o cachorro, alerta como era, correu para a porta dos fundos junto com o dono.

Ultrapassaram a mesma e rumaram para floresta mais próxima. Taehyung olhou para trás e se assustou mais ainda, por ver o louco correr atrás de si com uma cara extremamente assustadora, principalmente para uma criança tão pequena. Mas mesmo assim Taehyung era astucioso.

       TH – Para esquerda, Tannie, vai. – Mandou e o animalzinho foi. Taehyung seguiu para o lado oposto.

Tentou confundir Seul-Ki e funcionou.

Escondeu-se atrás de uma árvore grande e velha, encostando suas costas lá e escorregando lentamente, logo abraçando as pernas e prendendo um pouco a respiração.

Não escutou mais nada e os passos foram ficando mais distantes. Respirou fundo e soltou o ar, apertando mais as pernas. Passos pequenos se aproximaram de si e se assustou, mas era apenas Yeotan.

O minúsculo cachorrinho subiu em cima do moreno e se deitou, esfregando a cabecinha em sua mão, para lhe passar conforto.

Taehyung chorou:

        TH – O que eu vou fazer agora, Tannie? – Fungou – E o Hope? – O cachorro comprimiu os olhos e lambeu as costas de sua mão, aconchegando-se ao corpo do dono – Vamos dar um jeito – Fungou novamente – Eu vou te proteger, Tannie. E logo, logo o Hope vai encontrar a gente, aí nossa família vai estar junta de novo. – Fechou um pouco os olhos, tentando manter as esperanças.

Já era quase cinco da tarde e Hoseok voltava no ônibus, do colégio. O grande veículo amarelo para na calçada e Hoseok desce, despedindo-se dos amigos.

Foi saltitante até a porta e a abriu, vendo a cena mais horripilante e assustadora de sua vida. Com os olhos cheios de lágrimas, foi andando devagar pelo chão sujo de sangue, procurando por Taehyung.

         JH – Tae? – Chamou já chorando.

Chegou à porta do corredor e viu o lençol de Taehyung sujo de sangue, no chão. Caiu de joelhos e pegou o pedaço de pano.

         JH – Não, por favor não. – Abraçou o lençol e chorou.

Ao longe viu o telefone fixo. Andou até lá e discou o número da polícia. Eles logo atenderam.

          JH – Oi? – O guarda responde – Eu... queria relatar um assassinato que aconteceu aqui em uma casa na frente da minha – Mentiu choroso – Uma família foi assassinada. Isso, exatamente. A rua? – Tentou se lembrar – A rua é...

Com alguns minutos depois, Hoseok já escutava a sirene da polícia tocar. Ajeitou a mochila que tinha preparada nas costas e saiu pela porta dos fundos, correndo para a rodoviária mais próxima, pegando um ônibus qualquer com a passagem que comprou com o dinheiro restante dos pais, agora, mortos.

O mesmo foi a Seul, assim virando uma criança de rua por lá. Bem, pelo menos até crescer mais e virar o ladrão que é, ou era.

                                Flashback Off:

Yoongi tinha proposto algo para Hoseok. Eles sairiam hoje, para um lugar que só o loiro sabia onde era.

Agora eles estavam subindo na parte de cima de um prédio. Quando chegam, Hoseok sorri com a vista lá de cima. Era bem bonito, realmente.

         JH – É lindo.

         SG – Uhum. – Foi apenas o que disse, se encostando no parapeito.

         JH – Ei, se anima. Você planejou isso tudo – Yoongi ignorou-o. Hoseok limpou a garganta e o loiro se voltou a si – Eu não sei o que tá acontecendo.

        SG – Em que sentido?

         JH – Eu sei lá... a gente talvez – Suspirou – Você tá tão... afastado.

        SG – É só uma fase minha, provavelmente passa. – Mentiu, respirando fundo.

        JH – Eu entendo. – Se calaram novamente.

Então lembrou do que Namjoon tinha falado no dia anterior:

“Confesse a ele, antes que eu confesse por você.” – Foi o que o maior falou, pois Yoongi estava com medo de contar a Hoseok seus planos.

Escutou a sirene lá debaixo do prédio. Suspirou e se aproximou de Hoseok, segurando em sua mão. O maior se assustou e olhou para o menor.

       SG – Eu quero te contar algo.

       JH – Claro, pode falar. – Virou-se a ele.

      SG – Hoseok, eu... – Olhou para a escada – Eu...

Continua...


Notas Finais


Suspense, é noix


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