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História Um reino quase perfeito (EM EDIÇÃO) - Capítulo 4


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Notas do Autor


Olá meus queridos leitoras. Perdoem a demora ao postar. Estive muito ocupado esses dias e quando pensei que teria uma folga não tive. Alguns problemas pessoais me consumiram, mas estou aqui com um capítulo gigante e mudado.
Agora, sem mais demora...
Boa leitura gente!

Capítulo 4 - Capítulo IV: Mudança de vida


Fanfic / Fanfiction Um reino quase perfeito (EM EDIÇÃO) - Capítulo 4 - Capítulo IV: Mudança de vida

Cap.4 Mudança de vida

A multidão de pessoas andavam animadas no, principal e maior, shopping de Konoha, todas com distintos diferentes: entrando em lojas, conversando na imensa praça de alimentação, rindo alto, comprando ingressos para o cinema, enfim aproveitando os prazeres consumistas.

Tão entretidas com suas vidas e afazeres que nem conseguiram perceber a moça de beleza exótica que estava lá no meio.

Sakura Haruno andava naquela multidão, como sempre, sem ser percebida. Ela nunca foi popular, ninguém nunca a percebeu, então andar em um local lotado sem receber olhares era normal.

Mesmo com longos e volumosos cabelos rosados, com os traços, extremamente, femininos e delicados, a pele branca e sem marcas, nem mesmo um único sinal, ela se sentia invisível, uma flor do jardim que não cheirava ou fedia, mas, depois de muito tempo assim, se acostumou e gostou, era tímida demais para querer ser o centro das atenções. Provavelmemte, por isso que gostava de sua invisibilidade.

Sakura não era muito de sair, preferia ficar em casa, com todo o conforto de seu quarto, onde não tinha contato com pessoas, além de quem a visitava, que eram muito poucos, porém havia sido arrastada para as compras por sua melhor amiga, Ino Yamanaka, coisa que acontecia raramente, quando ela precisava de animar um pouco.

A simpática Ino era sua amiga mais próxima, uma das poucas que, realmente, podia considerar. Se conheciam desde pequenas, os pais eram amigos, estudaram juntas todos os anos do colégio e moravam não muito distante uma da outra, pela convivência viraram amigas, mesmo sendo o completo oposto.

Enquanto Ino era adorada, popular, animada, falante e cheia de atitude, Sakura não passava de uma garota invisível, irrelevante, tímida, introvertida e sem muita coragem. Não dava para imaginar como se davam tão bem? Às vezes a Haruno achava que a loira deveria ter pena dela.

Sakura se achava digna de pena, principalmente, naquele momento. Estava, completamente, deprimida e frustada com a vida nos últimos dias.

Séria uma decepção amorosa? Não, nem vida amorosa ela tinha e também não sentia falta.

Alguma coisa que os pais lhe negaram? Nunca, era obediente demais para pedir algo que soubesse que séria negado.

Talvez algo que aconteceu com seus amigos? Também não, quase não tinha amigos e nem se preocupava tanto com eles.

Então o que era para fazer uma jovem como Sakura ser digna de pena? Óbvio: não passar na faculdade dos sonhos!

A Haruno nunca teve ambições na vida. Era a princesa de um clã, com um pai nobre, tinha uma família rica, já que sua mãe era dona de uma grande bufê, assim Sakura, talvez, não precisasse pensar num futuro distante quando criança, mesmo que o título de seu pai não passasse para ela, ainda teria, certa, estabilidade. Porém ela tinha um sonho: passar na faculdade de medicina.

Não haviam médicos na família Haruno, dessa forma não tiverá um incentivo próximo, mas ela teve uma inspiração ainda nova, que a fez mudar sua mente de criança.

Aos 7 anos ela teve uma infeção na garganta, foi algo que abalou sua saúde, com direito a febres altas e noites sem dormir, um incômodo para uma criança. Seus pais a levaram para o melhor hospital da cidade, dirigido pela famosa médica Tsunade Senju e para a alegria da menina foi atendida pela própria, depois disso sempre foi o seu desejo se formar em medicina para poder ser como ela, a sua maior inspiração.

Entrar na Universidade de Konoha para cursar medicina não era fácil, se tratava de uma das mais conceituadas do mundo e não deveria ser bom em matérias específicas para a seleção, o aluno deveria ser bastante habilidoso de linguagens a exatas.

Sakura sempre teve facilidade com biológia, literatura, filósofia e química orgânica, era regular nas outras, contudo possuía grande dificuldades em exatas, especificamente, trigonometria e álgebra e, apesar, de no período do curso não cobrar essas matérias, para passar era necessário.

Quando terminou o ensino médio tentou a primeira vez, acabou não passando, além das exatas, não foi muito bem na redação, mas tudo bem, é comum não conseguir de primeira.

No meio do ano, na outra seleção, tentou novamente, depois de muito estudo de redação, entretanto não conseguiu a nota necessária, ainda faltava alguns pontos, pontos esses que ela ia conseguir na próxima oportunidade.

Então, mais uma vez, ela se preparou para a prova, estudou tudo que necessitava, quase não saiu do quarto, via com raridade os poucos amigos que possuía, sua vida foi voltada para aquela prova, dessa vez ela iría conseguir, já tinha tirado todas suas dúvidas e virava noites estudando. Tinha tudo para passar, só que o seu único problema foi o medo na hora da prova, o medo de não conseguir.

Ela esperou ansiosa pelo resultado depois da avaliação, a carta que a faculdade enviava dizendo se teria sido aprovada ou não, o pedaço de papel, que na sua mente, que podia mudar sua vida. Só que quando ele chegou em suas mãos, ela desejou que nunca tivesse aparecido.

Lá estava escrito, num tom educado, que ela não havia conseguido a aprovação e que não desistisse, além de muitas outras coisas, repetitivas, que estavam nas suas outras cartas e também deveriam estar nos daqueles como ela.

Foram apenas poucas palavras, mas o suficiente para a destruir. Foi uma semana em seu quarto, procurando algum erro na prova que pudesse anular questões, chorando na sua cama, se sentindo uma inútil, fracassada e que não ia conseguir passar nunca.

Depois desse período depressivo, a rosada começou a se organizar para começar os estudos, toda aquela cansativa rotina novamente, dessa vez ela tinha que conseguir, ou sua vida perderia o objetivo.

Já ia voltar aos estudos exagerados, quando a sua mãe chamou Ino, a única que poderia tirar do quarto, para ajudar a Sakura a relaxar e dá um pouco de alegria nesses dias.

Dessa forma estavam as duas no shopping, andando em lojas, comprando coisas, conversando, tudo no intuído de ajudá-la. Não que Sakura estivesse com vontade de conversar, mas pior séria negar

- Cada dia que passa as roupas vão ficando mais caras- Ino comentou- Meu pai vai me matar por causa dos preços dessas blusas

- Então as devolva, porquinha- Sakura sorriu- Seja econômica como eu.

-Econômica? Sakura, você viu aquelas blusas me chamando, o decote delas valoriza meus peitos- falou de jeito malicioso- E você quando vai encurtar suas saias?

- Não quero andar igual a uma prostituta, Ino- brincou, eram amigas o suficiente para aquilo não passar de uma brincadeira

- É por isso que não arruma um namorado. Você é linda, mas não expõe essa beleza para o mundo!

- Vou fingir que acredito, Ino- revirou os olhos e cruzou os braços

A verdade era que a rosada não se tão achava bonita, não em comparação as outras garotas que conhecia de peitos grandes e bundas empinadas, com seus cabelos enormes e bem hidratados, com seus sorrisos perfeitos e olhos sedutores. Ela não era assim, não no seu ponto de vista, e nem se importava, tirando o fato de não ter passado em medicina, o resto da sua vida estava muito boa para querer um namorado ou ser o centro das atenções.

- Mas mudando de assunto- a de olhos verdes pediu- Vamos embora?

- Já? Sakura vinhemos na hora do almoço!- fez um bico

- Está quase na hora da janta, e o shopping feche em poucas horas

-Ah não, Sakurinha!- abraçou o braço da amiga- Só mais meia horinha!

- Ino, já compramos tudo que precisavamos, você mais que eu.

O que era verdade, nas horas que passaram lá, Sakura só tinha comprado uma sapatilha, um vestido soltinho e dois bichinhos de pelúcia para sua coleção, coisas que sempre compravam que não podia faltar. A loira ao seu lado, diferente dela, parecia está levando uma coisa de cada loja.

- Tudo bem, se quer tanto ir, te deixo em casa- falou pegando as chaves de seu carro

Outro fator que fazia a rosada andar com a amiga é que ela tinha um carro, sabia dirigir e usava com frequência, coisa um pouco comum na cidade, no qual a maioria das pessoas andavam a pé pelas ruas sem poluição, deixando carro só para momentos especiais, até mesmo a polícia usava cavalos enormes, o que atraía os turistas.

Não demorou para que as duas saíssem em direção a residência dos Haruno, e Sakura nem imaginava que, possivelmente, iría querer ficar naquele shopping mais umas horas do que voltar para casa...

(...)

-A RAINHA?!

O grito de Kizashi Haruno podia ser ouvido por toda a residência, ensurdecendo os que estavam presentes na sala de visitas, contudo ele tinha todo o direito de gritar, aquilo não podia ser real, só se fosse um sonho.

Desde que chegaram, há mais de meia hora, Deidara e Sasori tentavam explicar toda a situação para o senhor e a senhora Haruno, que só no momento estavam começando a entender o que acontecia.

-Kizashi se acalme! Cuidado com sua pressão!- brigou a mulher, ainda desnorteada com tudo que havia escutado

-Senhor Haruno, não precisa desse tipo de reação, é bastante compreensivo sua filha ter sido escolhida pelo Rei, ela detem todos os atributos para ser a futura rainha consorte- afirmou Sasori, já cansado de ter que voltar naquela explicação

Apenas a palavra "Rainha" já os deixava tontos. Era tudo tão repentino que nem dava para raciocinar direiro. Do nada, absolutamente do nada, dois membros do Conselho Privado Real haviam chegado em sua casa, começado a falar muitas coisas sobre o Rei, a linha de sucessão da Coroa, uma seleção secreta que estava havendo há semanas, fichas de moças com pré-requisitos e a genealogia dos Haruno, até que, como mísseis surpresas, disseram que Sakura Haruno, sua filha única, havia sido escolhida, entre inúmeras moças, para ser a esposa do Rei de Konoha, ou seja, a Rainha.

- Os senhores querem dizer que a Sakura, nossa Sakura, foi escolhida pelo próprio Rei para ser a esposa dele?- Mebuki indagou tentando compreender

- Sim, senhora Haruno- Deidara, que até se divertia um pouco com a cara deles, respondeu- Sakura está qualificada em todos os requesitos para ser a nossa rainha.

- Minha filha vai ser rainha!- Kizashi estava se segurando pela emoção, queria gritar- Quanta honra!- fez uma reverência com a cabeça para os dois

- Que bom que acha isso, senhor!

Finalmente, eles haviam entendido, provavelmente, porquê conseguiram se acalmar e assimilaram as palavras, ou, simplesmente, por perceberem que não estavam em um sonho. Se Sasori e Deidara não estivessem em suas frentes, sentados, olhando sérios para ambos, não acreditariam, mas lá estava eles.

-E onde está sua filha?- o loiro perguntou, observado que a figura central ainda não havia aperecido

- Foi ao shopping com uma amiga, mas deve está voltando- a mulher respondeu

- Nossa filha não é de sair- quis explicar o patriarca da família, não querendo que em, nem segundo, a filha perdesse as qualidades de noiva perfeita- Ela é muito recatada na verdade, fica mais tempo no quarto do que em qualquer outro canto, hoje foi uma rara exceção.

- Entendemos, senhor Haruno, mas não estamos preocupados com a hora- disse o loiro

-Sim, partiremos apenas amanhã para não levantar suspeitas. Em hipótese alguma esse a imprensa pode descobrir que é um casamento arranjado!

- Os senhor não devem se preocupar, será como se Sakura e Sua Majestade, o Rei Itachi, fossem apaixonados desde a infância- respondeu Kizashi

- Os empregados da casa são todos de total confiança, além de não serem em grande quantidade- tranquilizou a Haruno

- Muito obrigado, é bom não nos preocuparmos com isso, senhores!

- E não vão- sorriu o homem de cabelos cor vinho- Mebuki vá mostrar o quarto onde nossos hóspedes de honra vão ficar

- Claro, meus senhores me acompanhem- disse se levantando junto a eles os conduzindo para outro cômodo

Kizashi Haruno havia ficado na sala, ainda sem conseguir conter sua tamanha alegria, se fosse uma criança correria e pularia pelos quatro cantos da sua propriedade. A animação era imensa, sentia que seu coração não caberia no peito de tanto orgulho e que não haviam limites para ele no momento.

Séria sogro do rei de Konoha, receberia, com certeza, algum grande título, possivelmente, faria parte do Conselho Privado Real, receberia uma gorda pensão da Coroa, pois, praticamente, séria um membro da realeza.

Tinha como não ser a personalização da felicidade num momento daqueles? Nem pensar, era impossível.

Só esperava que Sakura pudesse sentir os mesmo sentimentos que ele...

(...)

A residência dos Haruno era afastada dos grandes centros, bem comum para nobres, ricos e grandes famílias, pois os centros eram reservados para comércios, prédios, grandes construções e apartamentos. Na capital, que recebia o mesmo nome do país, era bem comum ver, bem longe dos comércios e empresas, as imensas casa, algumas até com certos resquícios da época feudal ou idade moderna, entre campos verdes e floridos, uns próximos dos outros, como uma espécie de bairro de casarões.

Quando saía da urbanização e entreva na área mais ruralizada, podia-se ver, não muito distante das outras, a casa dos Haruno, que nem era tão chamativa assim, com suas paredes brancas, a psicina na frente, a caragem, o belo jardim, a passarela calçada para a passagem dos carros e o muro que cinza que a cercava de todos os lados e o portão branco que a fechava, tendo vizinhos com casas e mansões, praticamente, emendadas.

Sakura adorava aquela visão, gostava de contemplar seu lar de longe, achava tudo aconchegante e perfeito, não o trocando por nenhuma mansão luxuosa ou palácio, pois era familiarizada com o local, sabia de tudo na palma da mão, conhecia todos os cantos da casa e, no fundo, sentia ser parte dela. Dessa forma, sempre que chegava sentia aquilo.

-Vou ligar para avisar ao meu pai que estou aqui e vou dormir aqui- comentou Ino pegando o celular, assim que estacionou o carro

- Ino, não precisa se mudar para cá se for só para me animar- disse o que sentia, não que estive-se recusando sua amiga, mas detestava quando mostravam pena e para a loira podia demostrar o que achava, coisa que não fazia com os outros

- Faço isso por gostar de você- sorriu, colocando a mão no ombro dela- É a minha melhor amiga, Sakura, gosto de nossas conversas. Vamos passar a madrugada acordada, pintando as unhas, arrumando o cabelo e falando mal das vadias!

A rosada não pode deixar de rir e revirar os olhos, a amiga tinha cada ideia, mas não deixava de ser engraçado. Não demorou para Ino avisar seu pai sobre sua estadia na casa de Sakura, ele nem se importava por gostar da influência que a educada e recada Haruno em cima de sua filha esquentada e ativa.

Assim que as duas entraram em casa foram recebidas pela senhora enrugada, de cabelos acizentados, pela idade, a governanta do lar, Chiyo, a mais antiga funcionária de lá, que era como se fosse da família, tento toda simpatia e confiança de todos.

- Vovó Chiyo!- Sakura sorriu ao vê-la, o tempo que se conheciam era tanto, que ela, carinhosamente, a chamava de "vovó"- Onde estão meus pais?

- Acho que não deveriam os incomodar, meninas- ela respondeu- Chegou uma visita faz é tempo e ninguém nem se aproximou de lá, nem para servir um água

As moças se olharam, não tinham visto carros diferentes na garagem, porém estava tudo muito calado, o que não era normal, já que todos eram animados naquela casa.

- Visita?- Sakura levantou uma sobrancelha, sua mãe não tinha falado de visita, se tivesse alguma não a deixaria sair- Sabe quem são Vovó?

- Não minha pequena, mas pelo jeito é gente importante, levaram para quarto de hospedes, só que já desceram- contou- Andam com toda pose e os patrões fazem a maior corte para eles, chegaram com um manto engraçado, que já vi antes na televisão e a senhora Mebuki mandou trazer um povo do bufê para arrumar o jantar.

- Nossa! Deveríamos ir ver quem é- Ino cruzou os braços em baixo dos seios, morrendo de curiosidade- Vai que é alguma celebridade mundialmente conhecida?

- O que uma celebridade estaría fazendo aqui?- Sakura indagou

- Ora, o bufê da tia Mebuki é bem famoso, vai que ela foi contratada para organizar um evento para famosos?- argumentou

Tinha lógica, não dava para negar. Séria até legal ver uma celebridade de perto, um belo cantor ou cantora, quem sabe não fazia uma espécie de seresta por lá? Que incrível!

As duas jovens se olharam, ambas queriam ir lá saber de quem se tratava, torcendo, interiormente, para que fosse seus artistas favoritos. Não demorou para Ino puxar Sakura para a sala principal, onde, como estava cansada de saber, recebiam as visitas.

A rosada até pensou em protestar, mas também tinha curiosidade e, quase, nunca protestava em nada, quando olhou já estava na entrada da sala de visitas, a entrada da casa não era muito distante, alguns passos já era o suficiente para chegar.

Sakura olhou rapidamente, não aparecendo na entrada, só passando sua visão ao local, mas tendo tempo o suficiente para ver os pais com sorrisos no rosto e dois desconhecidos, um loiro de olhos azuis e o outro ruivo com olhos castanhos, ambos usavam um casaco sobretudo preto com um símbolo no peito chamativo, se tratava de uma nuvem vermelha, que a rosada achava meio familiar.

Não sabia seus nomes, mas lembrava de ter visto, em algum lugar, aqueles rostos. Bom, eles não eram famosos badalados, então nem tinha motivo para uma garota que não saía do seu quarto os conhecer. Só eram familiares, vai que, em alguma das vezes que saiu, os viu ruas da cidade ou, simplesmente, eram vizinhos não muito próximos. De todo jeito, aquela visita não era para ela, nunca era...

Não teve muito tempo para pensar, teve seu braço puxado, mais uma vez no dia, por Ino, que diferente dela, tinha uma cara surpresa no rosto, com direito a queixo caído e olhos arregalados. A loira não estava acreditando quem estava na casa dos Haruno.

- Meu Deus, Sakura!-ela exclamou, depois perguntou- Você sabe quem são esses?

- Não!- respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo- Você conhece?

Para Sakura era normal não os conhecer, mas Ino, que tinha uma vida badalada, uma família que estava em todos os eventos da nobreza do país e gostava de acompanhar fofocas vindas de dentro do núcleo da realeza, só de colocar os olhos neles já sabiam de quem se tratavam.

-Claro que sim!- também respondeu como se fosse algo óbvio- Em que mundo você vive para não os conhecer?- arregalou os olhos para ela- É impossível!

A loira entendia a amiga antissocial, mas eles saíam sempre na mídia, apareciam nas ruas em feriados nacionais, estavam presentes em momentos políticos importantes, como não sabia quem eram? Bem, se Sakura parasse de estudar e fosse ver algum programa na televisão que não tivesse relação com medicina, era mais fácil.

- Ino, quem são eles?- indagou, já sabia que se tratava de pessoas que ela deveria conhecer

- Eles são, simplesmente, membros do Conselho Privado Real! Eles são Akatsukis!

Não podia ser! Sakura arregalou os olhos também, ficando com uma cara parecida com a da loira! Conselheiros do Rei estavam na sua sala? Isso podia ser real? Só podia ser loucura!

A rosada já sabia de quem se tratava, não os nomes, mas não vivia na Idade da Pedra, tinha conhecimento o que era o Conselho Privado, estudou a história deles nas suas aulas, já tinha os visto algumas vezes no jornal, por isso tinha a impressão de já ter os visto, poucas, pois ela não se interessava nada pela monarquia.

Não estava conseguindo entender mais nada! Eles nunca estiveram em seu casa, podia ser algo preocupante como algo bom. Nem sabia se ficava feliz ou preocupada com aquela visita inesperada. Era estranho, não podia negar.

- Isso é sério, Ino?

- E eu ia brincar com uma coisa dessas?- ironizou, com as mãos na cintura- Sei muito bem quem são eles, sabe que tenho contato com esse povo!- apontou para a sala- O ruivo é o Sasori Akasuna, ele ainda tem sangue da família real de Suna. E aquele é Deidara Yamanaka, meu primo- quis enfatizar a loira

Num flash veio a lembrança, na mente da rosada, sobre o primo de segundo grau de Ino, Deidara Yamanaka que era um verdadeiro exemplo de que ser da linhagem principal de uma família não significava ter mais prestígio. Deidara ocupava um dos cargos mais importantes no Reino de Konoha, sendo um jovem adulto de 29 anos e não tendo ligação direta com o Líder do Clã, pai de Ino, se tornando, assim, o orgulho de sua família.

Por isso Ino sabia de tanto daquelas coisas, mas o principal não sabia: que eles queriam ali?

Sakura ficou observando por alguns instantes, era tudo muito estranho, estranho demais, chegava até ser suspeito. Seus pais nunca se envolveram com assuntos do Reino, estavam ocupados demais com os negócios de família, nem o Palácio frequentavam, então não tinha motivos para estarem ali, se o assunto não fosse sério.

Não demorou muito para serem notadas por Kizashi Haruno, ambas falavam e se movimentavam, o espaço não era, totalmente, fechado, então já era de se esperar que fossem vistas em algum momento.

Kizashi colocou um grande sorriso no rosto, um que a mais nova nunca tinha visto, se aproximou das duas, gesticulando em direção a sua filha.

- Essa é Sakura, o meu maior tesouro!- disse alto sorrindo- Minha amada filha!

Sakura andou até lá, sabendo que, como havia sido apresentada, deveria ir, não fazia ideia de como agir, nunca tinha ficado, pessoalmente, frente a frente com alguém que morava no Palácio, que decidia coisas do país.

Os dois conselheiros se levantaram também, a olhoram de perto, tão bela e jovial como a sua fotografia, agradaria o Rei e o povo, era bom para a aproximação com as pessoas, principalmente, pelo Rei não ser sociável.

- Senhorita Haruno- os dois fizeram uma rápida reverência com a cabeça, algo que não esperava, se bem que não estava esperando nem a presença deles

-Meus senhores- Ino se pronunciou, tomando a atitude de falar

Por sorte a loira sabia o que fazer e Sakura poderia imitar, ela se curvou abaixando os joelhos e a cabeça, sendo seguida pela rosada, que não falou nada, nem olhou, diretamente, para eles.

- Prima Ino?- o loiro levantou uma sobrancelha, não imaginava sua parente lá, mas não havia muita importância, tirando o fato do sigilo

- Deidara, que que poder vê-lo- ela foi educada, não parecia a mesma garota de sempre-O que o trás aqui?

-Pergunto o mesmo

-Ino é amiga de infância de Sakura- explicou Mebuki se pronunciando- São melhores amigas, como irmãs. Tenho certeza que ela guardará segredo sobre os acontecimentos- tranquilizou a mulher, fazendo Deidara sorrir, não apenas pelas aparências da Coroa, mas por saber que alguém de sua família séria bastante próximo da futura rainha e isso era excelente, já que não pode nem indicar a loira para a seleção.

- Tem certeza, Senhora Haruno? Sabe que não podemos correr o risco- perguntou Sasori

- Coloco minha mão no fogo por Ino, confio, plenamente, nela- jurou

Aquela conversa deixaram as jovens confusas, especialmente Sakura pois, era óbvio, se tratava de sua família, algo a preocupava. Justamente, sua preocupação a fez querer saber o que estava acontecendo, todos pareciam felizes, porém o assunto, ao mesmo tempo, parecia sério e secreto.

- Papai, o que aconteceu?- indagou, olhando os conselheiros reais

Kizashi ficou pensativo por alguns segundos, não imaginava qual séria a reação de sua filha, provavelmente, ficaria assustada e confusa por um instante rápido, mas, como ele, ficaria feliz e animada, já que se tornaria a mulher mais importante do país.

-Se sente, minha querida. Esses senhores vão te explicar tudo que está acontecendo...

Então todos no local sentaram, Sakura olhou para os pais, para a amiga, que sentou próximo de si, e, depois, para os dois homens, sentados na sua frente. O assunto era com ela, tinha certeza, mas o que queriam com ela? Isso a preocupava, apesar da cara feliz de seu progenitor

- Senhorita Sakura, somos membros do Conselho Privado Real- se apresentou o ruivo - Somos Akatsuki, trabalhamos, diretamente, com Sua Majestade, o Rei Itachi I

- A pedido de Sua Majestade vinhemos aqui conversar com a senhorita-disse Deidara

- Conversar comigo?- ela perguntou

O que o Rei desejava? Ela nem o conhecia, nunca nem tinha visto seu rosto, não se interessava pela realeza local, então o que o Rei queria com ela a ponto de mandar conselheiros privados? Coisa boa não devia ser.

-Sim, senhorita Sakura.

- Como deve saber o Rei Itachi já tem 27 anos, não possuí filhos e todos desejam que tenha um herdeiro direto- explicou Sasori-O problema é que Sua Majestade não possuí nenhum tipo de relacionamento e isso é prejudicial a Coroa

Sakura até pensou em perguntar se o Rei era homossexual, mas não achou educado para a ocasião, de todo jeito também não costumava expressar opiniões, já estava acostumada.

- O que tenho haver com isso, senhor?- indagou, isso poderia fazer, saber a resposta da sua única e maior dúvida no momento

- Bom, senhorita Sakura, o Rei é um homem introvertido e antissocial, não costuma ter contatos, então Sua Majestade concordou em um casamento arranjado...

-Casamento arranjado?- ela levantou uma sobrancelha rosa, não imaginava que pessoas ainda fizessem isso, não naquela época

- Sim, pode lhe parecer estranho, mas é uma ótima opção para um Rei como o nosso.

- Entendo... Mas, o que tenho haver com isso? Por que me falam sobre esse assunto privado do Rei?- ela não estava gostando do rumo da conversa, cada vez mais estranha e mais sem sentido, queria saber logo o que, realmente, acontecia

- Senhorita, há pouco tempo houve uma reunião privada no Palácio Real, onde uma lista de garotas foi analisada minuciosamente- disse Deidara- Uma seleção aconteceu de maneira criteriosa para determinar quem séria a esposa do Rei Itachi...

- Dentre todas as moças, que eram muitas, a senhorita foi a única que atendeu todos os critérios pedidos.

- O que querem dizer com isso?- perguntou perplexa

Sasori resolveu contar logo o que acontecia, séria mais fácil de levá-la ao Palácio na outra manhã se dissesse de uma vez. Para que demorar mais se podia contar a verdade

- Sakura Haruno, por ordens de Sua Majestade Real, Itachi I, pela Graça de Deus, você foi escolhida para se casar com o Rei!

A jovem garota pode escutar, com o fim das palavras do ruivo em sua frente, o som de surpresa que saiu da boca da amiga loira, que colocou a mão na boca que escondia o perfeito "o" formado pelos lábios, viu também o largo sorriso no rosto do pai e a cara preocupada da sua mãe, mas sua mente não conseguia assimilar aquelas palavras.

- Não estou entendendo, me desculpem...- se inclinou um pouco para frente, podendo os encarar melhor- Como assim?

- Ora, senhorita Sakura, é simples- explicou melhor Deidara- O Rei gostaria de se casar com você!

Demorou alguns segundos para sua cabeça colocar as informações no lugar. Eles haviam acabado de dizer que o Rei de Konoha gostaria de se casar com ela? Era uma loucura sem lógica! Não podia ser verdade.

Estavam falando para uma garota comum, que nunca nem havia posto os pés no mesmo canto que um membro da realeza, que o Rei gostaria de se casar com ela! Que piada!

Imaginando que tudo não passava de uma brincadeira, o que deveria ser, no tipo daquelas que eram transmitidas em programas de comédia, Sakura deu um sorriso, que se transformou em uma risada baixa.

Sua risada percorreu toda sala, os olhares caíram sobre si, apenas ela não tinha levado aquela história a sério, a única que deveria acreditar, por ser a principal interessada, não conseguia ver verdade naquilo.

Quando parou, ainda secando algumas lágrimas pequenas que se formaram no canto dos olhos verdes pelos risos, Sakura encarou as pessoas, sua risada não haviam tido efeito, todos continuaram com faces sérias, não tinham visto a graça naquilo.

- O que foi, gente? Acharam que não ia perceber essa farsa?- sorriu- Foi uma brincadeira bem bolada, eu quase cheguei a acreditar, mas foram longe demais na história. Na próxima falem algo mais real!

Sasori e Deidara trocaram olhares, entendiam esse tipo de reação, não mentiam que até imaginavam que ela fosse achar que tudo não passada de uma mentira, porém tinham que mostrá-lá a verdade o quanto antes.

- Senhorita Sakura, nos desculpe, mas isso não é uma brincadeira- disse Deidara

- Nem poderiamos brincar com um assunto tão sério e envolvendo o nome de Sua Majestade, o Rei- comentou Sasori- Somos membros do Conselho Privado e vinhemos aqui para informa-la da decisão. A senhorita foi, realmente, escolhida para ser a esposa do Rei Itachi.

Quase no mesmo instante, Deidara pegou um delicado saquinho dourado, com enfeites de flores, envolvido numa bela fita de seda sa mesma cor, todavia não foi ele que chamou a atenção e sim o que estada dentro dele.

Foi retirado um belíssimo anel prateado, com uma grande pedra preciosa azul sendo rodeada de pequenos diamantes, assemelhando-se a uma flor, algo tão belo e brilhante que só de olhar dava para se perceber o seu valor.

Assim que o viu a jovem menina, sentiu coração parar por alguns segundos, o ar faltar de seus pulmões e sua pressão cair de forma bruta, não pela jóia em sua frente, mas por começar a perceber que nada, absolutamente nada, daquilo era uma brincadeira.

- O que?!- sua voz saiu falha, tentou ao máximo conseguir falar, juntou forças para sons saírem de sua boca

- Sakura, minha filha, o Rei Itachi quer casar com você querida-seu pai se aproximou, talvez se um parente falasse fosse mais fácil dela compreender

-O Rei?- ela ficou perplexa- Como o Rei pode querer casar comigo? Nem o conheço para isso!

- Isso não impediu Sua Majestade de se agradar com seu perfil, na verdade ajudou muito em ser a escolhida não se conhecerem- falou Deidara

- Não! Não, não, não, não...- disse- Só pode ser um engano! Vocês escolheram a garota errada!

- Você é Sakura Haruno, não é?- Sasori indagou, sendo respondido por uma aceno positivo vindo dela- Pronto, então é você, senhorita!

A rosada não conseguia, ainda, formular hipóteses para essa decisão. Como haviam chegado nela ou porquê do Rei ter a escolhido, continuava como mistério, mas não importava no momento. Agora só sabia de uma coisa e ela precisava dizer...

- Eu não vou me casar com o Rei!- falou- Não o conheço e nem sei porquê me escolheram, mas não vou me casar com ele!

Ok, essa não era a reação que esperavam, essa não. Ficar assustada, perplexa, admirada e confusa, tudo bem, porém rejeitar a ideia não estava nos planos de nenhum. Como ousava não aceitar as ordens do Rei, principalmente, por esse casamento ser um passo para se tornar uma importante mulher?

- Desculpem senhores- Kizashi se pronunciou, vendo que não séria bom se ela continuasse assim-A Sakura só está emocionada- sorriu disfarçando seu medo- Vamos conversar com ela e tudo ficará bem!

- O que? Como assim? Pai eu não...- a rosada já ia se pronunciar mais uma vez, mas foi, prontamente, calada pelo pai

- Sakura querida, calada- disse baixo o homem

Mebuki já prevendo que aconteceria uma briga e que ela deveria está presente para intervir, resolveu tirar os Conselheiros dali o mais rápido possível.

- Ino, poderia, por favor, levar esses senhores para dá uma volta pela casa?- a mulher falou

A Yamanaka que ainda estava boquiaberta com todos os acontecimentos que presenciou, de olhos arregalados, se levantou e conduziu os homens para fora da sala.

Assim apenas a família Haruno ficou presente no local, onde poderiam conversar com privacidade o assunto.

- Está ficando louca?- Kizashi logo perguntou num tom agressivo

- Não pai, eu não estou. O senhor que deve está ficando! Essa história de me casar com o Rei é uma loucura!

- Loucura?!- gritou- Essa é a maior oportunidade da sua vida! Das nossas vidas!

-E o senhor concorda com isso?- ela arregalou os olhos

- Mas é claro que sim!

Era um absurdo! Como seu pai concordava? Até podia imaginar que um monarca pudesse se casar daquela forma, era um rei, era comum nas monarquias antigas, não sabia o que acontecia na atualidade, se o país continuava conservando aquele estilo de política, talvez também conservasse os casamentos arranjados. Porém, mesmo que, em alguma hipótese, o Rei aceitasse um casamento arranjado, ela não faria isso e, seu pai também não deveria.

Sakura não era um exemplo de mulher moderna, era feminina e delicada ao extremo, tinha grande submissão e era recada, se fosse transferida para séculos passados, provavelmente, não séria diferente das outras, só que essa não era a questão.

Por mais obediente e submissa que fosse, não lhe agradava um casamento arranjado. Estava em século XXI, ela deveria se casar por amor e se quisesse, não por seu pai ter feito um acordo ridículo com o Rei e sem o seu consentimento, para ressaltar.

- Pai, desculpe atrapalhar seus planos, mas eu não vou me casar com o Rei nem com ninguém!- afirmou séria

- Como não quer casar com o Rei? Você só pode não está pensando direito. Sakura ele é o Rei! O Rei! Você vai ter o mundo aos seus pés, minha filha! Será a Rainha!

Kizashi falava com um ar sonhador, nunca em sua vida pensou que poderia chegar tão longe. Tecnicamente, não era ele, mas só o fato de sua única filha virar um membro da realeza o fazia ficar cheio de orgulho e, praticamente, esquecer de todas as coisas que passou por ser um insignificante líder de um clã esquecido. Agora ele séria o pai da rainha, sogro do rei e teriam que o aguentar.

A rosada, completamente, diferente do pai, não tinha essa visão. Não conseguia se imaginar casada com um homem que nem conhecia o rosto ou fazendo parte da realeza local. Sabia que muitas brigariam por essa oportunidade, era única, não podia negar, porém não era o seu sonho.

- Não me importo em ser rainha! Não é o meu desejo!

- Você não tem o que fazer. Já confirmei o casamento, amanhã vai para o Palácio Real!

Ela não sabia o que fazer, resolveu apelar para a única que poderia ajudar e impedir.

- Mãe!- ela lançou o olhar mais suplicante para a mulher mais velha

Mebuki, sinceramente, não sabia o que fazer, estava com as mãos atadas. Por mais que desejasse ficar do lado da filha, não podia negar um pedido daqueles, uma oportunidade daquelas, no final, mesmo que não amasse o marido ou fosse feliz, teria um futuro bem melhor do que pensaria em ter.

- Sakura, meu amor, não podemos fazer nada- falou- O Rei deseja se casar com você e, talvez, não seja uma má ideia...

- Até a senhora, mamãe?- seus olhos verdes marejaram, não imagina que sua mãe também pudesse ter aquela opinião, estava sozinha- Estão todos contra mim!

- Não diga isso!- brigou o homem- Só pensamos no seu bem...

- Meu bem é fazer minha vontade!

- Seu bem será ser rainha!- disse alto, quase gritando

- Esse não é meu sonho. Vou ser médica, não rainha!

Kizashi resolveu, num tentativa esperta, acabar com a auto-estima da filha. Sakura nunca havia imposto sua opinião, não haveria de impor logo na decisão mais importante de sua vida, principalmente, quando tinha uma visão errada. Era jovem, normal errar, e como pai era seu dever a ajudar a achar o caminho certo, nem que para isso tivesse que dizer palavras que a magoassem por algum tempo.

- Médica?- ele riu irônico se virando para a esposa- Mebuki, está escutando? Sakura disse que quer ser médica!- olhou para filha com firmeza- Para isso teria de passar no vestibular, mas você não conseguiu e não conseguirá!

Algumas lágrimas começaram a descer pelos olhos da garota. Não esperava que seu pai fosse falar algo daquele nível.

- Eu vou conseguir!

- Não Sakura, não vai! Coloque isso na sua cabeça! Se não consegui tentando três vezes, como espera conseguir um dia?

- Kizashi!- repreendeu Mebuki, sabendo que ele tinha ido longe demais

- Querida, ela tem que levar um choque de realidade pra entender- olhou, novamente, para Sakura- Minha filha, está vendo esse cavalo branco que passa por sua frente e mesmo assim vai deixá-lo ir embora? Não poderá viver e ser sustentada por nós a vida toda, vai ter que tomar um rumo e não vai ser essa sua ilusão de ser médica que vai te ajudar...

A rosada olhou para baixo, ela não sabia o que responder, como argumentar. Se sentiu no fundo do poço, era verdade que ela tentou passar em medicina, seu sonho, e não conseguiu, isso três vezes. Também não se via cuidando dos negócios da família, não tinha essa vocação.

As circunstâncias só mostravam um futuro, que, por mais que lhe doesse o coração, teria que aderir...

- Sim papai...- falou com a cabeça baixa

E o pesadelo iría começar...

(...)

Sakura se tornou presente apenas de corpo, pois sua alma e sua mente não conseguiam ter atenção a nada que acontecia ao redor.

Não escutava vozes, nem o som de seus próprios pensamentos. Estava tão sem reação que não tinha reação e, talvez, fosse melhor assim, pelo menos por momento.

Nas horas que se passaram a rosada virou uma boneca. Seu pai havia puxado sua mão para os Conselheiros colocarem o anel, foi conduzida para sentar na mesa de jantar e foi levada por Ino para seu quarto. Agora estava sentada na cama enquanto a amiga arrumava suas coisas.

Pode ver, mesmo que sem muita atenção, ela colocando algumas coisas bem pessoais, como peças íntimas, produtos de beleza e higiene, não necessitava de muito, uma pequena mala resolvia, como Sasori havia dito, já que no Palácio Real ela teria de tudo.

Como esperaria ter de tudo se não podia mais ter liberdade? A sua liberdade estava acabada e nem pode aproveitar os anos passados por tentar ser uma filha exemplar. Do que adiantava agora ser uma filha exemplar? O que tinha ganhado com isso? Um fardo, uma responsabilidade, uma prisão e um desconhecido marido.

- Ino- chamou baixo, sem olhar, diretamente, pra ela

- Diga Sakura- foi, prontamente, para o lado da amiga com toda atenção e cuidado

A loira não conseguia imaginar o que ela estava passando, mas a conhecia o suficiente para saber que não estava bem. Era loucura e sua melhor amiga estava no meio.

- Você sabe como é o Rei Itachi?- perguntou

Foi a única coisa concreta que conseguia perguntar, nem conseguia raciocinar direito para pensar em algo mais importante

- Realmente, não conhece o Rei?- indagou e Sakura negou com a cabeça- Bom, eu também não o conheço pessoalmente, mas o já vi em fotos... Se eu pudesse pegar meu celular para te mostrar!

Assim que explicaram a situação, Sasori e Deidara, confiscaram todos os aparelhos eletrônicos que poderiam ser invadidos na casa. De jeito maneira aquela história poderia vir ao público e era melhor previnir que fizessem pesquisas muito explícitas ou se comunicassem com alguém.

- Não tem problema... Logo vou conhecer Sua Majestade Real- disse meio fria e irônica

- Ah Sakura, não pense assim. Tenho certeza que vão se dar bem e ele dê ser bonito.

- Não me importo com isso. Me casaria com um homem feio e miserável se o amasse!

- Então, por que aceitou? Por que não foge? Sempre tem essa escolha!

Teria essa esperança? Não, como conseguiria se sustentar? Que futuro teria? Só tinha o ensino médio e nem conseguia passar em uma faculdade. Era uma inútil! Aquela situação só provava isso.

Quando seu pai jogou em sua cara a realidade, ela percebeu a verdade. Estava se enganando achando que faria medicina, tentando alcançar um sonho impossível que não era seu destino.

Se não tinha destino o que lhe restava? Tirar a própria vida não era uma opção, era mais loucura que se casar com um Rei, então para ela restava essa única opção

- Não duraria dois dias- falou simplesmente

- Não será ruim se casar com o Rei- Ino tentou animar a rosada- É como os seus país dizem, vai se casar com Rei e isso vai te tornar a Rainha! Quando estiver com uma coroa na cabeça e dando ordens no país vai valer a pena.

Sakura suspirou, pesadamente, apertando as mãos com força, elas estavam molhadas de suor. Tinha medo e estaria sozinha, sabia disso, porém se desesperar na frente dos outros não era uma opção, não quando sabia que logo iría embora para uma vida, completamente, diferente da que tinha.

- Espero que sim...

E do fundo do coração queria que não acabasse em uma desgraça.


Notas Finais


Obrigado pela leitura e o apoio de vocês!
Leio cada comentário e amo todos! Adoro saber o que acham!
Não tenho muito o que falar hoje pois estou postando as pressas, pois não queria esperar para amanhã.
Fiz uma lista de músicas para os personagens e logo vou colocar aqui para vocês!
Quem quiser dá sugestão de música que combina com os personagens aceito!
Espero que tenham gostado do capítulo!
Gente cuidado com o Covid-19! O negócio tá sério! Tomem muito cuidado!
Leviathan Torment Lucifer, o cara


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