História Um relacionamento explosivo - Capítulo 34


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Categorias .hack//Liminality
Tags Akihito, Asami, Yakuza
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Palavras 1.477
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Asami e Akihito tomam um café juntos. Ainda preocupado com Akihito, Asami pensa em como agirá para deter Myanmoto de uma vez e reunir provas para que Akihito saiba a verdade sobre Yamazaki.

Capítulo 34 - Capítulo 34 - Tomando café juntos


Fanfic / Fanfiction Um relacionamento explosivo - Capítulo 34 - Capítulo 34 - Tomando café juntos

Akihito ainda dormia quando Asami discutia com Kirishima ao celular.

-Acho que não podemos mais contar com Fujimoto, Kirishima. Myanmoto já deve ter deduzido que ele nos contou sobre seus planos para sequestrar Takaba e matar o Masato. Estou me divertindo ao pensar em como ele deve ter enlouquecido ao ver que a morte do Masato não me porá em guerra contra o Yukimura.

A voz de Kirishima soou preocupada:

-O que acha que o Myanmoto fará, chefe? Fico surpreso em pensar como ele foi estúpido ao supor que ninguém que conheça o Yukimura iria notar que ele não age assim.

Asami pensou que realmente fora uma idiotice de Myanmoto achar que iriam concluir logo que Yukimura faria algo tão espalhafatoso. Depois, não fazia muito tempo que Yukimura e ele haviam feito um acordo não-oficial de não-agressão, em que tinham concordado que um não se intrometeria nos negócios do outro. E Yukimura era um homem tradicional e respeitável, que cumpria suas promessas. Ninguém, aliás, pensaria em Yukimura como um mafioso. Ele parecia apenas um respeitável homem de negócios, um senhor de fala mansa, casado e pai de dois filhos.

-Não sei o que Myanmoto fará, Kirishima, mas penso que talvez isso possa ensiná-lo a ser menos estúpido. Quanto ao Fujimoto, ele deve ter fugido. Sabe que não vai durar muito se continuar aqui em Tóquio. Myanmoto deve estar com tanto ódio que seria capaz de persegui-lo até o inferno.

De repente, Akihito deu sinais de estar começando a despertar. Asami prestou atenção ao rapaz, que estava deitado de lado. Os pesadelos do jovem o haviam preocupado, mostrando que não havia realmente superado tudo que acontecera em seu passado. Asami pensou no padrasto do fotógrafo. Ser preso por pedofilia não lhe parecia punição suficiente. Ele merecia sofrer por toda a dor e humilhação que fizera Akihito passar durante um ano.

-Ahn...fez Akihito, mexendo-se na cama.

Asami se aproximou e Akihito abriu os olhos, virando-se para o lado. Então, o jovem lembrou do que ocorrera a noite passado, do que Asami e ele tinham feito. Ele arregalou os olhos e fez:

-Ah!

-Bom dia, Akihito.

Asami, sentado na cama, vestia um robe.

-Bom dia – disse Akihito – parece que dormi demais, não?

-Não, está cedo. Mandarei trazerem um desjejum para nós. Vou tomar um banho. Se quiser tomar um banho...

O fotógrafo começou a se vestir, lembrando de como se sentira bem dormindo abraçado a Asami. Jamais havia feito aquilo nem mesmo com as poucas mulheres que conhecera.

-Asami, acha que Myanmoto vai tentar algo de novo?

O yakuza falou com bastante seriedade:

-Não sei, ele é imprevisível. Mas penso que, se o seu fracasso servir para ensiná-lo a não tentar dar um passo maior que as pernas...

Parou de falar. Takaba não precisava saber dos seus negócios. O jovem disse, olhando-o bem nos olhos:

-Ele deve saber que você está prevenido contra ele, não é?

Asami ficou satisfeito. O jovem aprendia rápido e isso era bom.

-Takaba, há muitas coisas que você não precisa saber, entendeu? Uma vez que você fica sabendo demais, você fica enredado.

Akihito engoliu em seco e Asami percebeu que ele entendera a gravidade da situação. Foi tomar um banho.

O jovem, terminando de se vestir, pensou em como os negócios de Asami eram escusos. Ele era um homem de muitos inimigos, que vivia prevenido contra quem quisesse prejudica-lo e não podia se dar ao luxo de ser inocente.

“ Ontem, pela primeira vez, senti de verdade que estou em perigo. Tudo porque tirei aquelas fotos. Está certo, como Yamazaki disse, eu não podia saber que não era um simples ladrão. Mas isso mudou minha vida para sempre. Já estou sabendo demais do mundo de Asami e cada vez mais me envolvo.”

Asami tomou um banho rápido e, ao sair, perguntou a Akihito o que ele gostaria de comer. O rapaz respondeu que gostaria de um bom café, tamagoyaki* e pão.

-Gosta de morangos?

-Gosto, mas prefiro cereja.

-Bem, vou pedir uns morangos frescos.

-Obrigado.

Akihito não podia deixar de reconhecer que Asami, além de lhe despertar sensações incontroláveis, era bastante atencioso. Era isso o que mais o intrigava. O yakuza não negava quem era, mas ele não conseguia deixar de achar que aquele homem que controlava o submundo tinha um lado bastante amável. Tentando não pensar demais, pois há muito tempo que se impusera a condição de não refletir muito sobre nada, ficou ajeitando o terno.

-Este terno está amassado. Puxa.

Asami foi ajuda-lo a ajeitar o terno.

-Onde alugou?

Akihito riu, respondendo que nunca poderia alugar aquilo. Falou que fora emprestado por um modelo amigo de Haruka. Ao ver o rosto de Asami, ficou desconfiado. O homem fizera uma expressão de desagado.

-Asami, a Haruka é como minha irmã. Eu fiz o book dela.

O olhar de Asami era de quem não acreditava.

-Ela não pareceu olhar para você como quem olha para um irmão quando vocês dois estavam dançando. Do mesmo jeito, posso dizer que aquela chinesa ninfomaníaca estava louca para fazer algo.

Ouvir Asami falando sobre a atriz chinesa fez Akihito pensar num detalhe que lhe passara despercebido. Meiling e Asami pareciam se conhecer há um bom tempo. Que relação os dois teriam tido? Será que ela tentara algo e não conseguira?

-Não seja ridículo, seu yakuza! O que aquela mulher conseguiria fazer? Você deve ter percebido que ela estava bêbada! Uma pessoa bêbada fica mais atirada! E eu sou criança, para não perceber quando alguém está com segundas intenções? Na primeira vez que tentei fugir de você, eu percebi isso!

Mal-humorado, Akihito foi verificar seu celular e Asami lhe disse de maneira bastante enfática que nunca deixaria alguém tocar no que lhe pertencia. O fotógrafo resmungou e foi ver se alguém lhe deixara uma mensagem. Viu que sua mãe lhe mandara uma mensagem, dizendo que andava preocupada sobre o que andava lendo nos jornais acerca do “escândalo da droga” e guerras entre yakuzas rivais. Ela dizia que sabia que Akihito, que sempre fora temerário, adorava cobrir aquelas coisas.

Asami percebeu o rosto preocupado do jovem e perguntou:

-O que foi?

Achando que não era problema dizer a Asami, Akihito contou sobre a mensagem de sua mãe e falou:

-Ela disse várias vezes que eu deveria ter atendido ao pedido dela de ir viver com ela. Fala ainda que eu estaria bem melhor ajudando a cuidar do seu restaurante com ela, seu marido e os dois filhos dele do que aqui, tirando fotos.

O yakuza ficou pensativo. Aquela mãe de Akihito era estranha. Ela não denunciara o homem que abusara do filho por um ano e ainda fora contra o jovem se tornar jornalista e fotógrafo? Qualquer um podia ver que Akihito não tinha nada a ver com um restaurante. Que mãe iria ser contra um filho realizar seus sonhos e preferir que ele ficasse fazendo um trabalho que jamais o faria feliz?

O desjejum chegou e o celular de Akihito tocou. O jovem o atendeu, alarmado, mas se acalmou ao ver que era sua vizinha.

-Alô, Akihito-chan.

-Alô, Kaneki-san.

A mulher lhe falou que uma carta havia parado em sua casa.

-A carta é para você, Akihito-chan. O estranho é que não tem remetente.

O jovem ergueu um pouco as sobrancelhas. Quem lhe mandaria aquele tipo de carta? Agradeceu à vizinha e disse que iria passar por lá logo para pegar a carta.

Foi comer. Estava faminto. Asami observou que ele tinha um apetite monstruoso. O yakuza se perguntava onde ia parar toda a comida que aquele jovem conseguia comer. Ao terminarem, Asami disse:

-Vai para seu apartamento, não é?

-Sim. Mas acho que Myanmoto não vai tentar nada. Moro numa área muito movimentada.

Mesmo assim, Asami lhe disse que um homem dele iria deixa-lo em casa e falou:

-Peço que me informe onde está, ouviu? E pegue um ônibus para ir aonde precisar.

Akihito baixou os olhos e Asami lhe ergueu o queixo, segurando seu rosto.

-Você deve entender que o perigo não acabou. Entende isso?

O jovem balançou a cabeça afirmativamente enquanto olhava bem nos olhos de Asami, que chamou um dos seus seguranças, dizendo que deixasse Akihito em casa.

Quando Akihito e o segurança saíram, Asami ligou seu celular e falou:

-Peço que fique de olho nele, ok? Ele ainda corre perigo de ser sequestrado. Também vamos precisar de alguém para vigiar Yamazaki. Takaba confia demais nele. Precisamos de provas para usar contra ele.

Asami chamou o serviço de quarto para pegar a bandeja e ficou sentado por um tempo pensando em como agir. Chegara a pensar em propor a Akihito que fosse viver com ele, mas sabia que o rapaz não estava pronto para aquilo. Talvez ele ficasse com medo do que Yamazaki pensaria.

“Como se Yamazaki fosse melhor do que eu. Pelo menos, nunca escondi de Akihito quem sou.”

 

*tamagoyaki é uma espécie de omelete. 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


A luta para vencer Myanmoto e proteger Akihito está longe de terminar. Asami sabe que qualquer erro será fatal.


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