História Um relacionamento explosivo - Capítulo 36


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Categorias .hack//Liminality
Tags Akihito, Asami, Yakuza
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Palavras 1.235
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A vizinha de Akihito lhe dá um envelope e lhe conta que viu pessoas estranhas rondando o lugar. Ela também alerta o fotógrafo que podem ser as pessoas a quem Yukio devia. Akihito lê a carta e conclui que foi Myanmoto quem a mandou.

Capítulo 36 - Capítulo 36 - Em casa


Fanfic / Fanfiction Um relacionamento explosivo - Capítulo 36 - Capítulo 36 - Em casa

Aihara estacionou onde Akihito pediu. O segurança lembrou:

-Takaba-san, lembre que o chefe ordenou que ligue para informar onde se encontra já que você precisa se deslocar.

-Direi, Aihara-san. – desceu do carro-  Obrigado. Até mais.

-Até mais.

Akihito, vendo o carro se afastar, não conseguiu deixar de pensar que já estava se acostumando com os homens de Asami. Apenas Suoh ainda o fazia se sentir pouco à vontade. Mas  Aihara era amigável e não lhe parecia ameaçador.

Dirigindo-se ao pequeno prédio para onde se mudara pouco após a morte do seu pai, Akihito lembrou de quando dera a Asami um endereço errado quando este lhe insistira em dar carona após ambos jantarem naquele restaurante luxuoso. Pensou em como fora bobo ao mentir daquela forma, pois agora tinha quase certeza de que Asami sempre soubera que ele morava lá. Foi ao apartamento de sua vizinha Kaneki Tomoko e bateu à porta. A boa mulher a abriu quase imediatamente. Ela tivera um único filho, que se suicidara na floresta de Aokigahara*  e teria a mesma idade de Akihito se fosse vivo. Talvez por isso gostasse tanto do rapaz.

Ela olhou para ele com um ar um tanto preocupado.

-Bom dia, Kaneki-san.

-Onde passou a noite, Akihito-chan?

Como todas as outras pessoas, ela tratava Akihito como uma criança.

O fotógrafo respondeu que passara a noite na casa de Kou, acrescentando que passara mal após comer algo e não conseguira terminar de cobrir o evento. Assim, não vira o tumulto ocasionado pela morte de Masato. Ela falou que vira as notícias sobre o fato na televisão. Assustada, disse a ele que entrasse. Akihito tirou os sapatos e entrou. Ela lhe deu um envelope pardo, falando com seriedade:

-Akihito-chan, você precisa tomar cuidado. Ontem, pouco antes de ir dormir, ouvi gente andando por aqui. Espiei pela janela e vi dois homens.

Akihito, tentando parecer despreocupado, perguntou se não podiam ser pessoas que haviam errado de endereço. Tóquio era uma cidade grande e errar de endereço não era tão incomum.

A mulher falou com convicção:

-Akihito-chan, não podem ser as pessoas a quem seu irmão devia? Devem ter descoberto sobre você. Veja bem, você é jornalista e isso lhe expõe. Devem ter visto seu nome em alguma matéria de jornal e, a partir daí, deduziram que você só podia ser parente  de Takaba Yukio, resolvendo investigar. Yakuzas não perdoam dívidas e, quando resolvem investigar a nosso respeito, descobrem sobre a gente até o que a gente não sabe. E a culpa é também daquele seu amigo policial. Por que ele fica lhe chamando para cobrir essas operações perigosas? Alguém com parente envolvido com mafiosos não pode se expor assim. E se essas pessoas não viram você cobrindo uma operação na área deles? Vê como você se arrisca, menino?

A vizinha de Akihito chegara a conhecer Yukio mas nunca simpatizara muito com ele. E Akihito sabia disso.

Akihito ficou lívido como um papel mas respondeu que aquele era seu trabalho e que o trabalho de um jornalista envolvia perigos daquele tipo.

-Eu não entendo por que uma criança como você vai cobrir essas coisas.

Embaraçado, Akihito disse que iria a seu apartamento trocar de roupa e a vizinha disse que iria fazer compras, entrando no seu.

Akihito foi à sua habitação e abriu a porta, entrando e abrindo o envelope. Ao ler, ficou realmente assustado.

“Não pense que escapará, Takaba Akihito. Você será pego mais cedo ou mais tarde, meu garoto.”

Aquilo era coisa de Myanmoto, tinha certeza! Fora os homens dele que sua vizinha vira! Resolveu que contaria a Yamazaki!

Ao ver o pequeno Butsudan** que havia na sala, dirigiu-se a ele. Nele, havia as fotos de Yukio, seu pai e avós paternos. Pegou um pouco de arroz e acendeu um incenso de crisântemo, ajoelhando-se.

-Estou em casa, pai, Yukio, avós.

Aquele altar doméstico era uma das poucas coisas que levara de sua antiga casa, onde morara com o pai e o irmão. Embora a casa fosse pequena e simples, custava muito para um estudante manter. Watanabe, que o ajudara durante o funeral do pai, conseguiu achar um comprador para a casa, aconselhando:

-Enquanto não se formar, gaste o mínimo possível, Aki-chan.

Takato e Kou o ajudaram a vender a moto de Yukio, sua antiga bicicleta e mais alguns objetos como DVDs e  outros decorativos e utilitários  que ocupariam muito espaço num apartamento alugado. Apesar de Hiroshi lhe haver dito que conservasse os antigos brinquedos que tinha em bom estado para dá-lo a seus futuros filhos, Akihito achou que não dava para se apegar a coisas. Deu quase todos os seus brinquedos e mangás  a um orfanato.  Dos livros, manteve somente um de conto de fadas japoneses porque seu pai costumava ler as historias para ele quando criança.

No final, Akihito ficou apenas com suas câmeras, os objetos de beisebol de Yukio, a coleção de fotografias que tirara desde que aprendera a manejar a câmera, um boneco do Doraemon, o altar, um Maneki Neko*** e um daruma**** que Watanabe lhe dera para que tivesse sorte no seu novo lar. A avó de Kou, que o conhecia desde pequeno, deu-lhe um sino dos ventos.

Akihito olhou para a pequena urna com as cinzas do seu pai.

-Pai, já tive que me mudar duas vezes. Terei que me mudar de novo?

Para onde iria? Observou as coisas que adquirira ao se mudar para lá: os jogos do Street Fighter, alguns livros e DVDs e mais alguns objetos como bonecos e enfeites que se haviam tornado parte do ambiente: sua caneca com um panda, um Doraemon  estofado  que ficava ao lado do computador...

Trocou de roupa e guardou o terno. Iria devolvê-lo logo. O seu celular tocou. Era o diretor do jornal, Shimoguchi. Queria saber  por que Takaba não tirara fotos do incidente com Masato e onde estava. Akihito explicou que estava na casa de um amigo e informou:

-Eu estava cobrindo a festa mas...

-Não bebeu, hein?

Akihito pensou rápido numa desculpa e falou que passara mal ao comer um prato com lagosta que Haruka oferecera.

-Você deve ser alérgico. Bem, quero que hoje vá fotografar a entrevista com a Meiling, que será às..., no.... Sabe, acho que aquilo que houve com Masato não era mesmo para seus olhos. Não se preocupe.

-Certo, Shimoguchi-san.

O homem informou Akihito sobre mais alguns trabalhos e se despediu:

-Até mais, Takaba-kun.

-Até mais, Shimoguchi-san.

Ao sair do apartamento, Akihito pensou no que faria e sabia que Asami não gostaria ao saber de Meiling.

“Mas não é bom esconder nada dele nem mentir.”

Pegou o seu celular e mandou uma mensagem, explicando que era seu trabalho e não podia evitar. Se Asami não entendesse, paciência. Era o trabalho dele como jornalista e fotógrafo.

Lembrando do conselho de Asami, pegou um ônibus. Iria primeiro devolver o terno.

 

*O suicídio é problema social relevante no Japão e a floresta de Aokigahara é o local preferido por muitos que decidem dar fim à própria vida. Esta floresta é o segundo lugar no mundo onde mais se cometem suicídios, ficando atrás da Golden Gate nos EUA.

** Os japoneses têm o hábito de ter um altar em casa para cultuar os antepassados. Há o butsudan, que é budista e o kamidana, xintoísta.

*** Maneki Neko é um talismã, o gato da sorte, que se diz que atrai fortuna e prosperidade.

****Daruma é um boneco redondo e oco, geralmente de cor vermelha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Akihito irá pedir ajuda a Yamazaki e Asami terá um encontro com Yukimura.


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