História Um relacionamento explosivo - Capítulo 37


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Categorias .hack//Liminality
Tags Akihito, Asami, Yakuza
Visualizações 9
Palavras 943
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Asami vai prestar condolências à família de Masato e se encontra com Yukimura, com quem tem uma conversa, deixando claro que sabe que não foi ele quem mandou matar Masato. Yukimura o convida para um chá e lhe diz que deve pensar em encontrar uma pessoa.

Capítulo 37 - Capítulo 37 - Asami se encontra com Yukimura


Fanfic / Fanfiction Um relacionamento explosivo - Capítulo 37 - Capítulo 37 - Asami se encontra com Yukimura

Suoh e Kirishima andavam poucos passos atrás de Asami, que carregava um buquê de crisântemos amarelos. Muitas outras pessoas iam prestar condolência à viúva e ao único filho de Masato. Uma foto dele estava à mostra. A mulher de Masato era uma senhora pequena e elegante, que usava um impecável quimono branco*. O enterro seguiria os ritos budistas, religião da família.

Asami comentou com Kirishima a ironia da situação. O budismo pregava que se desapegasse das coisas mundanas e Masato fora uma das pessoas mais mundanas que ele conhecera. A hipocrisia era quem realmente regia as relações sociais. Com uma atitude solene, Asami ofereceu as flores à mulher, que a aceitou com um gesto bastante polido. O yakuza refletiu que a compostura dela era digna dos grandes homens.

“Deve ser algo enraizado no nosso espírito japonês. Depois que enfrentamos a 2.ª Guerra Mundial, aprendemos que tudo que nos resta é nos reerguer com o que nos resta e seguir em frente. E temos uma grande tradição guerreira.”

Claro que podia ser que ela não amasse realmente o marido. Asami era uma criança quando aprendera que nem sempre os laços de sangue significavam amor. Ele vira que sobreviver exigia que se admitisse a verdade e tomasse decisões difíceis. E que, muitas vezes, o egoísmo era a única arma de defesa de alguém.

Seu avô, homem de espírito tenaz, dissera-lhe com convicção: “Observe as pessoas, mas nunca deixe que saibam que você as está observando, Ryuichi. Aprenda a ver as fraquezas de quem lhe cerca, mas jamais se revele. Esteja pronto para perceber quando quiserem lhe atacar. A verdadeira força consiste em nunca deixar de prosseguir.”

Não pôde continuar pensando porque uma pessoa que conhecia muito bem apareceu. Era Yukimura, acompanhado de um segurança. Ele carregava um enorme buquê de rosas brancas. Ao ver Asami, aproximou-se, cumprimentando-o:

-Como vai, Asami-san?

-Vou bem, Yukimura-san. Sentia por ele um grande respeito.

-Essa notícia me pegou de surpresa. Disse o homem mais velho.

Yukimura beirava os sessenta anos, mas parecia uns dez anos mais jovem. Embora pequeno e magro, sua presença impunha respeito.  Tivera três filhos mas o seu segundo fora assassinado anos atrás e desde então sua amável esposa não saía mais de casa. Mas ele se comportava como um samurai, na opinião de Asami. Não deixava a dor abatê-lo e seguia em frente, auxiliado pelo filho mais velho. Asami, que era muito mais alto, inclinou-se para dizer em voz baixa:

-Eu sei quem foi.

Yukimura deu um sorriso que expressava sua admiração por Asami.

-Sei que não me dirá como soube. Mas fico contente que não achou que eu iria desrespeitar nosso acordo.Só que  eu não achei que um homem com sua inteligência me acharia capaz de querer provocar uma guerra desnecessária. Bem, com licença, Asami-san.

Numa atitude bastante respeitosa, Yukimura foi entregar as flores à esposa de Masato. Depois, foi falar novamente com Asami:

- A morte de Masato jamais me seria proveitosa. Só um idiota para achar que eu queria começar uma guerra com você.

Interiormente, Asami se perguntava se Yukimura poderia ser um aliado contra Myanmoto, suspeito de ter mandado matar seu segundo filho.

-As coisas não tem sido fáceis, Yukimura-san. Eu tenho lidado com gente tentando bagunçar na minha área e a polícia está me acossando.

O velho yakuza deu um sorriso amargo.

-A polícia é um peso para nós, Asami-san mas, quando se sobe tão alto, arruma-se muitos inimigos. Você não só subiu muito alto como tem expandido seus negócios. Sei de seus problemas com a tríade chinesa**. Eles são umas dores de cabeça.

Aquilo fez Asami lembrar de Meiling. Aquela mulher era encrenca. Além de não poder ver um par de calças, ainda era protegida de um membro da tríade chinesa. Ele pensou no tempo em que a encontrara em Hong Kong e em como ela, enraivecida por não conseguir seduzi-lo, chamara-o de aberração e o acusara de não passar de um homem frio e com as mãos sujas de sangue.

-Isso me faz lembrar dos problemas que tive em Hong Kong algum tempo atrás.

Com um tom de voz de um pai que aconselha o filho, Yukimura disse que talvez fosse bom Asami parar de pensar tanto em dinheiro e pensar em encontrar alguém.

-Sossegue um pouco, Asami-san. Um homem jovem e atraente como você certamente pode encontrar alguém que não olhará seu dinheiro. É bom termos alguém ao nosso lado. Aceite como conselho de amigo. Que seria de mim sem a Sakura e meus filhos?

Pensando um pouco, Asami respondeu que seus problemas haviam se multiplicado. Yukimura disse que a vida sempre tinha problemas e que não podíamos deixar de lado o que era importante.

Afastando as lembranças ruins de Meiling, que era alguém que não valia a pena, Asami disse a Yukimura que precisava ir cuidar do seu trabalho. Yukimura respondeu que entendia.

-Somos homens ocupados, Asami-san. Mas pense no meu conselho.

-Pensarei.

-Passe qualquer dia em minha casa. Penso que será bom tomarmos um chá e discutirmos como resolver esses problemas que o idiota que matou Masato quer arrumar.

Asami sorriu e se despediu, entrando no seu carro. Suoh deu a partida e Asami verificou seu celular. Akihito lhe mandara uma mensagem que o desagradou completamente.

“A piranha da Meiling vai tentar leva-lo para a cama. Ah, eu não vou deixar. Ninguém toca o que é meu. E ela poderá dizer ao protetor dela sobre a ligação de Takaba comigo.”

 

*No Japão e na China, a cor do luto é o branco.

** Assim como a Yakuza é a máfia no Japão, a Tríade Chinesa é a máfia da China e ambas as organizações são rivais.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Asami fica contrariado ao saber que Akihito vai fotografar Meiling.


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