História Um relacionamento explosivo - Capítulo 38


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Categorias .hack//Liminality
Tags Akihito, Asami, Yakuza
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Palavras 1.475
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Akihito vai falar com Yamazaki sobre a carta ameaçadora que recebeu, mas a conversa que tem com seu amigo o faz começar a desconfiar que algo está muito errado. Ele fica confuso e Yamazaki sente que está em grande perigo.

Capítulo 38 - Capítulo 38 - A desconfiança começa a crescer


Fanfic / Fanfiction Um relacionamento explosivo - Capítulo 38 - Capítulo 38 - A desconfiança começa a crescer

Akihito seguiu imediatamente para a delegacia após devolver o terno e, ao entrar lá, não conseguiu deixar de achar que havia algo muito estranho na expressão de Yamazaki quando este o viu. O homem agira de um jeito que o fizera lembrar de um filme que vira no cinema, anos atrás. No filme, um irmão, querendo ficar com toda a herança para si, planejara cuidadosamente a morte do outro e sabotara o carro deste para que explodisse. Entretanto, por sorte ou azar, quem entrara no carro e morrera em consequência da explosão fora justamente a esposa do irmão que ele quisera matar.

O jornalista tinha uma memória muito boa e ainda lembrava da expressão do irmão ao ver aquele que ele pretendera assassinar vivo diante dele. A fisionomia de Yamazaki era a de quem não esperava vê-lo ali e Akihito não entendeu. Yamazaki o conhecia desde criança e quantas vezes ele não fora lá de supetão atrás de notícias sobre Yukio ou para se inteirar de ocorrências para fotografar? Por que o policial agira como se houvesse visto um fantasma ou se sua aparição fosse totalmente inesperada?

Aquilo fez a velha desconfiança que Asami plantara nele ao falar que era muito esquisito que Yamazaki nunca houvesse descoberto nem mesmo uma pista sobre o desaparecimento de Yukio começar a crescer e, junto com a desconfiança, veio o medo. Porém, Akihito tentou dissipá-lo.

Yamazaki, talvez percebendo que agira de modo esquisito, disse um bom dia e disse a Akihito que sentasse, oferecendo-lhe café. Akihito então falou que soubera da morte de Masato e falou que achara o seu amigo mais cansado do que antes. Yamazaki confirmou:

-Sim, meu jovem. Estou tendo de lidar com o “escândalo da droga”, o suposto suicídio daquele político e agora, isso. Muita coisa ruim em tão pouco tempo, não?

-É sim. De fato.

 O policial disse então que estranhara não ver Akihito lá, pois soubera que ele iria à festa e que tal ocorrência seria uma ótima chance para tirar boas fotos.

-Ainda assim, achei bom você não ter visto aquilo. Eu, um policial com anos de trabalho nas costas, fiquei horrorizado com o que vi. Imagina uma criança.

Akihito sabia que o motivo dele não ter visto o que ocorrera com Masato não agradaria a Yamazaki, e se perguntou se devia contar a verdade ao amigo. A desconfiança estava a atormentá-lo mas ele se disse:

“Não, Yamazaki é confiável. Ele me ajudou nos tempos mais duros que passei e tem sido como um pai, assim como Watanabe. As coisas estão difíceis e é por isso que não estou raciocinando direito.”

-Eu tenho de contar ao senhor – começou com cuidado – Eu estava lá, fotografando, e Asami apareceu.

Instantaneamente, Yamazaki se alterou:

-Ele levou você a algum lugar para fazer coisas, não foi?

Akihito ficou vermelho como um tomate e negou, pedindo ao policial para se acalmar.

-Não, Yamazaki-san. Ele veio me dizer que Myanmoto estava planejando meu sequestro e mandara seus homens lá para me pegar.

Com o faro de um policial experiente, Yamazaki viu que Akihito escondia algo. Asami não se contentaria em ir lá apenas proteger o rapaz. O temor também invadiu o coração do policial. Se as coisas continuassem daquele jeito, não tardaria a Akihito descobrir que ele se aliara a Myanmoto. O que Fujimoto não devia ter contado a Asami?

“Asami está investigando sobre Myanmoto. Esse demônio pode acabar sabendo  sobre o destino de Yukio e será só uma questão de tempo até Akihito saber toda a verdade. Pior é que talvez Fujimoto tenha contado a ele que a polícia pretende ir àquele clube noturno para saber de seu negócio ilegal de armas.”

Tentando se manter calmo, Yamazaki só perguntou:

-Como será que ele sabia? Será que Asami só não foi lá atrás de você, Takaba-kun? Ele é um stalker e um pervertido, um tarado.

Akihito balançou negativamente a cabeça e disse:

-Será que ele não anda espionando Myanmoto, Yamazaki? Pense bem, eles estão em guerra.

A expressão que Yamazaki fez ao perguntar como Asami poderia saber dos planos de Myanmoto pareceu muito esquisita. Akihito sentiu que algo muito ruim estava sob a superfície. Sem querer, recordou de quando Asami lhe dissera para não confiar no policial.

“Não, isso não faz sentido. Asami é um yakuza, não confia em ninguém, é isso.”

-Yamazaki-san, Asami não fez coisas comigo. Ele disse que não seria seguro eu ficar lá e disse que um homem dele poderia me levar a um lugar seguro. Então, eu pedi que me deixassem na casa de Kou. Foi tudo. Ele ficou lá e o homem dele me deixou onde pedi.

Então, Akihito falou que a vizinha ligara e falara de uma carta estranha que, apesar de endereçada a ele, fora deixada debaixo da porta do apartamento dela. Mostrou-a ao policial, que a leu e releu, preocupado. O policial sabia que só poderia ser uma ação de Myanmoto.

“Isso está ficando mais difícil. Como Myanmoto faz uma coisa dessas? Não pode ser só a dívida de Yukio que o está motivando a fazer esse terror psicológico em cima de Takaba.”

A preocupação de Yamazaki só aumentou quando Akihito lhe contou que a vizinha vira dois homens rondando onde ele vivia. O fotógrafo acrescentou que ela deduzira que só podiam ser yakuzas atrás dele por causa das dívidas de Yukio.

-Como ela deduziu isso, Takaba-kun?

-Ela acha que devem ter visto meu nome em alguma matéria e deduzido que sou parente de Yukio, resolvendo investigar sobre mim. Ela até falou que yakuzas, além de não perdoar dívidas, ainda descobrem sobre a gente até o que a gente não sabe.

Yamazaki se serviu de mais café e Akihito observou que ele fazia um esforço enorme para não mostrar a inquietação que sentia. Normalmente, o amigo de Akihito era um homem frio e contido.

-Ela não é boba, não, Takaba-kun? Daria para trabalhar como investigadora.

-Sabe o que acho, Yamazaki-san? Foi Myanmoto, por causa das fotos.

Akihito queria dizer que Asami lhe falara que Myanmoto era o yakuza a quem Yukio devia mas se calou. Algum instinto secreto o fez se calar.

-Como poderia ser por causa das fotos, Takaba-kun? Se fosse, Myanmoto já teria mandado mata-lo. Para um yakuza, gente que sabe coisas que podem comprometê-lo é uma pedra no sapato. Veja, após tirar as fotos, você acabou sabendo demais sobre Asami. Para Asami e Myanmoto, gente como você, que se mete no caminho deles, é alguém que deve ser eliminado. Entretanto, Asami não o matou.

O rapaz ponderou que talvez Asami não houvesse se preocupado em mata-lo porque ele não podia provar. Yamazaki insistiu que devia haver um motivo obscuro e Akihito então falou:

-Devem ser então as pessoas a quem Yukio devia. Não lhe parece isso?

O policial negou com a cabeça e afirmou que, se os credores de Yukio já o houvessem descoberto, certamente o teriam sequestrado para vende-lo ou obriga-lo a se prostituir, reforçando de um jeito que pareceu muito pouco convincente para Akihito:

-Não seja mais ingênuo do que o necessário. Um garoto com seu rosto renderia bom dinheiro para eles. Não são as pessoas a quem Yukio devia.

A confusão que se estampou no rosto de Akihito deixou Yamazaki satisfeito, mas o policial sabia que sua posição estava em perigo. Se as coisas continuassem indo como estavam, logo ele estaria comprometido.

-Yamazaki-san, muita coisa está confusa. Por que Asami, além de não me matar, o que seria mais conveniente para ele, iria se dar ao trabalho de me proteger? Será que Myanmoto, com quem ele está em guerra, não deve ter me visto falando com ele e não quer me usar?

-Acho que não, Takaba-kun. Asami é um homem que não se importa com ninguém. Acha que ele é um anjo? Ele o protegeria sem pedir nada em troca? Takaba, ele só quer usar você, torna-lo a mulherzinha dele até se cansar e descarta-lo.  E como saber se é Myanmoto mesmo? Pode ser outro inimigo de Asami. Quem acha que matou Masato? Só pode ter sido o Yukimura.

Akihito falou que não dava para afirmar aquilo sem provas. Yamazaki ponderou que yukimura era uma raposa velha e que até Asami era cauteloso ao lidar com ele.

A desconfiança começou a se enraizar em Akihito. Asami dizia uma coisa e Yamazaki, outra. Um dos lados mentia. O fotógrafo estava sentindo que sua mente era um redemoinho e se despediu. Achou que enlouqueceria se passasse mais tempo pensando.

Um homem de Asami viu Akihito saindo da delegacia e pegando um ônibus e ligou para Kirishima, contando tudo. O secretário de Asami foi logo ao escritório do seu chefe e bateu a porta. Asami lhe disse para entrar e Kirishima contou o que conversara com o outro homem.

“Ele foi falar com Yamazaki e não me contou? Pirralho desobediente. Vou lhe dar uma lição inesquecível.”

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Após saber que Akihito não lhe disse que foi conversar com yamazaki, Asami se zanga e resolve castigar o fotógrafo,que está confuso e perturbado.


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