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História Um romance entre feras. - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Oi meu amores, sentiram minha falta? :3
Ai vai mais um capítulo para vocês <3


Como de praxe, a foto de capa não é de minha autoria, esta disponível no google imagens :P

Capítulo 5 - Revelações e um encontro inconveniente


Fanfic / Fanfiction Um romance entre feras. - Capítulo 5 - Revelações e um encontro inconveniente

Eram dois dias de caminhada do centro de  Ixtal até sua tribo. O vilarejo dos Kiilash fica nos arredores da floresta, próxima ao deserto de Shurima. Rengar ia o mais rápido que podia, afinal, não via a hora de poder voltar. Durante todo o trajeto seus pensamentos permaneceram em Nida. Não sabia explicar como se apegou a ela em tão pouco tempo. A princípio, achou que fosse uma humana comum quando abriu os olhos e a encontrou sobre ele, mas, notou que seu olho arrancado não sangrava mais e deduziu que ela havia feito alguma coisa. O jeito como ela o enfrentava e o desafiava o deixaram no mínimo curioso, sem contar a beleza indiscutível da garota. Seus longos cabelos negros, sua pele bronzeada e os olhos verdes deixariam qualquer homem vulnerável, sem contar que ela era dona de um belo corpo, tinha que admitir. Mas o que encantou Rengar foi o sorriso. O jeito como ela balançava a cabeça enquanto ria o fazia sonhar acordado. No dia em que a ouviu gritar logo depois que tinham se encontrado durante uma caçada,  o fez congelar. Sabia que algo estava errado. Farejou o cheiro dela e o seguiu. Quando a encontrou sendo agarrada e assediada por um bando de homens que se diziam humanos civilizados, surtou. Só pensava em como matá-los da forma mais cruel possível. Quando o ruivo colocou as mãos sobre os seios dela e tentou deixá-los a mostra, pulou de onde estava e rasgou sua garganta fora a fora. Queria ter sido mais sádico, mas, não podia se dar esse luxo, eles estavam fazendo -a sofrer. Os outros dois que seguravam Nida se assustaram e a libertaram. Ele respirou aliviado, sabia que ela estava mais segura. “Que o banho de sangue comece”. Abateu os outros dois e voltou sua atenção para ela. Nida continuava no chão, estática com o olhar vazio. Ele sentiu seu coração apertar. Era dolorido vê-la naquele estado. Conseguiu convencê-la a ir com ele. Como não sabia onde ela costumava dormir, a levou até a caverna onde ficava alojado quando estava na selva. Deitou-a com cuidado sob a cama e esperou que ela acordasse. Aproveitou para admirá-la enquanto dormia. Realmente, era uma mulher muito bonita. Suas lembranças foram interrompidas pelas tendas e cabanas que eram possíveis ver logo a frente. Havia chegado.  

            Ao passo que caminhava para cabana de seu pai, alguns Kiilash o encaravam, outro apenas o ignoravam e continuavam afiando suas lâminas e lanças. Alguns filhotes passavam correndo entre as tendas derrubando as coisas. Podia-se ouvir as mães os repreendendo e os pais esbravejando. Tudo estava exatamente como Rengar se lembrava. Sentiu um aperto em seu braço. Se virou. Uma senhora pouca coisa mais baixa que ele o encarava sorrindo. Ele sorriu de volta.  

- Olá vovó.  – Rengar depositou um beijo na testa dela. A senhora alargou mais o sorriso.  

- Olá querido. Como você está? Estava morrendo de saudade. – Ela dizia de maneira doce.  

- Estou muito bem, na verdade, me sinto vivo outra vez. – Ele exclamou. Aquela pumazinha realmente o tinha mudado. – Também estava com saudade. E a senhora, como está? – Perguntou encarando-a.  

- Fico feliz em saber que finalmente conheceu alguém.  – Ela piscou para ele. Rengar arregalou os olhos. Como ela sabia? – Sinto um pouco de dor aqui ou ali por conta da idade, mas, estou bem. – Ela riu ao ver a cara que o neto fazia.  

- Eu não sei do que a senhora está falando... – Murmurou. Sabia que não conseguiria esconder tais coisas de sua avó,  mas tentaria.  

- Ora, vamos Rengar, você não consegue esconder as coisas da sua velha vó. – A idosa tinha um sorriso zombeteiro no rosto. Ele suspirou.  

- Tudo bem... ela se chama Nidalee. – A senhora sorriu de orelha a orelha e o puxou para um abraço.  

- Estou tão feliz por você querido. Ah, quem diria, meu netinho tem uma namorada... eles crescem tão rápido... – Ela apertou as bochechas dele. Rengar corou ao ouvir a palavra namorada. Ele estava encantado por ela, mas, nem se quer tinham se beijado, e nem sabia se chegariam a esse ponto. Só queria vê-la feliz.  

- Ela não é minha namorada vovó... – Murmurou. A idosa apertou ainda mais suas bochechas.  

- Ainda não,  mas, seu olhar apaixonado não mente. – Congelou. Ele? Apaixonado? Ela só podia estar de brincadeira. Gostava da gatinha, de fato, mas, paixão?  Não.  Balançou a cabeça tentando afastar tais pensamentos.  

- Você está ficando velha mesmo vovó,  está até vendo coisas já.  – Ele riu e cutucou a senhora. Não queria admitir, mas, talvez sua vó tivesse razão. – Bem, eu vou indo, preciso falar com Ponjaf. – Disse depositando  um beijo na testa da idosa. Antes que pudesse sair, ela segurou seu braço.  

- Tome cuidado querido, sabe como seu pai é temperamental. Não faça nada imprudente. – Ela o repreendeu. Ele assentiu e saiu.  

            Seus pensamentos estavam uma bagunça. Seu encontro com sua avó só o fez confirmar a sensação esquisita que sentia toda vez que ouvia o nome de Nidalee, pensava nela ou até mesmo a via. Suas terminações nervosas levavam um choque toda vez que ela o  tocava. Ouvir seu nome saindo daquela boca carnuda era música para seus ouvidos, até mesmo quando brigavam. Foi arrancado de seus devaneios quando trombou em alguém. Estava pronto para esbravejar quando levantou a cabeça para ver quem era.  

- Olá Rengar. – Disse a mulher com um tom de voz sedutor. Ele revirou os olhos.  

- Oi, Lina. – Ele disse da maneira mais fria que conseguia.  

- Porquê não me avisou que viria? Teria me preparado melhor. – Ela disse mordendo o lábio inferior. A um tempo atrás aquilo até funcionasse com Rengar, mas, não mais. Ele havia se envolvido com Lina no passado. A mulher era uma Kiilash muito bonita, tinha um corpo bem desenhado. Seios fartos e quadril largo. Seus cabelos eram presos em duas tranças, uma de cada lado, que chegavam até sua cintura. Eles haviam tido um caso, porém, quando Lina começou a insistir em ter filhotes, Rengar a deixou. Até gostava dela, mas, não estava preparado e nem queria filhos. Desde então,  sempre que está na tribo, ela o procura. Quando saiu para caçar Kha’zix, ela chegou a segui-lo, mas, ele pediu para que retornasse e esquecesse dele.  

- Lina, eu não estou com cabeça para isso agora. Me de licença.  – Ele tentou ser educado e a colocou de lado, mas a mulher era insistente.  

- Ah, qual é Rengar. Você sempre gostou desse corpinho aqui. – Ela dizia de maneira sensual apontando para o seu corpo. Ele se irritou.  

- Quantas vezes vou ter que repetir? Não temos mais nada, na verdade, nunca tivemos, agora sai da frente. – Ele a empurrou. Não estava nos seus melhores dias. Queria acabar logo com o assunto e voltar para Nida. Ela encarou o chão.  Sabia que tinha a magoado, mas, se ela não tivesse insistido, ele não teria sido tão ríspido com ela. – Olha Lina, você é uma garota legal e muito bonita, só que, não faz o meu tipo. Você vai encontrar um cara legal que te trate como merece. – Ele tentou amenizar a besteira que tinha feito. Ela o encarou. Seus olhos estavam vermelhos.  

- Eu não quero um cara legal Rengar. Eu quero você! – Ela exclamou deixando algumas lágrimas caírem. Ele suspirou.  Precisava dispensá-la logo e continuar seu caminho. O único jeito dela o deixar em paz seria contando que tinha outra pessoa, mesmo que não tivesse. Pensou em Nida.

- Eu já tenho alguém... – Disse. Ela abriu mais os olhos e mais lágrimas vieram a tona. Ela abriu e fechou a boca diversas vezes, porém, não falou nada. Deixou a garota chorosa para trás e seguiu até a cabana de seu pai. Em menos de uma hora na tribo já tinha arranjado mais problemas do que em quatro meses longe dela. O dia estava indo de mal a pior. Parou na frente da cabana onde Ponjaf morava tomando coragem. Sabia que precisava contar a verdade. Bateu na porta e nem esperou a resposta, entrou. Seu pai estava sentado a mesa com um copo em mãos perdido em pensamentos, quando viu Rengar entrar, se levantou.  

- Isso são modos? Entrou sem ao menos bater. – Ele disse sorvendo o restante de líquido do copo.  

- Eu bati, como não obtive resposta, decidi entrar. – Rengar deu de ombros. Seu pai revirou os olhos.  

- O que aconteceu com seu olho?! – Ele se aproximou e examinava o ferimento cicatrizado.  

- Longa história.  – Ele suspirou. Sabia que teria que contar sobre Nidalee.  

- Sente-se, temos tempo. – Ponjaf ofereceu uma cadeira para ele sentar. Rengar sentou-se e começou a explicar.  

- Achei a criatura. Estava em Ixtal, próximo ao centro da selva. O avistei devorando uma caça e achei que era prudente pega-lo de surpresa. Me camuflei e pulei nele. Consegui perfurar a carapaça, mas, em um momento de distração,  ele arrancou meu olho. – Aquelas lembranças o deixavam extremamente furioso por ter deixado Kha’zix fugir, mas, ao mesmo tempo faziam um sorriso bobo brotar em seus lábios, afinal, conheceu Nida naquele dia. – Lutamos até nossas forças se esgotarem, porém,  ninguém saiu vitorioso. – Abaixou a cabeça.  Era vergonhoso admitir que falhou.  

- Como você está vivo? A quantidade de sangue que perdeu com esse olho deveria ter sido fatal. – Seu pai arqueou uma sobrancelha. A curiosidade e a dúvida percorriam seu rosto.  

- Recebi ajuda. Nidalee me salvou. – Ele deixou um sorriso de canto moldar sua face.  

- Nida... quem? – Ponjaf deixou a cabeça tombar para o lado.  

- Uma garota que anda com os pumas. – Seu pai gargalhou. Rengar ficou confuso.  

- Aquele projeto de caçadora? Me poupe Rengar. Você é tão patético quanto ela. – Ele conhecia a Nidalee? Mas, como? Deixou sua raiva de lado para sanar sua curiosidade.  

- Você  a conhece? – Perguntou. Precisava de respostas.  

- Infelizmente, sim. – Ponjaf revirou os olhos. – Foi a um tempo atrás. Nós saímos para caçar e fomos até o interior da selva. Um grupo de pumas apareceu. A líder deles tentou nos expulsar, mas, antes que pudesse fazer qualquer coisa, um de meus homens a feriu. Ela valia a pena ser caçada.  Uma fêmea grande e forte. Quando ele se aproximou para o golpe final, uma humana saltou dos arbustos e se transformou em um deles. Nunca tinha visto algo assim. Ela matou um dos meus melhores homens e tomou sua lança para si. Fomos embora, afinal, não queríamos mais baixas e ela, por mais que odeie admitir, era forte. – Rengar travou. Agora tudo fazia sentido. Tudo que Nida lhe disse fazia sentido. Todas as conversas que tiveram ecoavam por sua cabeça.  

- Certo, Rengar. Agora já pode deixar a floresta. Você perturba o equilíbrio natural da selva. - Ela se virou e caminhou em direção a densa mata.

- E se eu não quiser? - Ele a desafiou. Ela voltou a passos largos batendo os pés.

- Olha aqui seu projeto de leão, eu vou te dizer uma única vez. Seu povo não é bem vindo aqui, eles perturbam o que há de mais sagrado por essas terras. Vou fazer o que for necessário para proteger minha família dos forasteiros, e isso inclui matar alguns vastayas se for necessário. - Ela bufava e o encarava com raiva.

Como ainda não havia percebido? Ela era contra seu povo ali porque eles eram responsáveis por toda a dor que passou tão jovem. A própria lança que ela usava fora criada por seu povo.

- Acho melhor não. Eles não gostam de você. - Ela apontou para a floresta onde sua família mostrava os dentes e rosnava enquanto o encaravam.

- Porque? -  Perguntou com um pedaço de carne nas mãos.

- Digamos que você nos lembra de algo ruim que tentamos esquecer. - Nida puxou seu braço e voltou a forma de puma.

            Seu pai continuou com o sermão lhe dizendo o quanto era fraco e patético.  Ele deixou de prestar atenção em que seu pai dizia e olhou ao redor. Os troféus que ele guardava estavam amontoados em uma prateleira no canto cheios de poeira e velhos. Sentiu a raiva crescer dentro de si. Ponjaf não caçava fazia um tempo. Seus sermões eram tão hipócritas quanto ele. Rengar percebeu que seu pai o mandou atrás da criatura porque ele mesmo não tinha coragem.  

- COVARDE! – Gritou fazendo Ponjaf se assustar. Rengar foi até ele e o agarrou pelo pescoço.  

- Mas o que... – Percebeu que seu pai estava cheirando a medo.  

- Isso mesmo que você ouviu! Você é um covarde! Me mandou atrás de Kha’zix, porque você mesmo não tem coragem de ir! – Ele iria colocar tudo para fora. – Fica aí com esses sermões vazios sendo que você mesmo não tem coragem de fazer metade das coisas que fala. Você vive falando o quanto sou fraco e patético, mas, eu nasci encarando a morte de perto. Aprendi a caçar e a me virar sozinho. Meus troféus e minhas cicatrizes provam isso! – Ele estava de saco cheio de ser menosprezado.  

- Vejo que aquela coisa que se diz caçadora te deu coragem. – Ele sorriu debochado. Foi a gota d’água. Deu um soco no rosto de Ponjaf. Pode ver os olhos dele se arregalarem. Uma sensação familiar preencheu o ambiente: adrenalina. Seu pai estava com medo. Rengar deu seu típico sorriso sádico. Fazia alguns dias que não derramava sangue. Depois de alguns segundos, o Kiilash a sua frente gargalhou. Rengar o encarou. - Não me diga que se envolveu com ela Rengar? - Ele continuava gargalhando. O silêncio de Rengar foi a confirmação que seu pai precisava. - Você é patético Rengar, apenas uma criança tentando se mostrar digno de admiração. Espero que vocês tenham lindos bastardos juntos. - O Kiilash pronunciou com desdém. Rengar foi dominado pela raiva. Enfiou a lâmina do seu sabre kirai na garganta de Ponjaf. Viu um filete de sangue escorrer pela lateral de sua boca enquanto ele dava um solavanco. O sorriso saiu de sua face. Rengar alargou mais o sorriso com a expressão de dor no rosto de seu pai. Aos poucos seus olhos iam perdendo o brilho, a vida se esvaindo. Puxou a lâmina até o estômago, fazendo com que todas as vísceras ficassem expostas. Quando notou que o líder da tribo estava realmente morto, largou seu corpo e partiu para fora da cabana sem pegar nenhum troféu, afinal, seu pai não valia o abate.  A satisfação o preencheu. Foi ao encontro de sua avó.  Precisa lhe avisar sobre o que tinha feito, mas, antes mesmo de chegar até ela foi surpreendido pelos maiores caçadores da tribo lhe entregando rosas alaranjadas. Sabia o que aquilo significava: estavam o reconhecendo como o novo líder. Rengar bufou. Jogou as rosas de volta e seguiu seu caminho. Estava decidido a voltar para selva e abater Kha’zix, não pela tribo, e sim por honra.


Notas Finais


AHHHH, não aguento isso XD
Rengar puto é o jg do time inimigo me campando :v


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