História Um roteiro para nós dois - Capítulo 45


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bangtan Boys, Drama, Fanfic, Jin, Maduro, Romance, Young Adults
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Palavras 2.659
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem-me pela demora do novo capítulo. Minhas aulas voltaram e estou correndo atrás das coisas que eu devia ter corrido nas férias :v

Capítulo 45 - Myung Hee


O bip-bip constante da máquina ao lado despertou Myung Hee do que parecera uma eternidade. A luz do sol entrava pela fresta das cortinas e machucava os olhos de Myung Hee. Ela olhou ao redor e percebera que não estava em seu quarto. Tentou se mover, mas seu corpo doía e o braço pinicava por causa da agulha que estava enfiada em sua veia. Sentiu um peso nas suas pernas e no lado do seu corpo e ficou surpresa ao encontrar Jin adormecido ao seu lado, com o cabelo bagunçado e o rosto sereno, sua respiração constante fazendo com que suas costas subissem e descessem. Ela sorriu, seu coração transbordando uma ternura que ela não era capaz de explicar. Levantou a mão para lhe afagar os cabelos macios enquanto admirava seu rosto nobre e bem feito. Foi então que Myung Hee olhou para o final da cama e reparou que sua mãe também estava ali, dormindo e roncando baixinho. Seu pai estava no sofá à frente, a cabeça apoiada na parede com os olhos fechados.

Jin gemeu levemente, abrindo os olhos inchados para encará-la. Ele ficou em silêncio durante vários minutos antes de pegar a mão dela que ainda estava sobre o cabelo dele e enlaçá-la na dele, dando um beijo em sua palma.

- Ainda bem – sussurrou ele – Eu estava tão preocupado com você.

- Por que você está aqui? – perguntou ela, estava feliz por ele estar ao lado dela, mas ainda se sentia um pouco confusa – Você não deveria estar na Tailândia nesse exato momento?

- Voltei quando fiquei sabendo que você foi raptada pelo seu ex namorado psicótico – respondeu ele, sorrindo – Foi uma grande sorte eu não ter chegado ao aeroporto na hora. Você não se lembra?

- Eu me lembro de poucas coisas – respondeu ela – As lembranças que eu tenho estão todas embaçadas e às vezes eu tenho a sensação de que foi tudo um sonho ao invés de ter acontecido de verdade. Lembro de você batendo no Saeki. Isso aconteceu de verdade?

- Sim – ele sorriu.

- Essa lembrança, com certeza, vai ser o ponto alto do meu dia.

- Está com fome?

- Um pouco – admitiu ela.

- Vou comprar algo para você comer – falou ele, levantando-se da cadeira – Já volto.

Antes dele abrir a porta do quarto, ele parou por um momento e voltou para perto de Myung Hee.

- Tá, essa é muito boa – falou ele, deixando-a confusa – Não quero perder a oportunidade. Qual é o inseto que precisa de um regime?

Myung Hee deu risada, mas pensou na resposta com seriedade.

- Não sei – respondeu ela – Qual?

- O BESOuro – respondeu ele, com um sorriso brilhante o suficiente para ofuscar o Sol.

Myung Hee começou a dar risada, juntamente com ele. Ela pegou o travesseiro atrás dela e bateu nele.

- Vá comprar minha comida – ela falou, ainda rindo e sua barriga começando a doer.

Ele deu um beijo em sua testa e se retirou do quarto, fechando a porta com suavidade e leveza. Ela esperou uns minutos antes de balançar suas pernas, tentando despertar sua mãe.

- Mãe – chamou ela – Mãe, acorda. Você está pesada.

A mãe dela levantou a cabeça, ainda grogue e limpou o fio de baba que escorrera de sua boca. Ela olhou para Myung Hee durante alguns segundos antes de pular da cadeira e causar um alvoroço no quarto, a gritaria despertando também seu pai.

- Myung Hee – gritou ela, correndo para a filha e segurando o rosto dela entre as mãos – Filha, você está bem? Está se sentindo bem?

- Eu estou bem, mãe – respondeu ela, dando risada – Pare de gritar, ou os enfermeiros vão achar que alguma coisa está acontecendo.

O pai de Myung Hee se levantou e aproximou-se delas, abraçando a mãe pelos ombros.

- Nós ficamos preocupados – falou ele – A polícia nos ligou no meio da noite explicando toda a situação, corremos para cá assim que ficamos sabendo. Você tem certeza de que está tudo bem?

- Eu estou bem – repetiu ela – Viram? Nenhum arranhão.

- Ficamos mais aliviados ao ouvir isso – falou a mãe – Mas a gente precisa conversar sobre outra coisa agora.

- Sobre o quê?

- Que tal sobre o fato de você estar namorando um idol e não ter falado nada sobre isso para nós? Ou sobre o fato de que seu ex namorado estava te perseguindo e a ameaçando?

- Eu não contei? – perguntou Myung Hee, fingindo inocência.

- Nem pense nisso, Myung Hee – avisou a mãe – Você saiu da minha barriga e cresceu com minha comida. Não pense que eu não sei quando você quer se livrar da culpa de alguma coisa.

- Desculpe, mãe – pediu ela, de modo sincero – Acho que as coisas aconteceram de modo tão rápido, que eu acabei me esquecendo de mencionar isso com você.

A mãe dela a encarou e levantou uma sobrancelha, como se dissesse que não acreditava no que ela dizia, mas também não insistiu no assunto. Sentou-se na cama, ao lado da filha e acariciou-lhe o cabelo longo.

- Apenas entenda que eu e seu pai ficamos muito preocupados com você – falou a mãe, sorrindo de modo caloroso para ela – Ficamos desesperados ao não saber onde te procurar ou ao menos saber o que estava se passando. Por favor, nos prometa que irá nos contar as coisas. Não precisa exatamente dos detalhes, mas espero que seja o suficiente para nós sabermos o que se passa na vida da nossa filha.

- Desculpe, mãe – repetiu ela – Desculpe mesmo, irei contar as coisas para vocês a partir de agora.

- Então é uma promessa – falou a mãe dela, mostrando-lhe o dedinho.

Myung Hee enlaçou seu dedinho no do dela e selou a promessa.

Jin abriu a porta, sorrindo.

- Olha só – falou ele afobado – Eles tinham sua comida favorita na lanchonete – ele interrompeu sua empolgação quando percebeu que os pais de Myung Hee também estavam presentes. Fez uma reverência envergonhada e se aproximou deles – Sr. Dang, Sra. Dang, é um prazer revê-los.

- Revê-los? – perguntou Myung Hee, confusa.

- Nos conhecemos ontem – respondeu Jin, sorrindo e colocando o sanduíche de patê de atum na frente de Myung Hee – Enquanto você estava dormindo.

- Sim – respondeu sua mãe, sorrindo brilhantemente – Meu genro é uma pessoa encantadora. Cuide bem dele hein, Myung Hee?

Myung Hee deu uma mordida no sanduíche e revirou os olhos. Acreditava que um dos maiores dons de Jin era encantar todos a sua volta, e isso era apenas uma prova viva de que ela estava certa. Ela interrompeu a conversa deles sobre o trabalho de Jin:

- Mas e então? – perguntou ela – Quando é que eu vou poder sair daqui?

- O médico disse que você poderá receber alta à tarde – respondeu Jin – Descanse até lá. Vou ligar para os membros para avisar que você está bem.

- Os membros? Eles também não embarcaram?

- Não, todos me ajudaram bastante.

Myung Hee suspirou, com peso na consciência.

- Parece que eu atrapalhei a agenda de vocês um bocado – lamentou ela.

- Pare com isso – reclamou ele – Eu não sei o que faria se tivesse embarcado e descobrisse que você estava em perigo. É apenas um show, podemos mudar os horários. Não se culpe por algo que você não fez.

Myung Hee não falou mais nada, mas ainda se sentia um pouco desconfortável. Sabia que não devia se sentir assim já que ela faria a mesma coisa se a situação se invertesse e fosse Jin quem estivesse em perigo. Pensar nisso acalmou um pouco seus pensamentos.

Poucos minutos depois, EunHye entrou no quarto de Myung Hee, debrulhando-se em lágrimas e a abraçando. Hyun Jun veio logo atrás, sorrindo ao ver Myung Hee.

- Me desculpe – pediu ela, em meio aos soluços – Eu não deveria ter te deixado sozinha naquela hora.

- Para de drama – Myung Hee deu risada – Eu estou bem, viu? Pare de se culpar, não é culpa sua. É culpa daquele idiota do meu ex namorado.

- Falando nele – interveio Hyun Jun – Parece que já saiu a penalidade que ele irá ter que cumprir. Ele pegou 6 anos de prisão com tratamento psicológico.

- Apenas seis? Aquele cara merecia apodrecer atrás das grades – revoltou-se EunHye – Onde já se viu?

Myung Hee apenas deu risada para a amiga, mas não prolongou ainda mais o assunto. Ficou feliz por saber que estava tudo resolvido e esperava que tudo voltasse ao normal.

Assim que deu 15h, o doutor entrou no quarto e avisou que ela estava liberada para voltar para casa. Saiu do hospital escoltada pela sua família, pelo seu namorado e pelos seus amigos.

- Vamos todos para nossa casa – falou a mãe de Myung Hee – Vou preparar um banquete de comemoração.

Todos concordaram felizes e foram para as casa dos pais de Myung Hee, parando no meio do caminho para uma compra rápida de ingredientes no mercado do bairro. Jin se ofereceu para ir com a mãe de Myung Hee e ajudá-la a carregar as compras e ela aceitou a ajuda do genro de bom grado e com um sorriso no rosto.

Ao chegarem em casa, Jin foi ajudar a sogra a cozinhar e aconselhou que Myung Hee tomasse um banho e descansasse até a comida estar pronta.

- Descansar mais do que eu já descansei no hospital? – ela perguntou – Minha bunda está até doendo de tanto ficar sentada.

Jin sorriu de modo malicioso e acariciou suavemente a bunda dela.

- Podemos resolver isso mais tarde – sussurrou ele, no ouvido dela.

Os pelos no braço dela se eriçaram  e o sangue subiu, fazendo com que ela corasse violentamente.

- Err.. Eu vou tomar um banho – falou ela – E já volto.

Myung Hee não esperou pela resposta dele antes de se correr escada acima e entrar em seu quarto, indo direto para o banheiro e abrindo o chuveiro, de modo que a água caia sobre ela e a fazia esfriar a cabeça. Após alguns minutos, ela fechou a torneira e saiu do boxe, enxugando o corpo e o cabelo molhado. A sensação que restou após o banho foi apenas de pureza e agora sentia a tranquilidade em saber que não iria mais precisar se preocupar com algum perseguidor assustador. Um peso enorme lhe foi tirado dos ombros e sentia quase como se pudesse flutuar. Através da porta fechada do banheiro, ela pôde ouvir a risada alta da mãe e a conversa animada entre seus pais e seus amigos e Myung Hee sentiu uma alegria que ela nem sabia que estava faltando na vida dela. Sentia como se sua vida estivesse completa e que bastava apenas isso para que ela pudesse superar qualquer tipo de barreira que tivesse em seu caminho, e isso incluía suas, talvez, futuras dificuldades profissionais. Ela iria seguir com a cabeça erguida e com a convicção de que tudo iria dar certo. E foi com esse pensamento que ela terminou de secar o cabelo, abrindo a porta e saindo do banheiro para dar de cara com Jin vasculhando seu quarto.

- Ei – falou ela, aproximando-se dele que estava olhando seus livros na prateleira

Ele olhou para ela  e sorriu, sentando-se na cama dela e pegando sua mão, puxando-a para perto até ela sentar no colo dele.

- Ei – ele respondeu baixinho, olhando de modo intenso para ela – Eu estive no seu quarto apenas uma vez antes, mas não tive tempo o suficiente para analisar tudo. Achei que seria uma boa oportunidade fazer isso hoje.

- Entendo – falou ela – E por que não fez isso na última vez?

- Estava ocupado tentando não surtar com sua beleza.

Myung Hee deu uma risada alta.

- Não sabia que além de ser o senhor das piadas de tio, Kim Seok Jin também é o rei das cantadas de pedreiro.

- Eu estou falando sério – ele falou e começou a rir, mas ficou sério logo depois – Eu realmente fiz uma cantada de pedreiro? Deuses, preciso melhorar.

- Assim está ótimo para mim.

Eles se encararam intensamente por alguns minutos, completamente em silêncio. Jin acabou surpreendendo-a quando a abraçou de repente, mas Myung Hee não reclamou. Apenas aceitou e retribuiu o abraço, sentindo o cheiro familiar da loção de Jin e aproveitando o conforto que os ombros largos traziam para ela, sempre.

- Eu fiquei tão preocupado – ele confidenciou – A noite passada passou num flash se formos observar agora, mas eu me lembro da lentidão de cada minuto que eu passei sem saber onde você estava. Sentia como se houvesse algo puxando meu coração e a sensação foi pior do que quando você me disse que queria terminar. Eu estou tão aliviado em saber que você está sã e salva agora em meus braços.

Myung Hee não o respondeu, mas começou a alisar suavemente as costas de Jin, querendo confortá-lo e deixá-lo saber que ela estava ali e que não pretendia sair tão cedo.

- Se eu pudesse – continuou ele – Te manteria aqui para sempre, para ter sempre a certeza que você está segura. Eu te levaria ao meu lado para todos os lugares que fôssemos e mesmo assim eu sinto que nunca teria o suficiente de você.

Ele se afastou um pouco de Myung Hee para que pudesse olhar nos olhos dela antes de dizer:

- Eu te amo – declarou ele – Eu amo você, Myung Hee e sinto como se meu peito fosse transbordar de amor apenas pelo fato de mencionar seu nome.

Myung Hee abriu o maior sorriso que ela já havia dado e se derreteu ao ouvir a declaração de Jin.

- Que bom que pensa assim – falou ela – Porque esse seu sentimento é totalmente correspondido. Eu te amo, Seok Jin e não parece ser um amor que vai se esgotar nesta vida. Antes eu imaginava que o amor era algo temporário e que acabava depois de um tempo, e foi você quem me mostrou que amor de verdade nunca acaba e apenas transborda, como se meu coração estivesse sempre cheio. Eu sinto isso por você e estou feliz por isso, porque não acho que alguém além de você seria tão digno do meu amor. Juro para você que ninguém mais me serve.

- Vamos nos casar – pediu ele, subitamente.

Aquilo pegou Myung Hee totalmente de surpresa, tanto que ela até acabou se afastando mais um pouco, para ter certeza de que ele falava sério.

- O quê? – perguntou ela.

- Casa comigo – pediu ele, abrindo a mão e deixando o colar de Myung Hee escorrer, revelando o brilho do ouro no pingente em forma de anel – Desculpe, eu achei o colar na sua gaveta e estava pensando em colocar em você de volta, mas parece que virou um outro tipo de acessório agora.

Myung Hee deu risada da situação e do rosto inocente de Jin enquanto pedia desculpas por propor-la usando o presente que ele dera a ela no Natal passado.

- Você está falando sério? – ela perguntou, uns minutos depois.

- Não consigo me imaginar com ninguém ao meu lado além de você – respondeu ele, sério – Não estou sendo precipitado e sei o que os outros vão comentar sobre isso, mas é por amor, não é mesmo?

Ela pôde ver a seriedade no olhar de Jin e não conseguiu pensar em nenhuma outra resposta além de:

- Eu caso – respondeu ela, o coração inflando – Se for com você, eu caso.

Jin abriu um sorriso brilhante e a abraçou apertando,soltando-a para lhe dar um beijo quente em seus lábios.

- Quando eu comprei este colar para você – falou Jin, depois de se separarem – Eu nunca imaginei que o anel que está pendurado aqui fosse caber no seu dedo, mas por uma ironia do universo, ele cabe perfeitamente.

E como que para reforçar esse comentário, Jin deslizou o anel no dedo anelar de Myung Hee, e beijou-o depois dele se encaixar perfeitamente.

- Prometo que irei lhe comprar um mais apropriado depois – falou ele.

- Este está ótimo para mim – respondeu Myung Hee, abraçando a própria mão.

 



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