História Um Selvagem Diferente - Capítulo 7


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Categorias Justin Bieber, Lucy Hale
Personagens Chaz Somers, Jeremy Bieber, Pattie Mallette, Personagens Originais, Ryan Butler
Tags Alternativa, Comedia Romantica, Fantasia, Ficção
Visualizações 8
Palavras 3.067
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu ainda estou me sentindo culpada por ter demorado ANOS para atualizar (literalmente anos), e vim com mais um capítulo para vocês ❤️

Capítulo 7 - Explicações


Fanfic / Fanfiction Um Selvagem Diferente - Capítulo 7 - Explicações

Narração - Alice


- Eu não podia falar, agora posso. Só isso. - Justin sentou-se perto do fogo.

- Só isso? - Fiquei chateada. - Acho que nos deve uma boa explicação. Nos fez passar por idiotas.

- Não. Vocês é que agiram como idiotas.

- Ai... Essa doeu. - Isa sorriu. - O ex-mudinho tem a língua ferina.

Também achei. Coloquei as mãos na cintura e o enfrentei.

- Qual é a sua, cara? Fala pra mim! Estou começando a achar que toda essa história de “garoto criado em uma ilha” é mentira.

- Não é mentira. - Veio até mim. Já não tinha medo dele, por isso continuei a desafiá-lo.

- Tudo bem, pessoal. - Isa se pôs entre nós, querendo quebrar a tensão. - Jus, por favor, só nos conte o que está acontecendo. Estamos confusas.

O pedido de minha amiga fez ele ceder. Justin voltou a sentar-se diante do fogo. Isa me impediu de pressioná-lo, então tivemos que esperar ele se manifestar. Um minuto se passou e fui torturada pela curiosidade. Outro minuto correu e minha ansiedade começou a se dissipar. No terceiro minuto senti-me tola por exigir explicações, era nítido que Justin achava que não o compreenderíamos.

Sentei-me no chão e perguntei com a voz branda:

- Por que não falou comigo antes?

- Por causa da Lua. - Respondeu. Isa sentou-se do meu lado. - Só podia falar na primeira Lua cheia do mês.

- Por quê? É algum tipo de magia ou feitiço? - Indaguei.


- Não. - Deu um meio sorriso. - É só o fechamento de um ciclo. O que o meu pai falou sobre mim é verdade. Cresci na ilha Malaita e gosto muito de lá. Faz alguns anos que estudo e admiro a tribo Waibirir. Para pessoas leigas eles podem parecer estranhos e selvagens, mas na verdade são um povo íntegro e com uma cultura bem consolidada.

- Você e seu pai moram com eles? - Perguntei chocada.

- Não, a aldeia fica a alguns quilômetros de nossa casa. Como eu disse antes, admiro muito os Waibirir e levei bastante tempo para convencer os anciãos da tribo a me deixarem participar de uma cerimônia especial, um rito de passagem. Geralmente é aplicado quando os garotos da tribo têm 15 anos, mas como eu demorei a conquistar a confiança deles, só agora me concederam essa honra.

- Isso é sério? - Ri. Aquele papo de tribo e ritual era muito louco.

- Rituais de passagem são muito comuns em praticamente todas as culturas. Estabelece a transição da adolescência para a idade adulta. É como as festas de debutantes, só que não são fúteis. É a transformação de um estado de consciência para outro. - Respondeu bem sério.

- Tá certo. - Não era o momento de expor minha opinião. - Então, e não falar faz parte do ritual?

- É a primeira fase e encerrou com a chegada da Lua cheia. Os anciãos acreditam que todos em algum momento da vida devem ficar 30 dias sem falar, deve-se apenas ouvir. E não é só porque se aprende muitas coisas, mas também é uma forma de praticar o autocontrole.

- Ficou trinta dias sem falar? - Isa embasbacou. - Minha nossa, como conseguiu?

- No inicio foi fácil, só se tornou difícil quando vim para cá.

- É, até imagino por que. - Ela baixou a cabeça, constrangida.

- Não entendo. Você podia ter falado comigo horas atrás, conversei com você na cozinha. E mais... podia simplesmente ter nos avisado de seu ritual. Teria me poupado muitos vexames. - De onde veio esse súbito rancor?

- Precisava primeiro ficar sozinho e refletir sobre as coisas que aprendi antes de falar qualquer coisa. Além disso, foram vocês que chegaram à conclusão de que eu era surdo e mudo. Ninguém se deu ao trabalho de me perguntar.

Bufei contrariada.

- Jus, você falou que ficar mudo era a primeira fase. Quais são as outras? - Isa ficou interessada.

- Ainda não quero falar sobre isso.

- Quando isso tudo acabar, o que ganha como prêmio? A aborígine mais bonita da tribo? - Ri.

Justin balançou a cabeça como se eu tivesse falado uma grande estupidez. Eu bem sabia que era grosseria fazer chacota da cultura que ele respeitava, mas não conseguia evitar.

- Posso confessar uma coisa? - Isabella tratava tudo com naturalidade. Ela era tão louca quanto ele.

- Sim. - Respondeu meio surpreso.

- Achei que você era meio... burro. - Riu envergonhada. - Desculpa. Agora vejo que é bastante inteligente, no entanto, você sempre parece tão... perdido.

- É porque estou perdido. - Justin riu. - Existem muitas coisas que não entendo. Alguns costumes de vocês ainda são enigmas para mim.

- Como foi sua criação? - A baixinha se aproximou dele.

- Bem...

- Eu preciso acordar cedo. - Interrompi levantando-me. - Vou tentar dormir um pouco. Vamos Isabella.

- Vou ficar mais um pouco. O papo está bom.

Fique surpresa. O que tinha dado na criatura?

- Então... tá. - Respirei fundo, depois me arrastei até a casa.

Dormi apenas três horas. Pela manhã me senti exausta e cheia de remorso. Não queria ter sido rude com Justin, porém eu estava tão estressada com os desastres que aconteceram comigo que acabei descontando um pouco nele. Não tinha o direito de culpá-lo por não nos avisar que falava. O cara só estava se resguardando.

Levantei da cama disposta a reverter a situação, afinal ainda precisava muito dele. Sonolenta, cambaleei até o banheiro, lavei o rosto na pia, enxuguei-o com uma a toalha de rosto e olhei para o espelho.

- AAAAAHHHHH! - Gritei assustada.

- O que foi? - Ryan entrou correndo, acompanhado por Isa.

- Alice, você está bem? - Indagou Isa.

Eu me virei para eles e indiquei a gigantesca espinha no meio da minha testa.

- Caraca, o que é isso no teu rosto? - Ry parecia meio enojado.

- Que espinha enorme. - Isa se aproximou. - Deixa eu espremer.

- Não! - Me afastei dela. - Vai deixar uma cicatriz, é pior.

- Cara, você parece um unicórnio. - Meu amigo gargalhou.

- Como isso é possível? - Me revoltei. - Que merda, Isabella! Cadê minha sorte? Sua prima é uma pilantra safada, nos enganou.

- Calma, Lice. Sua sorte não vai voltar da noite para o dia. Pode ser que seja aos poucos.

Aos poucos é a forma como vou matar você e a guru careca.

- Vamos passar um remedinho aí no seu... furúnculo. - A cretina riu.

- Isso não é um furúnculo! - Quase chorei. Ryan tentou aproximar o dedo da espinha querendo cutucá-la. - Como vou ficar andando por aí com isso na minha testa? - Dei um tapa na mão do idiota, impedindo-o de tocar a anomalia. - Vou falar com os hóspedes e eles só vão conseguir prestar atenção à espinha.

- Vamos passar uma pomadinha, você coloca uma bandana para disfarçar e fica tudo numa boa. - Respondeu minha amiga.

- Bandana? - Quase a estapeei.


(...)


Saí da casa e fui à busca de Jus. Meu uniforme não estava combinando em nada com a bandana vermelha na minha cabeça. Só faltava um tapa-olho para eu ficar parecendo um pirata.

Justin estava cuidando do puma na parte mais afastada do jardim. O animal não estava enjaulado, por isso temi me aproximar demais.

- Ei, psiu. - Sorri acenando. Precisava ser simpática. - Bom dia. - O puma rugiu, não gostando de minha presença. - Coloca ele na jaula. Isso é perigoso. - O homem me ignorou e continuou acariciando a cabeça do animal. - Está chateado comigo, não é? - Ele fingiu que eu não estava ali. - Desculpa. Às vezes eu sou um pé no saco. Você tem todo o direito de não gostar de mim. - Pigarreei. - Ainda é meu “namorado”, certo? - Se ele tirasse o corpo fora ia ser desastroso.

- É a segunda vez que se desculpa. - Murmurou sem olhar para mim. Ainda não havia me acostumado com Justin falando. Sua voz era rouca e ao mesmo tempo macia e melódica. - O engraçado, é que é boa nisso.

Boa nisso? Ainda estávamos falando de mim?

- Ryan e Chaz já sabem das novidades? – Perguntei.

- Não.

- Está a fim de contar?

- Não sei. - Deu de ombros como se aquilo não importasse.

- Que tal tomar café comigo? Preciso sair dessa mansão ou vou enlouquecer. Conheço a melhor cafeteria da cidade. - Percebi que ele ficara na defensiva, por isso insisti. - Não vou esquecer você em lugar algum. Prometo. - Lancei-lhe meu sorriso mais persuasivo.


(...)


O sol, o vento no rosto e a linda paisagem de Orlando trouxeram meu bom humor de volta. Após comprar os cafés, levei Justin novamente ao supermercado. Mesmo curtindo a manhã, ainda precisava cumprir minhas tarefas.

- Estava pensando... Se vamos passar por namorados preciso saber algumas coisas sobre e você também precisa saber sobre mim. - Falei empurrando o carrinho de compras por uma das seções.

- Acho que já sei o suficiente sobre você.

- Não sabe nada. - Era impossível.

- É alérgica a abelhas, tem 19 anos, bastante azarada, sua comida favorita provavelmente é pizza de calabresa, mente compulsivamente, é inteligente, mas não é muito perspicaz. E diria que é um tanto desatenta.

Paralisei.

- Quem falou de mim pra você? - Estreitando os olhos. - Conta logo! Foi a Isa, não foi?

Justin gargalhou.

- Só sou observador.

Não é muito perspicaz...- Murmurei pelo canto da boca e voltei a empurrar o carrinho. Não gostei da forma como me descreveu. - Não sou desatenta.

- Cuidado.

- Hã? - Bati o carrinho em uma pilha de latas de leite em pó. A torre até balançou, mas por sorte não desabou. - Por que eles têm que colocar essas coisas no caminho da gente? - Bati o pé no chão, revoltada. - Que bom que não caiu. - Sorri. Tirei uma lata do meio da pilha e a coloquei com minhas compras. - Vamos para outra seção. - Assim que nos afastamos, a torre inteira desabou. Foi leite para todo o lado. - O selvagem olhou para mim como se perguntasse “como consegue?”.

- Gostou do café? - Mudei de assunto.


(...)


Na seção de frutas e verduras coloquei o cara contra a parede.

- Preciso saber mais sobre você.

- Pergunte. - Brincou com uma maçã.

- Onde estudou?

- Em casa.

- Por correspondência?

- Não. Meu pai me deu aulas todos os dias até os meus 19 anos.

- Deve ter sido um saco. - Ri.

- Não tanto.

- O que aprendeu?

- Tudo.

- Tudo o quê?

- Tudo de tudo.

Eu o encarei incrédula.

- Fala sério. Eu não vou cair nessa. Sei que seu pai é um cientista, mas o máximo que ele conseguiria te ensinar é a ler e a escrever.

- Se tem dúvida, me pergunte algo.

Coloquei as mãos na cintura aceitando o desafio.

- Quanto é 8 x 9?

- 72.

- Quem foi o primeiro presidente dos EUA?

- George Washington em 1789. - Respondeu automaticamente.

- Estou fazendo perguntas fáceis. - Pensei em algo que nem eu sabia a resposta. - Quando o homem pisou na Lua?

- 20 de Julho de 1969.

Puta merda! Precisava pesquisar no Google.

- Que longa metragem ganhou o Oscar de melhor filme no ano passado?

- Não sei. - Franziu o cenho.

- Rá! - Debochei. - Não sabe de tudo.

- Tudo que aprendi veio dos livros do meu pai.

- Então não é nenhum gênio da selva. - Era um consolo. Fez-me sentir menos burra. - Assuntos da atualidade não são o seu forte.

- Exato. - Ele refletiu. - Quem ganhou o Oscar?

- A Revolta dos Tomates. - Eu lá sabia? - Vamos andando. - Mudei de assunto. - Posso te fazer mais algumas perguntas?

- Sim.

- O lance de nunca mentir é brincadeira, certo? Você só não queria me ajudar.

- É sério.

- Cara, corta essa!

- Cortar o quê? - Arqueou as sobrancelhas.

- Pára de me zoar!

- O que é zoar?

- Não entende as minhas gírias?

- Não.

- Está me dizendo que se eu te chamar de mané não vai sacar?

- Hã? - Ficou confuso.

- Justin... - Ri. - Você é realmente um grande mané. - Dei-lhe um tapinha nas costas.

- O que é um mané?

- Uma pessoa legal. - Menti contendo o riso. - Precisamos voltar para a mansão.

Passei as compras no caixa e dessa vez fiquei de olho no cara da selva para não esquecê-lo. Depois de ajudar a colocar as sacolas no carro, ele se aproximou de um vira-lata que estava sentado na calçada.

- Como? - Colocou o ouvido perto do focinho do cão.

- O que está fazendo?

- Shhh... - Colocou o indicador junto aos lábios. - O cachorro está falando.

- Sério? - Arregalei os olhos.

- Não. - Gargalhou. - Estou brincando. Vocês da cidade são tão bobos. - Foi para o carro.

- Não teve graça. - Fiz careta.

Voltamos para a mansão, mas assim que cruzei os portões avistei Brad na piscina agarrado à sua lambisgóia. O restante da banda estava junto, fazendo a maior algazarra.

- Jus, pode entrar. Vou ficar um pouco aqui. - Voltei para a calçada.

Para chegar à casa eu precisava passar perto da piscina. Desejava ignorar meu ex, porém não conseguia. Vê-lo de beijinhos com a gêmea me fazia agonizar. Preferia esperar horas até que eles saíssem a ser obrigada a cumprimentá-los. Não sabia se era capaz de fingir que estava tudo bem. Meu bom humor rapidamente se dissipou e senti o peso da frustração sobre meus ombros.

- Você está bem? - Justin percebeu a melancolia que se apossou de mim.

- Sim. - Fiz-me de forte.

- Não precisa cumprimentá-los. - Ele era mesmo observador.

- Se não o fizer vai ser pior. Vai parecer que me importo. - Baixei a cabeça.

- Você só quer passar pelo jardim sem ter que falar com ninguém, certo?

- Certo.

- Mas isso é simples.

Ele me jogou sobre seu ombro e andou despreocupado até a casa. Fiquei tão chocada, que até me esqueci do porque de estar evitando cruzar o jardim. Mesmo dentro da mansão, Jus não me colocou no chão. Será que estava esperando que eu pedisse?

- Ei, ei, ei! - Ry e Chaz desceram as escadas correndo. - Véi, ela não é uma mulher das cavernas. Não pode pegá-la assim. Charles não gostou! - Até parece que Chaz era um irmão valentão.

- É, mas se for lutar por ela - Ryan se afastou. - Pode ficar. Nós compramos outra.

- Calem a boca. Jus, me põe no chão. - Pedi e ele obedeceu. - Chaz, vai pegar as compras no carro.

- Pronto para tirar novas fotos, Justin da Selva? - Emmett tirou a câmera do bolso.

- Sim.

- AAAAAAHHHHHH! - Os idiotas gritaram super alto.

- Por que sempre fazem isso? - O cara da selva se aborreceu.

Ele teve que repetir toda a história do rito de passagem para os rapazes, que obviamente ficaram perplexos. Percebi que os babacas continuavam a maquinar algo.


(...)


Na parte da tarde, meu irmão e eu acompanhamos os hóspedes em uma excursão ao museu de história natural. O restante do pessoal ficou no resort.

Após o jantar, Isa e eu convencemos os rapazes a participarem de uma pequena investigação. Queríamos saber o que Brad estava achando do meu suposto namoro e aproveitar para colocar mais caraminholas na cabeça dele.

Charles ligou para mim e deixou o celular no viva-voz. Estava louva pra ouvir todo o “papo de homem” deles. A única desvantagem é que, para Isa e eu ouvirmos bem a conversa, também tivemos que deixar o meu telefone no viva-voz. Bem quietas, ficamos com o ouvido perto do aparelho esperando a investigação começar.

- E aí, Mcfoden. O que está fazendo? - Reconheci a voz de Ryan.

- Trocando as cordas do meu violão.

- Está pronto para tocar no final de semana? - Questionou Chaz.

- Sempre estou.

- É bom estar mesmo, seria mó mico se Jus-Rei-da-Floresta desse mais lucro que você. - Ry brincou.

- Não nos compare. Eu sou um músico, ele é uma... aberração de circo. - Fez uma longa pausa. - Qual é a daquele cara?

Isa e eu trocamos olhares.

- Como assim? - Meu irmão tentou fazê-lo desabafar.

- O sujeito é uma piada. Mora na casa da árvore que vocês construíram quando crianças? Qualé! Alice está tão desesperada por um namorado que resolveu se jogar nos braços do primeiro vagabundo que apareceu?

Rosnei baixinho e Isa me cutucou.

- Hã... o cara... sabe lutar. Ela sempre gostou dos bad boys. - Ry me justificou.

- Sabe lutar? - Brad riu.

- É, nós levamos ele no cinema e Jus quebrou o nariz de um grandalhão num piscar de olhos.

Que papo era aquele?

- Tenho quase certeza de que ele é ninja. - Ryan avacalhou. Já começaram a meter os pés pelas mãos. Ódio!

- Ninja, alpinista, nudista, domador de pumas... a lista está crescendo? Quanta baboseira! - Isa prendeu o riso. - Chaz, se sua irmã está tão desesperada por sexo, diga a ela que me procure. Não precisa namorar aquele anormal.

Emputei! Me preparei para xingá-lo, mas Isa me impediu, tapando minha boca. Ainda consegui grunhir um palavrão.

- O que foi isso? - Questionou Brad.

- Isso o que? - Meu irmão pareceu tenso.

- Vocês ouviram um... grunhido?

- Não. - Os rapazes responderam ao mesmo tempo.

- Eu acho que Jus e Lice combinam. - Emmett mudou de assunto.

- Não mesmo. Parecem dois estranhos, quase não se olham, muito menos se tocam. Aposto meu violão que esse namorinho, se é que realmente existe, acaba antes do final de semana. Eles não têm química ou futuro.

Fitei Isabella e ela estava pensando o mesmo que eu: Brad estava completamente certo.

E agora? O que eu ia fazer?

De repente, minha sócia começou a fazer careta como se fosse espirrar. Cobri o rosto dela com as duas mãos, deixando o celular cair no chão.

- Segura. - Sussurrei.

- Vou explodir. - Murmurou contra minhas mãos.

- Porque está tão incomodado com o Justin? - Perguntou Jazz.

Isa gesticulou pedindo para que a soltasse, e assim o fiz.

- Não estou incomodado.

Quando eu menos esperava, ela espirrou alto.

Desvairada, joguei-me no chão cobrindo o celular com as mãos. Então, a filha da mãe espirrou outra vez.

- Atchim! - Ryan tentou disfarçar. - E lá vem a gripe.

Na hora mais inapropriada, minha amiga teve uma crise de riso. Fiz sinal para ela ficar calada, infelizmente a maldita explodiu em uma gargalhada alta. Rapidamente desliguei o telefone.

- Eu devia te encher de porrada. - Ameacei.

- Desculpa. - Fez carinha de cachorro abandonado.

- Cara, eu tou ferrada! Brad já está quase descobrindo nossa mentira. É impossível fazer o selvagem parecer meu namorado. Não combinamos e não agimos como um casal apaixonado.

- Verdade.

- Vou fingir que terminei. É melhor do que ser desmascarada.

- Espera até amanhã. Vou tentar pensar em algo. - Ela me abraçou. Eu precisava de consolo, tudo estava contra mim. - Quer espremer seu furúnculo agora? - Empurrei-a para longe.


Notas Finais


Gente, eu finalmente resolvi dar um rosto aos personagens que faltam.

Isabella/Isa/Bel é interpretada por Emily Rudd (eu AMO ela demais! ❤️): https://scontent-sea1-1.cdninstagram.com/vp/d235b0073805936e1a071f7958487c61/5C09CB2A/t51.2885-15/e35/31556879_470771793396300_2151403948118900736_n.jpg?se=7&ig_cache_key=MTc4NDUxNTg4OTUwNzE2NDA4NQ%3D%3D.2

E o Brad/Brandido/McFadden/McFoden é interpretado pelo Billie Joe Armstrong, vocalista do Green Day, e o atual amor da minha vida: https://files.greatermedia.com/uploads/sites/21/2017/06/billie-joe-armstrong-now.jpg

Só isso mesmo.
Beijos ❤️


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