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História Um Sobrenatural Numa Escola de Magia - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Ichigo VS Tatsuya E Início Do Trabalho


Anteriormente...

 

Todos então seguem Hanzo até uma sala de combate simulado, onde os dois lutadores ficaram em cantos opostos, se preparando para a luta. Hanzo fazia vários planos e estratégias em sua mente, enquanto Ichigo apenas pensava em como fazer aquela luta acabar da forma mais dolorosa possível para seu adversário.

Depois que Mari explicou as regras, em que feitiços letais estavam proibidos de serem usados e que o máximo de dano que um ataque mágico poderia causar eram leves torções. Armas estavam proibidas, porém era permitido o uso de ataques físicos. Sendo assim...

- Comecem!

No instante em que Hanzo estendeu o braço contra Ichigo para lançar o feitiço que ele planejou usar, o moreno quebrou a distância entre eles e desferiu um soco bem no rosto dele, que o mandou direto pra parede atrás dele, causando uma leve rachadura e trincando algumas costelas do oponente. além de ter quebrado o nariz dele também. Quando Hanzo caiu no chão, ele estava desacordado e não poderia mais continuar.

- Viu? Da próxima vez que me subestimar, eu arranco sua cabeça fora. – Disse Ichigo bem baixinho, estalando os dedos da mão direita apenas fechando e abrindo a mão. Mas seu olhar mostrava que ele falava a verdade e Mayumi notou isso.

- ... O vencedor... É Ichigo Tepes... – Anuncia Mari, tão surpresa quanto os demais ali presentes.

 

Agora...

 

Enquanto Mari colocava Hanzo sentado num canto da sala, Mayumi ia ao encontro de Ichigo e ela não parecia muito feliz na visão do mestiço.

- O que?

- “O que?” Você ainda pergunta? Tem noção do que você fez?!

- Dei uma lição naquele almofadinha? – Rebate o moreno com um claro tom sarcástico em sua voz.

- Você quase se expos desse jeito! – Corrige a morena de olhos vermelhos. – Eles podem não saber, mas eu sei do seu segredo, lembra?

- Não importa. Sou ótimo com mentiras. – Garantiu o Tepes com um sorriso de canto de boca e dando um beijo bem perto dos lábios da Saegusa, que corou com o ato. – E aquela ameaça era séria. Se ele me subestimar de novo, eu arranco a cabeça dele.

- Você não pode. – Repreende a garota, tentando retomar sua pose de Presidente diante do amigo.

Ichigo apenas sorriu e foi ao encontro de Mari e o resto do grupo.

- Agora que o mane tirou um cochilo, podemos fazer nosso verdadeiro teste? – Pergunta Ichigo, olhando diretamente para Mari.

- Podemos, mas antes eu quero saber uma coisa.

- Diga.

- Você implantou um feitiço de auto aceleração com antecedência?

- Vou deixar isso para meu colega de sala explicar. – Responde Ichigo, voltando o olhar para Tatsuya, que o encarava com certa curiosidade, intriga e até mesmo suspeita do vampiro, enquanto preparava seu CAD que possuía o formato de auxílio uma pistola Colt 1911, ou mais precisamente falando, aquele era um CAD modelo Silver Horn.

- Aquilo foi uma técnica puramente física. Eu sou aprendiz de ninjutsu do mestre Yakumo Kokonoe e posso afirmar com todas as palavras que aquilo foi algo similar a nossa Passo das Sombras. – Explica o Shiba, mas mentalmente ele fazia outra análise. – “Por mais parecido que seja ao Passo das Sombras, não era um Passo das Sombras legitimo. Era outra coisa. Bruta demais para uma técnica shinobi e rápida demais até mesmo pra mim. E ele conseguiu quebrar a distância entre ele e o Vice-Presidente em questão de 1 único segundo. Não, foi bem mais rápido que isso. Eu mal consegui piscar para ver ele se movendo naquele pequeno espaço entre eles. E também, o chão onde ele estava chegou a rachar levemente. Significa que ele tem muita força nas pernas. Bem mais do que ele aparenta ter. Isso explicaria como ele chegou daquele jeito no outro dia.” – Refletiu o mesmo, apenas em sua mente, sem ninguém saber.

- E aquele soco? Foi auto força? – Questiona Mari, olhando ainda com certa desconfiança para Ichigo.

- Assim você me ofende. Desde que eu era pequeno, sempre fui forte assim. Pode perguntar pra Hime ou pro King Kong se quiser alguma prova. – Responde o vampiro, ofendido com a pergunta.

- ...

Mari pensou um pouco sobre o que Ichigo disse e não havia nenhum traço, ou indício, de que ele pudesse estar escondendo alguma coisa dela ou dos outros ali presentes. Tirando a conversa que ele teve com Mayumi instantes antes. Mas isso era o de menos. Com um suspiro de derrota, Mari deixou o assunto de lado e pediu para que Tatsuya se prepare-se, pois o teste dele seria enfrentar Ichigo numa brincadeira de pega-pega.

 

Cap. 3 – Ichigo VS Tatsuya E Início Do Trabalho

 

Quando Mari deu permissão para começar, os dois simplesmente sumiram e reapareceram diante de todos num piscar de olhos. Onde Ichigo estava, estava Tatsuya. Enquanto que o vampiro em si estava preso no teto da sala, encarando o oponente com um sorriso divertido no rosto. Todos, exceto Mayumi, não acreditavam no que estavam vendo.

- O que foi? Não me diga que cansou já? – Provocou o vampiro.

- Pelo contrário... – Comenta Tatsuya, fechando brevemente os olhos e depois os reabrindo com um novo brilho no olhar. Brilho esse que Ichigo conhecia bem. – Estou só começando!

O próximo movimento de Tatsuya foi disparar uma onda Psion composta de Psions contra Ichigo, que ficou levemente zonzo com aquilo. Mas foi o bastante para que Tatsuya tentasse se aproximar com um pulo. Por estar meio tonto, Ichigo resolveu desviar do avanço de Tatsuya e voltou ao chão rapidamente, fincando uma das mãos no piso e arrancando um pedaço do mesmo. Tatsuya se impressiona com a força de Ichigo, e por conta disso, acaba notando um pequeno e fatal erro em seu avanço.

Ele se tornou o alvo.

Mas já era tarde demais para isso, pois Ichigo jogou o pedaço de pedra contra Tatsuya com força o bastante para atingí-lo no estômago e o fazer perder o fôlego. A queda brusca do irmão assustou Miyuki, que quase foi até ele para ajudá-lo a se levantar. Mas foi dar um passo que ela parou ali mesmo, ao ver seu irmão se levantando com um pouco de dificuldade, além de estar com um pequeno corte na testa, deixando sair um pouco de sangue.

Ichigo se recuperou de sua tontura e avançou contra Tatsuya, que por pouco não conseguiu evitar de ser agarrado pelo pulso, que era o objetivo do jogo, e apontar seu CAD na direção de Ichigo. Mas por conta da proximidade, o vampiro consegue agarrar a arma de Tatsuya e apontar para longe de seu rosto, bem a tempo de evitar uma onda bem mais poderosa de Psions irem em sua direção. Ichigo deu um soco com a mão quase fechada no peito de Tatsuya, o que fez com que o Shiba se afastasse um pouco e acabasse soltando seu Silver Horn.

A partir daí se iniciou uma luta de artes marciais digna de profissionais. Enquanto Tatsuya mesclava artes marciais que aprendeu com seu mestre ninja, Ichigo usava mais o MMA, krav maga, savate e taekwondo. Socos e chutes eram dados em várias partes do corpo dos dois. Cabeça, peito, braço. Sem sombra de dúvida, Tatsuya sairia daquela sala com pelo menos uma boa quantidade de hematomas e roxos no corpo. O mesmo podia ser dito de Ichigo, mas ele se recuperaria em um dia sem muitas dificuldades.

No fundo, as garotas assistiam a tudo boquiabertas.

- Incrível. Nem mesmo os outros alunos do Kokonoe-sensei conseguiam acertar um golpe no Onii-sama. Mas Ichigo-san está conseguindo fazer isso sem ter muitas dificuldades. Apesar de que também está sendo atingido pelo Onii-sama. – Observa Miyuki, não sabendo se ficava chocada com aquele fato surpreendente ou preocupada com aquilo.

- A quanto tempo que eles já estão nessa troca de socos mesmo? – Pergunta a menor do grupo, que não conseguia desviar o olhar na luta a sua frente.

- Cerca de cinco minutos. – Conta Mayumi, não muito impressionada com aquilo. – Se deixarmos isso continuar, eles vão acabar só amanhã. Não duvido disso. – Continua a mesma, já preparando um feitiço com seu CAD em forma de pulseira.

- Huh? Espera! – Pediu Mari, notando uma coisa importante no meio da luta dos dois morenos, mas já era tarde demais.

Mayumi cria uma fina camada de gelo sobre os pés dos lutadores, que fez com que eles caíssem caíssem do lado do outro e acabassem batendo o maxilar com tudo no chão. Isso não foi o pior, pois Ichigo ficou tão irritado por ter sua luta interrompida daquele jeito, que se recuperou da queda no segundo seguinte e no outro já estava na frente de Mayumi. E detalhe, seus olhos estavam simplesmente ardendo em chamas.

- Opa... Esqueci que você não gosta que interfiram nas suas lutas... – Comenta Mayumi, suando frio ao ver a cara de raiva do amigo na sua frente.

- Não me diga... Vem cá, vamo bater um papinho ali fora. – Disse o moreno raivoso, segurando a garota na sua frente pelo ombro e começando a arrastá-la para fora da sala.

- Não! Me desculpa! Ichigo-kun, me perdoa, por favor! Eu juro não faço isso de novo!

- NEM COMEÇA, MAYUMI! VOCÊ PEDIU ISSO!

Os outros não fizeram nada além de olhar o desespero da Presidente do Conselho Estudantil ser levada pelo novato Tepes pra fora da sala e depois, subitamente, a voz de Mayumi desaparecer em meio ao ar. Mari até ficou preocupada com o que poderia acontecer com sua melhor amiga, mas no momento em que ela chegou no outro lado da porta, não encontrou ninguém. Nada. Por mais que ela olhasse para ambos os lados do longo corredor que havia naquela área da escola, ela não encontrava um vestígio sequer de sua amiga e do estranho novato do 2º Curso.

- Bem... Acho que isso já é o bastante. – Disse Mari, enquanto se virava para os outros ali presentes. – Shiba-kun, pode vir na minha sala para que eu possa explicar melhor suas funções no Concelho Disciplinar?

- Espera... Você...

- Sim. Vocês dois passaram. Ao menos, mostraram que são mais do que aptos ao serviço. – Diz a veterana, sorrindo com satisfação para seu calouro.

- Isso é incrível, não é, Onii-sama? – Questiona Miyuki, bastante feliz pela aceitação do irmão na vaga de monitor.

Mas o mesmo não podia ser dito para Tatsuya, que pretendia passar os próximos três anos letivos na moita, na esperança de guardar seu maior segredo de todos. Segredo esse que só sua família, incluindo sua irmã, e o exército japonês sabiam.

 

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Enquanto isso, no outro lado do campus escolar, Ichigo prendia Mayumi contra a parede de uma sala vazia, mantendo as mãos dela acima de sua cabeça. Mayumi estava com um pouco de medo de Ichigo naquele momento, mas também sentia-se um pouco estranha. E isso acontecia desde que viu Ichigo novamente, depois de quase 7 anos longe um do outro. Ela não o reconheceu inicialmente, mas depois que viu aquele sorriso arteiro, junto com aqueles olhos tão azuis quanto uma safira, ela não podia deixar de se surpreender enquanto ele cresceu. Ele ficou lindo aos olhos dela, e podia dizer pela luta que presenciou na sala de simulação, que ele também treinou seu corpo, o que significaria um corpo bem malhado por baixo daquela quantidade de tecido exagerado do uniforme masculino.

Mas no momento, ela tinha total foco nos olhos dele, que adentravam em seu corpo e iam diretamente para sua alma. Era como se ele a comesse com o olhar e por algum motivo desconhecido por ela, sentia sua parte de baixo esquentar e ficar levemente molhada.

- Você tem ideia do que você fez lá, Mayumi? – Questiona Ichigo, um pouco mais controlado, mas ainda assim bem irritado com o desfecho anticlimático de sua luta com Tatsuya.

E Mayumi sabia que ele ainda estava bravo com ela pela forma que ele a chamou. Ele só a chama pelo nome quando o assunto é sério ou quando está com raiva. E esse era o segundo caso.

- Te derrubei? – Pergunta Mayumi, num tom arteiro e um pouco infantil, apesar de estar com um pouco de medo também.

- Mais do que isso. Você atrapalhou a minha luta. Além de ter me humilhado na frente das suas amigas e de um possível rival em consideração. – Corrige o vampiro, aproximando seu rosto do da humana.

Mayumi podia ter certeza de que Ichigo estava ouvindo os batimentos do seu coração com sua audição apurada.

- Desculpa... Eu acho...

- “Acho”? Por que tenho a impressão de que você gostou daquilo?

- Talvez seja por que eu tenha?

A provocação da Saegusa até que funcionou, desestabilizando o Tepes por um segundo. Mas só o deixou mais irritado. E o resultado?

Uma gola puxada pro lado e uma mordida entre o pescoço e o ombro.

Mayumi tentou segurar um gemido, que à primeira vista seria de dor, mas na verdade ela sentiu prazer quando isso aconteceu. Ichigo estava bebendo o sangue de Mayumi devagar, enquanto pressionava seu corpo contra o dela, que fez com que Mayumi sentisse levemente os músculos de Ichigo. Falando no vampiro, ele sentiu um gosto tão doce ao provar o sangue da humana a sua frente que se sentiu estar indo aos céus, mas o mais interessante, e constrangedor talvez, foi que ele estava ficando excitado com aquilo. Não era só pelo fato de ter os seios fartos e extremamente macios de Mayumi sendo exprimidos contra seu peito, mas também pelo fato do sangue dela ser tão bom, tão viciante, que ele simplesmente não conseguiu conter o fogo lá embaixo e se aproximou mais ainda dela, a ponto de suas intimidades cobertas pelas suas roupas se tocarem.

A mão livre de Ichigo começou a explorar sem nenhuma vergonha o corpo pequeno, mas bem desenvolvido e trabalhado de Mayumi, dando uma certa atenção nos seios, coxa e bunda da garota. A cada toque que ele dava nela, Mayumi respondia com leves gemidos ou arfadas abafadas. Depois de beber um pouco mais de meio litro de sangue da Saegusa, Ichigo lambeu a área mordida, limpando o local de sangue, e comecando a distribuir beijos pelo pescoço dela, subindo devagar até o rosto dela, onde ele encarou aqueles lindos olhos vermelhos como rubis.

E quando se deu conta, já estava beijando os lábios da garota que amava desde sua infância. Os lábios pequenos e finos faziam um encaixe perfeitos nos lábios grandes e levemente carnudos dele. As línguas de ambos, mesmo que de forma desajeitada, faziam uma briga interna, buscando a dominância do local. Como o foco de ambos estava na boca do outro, isso fez com que o aperto nas mãos de Mayumi se afrouxasse, o bastante para que as mãos dela caíssem e fossem em direção aos cabelos negros de Ichigo, os agarrando com certa força e os puxando. Em retalhação a isso, Ichigo levou a outra mão, que estava prendendo as mãos de Mayumi, até o pescoço dela e deu uma leve puxada no cabelo dela. Aquilo continuou até que ambos ficassem sem ar e encarassem um ao outro, vermelhos de vergonha pelo o que eles fizeram.

Ichigo não queria ter ido tão longe com Mayumi ali, queria apenas assustá-la e só. Mas as provocações contínuas dela, junto com a proximidade de ambos não foi a melhor das combinações e resultou naquele momento íntimo, um pouco embaraçoso, mas bastante prazeroso para ambos. Nem mesmo Mayumi esperava aquele desfecho. Só tinha um pequeno probleminha ali.

Eles queriam mais, mas a sorte não estava ao lado deles.

O som do celular de Ichigo tocando despertou os dois de seus transes e fez com que ambos se afastassem, com os rostos vermelhos de vergonha. Mas por dentro estavam vermelhos de raiva.

- Alô?

-  ONDE É QUE VOCÊ TÁ, SEU PIRRALHO IDIOTA?!

O grito do outro lado da linha não passou despercebido por Mayumi, que não reconheceu aquela voz, mesmo com o filtro eletrônico do próprio aparelho. Mas supôs que seria a cunhada dele, Morgana, full pistola com ele por não ter ido pra casa com o que ela pediu.

- Droga, esqueci da grávida louca...

- EU OUVI ISSO, SEU MERDINHA!! Trate de voltar pra casa agora, OU EU JURO QUE VOU FAZER ESPETO ASSADO DE VOCÊ!!!

Nesse momento, Ichigo acabou encerrando a ligação e voltando seu olhar para Mayumi novamente.

- Você ouviu. Vou ter que ir.

- É...

Ficou difícil de falar alguma coisa depois do beijo tão intenso que eles tiveram segundos atrás. E se não fosse pela ligação de Morgana, provavelmente eles teriam ido um pouco mais além do que apenas beijos e mãos bobas.

- Amanhã eu... Falo com a Mari sobre...

- Eu te passo a localização da nossa sala. A gente estuda junto.

- Entendo... Então...

E antes de desaparecer com sua velocidade vampírica, Ichigo consegue roubar um último beijo de sua amada “senpai”.

- Até amanhã.

Foi tudo o que ela conseguiu ouvir antes de ver um borrão branco e azul passar pelos seus olhos.

Não passou nem dois segundos depois da saída do vampiro que Mayumi entendeu uma coisa. Aquele beijo que recebeu de Ichigo tinha um significado, assim como aquela mordida que ele deu nela. Ele já havia mordido ela antes, mas foi um momento de necessidade. A mordida que ele deu agora tinha um toque dominador e até um pouco de desejo. O beijo também tinha isso, só que era mais luxurioso do que dominador, pois nem ela queria ceder o controle e o comando do beijo.

Sem perceber, Mayumi levou uma das mãos até os lábios e tentou sentir algum resquício do gosto dos lábios dele. Mesmo tendo um leve gosto ferroso do próprio sangue nos lábios de Ichigo, Mayumi sentiu algo doce como morango da boca dele, junto com um leve amargo da fruta quando está jovem demais.

Estava tão entretida em recordar as sensações do beijo deles que nem percebeu a aproximação de Mari, que encarava a amiga com um pouco de estranheza e preocupação.

- Mayumi? Mayumi?!

Por mais que ela chamasse a amiga, a menor não parecia ouvir.

- MAYUMI!!

O grito despertou a Saegusa do seu transe e se assustou ao notar a melhor amiga do seu lado.

- M-Mari?! O-O que você tá fazendo aqui?

- O que você acha? Tava te procurando depois que eu te vi ser “sequestrada” pelo novato que você diz ser seu amigo de infância. – Explica Mari, levemente enciumada com a relação dos dois. – A propósito, o que é esse vermelho na sua roupa?

Foi nesse instante que Mayumi se preocupou de verdade. Havia se esquecido que Ichigo mordeu ela com força o suficiente para sangrar um pouco.

- Hãã...

- Mayumi...

- Promete não ficar brava comigo?

- Desembucha, sua criancinha maligna.

- Eu provoquei o Ichigo-kun a ponto dele me morder na base do pescoço. Só que eu acabei meio que gostando e... A gente se beijou?

- ...

- ...

A cara de descrença de Mari era algo que Mayumi nunca viu antes. Principalmente na parte em que ela disse que beijou o novato que iria ser subordinado delas, de certa forma, e a julgar pelo estado em que encontrou Mayumi, a menor tinha gostado, e bastante, do beijo.

- Tá de sacanagem comigo. Me diz que tá.

- Bem que eu gostaria, Mari-chan.

- Puta que me pariu! Tu tá na mão daquele cara e nem faz uma semana que as aulas começaram! – Repreende a Watanabe, brava com as ações da amiga.

- Como se você e seu noivo fossem diferentes. – Provoca a Saegusa, com um sorriso felino nos lábios, deixando a amiga envergonhada com o comentário.

- I-Isso é diferente!

- Sei... Enfim, vamos embora? Se eu não chegar em casa logo, vou ficar de castigo pro resto da vida.

- Tá, eu te dou uma carona. Mas você tem que me contar tudinho o que aconteceu aqui nessa sala, entendeu, mocinha? – Adverte a maior, olhando com seriedade para a amiga.

- Sim, mamãe.

Podia não parecer, mas Mari era como uma irmã mais velha aos olhos de Mayumi, se preocupando e cuidando dela sempre que podia. Especialmente quando o assunto era sobre garotos e algum envolvimento amoroso. A Watanabe sabia que aquele não era o primeiro beijo da amiga, já que ela deu uma ajudinha naquele dia, incluindo no primeiro namoro dela (Que acabou não indo pra frente por conta dele ser um galinha). Mas a forma que ela parecia estar falando de como foi o beijo com o amigo de infância, davam a entender que Mayumi tinha algum sentimento amoroso por ele. Provavelmente ela estava apaixonada e não sabia disso, ou talvez ainda não tenha notado isso.

Ao chegarem na garagem, Mari deu um capacete de moto para Mayumi e pegou o seu logo depois, subindo numa belíssima Harley Davidson Heritage Classic 2012. Aquele era o xodó de Mari, da qual ela nutria um grande carinho e cuidado com a máquina de duas rodas. Cerca de meia hora depois, Mari deixou Mayumi na porta de casa e seguiu para a sua logo em seguida. Por sorte, Mayumi não foi castigada por ter chegado tarde, mas foi repreendida pelo patriarca da casa.

No dia seguinte, Ichigo foi direto para a sala do Concelho Disciplinar, acompanhado por Tatsuya, onde ele conheceu o resto da equipe disciplinar e os equipamentos que haviam ali. Tatsuya pegou dois CAD antigos em forma de braceletes. O vampiro chegou a estranhar aquela escolha do amigo, mas não questionou a sua decisão. Já o Tepes pegou nada do pequeno “arsenal” do conselho, o que deixou alguns veteranos confusos, até mesmo irritados, com a confiança exagerada do vampiro. Isso é até Mari dizer que ele venceu o Vice-Presidente do Conselho Estudantil com um único soco. Apenas aquela afirmação foi o bastante para que os veteranos ficassem nervosos com a força de Ichigo e tiveram o mesmo pensamento: Não ter ele como oponente.

Ichigo não achou nada de interessante acontecendo ou que chamasse atenção, então ele foi num dos pátios ver se conseguia alguma coisa pra beber naquela manhã quente, quando viu Erika sendo rodeada por um bando de veteranas que tentavam arrastar a ruiva para o clube delas. E havia mais de uma representante de um clube ao redor dela.

Ichigo de um pisão bem forte no chão, chegando a causar um pequeno tremor no local, atraindo a atenção de todos ali.

- Vou dizer isso uma vez. – Disse o moreno, enquanto se abaixava e fincava os dedos no chão, arrancando um pequeno pedaço da calçada diante de todos. – Os ossos de vocês vão acabar desse jeito se continuarem com essa baderna. – Continua o mesmo, esmagando o pedaço de concreto diante de todos, a ponto de virar pó entre seus dedos. E tudo isso enquanto ele mantinha um sorriso calmo e gentil diante de todos. – E aí? Como é que vai ser?

A resposta foi a debandada de todos, além da desistência das garotas que tentavam “sequestrar” Erika para seus clubes. Só que no meio daquela confusão toda, a roupa da Chiba acabou ficando frouxa e deixou que o vale dos seios ficasse a mostra para todos, o que não deixou despercebido pelo Tepes, que aponta para a roupa da amiga. Erika estranhou de início, até perceber que ele tava falando da roupa e não pode evitar de corar de vergonha diante do amigo.

Por conta daquela confusão, Erika obrigou Ichigo a acompanhá-la pelo campus, até uma das quadras de esporte, onde estava acontecendo uma demonstração do Clube de Kendô, uma arte marcial tradicional japonesa que era voltado para a arte da espada.

Ichigo até que estava gostando de ver as técnicas marciais sendo executadas pela capitã do time de Kendô, Sayaka Mibu, que acabou não notando a aproximação de Tatsuya. Ou fingiu não notar, pois ele conseguia ouvir os passos do colega se aproximando.

Até que algo chamou sua atenção no pátio da quadra.

Os capitães dos times de Kendô e Kenjutsu começaram uma discussão, alegando que o pessoal de Kenjutsu estaria adiantada e que eles só iriam se apresentar em 1 hora. Mas o capitão de Kenjutsu, Takeaki Kirihara, continuou provocando Sayaka até que eles fazem uma rápida partida de Kendô, onde ela venceu apenas com suas notáveis habilidades com a espada.

- Se fosse uma espada de verdade, você estaria gravemente ferido. Enquanto eu não teria nada mais do que um corte superficial. Não chegaria nem ao osso. – Aponta a grande capitã de Kendô, afastado as espadas de bambu de ambos para que pudessem voltar aos seus lugares. – Aceite a derrota como um bom perdedor.

Só que Takeaki não gostou daquele resultado da luta. Então ele riu de descaso com o que ouviu.

- É isso o que você quer, Mibu? Lutar com espadas de verdade? – Pergunta Takeaki, sorrindo maldosamente para a garota. – Se é assim, eu lhe darei o que você quer. Vou derrotá-la com uma espada de verdade.

Depois de digitar alguns códigos no seu CAD em seu pulso esquerdo, realizando um código de feitiço de ataque, Lâmina Sônica. Ichigo já estava gravando aquela discussão desde o momento que os dois capitães estavam batendo boca antes da partida de demonstração de Kendô entre eles. Mas agora aquilo seria uma luta totalmente desigual e aquilo era algo que Ichigo detesta.

Takeaki conseguiu realizar um corte na proteção peitoral de Mibu, deixando a garota com certo medo do próximo ataque do adversário. E quando ele iria realizar o segundo ataque, Ichigo apareceu e agarrou a espada de bambu “encantada” com a mão. Só que sua mão estava envolta por uma espécie de gosma ou líquido vermelho brilhante, que atraiu a curiosidade e a atenção de todos ali. Principalmente a de Tatsuya, que sentiu um leve cheiro ferroso quando o colega avançou contra o capitão de Kenjutsu.

Ichigo segurou a espada de bambu de Takeaki com tamanha naturalidade, que parecia que ele nem estava em perigo por estar fazendo aquilo, o que deixou os dois capitães chocados.

- Foi mal, mas essa luta já acabou quando a dama aqui ganhou. – Disse Ichigo, antes de dar um soco no peito de Takeaki e o fazendo soltar a espada, enquanto era arrastado pelo impacto do soco.

Quando Takeaki estava a cerca de dois metros de distância de Ichigo, o mesmo balançou o braço envolto pelo sangue e lançou uma espécie de ataque de chicote contra o capitão de Kenjutsu, o prendendo por completo com aquela corda avermelhada.

- Ok... Aqui é Ichigo Tepes. Preciso que venha alguém aqui no Ginásio 2 pra levar um imbecil sob custódia. – Informa o Tepes, enquanto dava as informações a seus colegas da Disciplinar o que estava acontecendo com o comunicador que lhes foi dado.

Muitos alunos que estavam apenas observando as coisas acontecerem, notaram apenas naquele momento que Ichigo era parte do Concelho Disciplinar da escola e se surpreenderam ao ver que alguém do 2º Curso estava trabalhando como monitor. Especialmente um novato.

- Maldito! / O que fez com Kirihara-senpai?! / Peguem ele!

Os colegas de Takeaki estavam irritados com a atitude “desrespeitosa” de Ichigo com seu capitão, tratando de avançar todos juntos contra o Tepes. Só que a cada investida dos membros do Clube de Kenjutsu, Ichigo desviava dos ataques com total tranquilidade. E com um sorriso debochado no rosto, só pra provocar os veteranos.

- Por que está prendendo Kirihara-senpai? – Questionou um dos praticantes de Kenjutsu.

- Uso indevido de magia.

- Então por que só ele? Mibu do Clube de Kendô é culpada do mesmo crime! – Questiona outro aluno de Kenjutsu, irritado com aquela acusação.

- Você é surdo? Eu disse: “Uso indevido de magia.” – Rebate Ichigo, irritado com a falta de massa cinzenta naqueles brutos estúpidos. – Sayaka usou apenas técnicas de Kendô contra o bobão ali. Ele, por outro lado, usou um feitiço de ataque letal contra alguém que não tinha nada além de uma espada de madeira. Um movimento errado de seu capitão idiota e ela poderia estar morta. – Apontou o vampiro, fazendo Takeaki perceber aquele grande deslize que ele mesmo fez.

Mas os alunos de Kenjutsu não queriam saber daquilo e partiram pra cima de Ichigo, que simplesmente girou e lançou seu chicote de sangue no pé de um dos alunos e o usou como saco de pancada nos outros, o levantando facilmente com aquela fina corda de sangue. E em questão de segundos, Ichigo derrubou todos no chão. Muitos estavam com hematomas e alguns ossos trincados, por conta do impacto que sofreram de seu colega/saco de pancada, mas o vampiro nem se importava com aquilo.

Ao fundo, o outro capitão do Clube de Kendô observava tudo com bastante atenção e formulava alguns planos em sua mente.

 

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No final do dia, Takeaki Kirihara foi o único detido naquela manhã, junto com uma pequena reunião entre os presidentes do Concelho Estudantil, Disciplinar e das Atividades Extracurriculares, com Ichigo. O vampiro conversava com total naturalidade diante dos três, apesar de que ele deveria estar se portando como se estivesse diante de autoridades, ele via como se estivesse numa pequena roda de amigos. Depois de dar seu relatório do ocorrido, ele contou que arrastou (Literalmente) Takeaki até a ala médica da escola, pra que dessem uma olhada nele, pois não queria ser culpado de uma lesão no crânio do veterano.

Ele só omitiu o fato de ter lutado com os outros membros e os arrastado também até a ala médica, com total naturalidade, o que deixou os outros alunos assustados.

- Aquele idiota... Ele usou uma magia altamente letal em público e nem cogitou que poderia causar um ferimento fatal naquela garota? Muito menos da possível suspensão que poderia levar? Kirihara pode ter recebido uma punição um tanto branda, mas espero que ele não repita o mesmo erro novamente. – Disse Mari, bastante irritada com o comportamento do colega de sala. – Antes de liberá-lo, me confirme uma coisa. Kirihara foi o único que usou magia, não é?

- Isso mesmo.

- Então não temos mais nada a discutir. Está liberado.

Quando Ichigo ouviu a liberação, já saiu de cima da mesa que estava sentado e começando a se dirigir para a saída da sala que estavam.

- Ichigo-kun, me dá carona pra casa? – Pergunta Mayumi, enquanto se levantava e dava uma breve corrida até o vampiro.

- Meus pais vão chegar daqui a pouco no aeroporto. E eu já tinha dito que iria receber eles lá.

- Então faremos um desvio pelo aeroporto. Tô com saudades deles também.

A cara de felicidade de Mayumi era tão adorável, que Ichigo não podia negar o pedido dela. Era muita fofura naquela pequena mulher.

- Tá, eu te dou carona. – Disse o moreno, de forma desistente diante da amiga.

Mayumi não hesitou e já subiu nas costas de Ichigo num pulo, o deixando um pouco envergonhado por conta da sensação de macies dos seios da menor. Mayumi Saegusa podia ser baixinha, mas tinha uma bela comissão de frente, capaz de deixar muitas mulheres com inveja e homens excitados.

- Mas que caralho...

- Aio, Silver!

- TÁ ACHANDO QUE EU SOU UM CAVALO, CACETE?!?!

- Sim!

Ichigo queria muito gritar e reclamar com Mayumi, mas quando uma ideia surgiu na cabeça dele, um sorriso maldoso se formou em seu rosto. E Mari notou aquele sorriso. E não gostou nada disso.

- Tá bom. Se segura aí, Hime. – Disse o vampiro, já armando seu pequeno plano maquiavélico.

- Ah, não! Ichigo...

Antes que Mari pudesse terminar de falar, Ichigo desapareceu diante dela e de Katsuto, sem deixar um único traço da existência dos dois naquela sala. O moreno saiu correndo da escola, carregando Mayumi nas costas. A garota ria divertidamente com aquela sensação de vento batendo em seu rosto, sem nem perceber que seu “cavalo” estava armando alguma coisa contra ela. Não demorou mais do que 20 minutos para chegar até o aeroporto, onde Ichigo fez questão de parar num canto um pouco mais distante do prédio principal para descer a amiga.

Só que no momento em que ela desceu das costas do amigo, Ichigo tratou de pressioná-la contra a parede do beco e prender as mãos dela nas costas da mesma. Mayumi olhou para Ichigo, só para ver os olhos dele mais escuros e num tom mais provocante e um pouco assustadores.

- I-Ichigo... Você tá me assustando.

- Que bom. Porque eu quero que saiba de uma coisa. – Diz o vampiro, se aproximando devagar do rosto de Mayumi, a deixando cada vez mais corada conforme a aproximação. – Eu podia aturar as suas brincadeiras quando éramos crianças, mas não mais.

De repente, Mayumi sentiu seu pescoço ser mordido pelo amigo, além de ter seu corpo prensado pelo mesmo, podendo sentir o peitoral levemente musculoso por baixo da roupa, além de um certo volume entre as pernas dele, roçando seu baixo ventre. A mordida em si não foi forte como da última vez, mais foi leve e foi seguido por uma chupada forte, que com certeza iria ficar marcado. E ele fez questão de fazer no mesmo lado que a mordeu da última vez, deixando a marca dos dentes visíveis.

- Eu não sou seu bichinho como o Gorila. Lembre-se disso. – Disse Ichigo, antes de soltá-la e se dirigir ao aeroporto.

Mayumi ficou parada por alguns segundos, pensando no que Ichigo disse para ela e também no que ela sentiu quando ele a pressionou contra a parede, de novo. Seu coração não parava de bater rápido e forte, como da última vez. Sentiu seu corpo esquentar, mas não tanto como naquele dia, pois não foi tão intenso também. Ela sentiu um arrepio quando o viu com aqueles olhos dominantes sobre ela, mas não foi algo ruim. Sentiu um desejo quando ele foi se aproximando dela. Algo que ela não entendia bem o que era. Talvez se ela conversasse com Mari ou com sua mãe, ela consiga alguma resposta.

Sem falar que ela sentia uma certa... Quentura, vindo de seu baixo ventre quando ele fazia aquelas aproximações contra ela ultimamente. Além de estar começando a ver ele com outros olhos. Não mais como aquele garotinho que a seguia para fazer travessuras, mas como um homem adulto, forte e até mesmo atraente.

Infelizmente, ela não pode pensar muito a respeito disso, pois queria rever seu “Tio” e “Tia” e matar a saudade deles.

Mas talvez...


Notas Finais


Foi uma luta bem rápida entre os dois novatos, mas isso deixou claro para Tatsuya que Ichigo não era tão normal quanto ele aparenta ser. Seu segredo está seguro ou estaria ameaçado?

O clima esquentou entre os dois velhos amigos, não? Apesar da raiva momentânea de Ichigo. A Mayumi realmente gosta de brincar com fogo. O único problema foi esse telefonema sem vergonha, mulher grávida é foda. Ou você obedece, ou você se fode

O povo já tá começando a entender que não é pra brincar com o Tepes, apesar de que tem um ou outro boco que ainda assim vai querer tretar com ele, bando de burros

Agora é oficial, marcou território na mina. Podem tirar os olhos seus filhos de uma rapariga kkkkkkkkk Alguma ideia de como vai ser a interação dos dois no jantar do fim de semana?


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