História Um Toque de Preto - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.769
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi meus amores! Tudo bem? Essa história nasceu no meu coração há muito tempo. Espero que gostem bastante pois Êndria e Vitório são meus amores! Bora lá? Boa leitura 😘

Capítulo 1 - Capítulo 1


Moscou, Rússia

Merda, merda, merda! Eu repetia conforme corria pela estação do metrô. Mais uma vez eu estava atrasada! E Marry Loise minha professora de balé certamente não iria deixar passar mais essa. Surgi ao nível da rua e corri pela calçada, pedestres desavisados colidindo contra mim, muito perdidos nos próprios problemas para notar que eu estava com pressa e tentava passar por eles.

Fazia dois anos que eu estava em Moscou, vim a contragosto de minha família que morava na Sibéria. Sim. Eu sou siberiana. Difícil não notar uma loira alta, magra e de olhos azuis gelo, mais aqui não fazia muita diferença, as russas também se destacavam por sua cor clara e olhos claros, mais o que elas não tinham é o sotaque siberiano que mesmo dois anos depois morando aqui ainda ficava evidente na minha voz.

Meu maior sonho era me tornar bailarina, e quando fiz dezoito anos quase fiz minha mãe enfartar quando anunciei que iria para outro país estudar o balé.

No fim eles aceitaram, más ganhei como brinde minha melhor amiga Danika que dividia comigo o pequeno apartamento. Se eu era loira, Danika era ruiva, alta e tão magra quanto eu, mais onde meus olhos azuis se destacavam, os dela eram de um incrível verde floresta. Mais de uma vez escutei elogios masculinos que diziam que ela era uma fada. Revirei os olhos.

Se tinha uma coisa que Danika não era, era uma fada. Chagamos aqui juntas, começamos o curso juntas, mais Nika no primeiro semestre desistiu e acabou achando melhor atribuir seu conhecimento em dança em um polly dance em uma badalada boate aqui em Moscou.

Sacudi a cabeça enquanto suspirava aliviada quando vi a fachada da Academia de Ballet Bolshoi. Era a melhor academia de balé de toda Rússia e para entrar aqui tive que treinar muito e passar na seleção e consegui uma bolsa de estudos. Felizmente foi a única coisa boa que me aconteceu desde que cheguei, não consegui achar um emprego apropriado, meu cartão de crédito estava quase estourando o limite devido as minhas roupas, meias calças e sapatilhas para dançar e o corsellete que eu usava agora mesmo para manter minha coluna ereta e a cintura fina.

Passei pela recepção e Magda a recepcionista me lançou um olhar gentil.

-Atrasada de novo hein?

Dei um sorriso sem graça e avançei pelo corredor, bem antes de chegar pude ouvir as notas suaves do piano e as instruções da professora. Parei diante da porta e respirei fundo para me acalmar, passei as mãos pelo cabelo para ver se o coque não estava desfeito. Bem. Vamos lá.

Bati a porta e o piano cessou, um momento depois Marry Loise abriu. Seu rosto embora severo e enrugado pela idade ainda era bonito, dona de um corpo que daria inveja a qualquer bailarina Marry era sem dúvida uma mulher atraente, seus cabelos loiros com alguns fios grisalhos estavam firmemente presos e os olhos de um mel deslumbrante estavam fixos em mim.

-Atrasada de novo srt. Petrovik.

Baixei os olhos envergonhada.

-Peço desculpas professora…

Tentei me explicar porém ela levantou uma mão me impedindo.

-Sem desculpas. Hoje não Êndria. Se troque, os aquecimentos já começaram.

Sem mais uma palavra ela se dirigiu para o grupo de meninas que estavam se aquecendo nas barras afixadas na parede de frente para um espelho enorme na parede oposta.

Algumas das meninas até me lançaram risadinhas maliciosas enquanto eu entrava no vestiário para trocar de roupas. Vesti a meia calça branca e o body rosa por cima, calçei as sapatilhas e sai.

As outras meninas já estavam na barra fazendo o plié, me aproximei e coloquei a mão esquerda na barra e flexionei os joelhos, fazendo meus músculos se soltarem e ficarem mais elásticos.

-Tendu!

Gritou a professora e ao nós fizemos exatamente isso, nesse movimento uma das pernas fica esticada ao lado, à frente ou atrás do corpo. Afasta-se a perna na direção pretendida, arrastando também o respectivo pé. Levanta-se primeiro o calcanhar e, em seguida a planta do pé, mantendo a ponta do pé apoiada no chão.

Respirei fundo ao me esticar, fazendo minha coluna ficar ereta.

Marry passava e nos olhava e a seguir pediu outro movimento.

-Grand Battement!. 

Ahh esse iria doer.

O grand Battement é um movimento da perna e do pé sob a forma de batida. Com o tronco e as pernas esticadas, afasta-se a perna de trabalho da perna de base, com um movimento vigoroso, para a frente e para o alto. Pode ser feito em qualquer direção.

Marry parou em frente a mim e me olhou por um longo momento, senti meu sangue fugir do rosto quando a via anotar algo em seu caderno.

-Relaxem! Façam séries de tendu,frappé e adagio! Agora!

Me virei pronta para obedecer quando a voz de Marry flutuou até mim.

-Você não Êndria. Quero uma palavra com você.

Sentindo de súbito o chão se abrir sob mim caminhei decididamente até ela nos fundos da sala, me sentei na cadeira a sua frente e olhei para ela.

Marry me olhou por um momento e soltando um suspiro falou.

-Quando entrou nesta academia fiquei orgulhosa de você Êndria. Tão obstinada, tão inteligente, seus passos eram graciosos, vi em você o verdadeiro talento. Coisa que vejo em poucas meninas aqui.

Meu lábio tremeu um pouco ao entender onde issi provavelmente iria acabar.

-Professora…

Sussurrei baixinho. Ela levantou a mão me impedindo de continuar.

-Más há seis meses vem caindo sua técnica e notas. Como é bolsista é necessário que mantenha um alto nível aqui Êndria.

-Eu sei. Me desculpe… por favor professora! Me dê outra chance! Eu juro que vou melhorar!

Marry se levantou e andou até a janela. Depois de um momento falou.

-Há uma forma de melhorar suas notas. E quero que saiba Êndria que só faço isso porquê tenho grande estima por você.

Assenti sentinho um fio de esperança.

-Farei o que me pedi.

De novo ela me olhou e voltou a sentar com a graça de um pássaro.

-Há um professor de reforço aqui na academia. O nome dele é Vitório Salvattere. Se ele aceitar te dar aulas complementares poderá aumentar suas notas. Más tenho que te avisar. Vitório é exigente e se não passar na suas aulas será imediatamente excluída do curso. Entende isso Êndria?

Emudecida assenti.

-Bom. Vá até ele quando sair daqui. Sua sala fica do outro lado da academia. Suas aulas são sempre norturnas. Boa sorte.

Entendendo minha dispensa me levantei em estado de estupor e peguei minhas coisas no vestiário e sai da sala.

Parada no imenso corredor as lágrimas que eu tão firmemente segurava desceram por minhas bochechas.

Oh céus! O que eu farei agora?!

Desolada peguei meu celular e liguei para Danika que no terceiro toque atendeu.

-Oi gata! Sua aula já acabou?

Perguntou animada e pelo barulho eu sabia que ela estava no clube e se preparava para subir no palco.

-Ah Danika! Acho que serei excluída do curso!

Chorei intensamente e minha amiga escutado minha voz chorosa foi logo perguntando.

-Êndria o que aconteceu? Você está bem?

Em meio à soluços contei o acontecido e me assustei ao escutar os palavrões cabeludos que minha amiga falava em siberiano.

-Ah mais que vaca! Não sabe que está cometendo um erro? Você é a melhor Drica! Por isso escute o que sua amiga loba está falando! Você vai até esse tal de Vitório e mostre a ele do que é capaz! Cause um enfarte no velho! Não vai desitir! Eu não vou deixar entendeu?

Mandou e eu sorri para aquela gata selvagem que era minha melhor amiga. Me sentindo um pouco melhor falei.

-Vou lá falar com ele. E vou mostrar que posso ser uma bailarina!

-É isso ai! Manda a ver! Quando eu chegar quero os detalhes! Te amo bebê!

Sorri e me despedi dela. Com a mão sequei as lágrimas do rosto e coloquei aquela máscara de calma.

-Vamos Petrovik você consegue!

Dei passos decididos até o outro lado da academia e encontrei a sala com o nome Vitório Salvattere escrito e por debaixo do nome estava professor de ballet. Respirei fundo e bati. Uma voz de barítono me respondeu baixo de dentro da sala e quando abri a porta me assustei ao ver quem exatamente era meu professor.

Parado rescostado numa imensa mesa se carvalho polido estava um homem que era tudo menos um velho baixinho e barrigudo que eu tinha imaginado.

Devia medir uns bons um e noventa de altura de pele morena dar cor de um marrom dourado, o corpo era atlético e estava bem vestido com um terno sob medida num tom de carvão. Seus olhos eram de um negro profundo e sua boca uma obra prima, seus cabelos também castanhos escuros estavam despenteados numa desordem sexy. E por um momento me vi perdida naquele olhar que não sei porque parecia ser um olhar de um predador avaliando sua presa.

-Pretende me encarar a noite toda srt. Petrovik?

Sai do transe e fiquei vermelha como um tomate.

-Desculpe…

Balbuciei entrando e fechando a porta, o enorme espaço pareceu ficar menor com o seu tamanho considerável.

-Você deve ser Êndria Petrovik. Marry me mandou um email hoje mais cedo pedindo que a tome como pupila e lhe aulas de reforço.

Suas palavras era planas, sem nenhum tipo de emoção.

-Sim.

Foi tudo que eu falei ainda encarando aquele olhar pertubador. Ele se levantou e minha nossa! Se sentado era grande, de pé sua altura era ainda mais intimidadora.

-Dançe um pouco pra mim.

Falou como se tivesse me pedido para tirar a roupa.

-O quê?

Perguntei tolamente. Ele levantou um sobrancelha.

-Quero avaliar sua técnica. Acha que pode? Ou será muito difícil?

Suas palavras duras e cheias de sarcasmo me tiraram do sério. Mas fazendo o que ele me pediu soltei a bolsa no chão e fui para o meio da sala. O Sr.Salvattere se sentou em sua cadeira e me olhou.

O aparelho de som começou a tocar sozinho e quase pulei de susto, ao olhar para ele vi que dava um sorriso secreto.

-Quando quiser srt. Petrovik. Tenho a noite toda.

Com o coração acelerado começei a dançar, a princípio de forma um pouco retraída e depois fui me soltando e me entreguei a aquilo que eu amava fazer. Em todo momento sr. Salvattere me olhava impassível e não pude negar o calor que se espalhava por mim ao ver como seus olhos seguiam por todo meu corpo.

-Já é o bastante.

Se levantou e desligou o aparelho de som e se voltou para mim.

-Então?

Me atrevi a perguntar.

-Então Êndria Petrovik, você acabou de se tornar minha aluna. E daqui por diante eu serei seu professor.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e avisando um capítulo por semana !beijos até o próximo! 😘


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