História Um Último Pedido (Malec) - Capítulo 17


Escrita por:

Postado
Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jocelyn Fairchild, Lady Camille Belcourt, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Ragnor Fell, Raphael Santiago, Simon Lewis
Tags Alec, Bane, Drama, Gay, Lightwood, Magnus, Malec, Romance
Visualizações 174
Palavras 4.029
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei mas voltei!

Informes:
A doida aqui colocou a idade errada no capítulo do date ruim, sendo assim, considerem a idade citada no capítulo de hoje please 😬 (já corrigi no capítulo anterior)

Capítulo 17 - Era uma vez, um inferno.


Fanfic / Fanfiction Um Último Pedido (Malec) - Capítulo 17 - Era uma vez, um inferno.

Alexander sentou-se em frente à Magnus no meio da cama, ainda um pouco atordoado pelo turbilhão de sentimentos e sensações vividas no banheiro. Não sabia como seria contar para Magnus momentos que escondeu de todos, momentos que não se permitiu pensar por muito tempo. Chegou à conclusão que a crise de choro no banheiro aconteceu por nunca ter tirado um tempo para se lamentar e sofrer, nunca havia se permitido se destruir e reconstruir.. apenas aprisionou os cacos em si mesmo e seguiu como se tudo estivesse bem, e no primeiro momento de fragilidade sentindo-se verdadeiramente cuidado e arriscava pensar, verdadeira amado... os cacos se soltaram de uma só vez. Talvez... só talvez, finalmente se ouvir contar o que aconteceu em voz alta fosse o processo de cura que precisava, ou pelo menos o começo de todo um longo percurso.

- Como você está? _ ouviu Magnus perguntar de forma baixa, podia observar o quanto tentava controlar sua voz que denunciava sua preocupação.

- Estou péssimo... estou quebrado, estou destruído.. _ sussurrou sentindo sua garganta doer pela força em controlar lágrimas que desejavam estar presentes na conversa 

- Me perdoe_magnus pediu tocando a mão de seu namorado_ me perdoe de verdade... eu te pressionei e não tinha direito.. eu.. 

- Shhh_ Alec tocou os lábios pequenos com o dedo indicador_ não me peça perdão. Tá tudo bem... Eu precisava colocar pra fora, e você me permitiu sentir toda a dor que nunca quis enfrentar, porque talvez sozinho eu não aguentasse. 

- Eu não quero te ver infeliz_ sussurrou olhando os olhos azuis que agora se escondiam em tons vermelhos

- nem eu.. _ sorriu pequeno_ é por isso que eu preciso falar.. _ segurou a mão de Magnus_ vai doer, vai doer muito.. eu provavelmente vou chorar, mas eu te peço que não me pare. Pode ser? 

Magnus assentiu em silêncio, e observou o rapaz em sua frente respirando fundo por alguns segundo de olhos fechados, como que buscando coragem de algum lugar muito profundo, e então depois de algum tempo iniciou: 

- Eu me descobri gay lá pros 13 anos, eu comecei a olhar os meninos na aula de educação física, e então percebi que olhava para eles como eles olhavam para as meninas enquanto elas jogavam. Me senti estranho, achei que era uma fase... mas não era. Eu pedi aos anjos que me fizessem “normal”, que me permitisse acordar um dia pensando em garotas e olhando para elas como meus colegas olhavam. Eu pedia isso em todas as orações que fazia e acredite, eu orava muito..._ secou seu nariz com a blusa de frio que estava vestindo_ não adiantou_ riu melancólico_ então eu coloquei na minha cabeça que viveria fingindo que essa parte de mim não existia... Deu certo até meus 17. Eu me enfiava em leituras e livros, matérias e mais matérias usando a desculpa de precisava me esforçar para uma boa universidade, mas então eu passei em todas que prestei e então escolhi a que ficava perto de casa, Hartford. Eu gostei do campus, gostei da grade curricular, gostava da proposta de vivência acadêmica trazida pela universidade. E ainda ficaria perto da minha família... 

Alec se segurava para não chorar com medo de outra crise lhe agarrar, e percebeu que estava a alguns minutos sem falar nada, apenas sentindo lágrimas quentes escorrerem pelo seu rosto. 

- Desculpe.._ pediu à Magnus, sentindo o mesmo acariciar sua bochecha direita.

- Tome o tempo que precisar amor.. _ disse baixinho

- Enfim..._ respirou fundo_ Eu fui! E estava feliz.. me sentindo realizado mesmo com meus pais um pouco desapontados pela escolha do meu curso.. eles queriam que eu fizesse direito para cuidar das questões empresariais dos “bens dos lightwood” mas eu não aceitei. De qualquer forma, eu estava feliz... estava aprendendo mais sobre o que eu gostava e até saindo mais..._respirou fundo_ Eu nunca fui de sair e beber, mas eu comecei a fazer isso, e em uma festa na casa de um colega eu conheci um cara chamado Andrew, veterano de ciências sociais e alguns anos mais velho que eu.. devia ter uns 20 quando nos conhecemos. Nessa festa nós dançamos, brindamos a vida e então eu fiquei bêbado. Eu fiquei bêbado tão rápido que não lembro muito dessa festa... lembro de acordar ao lado dele, em uma cama na casa. Morri de vergonha, me senti mal e sai fugido de lá...
Nos esbarramos mais algumas vezes e então eu finalmente criei coragem para perguntar o que havia acontecido na festa._ sua respiração começou a ficar mais ansiosa e Alec lutava para voltá-la ao normal_ ele me disse que saímos pra tomar um ar, que ele me ofereceu o que estava bebendo e eu aceitei, que me joguei em cima dele e então nos beijamos... q-que eu o convidei pra subir em um quarto..e-e que nós começamos algo... mas que no meio alguém começou a bater na porta e então paramos... minha cara queimou, eu pedi desculpa e disse que isso não iria se repetir. Mas ele me disse que havia gostado... que nunca havia ficado com um cara, mas que aquilo tinha sido interessante... me disse que eu era lindo e por fim trocamos telefones. 

Magnus olhava Alec atento a todos os gestos e falhas em sua voz, sabia que a qualquer momento aquela história poderia ficar horrível, e pensar em algo ou alguém machucando seu namorado doía seu coração de uma forma avassaladora.

- ficamos nos encontrando para trocar beijos por uns três ou quatro meses... mas sempre sem ninguém suspeitar, não éramos amigos, não andávamos nos mesmo grupos então ele me mandava mensagem e eu ia encontrá-lo em algum lugar reservado. E eu achei que estávamos tendo alguma coisa séria... achei que estávamos juntos e que havia sentimento... Eu não sei se realmente estava apaixonado por ele, ou se a ideia de ter alguém interessado em mim me deixava feliz. De qualquer forma, eu ia... toda vez que ele chamava eu ia_ lágrimas maiores escorriam pelos olhos de Alexander, e já não adiantava limpá-las com a manga da blusa. 

- Os pedidos de beijos passaram a atividades com as mãos, e depois com a boca... e eu fazia, achava que estava tudo bem por que eu entendia que eu também queria proporcionar a ele essas coisas. E então eu fazia... só eu fazia... e quando acabava ele se levantava e ia embora, ou me mandava ir embora, e eu ia..._ seus olhos estavam baixos encarando o colchão coberto por seda dourada – e então um dia eu disse estar apaixonado... ele riu... disse que homens não se apaixonavam por outros homens, que era só prazer, porque um homem entendia mais facilmente o que o outro desejava e me mandou ir embora. E ficou duas semanas sem falar comigo, sem me ver e eu achei que ia morrer, mas fiquei bem... voltei a estudar e não ia a festas. Mas um dia ele voltou, pediu ajuda com o carro e eu fui até ele... ele estava bêbado, e quando me viu tentou me beijar, eu me afastei e ele me segurou...E-ele disse que me a-amava, que não conseguia se assumir, mas que me amava, disse que era um idiota, mas que não conseguia viver sem mim_ sua voz estava embargada e Alec não entendia de onde vinha a força pra continuar aquela história. 

- nessa hora meu coração se derreteu, eu achei que era correspondido e cedi ao espaço.. ele me agarrou e começou a me beijar, mas era um beijo meio violento, ele estava bêbado e aquilo parecia um tanto errado, mas continuei o beijando... então a mão dele foi para minha calça e eu o parei... eu disse que não queria, eu juro que disse que não estava pronto... mas ele não me ouvia! _ Alec passou a falar mais rápido, tremendo... seu olhar era pro nada como se ele revivesse aquelas lembranças.

- Eu pedi pra ele parar.... eu sei que pedi... mas ele continuou me despindo e ele era mais alto e mais forte... ele me beijava e me dizia que me amava e perguntou se e o amava e eu disse que sim. Então ele gritou pra mim “se me ama então não tem problema! Se me ama de verdade já passou da hora de transarmos! Tem meses Alec...” e voltou a me beijar... travou a porta do carro e então ele me... nos... 

Alec tremia, e chorava compulsivamente. Magnus o abraçou tentando conforta-lo, e tentando não mostrar a dor e raiva que sentia ouvindo a história. Precisava ser forte para Alexander. O mais novo chorou e depois afastou Magnus levemente quando sentiu que podia continuar a história.

- Doeu... doeu muito... sangrou... não houve cuidado, não houve preparo, não houve atenção, não houve nada... e quando pra ele estava bom, ele mandou que eu dirigisse e quando cheguei na casa dele, ele pediu sigilo. E eu fiz. Eu cheguei em casa me sentindo sujo... mas no dia seguinte, ele me procurou, e me disse que havia sido incrível... que nós nos amávamos e estava tudo bem e eu me forcei a acreditar porque eu gostava dele né? Depois disso ele passava a ligar mais e eu nunca falava não, nunca era agradável, mas sempre vinha uma declaração depois... e então, ele me chamou para dividir um apartamento. Disse que podíamos viver como um casal do jeito que queríamos, sem que as pessoas suspeitassem. Eu aceitei. Fiquei feliz e realmente achei que lá ele estava me assumindo.. 

Alexander se colocou em pé assustando seu namorado, mas ele apenas precisava andar um pouco, sentir seu corpo reagir.. 

- então eu mudei, já estávamos juntos a um ano e meio, se é que podíamos chamar aquilo de relacionamento... ele continuava a sair com varias garotas, eu ouvia os amigos conversando com ele sobre as transas em festa e então eu fiquei preocupado... fiz exame e graças ao anjo não deu nada... Mas eu estava bravo! Eu cheguei em casa e exigi que usássemos camisinha, que ele parasse de me trair e que ele não podia arriscar minha saúde.. e então aconteceu a primeira agressão. Ele socou minha cara, e veio correndo me socorrer logo em seguida. Colocou a culpa em mim e disse que não deveria ter insinuado que ele poderia me contaminar. Eu fui arrumar minhas coisas para ir embora, mas ele não deixou, eu arrumava ele tirava, e quando me viu indo embora, ameaçou se matar e eu fiquei. E então toda briga ele fazia isso...  eu estava com 19, já estávamos morando junto à dois anos e ninguém suspeitava.. mas eu estava infeliz, ele não havia me batido, mas ele jogava coisas, me segurava, me empurrava.. eu dizia que ia embora, e ele ria. Ele não ameaçava tirar a própria vida mais, ele dizia que ninguém além dele me suportaria, me amaria... Que eu era um castigo na vida de qualquer um...me dizia que só ele conseguia me aguentar por que me amava. E eu passei a acreditar nisso....

Magnus não sabia como conseguia continuar ouvindo aquela história, mas continuava focado no namorado que falava baixo e dolorosamente sobre seu passado.

- quando ele viu que eu não iria embora, ele passou a levar meninas pra casa.. eu chegava e ele estava com elas na cama, na  sala... e eu não conseguia brigar. No dia que explodi, veio outra agressão. Ele não parou no primeiro soco, me bateu até que eu desmaiasse, me disse que não era “um viadinho como eu” que ele me comia, logo não era gay... e eu ri, ele ficou mais irritado e me bateu mais. Depois pediu desculpas e fez um jantar romântico ridículo que eu acreditei na época e então disse que precisava de mim, e então fizemos sexo... bom ele fez, eu estava fraco e dorido. Não queria, mas não conseguia dizer não.. 
E então depois disso, todos os dias quase eram assim, ele passou a não gostar da limpeza da casa, não gostar do meus amigos e não gostava que saísse sem ele.. ele explodia por ciúmes mesmo trazendo pessoas em casa, mesmo transando com elas na minha frente... e eu não tinha força nem coragem pra ir embora! Eu era um fraco... Minha irmã descobriu, chegou uma vez de surpresa e eu estava com olho roxo, eu havia afastado todo mundo por vergonha... mas ela se recusou.. Me fez contar tudo, e me pediu pra ir pra casa com ela, faltava pouco tempo pra minha graduação... e eu não conseguia ir. 

A cabeça de Alec doía de tanto chorar, e as lágrimas já estavam praticamente secas, mas sua voz ainda estava embargada e dolorida. 

- nas provas finais eu fui num bar com minha sala e voltei pra casa de madrugada... andrew me esperou acordado, gritou muito, me empurrou e me bateu, eu revidei pela primeira vez e então ele tentou me enforcar... eu realmente achei que ia morrer, mas eu puxei a tomada do abajur e caiu em cima dele.. ele desmaiou e eu corri pra arrumar minhas coisas, liguei pra minha irmã e pedi pra ela me encontrar num ponto da cidade, ela me encontrou e voltamos pra casa dos meus pais. Eles não sabiam de nada. Sabiam que eu morava com um “amigo”_ riu amargo_ quando eu cheguei arrebentado eu pedi abrigo e não tinha como esconder, mas eu tentei... disse que havia sido uma confusão e eles aceitaram ou fingiram.. dias depois Andrew apareceu em casa gritando... me chamando de viado e gritando pela janela as coisas que fazia comigo... _ sua voz era amarga, continha dor, mas também continha muita raiva_ meu país saíram lá fora e ouviram o que ele estava dizendo, os vizinho saíram para ver o show sobre o filho mais velho dos lightwood. Eu chamei a polícia e ele foi preso, ficou poucas semanas, quando voltou.. começou a me perseguir... ele ligava na casa da minha mãe, ameaçava a mim e a minha família, mandou um vídeo pro meu pai que ele havia gravado sem eu saber.. e quando eu o denunciei e pedi uma medida protetiva, ele me encurralou com mais três ou quatro amigos e me espancou... ele rasgou minha roupa e certamente iria me estuprar com fez durante todos os anos... mas uma viatura passou pelo beco e viu... eles foram presos e julgados. Não quis comparecer no julgamento, apenas para dar meu depoimento. Meus pais estavam sendo falados, todos me olhavam... e eu tomei muitos comprimidos.. 

-Alexander... você tentou... _ Magnus estava chocado

- Sim... você prometeu não me parar_ disse sem olhar Magnus nos olhos_ eu tomei muitos, mas izzy me encontrou, me fez vomitar tudo e me levou pro hospital. Quando me recuperei, não conseguia ficar lá, peguei minhas coisas e vim pra Nova York. Meu pai saiu de casa, e certamente foi por minha causa... ele me culpava pela fama da família, minha mãe parou de falar comigo.. e quando eu ligava ouvia insinuações horrorosas.. então eu parei de ligar, parei de visitar. Recebi uma carta dizendo que não estava no testamento e que não tinha direito a nenhuma regalia. Vendi meu carro e aluguei o meu apartamento,  consegui o emprego no jornal.. e passei a me sustentar sem precisar deles....
Eu não me permiti conhecer ninguém, chegar perto de ninguém em quase cinco anos, não queria correr riscos, e também não acreditava ser possível gostar de ter mais intimidade com alguém por conta de todas as vezes erradas que tive... e então segui fingindo que nada disso aconteceu.. e estava indo bem, até hoje... 

Magnus estava atônito, não sabia o que falar, apenas encarava Alexander, imaginando todas as muitas horas de sofrimento.. e sentia tristeza por não poder estar lá pra protegê-lo. 

- Pode falar agora_ disse envergonhado_ pode dizer que eu sou idiota, que me deixei entrar nessa situação.. que me coloquei em perigo e que eu quis viver tudo isso.. que mereci, que gostava de apanhar.... 

Magnus se aproximou de Alec selando os lábios com delicadeza, não aprofundou o beijo, penas deixou seu lábio colado  no lábio do mais novo. 

- Eu sinto muito _ sussurrou sincero_ Eu sinto muito por tudo que você passou... por não ter tido um amor descente, uma primeira vez incrível, por não ter conhecido um cara que te amasse devoto e te tocasse com todo o carinho e atenção que você merece... 

Magnus sentia lágrimas quentes descendo em seu rosto, e sentiu os lábios de Alec no seu

- Não foi o que aconteceu, mas eu prefiro fingir que isso tudo não aconteceu.... posso sentar no seu colo? _pediu cabisbaixo

- Claro que pode... 

Alec se acomodou com uma perna de cada lado do corpo de Magnus, encostando  cabeça em seu namorado, sentindo suas mãos fazendo arabescos em suas costas. Ele adorava esse contato, e naquele momento, sentia-se acalmar aos poucos.. sentia o cheiro de sândalo emanando do indonésio e parecia sentir o verdadeiro cheiro de casa... suas lágrimas secaram e ele beijou levemente os ombros de seu namorado. Passou a dar leves selares no caminho do ombro até o pescoço, de forma lenta e carinhosa. 

- obrigado_ sussurrou

- Eu não diz nada..._ sussurrou de volta

- você me deu a minha primeira vez dos sonhos_ disse se ajeitando no colo de Magnus_ eu achei que nunca sentiria vontade de estar com alguém, vontade de sentir alguém, e gostar verdadeiramente do momento.... _ sorriu sentindo suas bochechas corarem_ mas você apareceu. Você me fez arrepiar do jeito que sonhava, me fez te desejar do jeito que pensava... e me deu as sensações que sempre quis sentir.... você me faz esquecer todas as merdas que o Underhill já me disse, e  me faz acreditar que eu mereço ser cuidado, protegido... amado...

Magnus não sabia o que dizer, apenas abraçou aquele homem lindo em seu colo, que parecia tão vulnerável.. deitou na cama com seu namorado ainda em cima de si, apertando-o ao seu corpo, na intenção de protegê-lo de tudo de ruim que esse mundo tivesse. Sentia sua garganta embargada e lágrimas descendo involuntárias pela lateral do seu rosto. 

- Não chora por favor_ sussurrou beijando os olhos de Magnus_ não me olhe com pena..._ pediu. 

- Eu vou te proteger de tudo que puder te fazer mal... se depender de mim, nada vai te machucar dessa forma nunca mais. _ prometeu se perdendo nos grandes olhos azuis

-Eu acredito em você..._ sorriu_ acredito mesmo amor... 

Inclinou-se para tocar os lábios do mais velho novamente, sendo correspondido e criando um beijo carinhoso, manhoso e com uma pitada de melancolia. Alexander ainda estava machucado, ainda doía o coração reviver toda aquela história, mas se sentia realmente mais leve, sentia que podia respirar mais leve, que não teria outra crise e que finalmente podia começar a colocar os cacos... agora eles não estavam apenas contidos. não, eles haviam sido espalhados, recolhidos e estavam sendo organizados. Aos poucos ele sabia que reconstruiria sua autoestima, sua confiança, e revalidaria e resignificaria tudo que viveu... Mas no momento, só precisava de Magnus, do calor do corpo de seu namorado, dos beijos e do toque carinhoso. 

As bocas continuavam se reconhecendo, as línguas passeavam, e a respiração ia se esvaindo. O beijo não era afoito, nem agressivo como os que normalmente eram trocados quando a nuvem de desejo os consumia. As mãos de Alec seguravam as laterais do rosto como se estivesse segurando um joia rara, as de Magnus abraçavam Alexander em um promessa silenciosa de proteção e cuidado, deixando o coração do rapaz aquecido.

Minutos se passaram e os beijos continuavam, as línguas ainda brincavam e dançavam, até que que Alec se aconchegou na curva do pescoço dourado, depositando leves beijos na região. Os corpos estavam acordados, mas os dois não desejavam apressar nada, inclusive Magnus não achava ser um bom momento para qualquer coisa mais intensa... mas não dava para impedir as sensações que seu namorado lhe provocava. Sentia sua ereção dolorida em baixo de Alec, e gemeu baixo quando sentiu Alec movimentar levemente em cima de seu corpo. 

-Alex...ander_ olhou segurando na lateral das coxas do rapaz

- Eu preciso de você Magnus... eu preciso sentir você... não vou me arrepender de nada, não quero mascarar dor nenhuma, eu só preciso te sentir... _ beijou os lábios pequenos.

Magnus deixou que as coisas evoluírem aos poucos como estava acontecendo, sentindo os beijos de Alec e os correspondeu. Sentiu o rapaz levantar sua blusa e permitiu que fosse retirada, sentiu os beijos pelo abdômen e por mais que aquele momento estivesse cheio de desejo, não parecia estar cheio de luxúria. Alec desceu os beijos e o tomou nos lábios, fazendo Magnus gemer baixo para não acordar madzie. Não queria deixar-se derramar nos lábios de Alexander como da primeira  vez então levantou o rapaz, mudando as posições e se colocando aos pés de Alec. Beijou suas coxas, seu abdômen e tirou sua cueca. Seu olhar nos olhos azuis continha desejo e muito carinho, Alec viu nos olhos de Magnus quase uma devoção, e sentiu-se flutuar ao sentir o interior da boca de seu namorado. Nunca havia sido estimulado antes de Magnus e aquela sensação era incrível. Gemia baixo e sentia seu corpo tremer e a cada segundo parecia ficar melhor, sentiu que estava próximo de chegar em seu ápice, mas não queria gozar sozinho. 

- A-amor..._ sussurrou sôfrego_ Eu preciso de v-você.. 

Sentiu Magnus se afastar um pouco e voltar com um lubrificante é uma camisinha. Sentiu os lábios do rapaz novamente em seu membro, mas dessa vezes sendo estimulado em sua entrada também com um dedo, depois dois e mais tarde um terceiro, sentindo  seu quadril se movimentar involuntariamente. 

-Mag..nus, por favor...eu preciso sentir você... _disse olhando nos olhos do indonésio.

Puxou o para cima de seu corpo, e voltou a beijar seu lábios. Prendeu suas pernas na lateral do rapaz e jogou seu corpo para o lado, mudando a posição dos corpos, ficando novamente por cima do mais velho. Continuou beijando Magnus, sentindo os lábios mais velozes e se ajeitou no colo de seu namorado sentindo-se ser preenchido aos poucos. 
As mãos de Mag segurava seu quadril sem força, e logo rodeou suas costas, sentido seu corpo ser puxado para perto. Deitou seu tronco sobre o indonésio e começou a se movimentar lentamente enquanto dava longos beijos, que cobriam as bocas impedindo os gemidos altos que desejavam sair. 

Os movimentos eram precisos, mas não eram ansiosos e ligeiros como na primeira vez deles, eram ritmados, e parecia uma sinfonia perfeita junto com os gemidos e sussurros de um pro outro. Magnus segurava Alexander ainda em seus braços e moveu-se para o lado contrário ficando novamente por cima, entrelaçou suas mão na de Alec, e voltou a beija-ló intensamente  estocando sem pressa. 

Alec revirava os olhos e mantinha a boca levemente aberta por onde passava alguns gemidos baixinhos. Magnus beijou aqueles lábios sendo correspondido e então voltou a olhar a expressão de prazer presente em seu namorado.

-você é lindo meu amor _ sussurrou para o dono dos olhos azuis_ a coisa mais linda que já vi na vida

- Mag...nus_ gemeu interrompendo o que iria dizer

As mãos estavam bem apertadas, os corpos se movimentavam, e uma camada fina de suor estava presente nos dois corpos. Sentiam os corpos tremer e sabiam que estavam próximos do ápice. 

Os gemidos queriam ficar mais altos, então se beijaram mais intensamente, bloqueando o som. Os movimentos ficavam mais profundos e firmes, sem aumentar a velocidade, fazendo Alec revirar os olhos. 

Os corpos tremeram juntos, e explodiram ao mesmo tempo, sem soltarem as mãos, ou os lábios... se beijaram em meio a gemidos sôfregos e então Alec ouviu sua voz: 

- eu te amo Magnus_ cobrindo a boca logo em seguida com uma das mãos, tentando impedir as palavras ditas de saírem, mas era tarde.

Magnus sorriu doce e aproximando-se do rosto do rapaz, retirando a mão que cobria a boca, dando um beijo calmo e cheio de sentimentos. 

- Eu também te amo Alexander. 

 


Notas Finais


😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...