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História Um único amor - Capítulo 1


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Notas do Autor


Ei pessoal,esse é o meu primeiro trabalho sendo publicado e pra ser sincero,da um frio na barriga haha,espero que vocês gostem e me ajudem a melhorar dando feedback 🖤

Capítulo 1 - Primeiro ato da traição


Escrever uma breve carta de despedida contendo meus sentimentos parecia fácil naquele tempo, eu havia usado todo meu conhecimento poético aprendido dos livros românticos que já havia lido até aquele momento, e apesar de ter me orgulhado do que tinha escrito, um sentimento de melancolia e tristeza tomara conta de mim.

" Querida Julie, existe uma verdade gravada em meu coração, uma verdade repleta de memórias que não podem ser esquecidas, era dezembro e fazia frio mas você aqueceu meu coração e por isso, fez parecer verão com calmaria de primavera.

Julie, você é a garota mais doce e suave que já conheci e partir sem te dizer adeus pessoalmente não é fácil, pois não haverá um dia no qual não sentirei saudade de ti.

Por favor, cuide mais de si, pois sei que muitas vezes você se importa mais com os sentimentos das pessoas que estão ao seu redor do que com os seus próprios, e se você está lendo essa carta, significa que não estou mais aí pra cuidar de você e ser seu ombro amigo, agora temos dezesseis anos e não tenho escolha a não ser ir, mas espero que daqui a alguns anos  possamos nos encontrar novamente"

Desde essa carta, quatro anos se passaram e nenhuma estação, especificamente os invernos conseguiram ser tão maravilhosos quanto antes, os sentimentos calorosos e a sensação de extrema calmaria, nunca mais os senti.

Nesse meio tempo, os pais de Julie se separaram, o amigo de infância do pai de Julie havia voltado para o Japão e com isso os sentimentos de sua mãe que se encontravam adormecidos despertaram casualmente, levando-a cometer adultério, apesar disso, Julie nunca falava de sua mãe com sentimentos de ódio ou repulsa, pelo contrário , ela parecia entender sua mãe, oque me fazia acreditar que existia uma história cheia de fatos ocultos que era desconhecida para mim.

Eu me tornei um estudante da universidade de Osaka, estava no segundo ano do curso de TI, tinha conseguido um estágio em uma empresa de jogos para programar e deixar servidores utilizáveis, era meu emprego dos sonhos.

Já Julie havia começado a estudar administração na faculdade de Tóquio, ela sempre fora boa com números e planejamentos, oque acredito que tenha influenciado fortemente na sua decisão de curso.

Em relação ao amor, no meu coração havia espaço para apenas uma garota, e eu que já com 20 anos ainda não havia conseguido seguir em frente por completo, começava a sentir que meu primeiro amor poderia ter se tornado em uma obsessão ou obstáculo que não conseguiria vencer, pois não importava quantas garotas conhecia e pareciam gostar de mim, tudo que eu via, sentia e queria era ela, era Julie, a única capaz de mudar os sentimentos das estações em meu coração .

A Minha carta nunca recebeu uma resposta, oque me fez acreditar que ou Julie só me via como seu melhor amigo e que isso nunca mudaria, ou que a falta de um “eu te amo” escrito havia feito toda diferença para o entendimento da mesma em relação aos meus sentimentos, pelo menos, era isso que eu pensava até aquela noite de 23 de Abril.

Naquela manhã eu havia acordado com uma mensagem de Aoi, minha namorada, ela era gentil mas não suave, tinha uma personalidade forte como a de um furacão, essa personalidade que influenciou a minha decisão de aceitar ou não seu pedido de namoro.

Estávamos Juntos a quatro meses mas em nenhuma das mensagens que eu trocava com Julie eu a mencionava, assim como nunca havia mencionado Julie para Aoi em nossas conversas e encontros diários.

Na mensagem, um pedido pra encontra-la em Dotonbori, um distrito de compras, era 7:00 da manhã e ela me pedia para chegar às 10:00, por isso levantei, tomei café enquanto escutava o noticiário, após terminar, tomei banho e escovei os dentes , a hora parecia passar devagar e como Dotonbori não era tão longe de casa , dei comida para os peixes e fui passear pelo parque como sempre fazia pela manhã.

Depois, às 9:30 fui até a estação e peguei o metrô , desci em Namba e caminhei até Dotonbori, que estava cheia de turista e de pessoas que moravam na região e gostavam de gastar.

- Você sempre chega no horário Hiro.

Me virei de costas e lá estava Aoi, sorrindo, seus cabelos longos e preto estavam brilhosos e pareciam sedosos, ela vestia short jeans e uma blusa casual cor de rosa.

- Prefere que eu comece a chegar pelo menos dez minutos atrasados? – questionei com um tom de ironia.

- Sim, assim eu faria o papel da namorada normal que reclama da desatenção do namorado em relação as coisas que são relacionadas a ela.

Aoi sorriu de volta e pegou minha mão, me guiando em meio a multidão fomos visitando diversas lojas ,fizemos muitas compras até a tarde, quando paramos em um Neko Café e sentamos para ler mangás enquanto acariciávamos os gatos e tomávamos xícaras de Frapuccino de Morango .

- Estava me sentindo solitária Hiro. – Sussurrou Aoi com um ar melancólico.

De alguma forma, senti que ela tinha abaixado suas defesas e que aquele era um momento raro onde Aoi falaria sobre oque ela estava passando e seus sentimentos comigo, mas logo em seguida , sua expressão séria se transformou em uma sorridente.

- Me deixa dormir na sua casa hoje? – Ela perguntou enquanto sua cabeça repousava em meu ombro, eu podia sentir sua respiração pesada atravessado o tecido da minha casual blusa cinza.

- Por que você?.....

Interrompi a pergunta que faria e consenti com a cabeça, levantei e peguei oque havíamos consumido, com um sinal de mãos , chamei Aoi e fomos embora, no meio do caminho pra casa, dentro do Uber , enquanto Aoi se encontrava deitada com a cabeça em meu colo, fiquei pensativo, sobre o porquê de ela sempre  parecer querer dizer algo mas hesitar no último minuto.

Estava chegando perto de casa quando meu celular notificou me de uma nova mensagem, fazendo meu coração bater mais depressa na medida que liguei o visor do celular e li o nome do remetente :

“ estou te esperando em casa “ de Julie.

No instante que acordei Aoi e sai do carro ,consegui fazer contato visual com Julie que estava sentada e esperando na porta do condomínio ,em suas mãos havia aquela carta que eu nunca esquecera e seria reconhecível pra mim de todas as formas, a carta que eu havia enviado a quatro anos atrás.

Sem se importar com Aoi que estava no banco traseiro e pegando o dinheiro da minha carteira, ela se aproximou e levantou sua mão esquerda deixando evidente um anel de noivado que fez minha garganta embrulhar e meu coração doer.

- Fui pedida em casamento, mas achei que deveria vir aqui antes e perguntar, você quer que eu me case?

Sem pensar duas vezes lhe tirei o anel dos dedos e coloquei sobre a palma de suas mãos, deixando claro que a minha resposta era um não, lhe entreguei a chave e fiz um sinal apontando para cima, pedindo para que ela subisse.

- Aoi, sinto muito, acabei de receber uma mensagem da empresa de vídeo games e hoje a noite vou trabalhar em um projeto, você sabe que gosto de ficar sozinho pra me concentrar né?

- Não acredito, justo hoje que estava disposta para maratonas aquele Dorama chato que você gosta.

- Que azar o meu então, mas creio que haverão outros dias onde você estará disposta.

Os olhos de Aoi pareciam ter perdido o brilho, inexpressivamente ela beijou minha boca e consentiu com a cabeça, voltando para dentro do carro.

- Tchau - com um sinal de mãos ela se despediu já dentro do carro e com o vidro fechado.

- Tchau - Respondi de volta.

Eu entrei depressa pela porta do condomínio e subi as escadas correndo, parei em frente a porta e pensei se tudo aquilo que estava acontecendo era realmente real, abri a porta e lá estava ela, Julie, sem roupas, meu coração estava descontrolado e meu corpo não respondia mais os meus pensamentos de racionalidade.

Envolvido me aproximei e ali cometi o segundo erro com Aoi, o primeiro que já havia cometido quando aceitei o pedido de namoro mesmo amando Julie, e o segundo, de me entregar e gravar Julie em minha pele mesmo estando compromissado com ela. 



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