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História Um Único Destino - Beauany - Capítulo 4


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Notas do Autor


Booa noite com mais um capítulo!!! Obrigada por acompanharem, fico feliz que estejam gostando!!!

Boa leitura!! 💙

Capítulo 4 - Capítulo 4


24 de Dezembro de 2006

Noah POV

Assim que meu pai sai, eu termino de tomar meu café e pego minha bicicleta rumo à casa da tia Úrsula.

- Oi, de casa??? Tem alguém ai? - eu digo estacionando minha bicicleta na árvore da casa e batendo na porta

- Noah? Ta fazendo o quê aqui? - Josh aparece na porta, de pijama, caminhando até mim.

- Vim ficar com vocês, meu pai foi na cidade. Posso entrar? 

- Claro, mas... Minha mãe não está aqui

- Onde ela está? - pergunto adentrando.

Eu nunca tinha vindo aqui com pessoas morando dentro, está bem melhor do que estava antes.

- Foi à cidade também

- Estamos sozinhos? - eu o encaro enquanto ele fecha a porta

- Tecnicamente, sim. - diz assentindo e indo para a sala.

- Festa dos meninos - eu grito e ele começa a rir - , sei que não vai ter festa, mas podemos pensar em fazer algo

- Você já estudou hoje? - reviro os olhos enquanto sento-me no sofá.

- Não. Nem quero.

- Desse jeito você nunca vai aprender. - se senta ao meu lado.

- Talvez eu nem consiga fazer isso - fico de cabeça baixa.

- Que desanimo é esse? Você estava indo super bem. - Josh coloca sua mão sobre meu ombro. 

As vezes isso acontece comigo e não sei explicar o porquê, eu apenas me desanimo e sinto que não vou conseguir fazer nada do que queria.

Eu queria parar de pensar assim.

- Eu não sei... As vezes fico assim, desanimado do nada e penso que não vou conseguir porque não sou capaz

- Isso se chama baixa autoestima

- Baixa o quê? - franzo o cenho e levanto minha cabeça para ele perceber.

- Baixa autoestima. É algo ruim que nos faz sempre pensar no pior de nós mesmo - fico confuso - porém, somos muito novos para ter essas coisas. Você é capaz sim, você estava indo muito bem, Noah. A gente é novo, mais fácil para pegar as coisas

- Você sempre sabe o que dizer, por quê? - ele ri.

- Não sei, apenas digo. - respiro fundo e ele me abraça - Vamos? A gente estuda e da uma avançada antes das aulas voltarem, a tarde a gente brinca.

- Tudo bem, eu aceito com essa condição - fomos correndo para o quarto dele e começamos os estudos.

Ficamos boa parte da manhã estudando, o Josh é muito inteligente e daria um ótimo professor. É por ele que estou começando a ler e a escrever e tenho motivação pra isso. 

Agora, além de meu pai, eu tenho alguém que acredita em mim e isso me deixa muito feliz.

- Viuu!!! Eu disse que você conseguiria, Noah. Eu disse que você era capaz de tudo isso. - ele está bem animado com minha evolução. 

- Você me ajudou e acreditou em mim. Obrigado, Josh. - sorrio

- Por nada. Agora, que tal você praticar a sua escrita? É bom que você vai escrevendo e lendo. - Josh pega um caderno e coloca na minha frente.

Eu não uma das pessoas mais inteligentes do mundo, fiquei tentando adivinhar de que forma ponho em prática a dica de Josh, mas eu falho e resolvo perguntar.

- Mas, como eu faço isso?

- Você podia escrever poemas, poesias, pode escrever sobre como foi seu dia, músicas... O que você achar melhor. 

- Eu posso começar escrevendo sobre meu dia e, depois, quem sabe, músicas... - ele sorri pra mim e eu começo a me empolgar.

- Você gosta de música?

- Muito. Eu amo cantar. - rimos

- E eu gosto muito de dançar. - penso um pouco e apenas falo: 

- A gente formaria uma dupla incrível, né?

- Eu acho que sim - rimos, pego minha caneta, o meu caderno e começo a escrever algo. 

- O que está escrevendo? - viro o caderno para ele - Nosh, a dupla. - diz em voz alta. - O que é isso? Não é assim que se faz o 'A'

- Eu não quis escrever meu nome, quis escrever o nosso. - falo tranquilo enquanto vejo confusão em seu rosto.

- Noah e Josh? - rio pelo fato de ele ainda não ter entendido o que quis falar.

- Mas é lento mesmo... - reviro os olhos - A junção dos nossos nomes. Nosh.

- Ah, sim - ele ri - Curti.

Escrevo algumas palavras e frases em silêncio enquanto Josh me observa. Após fechar o caderno, viro para ele e digo:

- Primeira vez que te ouço falando alguma gíria.

- Não exagera - nós rimos e fomos até a sala assistir TV.

Any POV

Estou animada para hoje à noite. Eu não vejo a hora de me encontrar com Noah.

- Bom dia, bonequinha - Mary diz me trazendo café da manhã na cama

- Eu adoro véspera de Natal, você sempre aparece com algo novo - ela ri com minha fala.

- Como se eu não te mimasse sempre que posso - rio e ela põe a bandeja ao meu lado na cama - Animada para hoje a noite?

- Muuuito!!! Uma pena que você não vai. - faço beicinho e abaixo a cabeça. 

- Any? Eu nunca fui antes. Por que essa tristeza agora? - ela franze as sobrancelhas sentando ao meu lado.

- Porque eu gosto de ficar com você

- Mas você agora vai ter tempo para passar com sua família. - diz Mary enrolando seus dedos em meus cachinhos.

- Prefiro ficar com o Noah - fecho a cara e sinto seu olhar queimando sobre mim.

- Não fala assim, pequena, seus pais te amam muito. 

- Não amam, eles nunca ficam comigo - ela vem me abraçar - Mas isso não importa. Daqui a pouco já vai ser de noite e eu tô beeem animada.

Eu realmente estou muito animada pois amo o Natal e amo o meu amigo, mas eu sinto falta de estar com meus pais. Eles ultimamente não tem tido muito tempo para mim.

- Eu imagino que esteja. Agora, come isso enquanto arrumo seu quarto, vocês vão agora cedo para a mansão

- Agora? - me levanto rápido. - Eu nem me arrumei. - completo indignada 

- Você não precisa se arrumar, Gaby, além de ser linda é uma criança.

- Eu ainda posso ficar mais linda - sei que ela não concorda com eu me maquiando do meu jeito, mas pelo menos minha mãe e meu pai me olham nem que seja para tirar foto e postar nas redes sociais.

Eu tomo meu café, vou tomar meu banho e me arrumo. Minha mala e minhas coisas já estavam prontas, a Mary é ótima em ser minha babá e sempre me trata como a princesinha que sou.

- Any, já está pronta? - meu pai pergunta chegando no meu quarto junto com minha mãe.

- Sim, estou.

- Você está linda, meu amor. Vem aqui, deixa mamãe tirar uma foto - eu disse, penso. - Pronto. Vamos? - assinto e Mary me acompanha até o carro de onde partiremos.

- Tchau, Mary. Vou sentir saudades.

- Eu também, pequena. Aproveita muito esse natal, curte muito com seu amiguinho e depois me conta tudo.

- Pode deixar - ela me abraça bem forte, subo na cadeirinha, ela me amarra e nós partimos para a outra casa.

Depois de uma hora, mais ou menos, chegamos na outra mansão da família, onde passamos nossos Natais desde que nasci.

- Filha, vem. Preciso apresentar para você os novos funcionários - minha mãe diz assim que saímos do carro e adentramos a casa.

- Ta bom - a acompanho para a cozinha onde há cinco pessoas paradas em frente ao balcão.

- Essa é a Emi e o Diego. O resto você ja conhece - assinto

- Tudo bem com vocês? - pergunto direcionando a palavra a todos.

- Estamos bem sim, e você? - Julia, uma das minhas cozinheiras favoritas do mundo todo, me pergunta.

- Sim - digo com vergonha e chego um pouco para o lado - E ela? - aponto para uma menina pequena atrás da nova ajudante da Julia, Emi.

- É minha filha, senhora. Não sabia que tinha alguma problema trazê-lá... - minha mãe a interrompe.

- Não tem problema nenhum, ela é bem vinda. Agora, licença, preciso terminar de resolver as coisas para hoje a noite. - minha mãe diz saindo da cozinha e eu encaro de novo a menininha

- Você - aponto para ela, que se assusta. - Quer brincar? - a menina parece ter muita vergonha, sua mãe assente para ela que aceita - Vem comigo - eu estendo a mão e, mesmo com muita vergonha, ela vem. Puxo-a para sala e pergunto seu nome.

- Meu nome é... Hina - ela diz ainda tímida

- Você tá com vergonha? - ela assente devagar - Não precisa. Vamos passar o Natal e o ano novo juntas, vamos ser boas amigas. - Hina sorri e se senta, faço o mesmo.

- Essa casa é toda dos seus pais? - ela pergunta olhando cada canto da casa, assim que ela volta seu olhar para mim, eu assinto. - Ela é bem grande e bonita

- Por favor, não fala pra ninguém que essa casa é minha. - com certeza ela percebeu um tom de desespero na minha voz.

- Como assim? Todo mundo sabe que é da sua família. - claro, né Any, penso. Logo me lembro de que não é todos que sabem.

- É que eu tenho um amigo que vem todo o ano para cá e ele não sabe que sou rica. Eu não quero ter mais amigos pelo dinheiro dos meus pais, e ele é meu amigo de verdade. Eu sei disso. Eu sinto.

- Eu sou sua amiga de verdade. Eu não ligo pro dinheiro, você parece ser muito legal. E eu não vou falar nada, eu prometo. - sorri simpática. 

- Obrigada, Hina - ela me abraça e eu estranho, mas logo retribuo. - Quer conhecer meu quarto?

- Claro!! - nós subimos as escadas e fomos para meu quarto.

Josh POV

- A gente ja assistiu TV demais, não quer estudar mais um pouco? - digo para Noah, que me olha rapidamente.

- A gente ja estudou demais. - diz me retrucando.

- Já tô cansado de ver TV. - bufo

- E eu de estudar - fechamos a cara um para o outro - Tá bom. A gente pode dar um passeio de bicicleta. - fico nervoso e não o respondo - O que foi?

- É que eu não sei andar de bicicleta. - digo após o silêncio que haviabse instalado.

- Sério? - assinto - Eu posso te ensinar.

- Acho melhor não. E se eu me ralar bem no dia do Natal? - ok, eu realmente tenho medo de bicicletas.

- Verdade, ai você não ia poder brincar com a gente hoje a noite... Ta, mas eu posso te carregar. - nossa, que ideia de jerico. 

- Você não vai me deixar cair? Eu posso ser pesado. - por favor, desiste dessa ideia.

- Pesado? Eu te carrego com uma mão. - fecho a cara.

- Deixa de ser abusado - ele me põe no chão após ter demonstrado sua "força" - Tá, vamos.

Não teve jeito, não tive escapatória, Noah não tirou aquela ideia absurda da sua cabeça e precisarei andar de bicicleta. Bem, não andar, mas ser carregado. Isso deve ser pior.

Saímos da sala e fomos para fora, ele pegou sua bicicleta e me chamou.

- Vem logo, Joshua.

- Tá, tô indo - eu chego perto dele e ele manda eu subir. Fico procurando onde, até que... - Nesses dois negócios aqui?

- Esses 'negócios' é para você colocar os pés, ficar em pé e se apoiar em mim. - diz seco e com uma expressão limpa.

- Isso não é arriscado? - posso tentar me livrar ainda.

- Vamos ver agora - ele ri, fico com um pouco de receio mas subo mesmo assim - Pronto?

- Não. - não mesmo.

- Tá, vamos nessa... - ele começa a pedalar e eu seguro firme em seus ombros

- Noah, eu vou cair. - grito.

- Não vai, relaxa. - ele grita de volta e continua a pedalar. Eu paro de ficar pensando em qualquer coisa ruim que possa acontecer e curto aquilo, aquele lugar é o lugar mais lindo que ja tinha visto na minha vida. Esse campo é maravilhoso e, pela primeira vez depois de muito tempo morando em cidade grande, eu consigo respirar.

Respirar tudo de bom que a natureza oferece, sem os carros poluindo e sem o fedor de fogo que colocam na rua. Eu começo a perder o medo e solto meus braços do Noah, fechando meus olhos, sentindo a brisa batendo no meu rosto e balançando meus cabelos. 

- Josh, segura! - ele grita com um tom desesperado, ainda com meus olhos fechados respondo:

- Tá tudo bem, eu tô seguro

- Segura, agora, preciso frear. - É, foi tarde. Se eu estivesse de olhos abertos, teria visto que tinha um carro se aproximando e ele precisava parar. Fui com tudo para o chão. - Josh!! - Ele joga a bicicleta longe e corre até mim - Eu disse pra você segurar. Machucou?

- Não - rio e ele fica sem entender. - Eu estou bem.

- Tem sangue no seu joelho. - diz ainda sem estender o sorriso em meu rosto.

- Eu tô bem, Noah, sério. Mas, por que você parou?

- O carro do meu pai... - ele aponta para estrada onde vejo o carro, que para na nossa frente. Minha mãe desce correndo e vem até mim.

- Filho? O que aconteceu??? Você está bem? - ela dispara todas essas perguntas e eu reviro meus olhos, eu estou bem.

- Eu pedi para ele segurar, tia, eu não queria machucar ele - Noah diz desesperado e se sentindo culpado.

- Para, Noah, a culpa não é sua. Eu não segurei porque não quis. Eu caí, mas eu to bem, mamãe.

- Está mesmo? - ela pergunta me ajudando a levantar

- Sim, só ralei. Eu gostei. - todos fazem caras feias diante do meu sorriso.

- De estar ralado? - Robert pergunta confuso

- Meio que sim. Nunca me ralei antes e pela primeira vez eu estava bem enquanto brincávamos, eu gostei.

- Ai, filho - minha mãe diz e todos riem. Noah pega a bicicleta caída e vai com ela até minha casa, eu vou no carro com Robert e mamãe.

Assim que chegamos, de novo, em casa, minha mãe me ajuda a sair do carro. Robert e Noah nos acompanham até a porta

- Desculpa de novo, Josh. 

- Não precisa se desculpar, Noah - ele vem correndo ate mim e me abraça, eu retribuo e sorrio.

- Passo aqui para pegar vocês? - Robert diz sorrindo para minha mãe

- Claro... - ela diz me olhando e passando a mão em meus cabelos.

- Preparem as malas - Noah diz e todos rimos. 

Nos despedimos e entramos em casa.

- Você está bem, filho? Machucou muito? - reviro novamente os olhos e a respondo: 

- Eu tô bem. Está ardendo, mas pelo menos posso me considerar uma criança agora - ela ri

- Antes você não era?

- Eu nunca saía e nunca me ralei, agora sou igual a todos - ela vem ate mim e me abraça

- Você sempre foi uma criança normal, não se compare a ninguém. Agora, já para o banho!! - eu assinto e vou para o banheiro, com certeza isso vai arder mais.


Notas Finais


Gostaram?? Estão gostando?? Obrigada por tudo e até amanhã!!

Beijos 💙✨


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