História Um vampiro inigualável - Yaoi - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Romance, Vampiro, Yaoi
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Palavras 1.197
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem, tenham uma ótima leitura =)

Capítulo 1 - Um garoto descuidado


    O toque de recolher era 7:30, agora, eram 8:00. Os humanos não podiam sair de suas casas, porque os vampiros estavam lá fora, se espalhando pelas ruas quietas da cidade

    Leo apaga a luz da sala, indo para seu quarto e fechando a porta em seguida

    Não tinha mais festas, nem pessoas esperando para ver a raríssima chuva de meteoros, apenas portas e janelas fechadas, com uma corrente de alho pendurado para garantir

    Não era tão complicado viver se você respeitasse o horário e ficasse em casa antes de escurecer. Era o básico do conhecimento de todos há muito tempo

 

    Leo estava dentro de sua casa. Não era tão difícil sobreviver aos vampiros assim, mas ainda havia pessoas que não aceitavam ficar dentro de casa todas as noites por causa disto. Na maioria das vezes, eram idosos ou adolescentes rebeldes, sem noção do perigo, que acabavam sendo atacados facilmente

    Mas Leo não era idoso, muito menos um adolescente rebelde. Era um simples garoto de 15 anos, comportado e entediado

    Ele colocou a coberta sobre sua cama, escovou seu cabelo castanho e encarou a sua mochila vermelha no canto do quarto. Não havia nada para fazer, não tinha internet, rádio ou TV

    Leo suspira, anda até a janela, empurra a corrente de alho um pouco para o lado e abre uma pequena fresta, para que apenas conseguisse enxergar a rua. Estava completamente quieta, a única alma que se atrevia andar por ela era um gato alaranjado

    Realmente não tinha o que fazer, então, continuou olhando pela pequena fresta

 

    Anos atrás, as pessoas ainda se arriscavam a sair de casa durante a noite, elas saíam em grupos grandes e andavam em passos largos até chegarem no bar, restaurante ou cinema que queriam ir. Mas isso não garantia a segurança

    As luzes se apagavam repentinamente, cegando todas as pessoas. Era difícil correr na escuridão até chegar em um lugar iluminado e protegido contra vampiros, como lojas e bares. Eles eram muito mais rápidos e atacavam quem estava mais vulnerável. A luz voltava em seguida, mas o estrago já tinha sido feito

    Mas, se Leo estivesse se lembrando direito, ainda tinham cidades em que isto ainda acontecia, tão perigoso... Ficar em casa era mais fácil, bem mais fácil

 

    Os olhos caramelados de Leo se espantam ao ver uma pessoa andando pela rua, passando ao lado do gato alaranjado. De longe, podia dizer que era um garoto, pequeno e descuidado. Leo sente um frio na barriga, aquele garoto...será que ele era um vampiro? 

    Seus olhos seguem o menino e, então, conseguem enxergar uma sombra, alta e espaçosa, andando longe da luz dos postes. Leo continua espiando. Não...era aquele o vampiro, sem dúvidas, o garoto...oh não

    Leo deixa o ar entrar por sua boca tão rapidamente quanto o solta. Ele sai da janela, desfaz a fresta e anda até sua cômoda, abrindo a gaveta, tirando dali uma cruz, que tinha ganhado de seu irmão, e um frasco de água benta, que tinha recebido de um dos funcionários do governo

    Dizem que, para tentar escapar de um vampiro, deve-se ter essas duas coisas em mãos. A cruz consegue consumir a energia dos vampiros, deixando-os fracos demais para atacar, então eles não se aproximam muito delas. A água benta os queima como se fosse fogo, com certeza seria bem doloroso para os vampiros atrevidos que ignorassem a cruz

    Leo sai de seu quarto, indo para a porta da frente e a abrindo com a sua chave. Não devia sair de casa, mas seu coração era bondoso demais para deixar aquele pequeno garoto ser atacado por aquele vampiro

    Ele sai da casa e fecha a porta atrás de si cuidadosamente, não queria fazer barulho e chamar atenção para ele mesmo. Andando próximo as cercas das casas, ele tenta andar até o garoto antes que a sombra, agora desaparecida, chegasse primeiro

    E ele consegue

    Leo estica seu braço, segurando o pulso do menino, sua pele estava fria, por que ele não estava usando uma blusa naquele tempo?

  ?: Hum?

    O menino de cabelos dourados o encara com certa curiosidade no olhar. Por que aquele estranho tinha segurado seu pulso tão de repente?

  L: Não devia estar fora de casa numa hora dessas — avisou, ainda segurando o pulso do garoto — Acho que vi um vampiro te seguindo

    O desconhecido fica quieto por algum tempo, encarando Leo, sem surpresa ou medo pelo o que havia escutado. Então, o menino solta um baixo e curto riso

  ?: Ah, sim, acho que fui um pouco descuidado

    "Um pouco?" Leo pensou consigo mesmo, o menino havia saído de casa, num lugar completamente escuro e havia sido "um pouco" descuidado?

  L: Venha, você não pode ficar tão exposto

  ?: Está bem

    Leo levou o menino para sua casa, não sabia se era bom ou não que ele tivesse confiado em suas palavras e o tivesse seguido sem questionar. Isso também pode ser perigoso, sabe?

- POV Leo -

    Finalmente estávamos dentro da segurança da minha casa. Fechei a porta novamente depois que o menino entrou. Tranquei com a chave e coloquei a corrente de segurança

    Quando olhei novamente para aquele menino, ele parece estar analisando curiosamente a sala em que estava. Era baixinho, seus cabelos dourados estavam presos em um baixíssimo rabo de cavalo. Estava usando uma camisa de botões marrom com mangas brancas que iam até seu cotovelo, calças pretas e tênis da mesma cor

    O que este menino estava fazendo sozinho?

    Ando até o telefone que estava sobre a cômoda

  L: Qual é o seu nome?

  ?: Akemi, e o seu?

  L: Me chamo Leo. Sabe o número de telefone dos seus pais, Akemi?

    Ele nega com sua cabeça. Akemi tinha um sorriso gentil preso em seus lábios, seus olhos azuis continuavam a me encarar com felicidade. O que ele tem? Deve estar feliz por estar em um lugar novo?

  L: Você consegue achar sua casa quando o dia amanhecer?

  A: Sim

  L: Isso já é alguma coisa

    Akemi anda lentamente pela casa, como se não houvesse nada no mundo que pudesse o preocupar. Sinto-me incomodado, os pais dele devem estar preocupado, pais, avós, tios, não sei quem o espera em casa, mas como poderia esperar que ele realmente saberia o número de seus responsáveis?

    Devia ligar para polícia?

  L: Quantos anos você tem, Akemi?

    Pergunto, ele era tão pequeno...mas sua altura e rostinho de porcelana podiam enganar, não é? Não sei se ele me ouviu ou não, mas ele anda até meu lado, com os olhos colados sobre o que o interessava na cômoda

  A: O que é isso?

  L: ...São amuletos de proteção, dizem que mantem os vampiros longe

  A: Oh...entendi

    Akemi toca com a ponta de seu dedo indicador um dos amuletos que estavam dentro de uma tigela de madeira. Este menino...parecia muito curioso. Mas por que não tinha respondido minha pergunta? Falo novamente:

  L: Quantos anos você tem, Akemi?

  A: De onde eu venho, é falta de educação perguntar a idade, Leo

    Ele diz simplesmente, sem olhar em minha direção

  L: Sinto muito

  A: Está tudo bem

    Certo, de onde ele tinha vindo, então? Sou eu quem está ficando curioso agora


Notas Finais


Espero que tenham gostado, obrigada por terem lido =) Até o próximo Cap. Tchau tchau!


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