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História Um virgem em apuros - (Imagine Jungkook - BTS) - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Sim, é possível ter ambos.


Acordei animado, antes mesmo do despertador tocar. Seria um dia incrível, pois já era sábado, o dia da festa na casa de Namjoon. Eu estava muito empolgado, afinal seria meu primeiro encontro com Lisa. Era hoje que meu plano entrava em ação.

Eu tinha combinado com os garotos do time de futebol de ir na escola jogar no ginásio. Apesar de ser sábado, a escola fica aberta para os times que querem treinar, mas não tem aula. 

Coloquei minha roupa e desci as escadas cantarolando, indo para a cozinha tomar um belo café. Minha mãe notou minha alegria e quis saber o motivo.

— Por que está tão animado? — Perguntou.

— Hoje vou na casa do Namjoon, vai ter uma festa lá. Chamei uma garota pra ir comigo. — Expliquei, entusiasmado.

Ela sorriu e continuou fazendo seu misto quente, enquanto eu comia uma maçã. 

— Qual o nome dela? 

— Lisa. Ela é linda, mãe. Sério, precisa ver a beleza daquela garota. — Falei, com a imagem dela em minha mente.

— Fico feliz que vai sair com ela, mas tenha juízo. — Disse ela, me olhando pelo canto do olho.

Assenti, mastigando um pedaço da maçã. Logo lembrei-me que sábado a equipe de natação também treinava na escola, então provavelmente S/N estaria lá. Era bom, pois poderíamos conversar sobre a festa de hoje. Querendo ou não, eu e S/N viramos colegas, já que sempre temos que conversar sobre nosso acordo e tal. Nunca imaginei que eu seria colega dela, somos de mundos tão diferentes...

Enfim terminei a maçã e escovei meus dentes. Despedi-me da minha mãe e saí de casa, ansioso para o treino. 

(...)

— Vocês estão se dando muito bem, não é? — Perguntou Jimin, enquanto nos trocávamos no vestiário.

— Sim, a Lisa é muito legal. — Respondi.

— Eu tô pegando a Jennie. Ela é muito gostosa. — Falou, guardando sua roupa na bolsa de atleta.

— É, estamos nos dando muito bem.— Falei e ele riu.

— Você não vai acreditar no que o Yoongi disse. — Disse Jimin.

— O que ele disse? — Questionei, curioso.

— Há dois dias, quando estávamos atravessando o ginásio e trombamos com a tal da Kim S/N, ele comentou que achou ela bonita. Naquele dia ela parecia mais arrumada, mas estranhei Yoongi ter falado isso dela. Ele sempre a zoa, não entendo essa bipolaridade. 

— Ele disse que a achou bonita? 

— Sim. Não consigo imaginar Min Yoongi e Kim S/N juntos, seria uma mistura de mundos totalmente diferentes. — Riu. Dei de ombros.

Fomos para o campo de futebol. Nosso treinador não estava, treinaríamos por conta própria. Sendo assim, Hoseok seria o juíz, já que ele amava fazer esse papel. Quando começamos a nos aquecer, vi uma garota familiar passar pelas arquibancadas. Era S/N. Acenei discretamente para ela, que acenou de volta. E então finalmente começamos a jogar.

(...)

O treino tinha acabado, e os meninos ainda estavam no campo. Aproveitei que eles estavam distraídos para sair de fininho. Iria encontrar S/N, afinal era o dia da festa, tínhamos que conversar. Ela estava na piscina de natação, então fui para lá sem que os meninos vissem.

Logo a avistei nadando. Ela estava muito rápida, com certeza era uma das melhores nadadoras do time. Lisa não estava, provavelmente não quis treinar no sábado. Haviam poucas meninas no local.

Quando acabaram de nadar, S/N me viu. Ela saiu da piscina e se enrolou na toalha. Retirou a touca de natação e veio até mim, ajeitando o cabelo, que estava molhado e atrapalhado. Eu não podia negar, S/N era realmente muito bonita.

— Oi. — Disse, com um sorriso pequeno. — Me espere aqui, só vou me trocar e já volto para conversarmos. 

Assenti e ela caminhou até o vestiário feminino. Esperei dez minutos, e ela logo voltou às arquibancadas, que era onde eu estava sentado, esperando-a. Ela tinha vestido um jeans claro colado e rasgado nos joelhos, que realçava suas pernas e seu bumbum. Estava usando também uma regata preta simples. Nos pés estavam um par de tênis brancos.

— Vamos sair daqui, cansei de ver este lugar hoje. — Falou, rindo. Uma coisa que eu não tinha reparado era seu sorriso, que por sinal era lindo.

— Ok. Vamos para os corredores então...

Saímos da área da piscina e caminhamos para os corredores. Enquanto andávamos, conversávamos sobre os treinos. Eu realmente nunca imaginei que conversaria com S/N sobre coisas aleatórias. Estávamos virando amigos?

— Você deve estar animado. Hoje é o dia da festa, não é? — Perguntou.

— Sim, sim... Eu estou bem animado. — Falei, enquanto paramos no armário de S/N para ela pegar alguma coisa.

Ela abriu o armário e pegou uma caixa de cigarros. Fiquei surpreso, não sabia que ela fumava. Ela guardou a caixinha no bolso da calça e ficamos parados em frente seu armário, conversando.

— Faça o que eu falei, não avance muito. Apenas a beije. 

— Entendi. Olha, eu sei que não é amiga de Namjoon mas... Que tal você aparecer lá? 

Ela riu.

— Acha mesmo que Kim Namjoon vai me deixar entrar? — Falou, rindo.

— Festas assim são uma bagunça, vai até gente que ele não conhece. É sério, uma vez ele deu uma festa e três prostitutas entraram. Detalhe: ele não chamou nenhuma. — Falei, rindo um pouco.

— Acho melhor eu não ir. Não quero ser zoada ou chamada pelo meu apelido. Todos os populares vão estar nesta festa, eu vou ser a "vadia da escola que entrou sem permissão".

Ela tinha razão, não ia ser legal para ela. Ainda mais pelo fato de Jennie e Jisoo irem. Com certeza arranjariam brigas desnecessárias.

— Entendo. — Falei.

De repente ouvi vozes familiares. Eram dos meninos! Estavam vindo para os corredores, tínhamos que nos esconder para que eles não nos vissem juntos. Se vissem, iriam perguntar porque estamos juntos. A última coisa que eu quero é que eles descubram o nosso trato. Eu seria zoado para o resto da vida.

Sem pensar duas vezes, puxei S/N pelo pulso e entrei na minúscula sala do zelador, onde era lotado de produtos de limpeza. O local era tão pequeno que tivemos que ficar grudados. Estávamos de frente um para o outro, quase encostando nossos rostos. Ela estava corada, e eu estava tomando cuidado para não encostar por acidente em lugares inapropriados de seu corpo. Estávamos tão próximos que eu podia sentir sua respiração. Eu ainda estava segurando sua mão, e fiquei surpreso por ela não ter me soltado.

Ela ia falar alguma coisa, mas ergui meu dedo indicador na frente de sua boca, encostando-o em seus lábios delicadamente. Ela corou mais ainda, e desviou o olhar. A diferença de altura era nítida naquela situação, e isso deixava S/N fofa.

Pude ouvir as vozes se aproximando. Finalmente ouvi eles passando pela sala, seguindo em frente. Esperei as vozes sumirem completamente de campo de audição para abrir a porta. Quando a abri, coloquei a cabeça para fora pra ver se ainda tinha alguém, mas felizmente não avistei ninguém. Sendo assim, saí rapidamente, seguido por S/N.

— Ok, mas você pensou em se esconder sozinho??? Se só eu estivesse no corredor, eles não iam desconfiar. Não precisavamos ter nos escondido juntos. — Falou, cruzando os braços. 

— Mas se eu deixasse você aqui no corredor, provavelmente eles iam te incomodar e pegar no seu pé. — Justifiquei. — Não queria que eles te incomodassem.

Ela pareceu ficar sem palavras, pois abriu a boca para dizer algo, mas logo desistiu. Eu realmente estava falando a verdade. Poderia muito bem ter me escondido sozinho, mas não queria deixá-la sozinha com eles. Provavelmente iriam a incomodar. Eu quis ser ético.

— Bem... Obrigada então. — Agradeceu, olhando para baixo. 

Eu sorri em resposta.

(...)

Me olhei no espelho mais uma vez. Eu estava me sentindo bonito, mas ainda faltava alguma coisa. Coloquei uma jaqueta jeans para ver se era isso que faltava, e tive minha resposta. Aquela jaqueta faria toda a diferença. Passei um pouco de perfume no pescoço e ajeitei meu cabelo novamente. 

Peguei meu celular para mandar mensagem para Lisa. Perguntei se eu já poderia passar na casa dela, e ela disse que já estava pronta. Sendo assim, guardei meu celular e desci as escadas, empolgado.

— Te vejo depois, mãe. — Falei e dei-lhe um beijo na bochecha.

— Volte antes do amanhecer! — Ordenou. Eu assenti e saí de casa, indo pegar minha moto. 

Pensei melhor e cheguei a uma conclusão: iria pedir o carro da minha mãe emprestado. Seria mais formal para um encontro, não podia levar Lisa em uma moto tosca. Voltei para dentro de casa para fazer o pedido.

— Mãe? — Chamei, esperançoso.

— Sim?

— Me empresta seu carro?? Prometo que o trarei impecável! Sem nenhum arranhão! — Pedi, juntando minhas mãos.

Ela me encarou repressiva. Pareceu pensar um pouco.

— Por que não pode ir com sua moto? — Perguntou.

— Pense um pouco, mãe. Se você fosse a um primeiro encontro, gostaria que o garoto a levasse de moto?? — Falei.

— Bem, atrapalharia meu cabelo bastante... — Falou. Respirou fundo e pensou um pouco, me encarando com as sobrancelhas franzidas. — Tudo bem, tudo bem. Mas se trazer o carro com um único arranhão, farei você pagar! Ouviu bem, mocinho? — Cedeu.

Eu sorri de orelha a orelha, e dei-lhe um abraço apertado. Ela me deu as chaves e me lançou um último olhar de repressão, para me lembrar das condições que o carro deveria apresentar quando voltasse. Assenti e saí de casa, indo para a garagem, animado.

Entrei no carro e saí, confiante. 

(...)

Lisa estava esperando-me na porta de sua casa. Observei seu lar, era muito bonito. Logo ela entrou no carro e me deu um beijo na bochecha. Sorri ao vê-la, parecia estar animada.

— Você está linda. — Elogiei.

— Obrigada. Você também está. — Colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha, envergonhada. Lisa era muito fofa quando corada.

Partimos para a casa de Namjoon. No início da rua de sua casa, já se podia ouvir a música alta que ecoava no local e na rua inteira. Haviam leds coloridas saindo pelas janelas também. Estava sendo uma verdadeira festa americana, e era assim que gostávamos.

A casa de Namjoon ficava em frente a uma praça muito bonita, onde tinha bancos e as pessoas normalmente dormiam bêbadas. Não tinha ninguém ali naquele momento, mas sempre há alguém passando mal ou algum mendigo. A praça era bonita, mas as pessoas não valorizam isso. Ao invés disso, a usam como lugar para descansar ou passar mal depois de uma longa noite de bebidas.

Quando chegamos, estacionei o carro com cuidado em frente à casa. Saímos do carro e entramos na casa. Fomos recebidos por Namjoon que estava com certeza muito bêbado. 

— E aí! Galeraaaa o Jungkook chegou! Tragam vodca pra eleeee! — Berrou, cambaleando e segurando uma garrafa de cerveja. Eu ri e adentrei na casa, junto com Lisa.

Fomos para o local da piscina, onde haviam muitas pessoas. Ficamos dançando, conversando com nossos amigos e bebendo. Lisa parecia estar enturmada, estava conversando naturalmente conosco. Eu estava esperando o momento certo para beijá-la, ainda não era a hora certa. Eu já tinha uma ideia de como ia beijá-la. Traria ela para o lado de fora da casa, em frente á praça, e então a beijaria. Já estava tudo pronto na minha mente.

Eu não estava bebendo, não queria ficar bêbado naquela noite. Lisa também só estava tomando cerveja, aparentemente também não queria se embebedar. Estávamos nos divertindo bastante. Decidimos jogar sinuca, já que os garotos estavam jogando. Lisa não quis, preferiu ficar conversando com as garotas enquanto eu jogava com os garotos.

(...)

Já estávamos há muito tempo na festa, já era uma da manhã, então eu decidi realizar meu plano. Chamei Lisa, que estava conversando com Jennie e Jisoo. Ela sorriu e veio até mim. Eu peguei sua mão delicadamente e a levei para fora da área da piscina.

Seguimos para fora da casa. Levei-a para a parte da frente da casa, onde estavam apenas alguns casais, distantes. A parte da frente da casa de Namjoon era pouco iluminada, mas as Leds da festa estavam deixando o local confortavelmente colorido e aconchegante. Lisa estava incrivelmente linda naquelas luzes.

Puxei-lhe delicadamente para perto pelas mãos. Estávamos próximos e ela olhava diretamente para os meus olhos, com um sorriso discreto no canto do rosto. Coloquei minhas mãos na sua cintura e me aproximei mais para beijá-la. Ela entrelaçou suas mãos em meu pescoço. 

Eu estava quase a beijando, quando meus olhos foram atraídos para outro lugar. Havia uma pessoa deitada no passeio da praça. Era uma garota familiar. Olhei melhor e fiquei um tanto surpreso. Era S/N. 

Lisa olhou pra mim, curiosa.

— O que foi? — Perguntou, enquanto eu encarava S/N, para ver se realmente era ela. Lisa seguiu meu olhar e virou-se para ver o que era. — Ai meu Deus... É a S/N! Por que ela está deitada no chão???? 

— Vou ver o que aconteceu... Fique aqui. — Falei, sem tirar os olhos de S/N.

Lisa ficou onde estava, me esperando. Atravessei a rua e fui direto para a praça. Cheguei perto de S/N e vi que ela estava segurando uma garrafa de uma bebida que eu não conhecia. Provavelmente era forte, afinal S/N estava em estado crítico. Me abaixei para conversar com ela, que não estava dormindo. Parecia estar cansada, mas não desacordada.

— S/N, o que houve? — Perguntei, ajudando-a a se sentar em um dos bancos que estava próximo.

Ela estava com a típica aparência de bêbada. Estava com os olhos inchados e estava muito corada. Seus olhos estavam parecendo tentar enxergar o ambiente.

— Eu não sei... Nem me lembro porque que estou bebendo... — Disse, embolado. Sua linguagem também estava típica.

— Meu Deus S/N! Você está quase delirando! Não deve beber tanto assim, não é saudável... — Falei, olhando-a.

— Você é o Jungkook? — Se inclinou para me ver melhor, ficando bem próxima. Podia sentir o cheiro de álcool vindo de sua boca. — Você é ele? Aquele chato que está virando meu amigo...

— Sou eu, S/N. Olha, você está muito mal, vou te levar pra casa...

Ela pegou minha mão e me puxou mais para perto, rindo bêbada enquanto se inclinava para cima de mim.

— Sabia que você é lindo? — Disse, sorrindo e estreitando os olhos. — Meu Deus, eu tô dando em cima de você. Ah, que se dane, você é muito lindo. É o garoto mais lindo que eu conheço! Me beija?

Eu ri, ouvindo seus delírios.

— Ok, você está muito bêbada. A S/N sóbria nunca diria isso. — Falei, rindo e a afastando, segurando seus ombros.

— Acho que você tem razão. Mas eu ainda quero um beijo... — Fechou os olhos e fez um bico com os lábios. Tive que rir daquela cena. Com certeza era a cena mais fofa do mundo.

— Ok, vamos, vou te levar para casa. — Me levantei e ajudei ela a se levantar. 

S/N não conseguia parar em pé. Estava trêbada, cambaleando e caindo para os lados. Coloquei seu braço ao redor do meu pescoço e segurei sua cintura. 

— Vai me levar pra onde? — Perguntou.

— Pra sua casa.

— Nãoooo — Reclamou. — Meu irmão não pode saber que eu estou bêbada... 

— Mas você não pode dormir fora de casa! Não vou deixá-la aqui...

Ela me fez parar, tirando seu braço do meu pescoço e ficando na minha frente, segurando meus ombros. Parecia querer chorar, admito que fiquei preocupado.

— Por favor... Não me leva pra casa. Não quero que meu irmão me veja assim... Isso estragaria o dia incrivel que ele teve no trabalho... Eu estou cansada de estragar a vida dele. Quero que ele seja feliz, e isso não é possível quando eu sou a irmã que só traz problemas... — Desabafou, caindo em lágrimas.

Eu não pude fazer outra coisa a não ser abraça-la. Ela afundou seu rosto no meu pescoço, chorando. Parecia estar devastada. Acariciei seu cabelo, triste por ela.

— Você não estraga a vida dele, S/N... Você não estraga a vida de ninguém, é uma ótima pessoa, uma ótima irmã... — Consolei, a abraçando suavemente.

— Se eu fosse uma boa pessoa, eu não estaria estragando seu primeiro encontro com a novata... — Falou, chorosa.

— S/N, olha pra mim.

Ela saiu do abraço e me olhou, com os olhos cheios d'água.

— Você não estragou nada, ok? — Segurei suas mãos delicadamente. — Se você se sente melhor não indo para casa, eu não vou te levar para casa. Você pode passar a noite comigo, na minha casa.

Ela olhou pra baixo, e depois olhou para mim, ainda chorosa.

— Obrigada. Me desculpa por estragar a sua noite... — Falou, com um pequeno sorriso sincero no rosto.

Eu sorri em resposta. Então decidi explicar a situação para Lisa. S/N estava precisando mesmo de ajuda, isso era mais importante que um encontro. Sendo assim, chamei Lisa, que atravessou a rua parecendo preocupada.

— Lisa, eu sinto muito, mas vou levá-la para casa, ela não está bem... — Falei. — Olha, eu te deixo em casa.

Por incrível que pareça, ela sorriu.

— Você é uma pessoa muito boa, Jungkook. Fiquei feliz em ver você ajudando a S/N. Relaxa, eu tô de boa. Vou pegar carona com a Jisoo. — Falou, com uma feição sincera. 

Inesperadamente, ela se aproximou e me deu um beijo na bochecha. Era incrível como Lisa não se incomodou com o que tinha acontecido, e ainda quis me dar uma chance. Eu estava realmente surpreso.

— Obrigado por entender. — Agradeci.

Ela assentiu e voltou para a festa. Coloquei o braço de S/N ao redor do meu pescoço novamente e segurei sua cintura. Caminhei junto com ela para o carro, e abri a porta do banco de trás com dificuldade. Ela entrou e se deitou no banco, suspirando. Fechei a porta e me sentei no banco do motorista.

(...)

Chegando em casa, estacionei o carro na garagem. Provavelmente minha mãe já estava dormindo, então tomei cuidado para não fazer muito barulho. Olhei para o banco de trás e vi que S/N tinha dormido.

Saí do carro e abri a porta de trás. Peguei ela no colo estilo noiva, com um pouco de dificuldade. Fechei a porta com auxílio do pé e saí da garagem. Adentrei em casa com dificuldade, e usei o pé novamente para fechar a porta. Deixei S/N no sofá cuidadosamente, e sentei-me no outro sofá, cansado. 

Fiquei um tempo pensando e decidi deixá-la dormir na minha cama. Mas antes teria que acordá-la para que ela tomasse um comprimido. Isso amenizaria a ressaca do dia seguinte.

Fui á cozinha pegar o comprimido e um copo d'água. quando voltei á sala, S/N ainda estava dormindo. Me abaixei para ficar ao lado de seu rosto e acordá-la.

— Ei, acorde. — balancei um pouco seu ombro. Ela logo abriu os olhos.

— Aish, vai me dar remédio?? — Emburrou, fazendo um bico. 

— Sim, mas é em forma de cápsula, você não vai sentir o gosto... Toma. — entreguei-lhe o remédio e me sentei ao seu lado.

Ela ingeriu e deixou o copo na mesinha de centro. 

— Eu tô me sentindo estranha. — Falou, suspirando. 

— Você tá bêbada, S/N.

— É. Eu tô bêbada e você é lindo. Posso te beijar? — Disse, se inclinando e sorrindo daquele jeito novamente.

Eu ri de sua ação e balancei a cabeça negativamente.

— Você precisa tomar um banho, está fedendo á álcool. 

— Eu não quero tomar banho! — Cruzou os braços, emburrada. — Eu tô cheirosa! 

S/N bêbada tinha o senso de humor bem melhor do que quando sóbria, isso eu podia ter certeza. 

— Não, você tá fedida. Vamos, vou te levar ao banheiro.

— Você não vai me dar banho!

— eu não vou te dar banho, criatura. Você vai se banhar sozinha, eu apenas vou te mostrar onde é o banheiro e te dar uma toalha.

— Hum. 

Ajudei ela a se levantar. Ela parecia melhor para andar, então só segurei seu braço por precaução caso ela se desequilibrasse. Levei-a para minha suíte, e peguei uma toalha pra ela se secar após o banho.

— Se precisar de alguma coisa, me chama, ok? 

— Não vou te chamar enquanto eu estiver pelada! — Falou, me fazendo rir.

Fechei a porta do banheiro e saí do quarto, indo assistir alguma coisa na TV da sala enquanto S/N se banhava.

(...)

Eu estava no meu quarto e S/N estava se trocando no banheiro. Quando ela saiu, fiquei paralisado por um instante. Ela estava usando uma camisa minha, que ficava como um vestido curto em seu corpo. Aquilo lhe deixava extremamente gostosa... Meu Deus! O que estou falando?!

— Eu tô enxergando meio embaçado ainda... — Reclamou, secando seu cabelo com a toalha.

— É claro que está. O efeito do álcool não vai passar tão cedo.

— Aish...

Eu estava tentando não olhar para seu corpo, pois isso seria errado e imoral. Então me levantei e falei que ia fazer algo para ela comer. Logo saí do quarto e fui á cozinha, para me distrair.

Fiz um chá para S/N que minha mãe sempre faz quando está se sentindo mal. Coloquei em uma caneca e subi as escadas, indo para o meu quarto para dar-lhe a bebida, mas tive uma surpresa quando cheguei lá.

S/N estava dormindo profundamente na minha cama, sem cobertor. Deixei a caneca em cima do criado mudo e a cobri com o cobertor, já que estava fazendo frio. Sentei me na beirada da cama e lhe observei dormir por alguns instantes. Quando fiz isso, percebi que aquilo que estávamos tendo não era só um trato. S/N agora era uma amiga. 

                Minha amiga. 





Notas Finais


Gostaram? 😊

Beijinhos!


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