História Um Visitante Inesperado - Capítulo 1


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Categorias Kingdom Hearts
Personagens Vanitas, Ventus
Tags Dia Vanven, Kingdom Hearts, Vanitas, Vanven, Vanven Day, Ventus, Venvan
Visualizações 6
Palavras 2.187
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Fluffy, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa foi a segundo história VanVen que escrevi na vida, motivo por ser bem mais simples que minhas atuais. Ela foi escrita em 2017 para o VanVen Day (21/12) e foi baseada e uma fanart feita pelo usuário teenatoon.

Espero que gostem! :3

Capítulo 1 - Um Visitante Inesperado


A neve tinha finalmente dado uma trégua após um dia extremamente frio, mas o vento gelado persistia e percorria cada rua, cada beco pelo qual pudesse passar. Apesar disso, a cidade estava lotada! Pessoas corriam de um lado para outro atrás dos preparativos de última hora, famílias começavam a se reunir em suas casas e, em breve, presentes seriam trocados entre parentes e amigos.

No meio daquela bagunça toda o jovem loiro caminhava sozinho, abraçando ao próprio corpo com uma mão enquanto segurava uma sacola na outra. O cachecol enrolado em seu pescoço balançava vorazmente com o vento e mesmo ele e seu enorme casaco não conseguiam protegê-lo totalmente.

Quando finalmente chegou ao seu apartamento, Ventus respirou fundo e esfregou uma mão na outra antes de subir para o elevador, louco para entrar em casa e se aquecer. Ele abriu a porta meio sem jeito pelo peso das sacolas, mas sorriu ao sentir um cheirinho gostoso vindo da cozinha.

— Cheguei! — Anunciou ele, olhando para a árvore de natal no canto da sala com todas suas luzinhas apagadas. Ainda bem que tinham queimado ontem ou não teria como comprar mais até aquela noite! Seguindo direto para a cozinha ele foi de encontro com seu companheiro, o qual tinha acabado de colocar o garfo sobre a pia para ir cumprimentá-lo.

— Hey! Como está lá fora? — Vanitas o ajudou a colocar as sacolas sobre a mesa, sorrindo antes de beijá-lo com carinho.

— Gelaaaado! — Ventus deu risada, as bochechas vermelhas. — Mas nada que um banho quente não resolva. Ou um abraço quente?

— Ou os dois, talvez? — Vanitas o abraçou rapidamente, aproveitando para tirar seu cachecol — Vai tomar um banho enquanto eu termino aqui. Assim fica aquecido.

— Depois eu vou. Tenho que trocar as luzinhas da árvore, dar uma varrida na casa e ajeitar a mesa. Daqui a pouco o pessoal chega aí!

— Me diz de novo por que vamos fazer isso na nossa casa?

— Porque todo ano vamos na casa dos outros? Há dois anos fomos na casa do meu irmão, no ano passado fomos na casa do Terra e da Aqua e agora é nossa vez de chamar o pessoal aqui. Eles sempre nos tratam muito bem então vamos dar a eles uma noite bem agradável, tá?

— É, bom, podíamos ter uma noite agradável sozinhos, eu e você. Sabe que vão vir aqui, comer e nem ajudar a lavar a louça né?

— Vani!

Vanitas deu risada e voltou a atenção ao fogo, especificamente ao molho que estava fazendo. Ventus sabia que ele preferia passar o Natal apenas consigo mas ele já era antissocial o suficiente; Ventus queria que ambos aproveitassem com seus amigos também.

— Relaxa,  Ventus. Sabe que não vou infernizar ninguém. Agora, se vai arrumar a árvore, por que não vai enquanto eu termino aqui? — Ele repetiu antes de desligar o fogo.

— Posso experimentar? — Ventus se aproximou dele em um pulinho e parou na ponta dos pés ao lado da panela, mas Vanitas colocou uma mão na frente dele.

— Não. Só depois que arrumar a árvore.

— É só uma colherada-

— Nah nah não, preciso de espaço pra cozinhar. Vamos, vamos!

— Aff, tá bom, eu vou!

— Quanto mais rápido terminar isso aí, mais rápido vamos pro banho e mais rápido terminamos de arrumar tudo. Afinal, logo o pessoal tá aí!

— Eu já entendi!

Vanitas riu baixinho e tirou a carne do forno para ver se estava boa de tempero antes de jogar o molho por cima. Podia ouvir Ventus cantarolando da sala enquanto pegava as novas luzes que tinha comprado e enfeitava a árvore de Natal.

— Que cor de luzinhas comprou? — Perguntou Vanitas.

— Azuis e amarelas, claro! Da cor dos nossos olhos!

— ...Você pensa em cada coisa. — Respondeu o outro com carinho, soltando um ‘auch’ em seguida quando encostou o dedo na panela quente sem querer. Ventus voltou a cantarolar e Vanitas terminou de temperar a carne, aproveitando para arrumar a cozinha. Ele manteve o próprio silêncio e se atentou à voz do loirinho. Ventus era sempre assim, sempre animado, feliz e bondoso. Sentia uma imensa paz quando estava com e-

— AI MEU DEUS!!!

Vanitas quase derrubou o prato ao ouvi-lo berrar desesperado e saiu correndo para a sala mas ele já vinha de encontro e agarrou Vanitas pelos braços, olhando para trás com olhos esbugalhados e a voz trêmula.

— Ventus, meu Deus, o que acontec-

— T-Ta ali, na árvore! Q-Quase subiu na minha mão, tira ela daqui!!!

— O que que tá na árvore?! — Vanitas olhou para o objeto de plástico, franzindo a testa e tentando dar um passo para frente mas Ventus ainda estava agarrado à ele.

— Ventus-

— Desculpa. Vai, vai, tira ela daqui-!

Vanitas deixou um Ventus trêmulo para trás e deu um passo adiante, tentando ver seja lá o que fosse que estava ali. Vanitas estreitou os olhos ao que Ventus falou de novo.

— Ta vendo ela?!

— Ela o que? — Depois de se abaixar para olhar embaixo do enfeite ele se voltou para Ventus e o loiro deu um pulo para trás de susto — Eu não to vendo nada aqui!

— Mas ta aí, tá no meio das folhinhas!!!

— No meio das- — Ele viu uma coisinha fina passar correndo por entre uma das bolinhas da coloridas e se enconder sob as folhas de plástico. Vanitas suspirou e encarou o menino.

— É uma lagartixa, Ventus.

— Eu sei!!! — Ele segurou uma mão na outra e deu mais um passo para trás — Eu escostei a mão nela, é grudenta e gosmenta e-- Tira ela daí!!!

— Pelo amor de Deus, não precisa desse escândalo todo por causa de um lagartinho. Ela nem faz nada! — O moreno se abaixou de novo para tentar ver o animalzinho mas ele já tinha corrido… Sabe-se lá pra onde.

— Só pega ele e joga pra fora, tá bom? Não precisa machucar ele, mas não deixa ele-

— Ele sumiu.

— QUÊ?!

Ventus pulou para cima do sofá, assustado enquanto varria a sala com os olhos.

— Sabe que elas são rápidas, não tem como pegar. Além disso, tudo que ela pode fazer é comer os mosquitos que vão aparecer aqui depois de toda lambança.

— Ela não vai comer nada, eu quero ela fora daqui!

— Pois vai ficar querendo! — Exclamou Vanitas. — Eu é que não vou passar a noite procurando lagartixa pela casa. Se quiser achar ela, fique à vontade. Tenho mais o que fazer!

Ele saiu da sala decidido e voltar para a cozinha, mas por mais irritado que pudesse estar - O que não era muito, na verdade - ele não conseguiu evitar soltar um risinho ao ver Ventus travado em cima do sofá e olhando para ele incrédulo.

— Vani!

— Você mesmo disse: Daqui a pouco o povo chega aí. Temos que deixar tudo arrumado para que-

— Para com isso! Por favor, você sabe que não gosto de lagartos!

—É só uma lagartixa!

Com isso Ventus desceu do sofá de um pulo e correu atrás do maior, segurando-o pelo braço e o encarando.

— Isso não tem graça!

— Claro que tem! Já te vi mexer com cachorros enormes na rua mas está aí tremendo por causa de um lagartinho.

— Cachorros não são gosmentos ou… Ou nojentinhos. E-E eu gosto de cachorros, pára de ser irritante!

Vanitas não aguentou e riu na frente dele, mas se sentiu um pouco mal por isso. Ele segurou o riso o máximo que pôde e passou a mão pelo rosto — Tá bom, tá bom. Desculpa, eu sei que você tem medo-

— Ah, obrigado! — Ventus cruzou os braços.

— - mas ainda assim é só uma lagartixinha. Ela tem mais medo de você do que você dela, Ven. Agora que te viu, deve ter fugido pra longe. Não é como se você fosse ser perseguido aqui dentro de casa!

— Aaai — Ventus estremeceu, olhando para o chão da cozinha e fazendo Vanitas rir de novo. — Vanitas!

O moreno parou de rir. Se Ventus o chamou pelo nome inteiro, então ele estava realmente assustado.

— Okay, okay — Ele colocou uma mão no ombro do loiro — O que me diz de tomarmos um banho agora então? Você relaxa, se aquece e daí eu te ajudo a terminar de arrumar os enfeites. Hm?

Ventus cruzou os braços (Ah, ele ficava uma graça nervosinho daquele jeito) mas acabou cedendo. Garantindo que não tinha nada no fogo, os dois foram para o quarto onde deixaram suas roupas antes de entrar no banheiro.

Uma das partes boas do frio era tomar um banho quentinho e se enrolar nas cobertas. Vanitas adoraria ficar na cama agora, talvez comer uma pipoca enquanto assistia alguma coisa, mas teriam visitantes hoje. Ugh.

Claro que para Ventus eles já tinham um visitante. Um inesperado no caso.

— Ewww. — Ventus resmungou enquanto esfregava bem a mão sob a água.

— Sabe que elas não são venenosas, né? — Brincou Vanitas.

— Vamos fingir que nada aconteceu, tá bom? Quero esquecer aquele bicho.

— É bom esquecer mesmo, se não todo mundo vai ser obrigado a ver o surto do meu namorado durante a ceia de Natal.

— Isso não vai acontecer, tá bom! Eu espero que não…

— Não vai. — Vanitas então pousou as mãos nos ombros do menor, massageando-o e o fazendo relaxar. Ventus aceitou aquilo de bom grado (Tinha ficado tenso de verdade por causa do susto!) e sorriu de leve.

— Suas massagens são tão boas…

— É claro que são, eu sou um expert!

— Expert em não ser nada humilde, provavelmente.

— Expert em ser… realista — Ele puxou Ventus de leve e o menino se virou para ele, beijando-o sob a água. Nem dava pra sentir o frio agora, fosse pela água quente ou pelos toques e carícias que trocaram naquele curto período de tempo. Ventus colocou os braços sobre o ombro do moreno como se o envolvendo em um abraço e sorriu, puxando-o para mais perto de si.

— Eu sei que preferia que ficássemos só nós dois hoje… Mas prometo que amanhã te recompenso por isso, kay?

— Hmmm, é mesmo? E como pensa em fazer isso? — Vanitas sorriu com malícia e Ventus retribuiu seu olhar.

— Eu não sei… Vai saber só aman- AHH ELE TA ALI!!

Vanitas quase escorregou pelo grito repentino de Ventus e se virou para trás com tudo, olhando para onde o menino estava apontando. Ventus o puxou para mais perto de si e se escondeu contra seu corpo.

— Tira ele daqui, tira ele daqui!

Vanitas encarou a lagartixa, a qual pareceu olhar para ele e colocar a língua para fora. Era tão…

Fofa.

— Vani??

— Calma, a garotinha já vai sair.

— Ah, é uma menina agora? Tira logo ela daqui!!!

Vanitas suspirou e abriu a janela do banheiro, pegando o rodo e passando a ponta dele na parede de forma a levar a lagartixa para fora. No momento em que ela saiu correndo em disparada Ventus soltou um grito e saiu do banheiro, deixando para trás um lagartinho assustado e um Vanitas rindo como louco.

— Para de rir de mim!!! —  Ventus gritou do lado de fora.

—  Eu não tô rindo de você!

—  É claro que tá!

E era óbvio que ele estava e teria continuado se a lagartixa não ignorasse o rodo e descesse pela parede, desaparecendo debaixo do armário para sabe-se lá onde. Vanitas arregalou os olhos e não se moveu por alguns segundos… Então fechou a janela e colocou o rodo no canto do banheiro como se nada tivesse acontecido.

—  Pronto, pode voltar pro banho agora!

— Eu não vou entrar mais aí não!

— Ven-

— Já vou me trocar.

— Ah, fala sério!

Vanitas olhou para o armário. Esteja onde estiver, bichinho, é melhor ficar aí até o dia acabar…

— Ela saiu pela janela? —  Ventus perguntou minutos depois quando Vanitas entrou no quarto.

— Saiu. Pode ficar em paz agora.

— Graças a Deus!

Seus amigos chegaram não muito depois disso. A ceia veio e foi e, para a surpresa de Ventus,Vanitas se comportou bem durante a noite (Ele não tinha como saber que Vanitas estava sim era tenso com a possibilidade da lagartixa retornar já que tinha mentido sobre tê-la colocado pra fora). A ceia foi extremamente agradável e Ventus até se esqueceu dos sustos que levou mais cedo, comemorando juntos aos outros.

Por volta das duas horas da manhã os dois finalmente se deitaram para descansar quando Vanitas ouviu um barulho peculiar perto da cama. Parecia... Algo se mexendo. Ele tossiu em voz alta para que Ventus não percebesse nada e o loiro se ajeitou ao lado dele, encolhendo-se contra seu corpo e suspirando baixinho.

— Sabe, eu fiquei surpreso. Achei que você ia ficar mais estressado durante a noite mas parece estar bem... Tranquilo.

— Hm-Hm. Qualquer coisa por você Ven. — Disse Vanitas, acariciando o menor enquanto tentava ver o que era aquilo se movendo em direção à parede.

— Feliz Natal, Vani!

Vanitas encarou a lagartixa e deu risada. Ela não parecia animada para sair da casa. Se perguntou se poderia ter um bichinho de estimação…

— Vani? Tá olhando o que? — Ventus exclamou alarmado ao ver que ele não tirava os olhos da parede, mas Vanitas tomou sua atenção ao lhe dar um beijo e se virar para ele.

— Nada — Ele deu risada e fechou os olhos — Feliz Natal, Ven.

Silêncio.

—... Vani…

— ... Hmmm?

— Você... Você colocou a lagartixa pra fora, né?

— ....

— …

— Não.

— VANITAS-



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