História Uma amizade entre opostos - reescrevendo - Capítulo 2


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Categorias Descendentes
Personagens Evie, Harry Gancho, Jay, Mal, Princesa Audrey
Tags Dove Cameron, Hal, Jaudrey, Maudrey, Sarah Jeffery
Visualizações 10
Palavras 1.069
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Magia, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente viva sempre aparece.

Capítulo 2 - Cap. O2


P.o.v. Mal

Não reparava em nenhuma palavra que a Fada Madrinha dizia, até Evie me cutucar pelo braço e me olhar atravessado, ouvi meu nome repetidas vezes, a bibiti bobiti bu estava falando comigo.

- Mal?

- ... O-oi, sim? - a mais velha sorri gentilmente e retribuo com um sorriso um pouco menos verdadeiro. Que foi? Eu tentei, ser uma pessoa "legal" não é fácil.

- Audrey será sua colega de quarto até o final do ano - "Maravilha", foi o que eu pensei.

- O que? - Audrey estava claramente aborrecida com aquela decisão, ela fez negações com a cabeça várias vezes inconformada.

- Será realmente... - comecei e pausei para pensar na palavra certa que os Auradonianos usariam numa situação dessas - Fantástico! - se um olhar matasse, Audrey teria me queimado até a morte.

P.o.v. Audrey.

Logo que a Fada Madrinha disse que iria ter como colega a filha da... Você sabe, fui até a casa da minha avó, estava exausta, meus pais nunca tinham tempo para me escutar, minha avó por mais rígida e conservadora que fosse, era a única que me dava a atenção necessária. Ela estava sozinha, ligando para algumas ladys da realeza para preparar uma hora do chá, cheguei e sem querer à interrompi e posteriormente ela desligou o telefone.

- Querida, que surpresa. Sente-se aqui - ela fez um sinal e eu sentei ao seu lado no sofá, a mesma, claro, reparou o meu aborrecimento e tristeza - o que houve?

- É a filha da Malévola, vovó. Ela é a minha nova colega de quarto em Auradon Prep.

- Quem tomou esta decisão petulante? - ela estava tão enraivecida como eu.

- A Fada Madrinha. Ela achou que isso mudaria a relação entre filho de herói e filho de vilão, ela quer que essas brigas de gerações acabem.

- Isso é impossível. Você sabe, meu bem, eu te contei, não? Malévola enfeitiçava reinos inteiros sem piedade, não devemos dar misericórdia ou chances à pessoas como ela e isso inclui seus filhos.

Eu concordei com a cabeça e subi até a biblioteca do castelo da minha avó, estava repleto de livros, com histórias de princesas, fadas, cavaleiros destemidos, e bruxas malignas...

- - -

Estava tentando abrir a porta do meu quarto de Auradon Prep com a chave, o que não era uma missão fácil, ouvi passos porém, continuei focada em abrir a porta. 

- Quer ajuda? - olhei para o lado e vi Mal parada ali de em pé.

Olhei para a chave e à dei bruscamente para a de cabelos roxos que fez um gesto com a mão para mim sair da frente da porta. Com um simples giro a porta se abriu e ela entrou. Jogou sua mochila na primeira cama que viu e se atirou na mesma.

- Huum... Essa é minha - disse por fim evitando o contato visual comigo.

- Tudo bem - minha voz saiu fraca em um tom baixo, tentei deixar minha postura ereta para não mostrar desconforto ou medo.  

Guardei minhas coisas enquanto Mal desenhava em um bloco de notas qualquer, ela realmente parecia alguém que era frenética com desenhos. Consegui ver pelo canto do olho que ela desenhava a varinha mágica da Fada madrinha.

- Então você é uma amante de arte e pelo visto... Objetos mágicos.

- Não vi que você tava olhando - ela pareceu nervosa - eu só desenho aleatoriedades, qualquer coisa que me vem em mente, gosto de colocar no papel - não a conheço o suficiente mas, chuto um palpite que estava mentindo.

- Pensei que na Ilha a única diversão era mentir, roubar e brigar.

- Mas não vinte e quatro horas por dia,  eu diria doze... Nas outras doze nos ocupamos dormindo, comendo os restos podres que vocês nos dão ou... Desenhando.

Um novo silêncio desconfortável predomina e eu tento pensar em um novo assunto.

- Amanhã é o dia da família, achei conveniente te avisar. É uma comemoração onde nos reunimos como nossas famílias para... - Falei besteira.

- "Suas famílias"... Legal! Acho que a minha não foi convidada, é melhor assim.

Não vou mentir que no fundo senti um pouco de pena dela, imagine só você viver sobre o mesmo teto que alguém como a Malévola, bom, pelo menos ela ama sua filha... Ou não?

- Meus pais, já faltaram em muitos desses momentos... Da minha vida inteira...

- Minha mãe não faltava, ela fazia os outros faltarem, ameaça atrás de ameaça... Ninguém nunca ia no meu aniversário até meus treze anos de idade pelo simples fato de temerem a minha mãe. 

- Deveria ser... Horrível.

- Nós sobrevivemos... E é isso o que importa, né?

P.o.v. Mal

Dia da Família...

Essa era a celebração mais tosca que eu já tinha ido, ficava de um lado para o outro seguindo a Audrey já que ela era a minha guia.

- Sabe jogar? - Audrey perguntou olhando para o jogo de croquet que estava ali.

- Roubei um desses tacos da Rainha de Copas uma vez... Mas não usei eles na prática.

- É simples. Vem cá, eu te ensino.

Estranhei de imediato; por que a filha da Bela adormecida estava querendo me ajudar, me encaixar nesse meio que obviamente não era para mim?

Após pegar o jeito, a morena disse que iria cumprimentar umas amigas e que voltaria em breve, vi uma mulher de faixa etária um pouco mais velha se aproximar. Ela era chique e elegante.

- Vi que se deu bem com a minha neta - "neta"? - ... Você é nova aqui?

Rainha Leah? A mãe da Aurora? Claro! Não poderia falar que eu vim da Ilha e que sou filha de quem sou. 

- Intercâmbio!

- ... Oh, sim. Com licença! - ela sorriu docemente e se retirou. Vi Audrey se aproximando novamente.

- Tá tudo bem? - ela pergunta - Pensei que a minha avó fosse fazer um escândalo...

- Eu apenas disse que sou intercâmbista. Não queria arranjar problemas, principalmente porque eu cheguei ontem aqui... Queria uma boa impressão. Pode não dizer para o máximo de pessoas possíveis sobre a minha mãe?

- Sim, sim, claro... Ninguém ficaria confortável. Saiu em todas as mídias que filhos de vilões viriam para Auradon mas, não disseram quantos, quais ou os nomes dos descendentes. Ninguém irá desconfiar se agir corretamente.

- Eu devo dizer...

- "Obrigada"?

- É... Obrigada! - Realmente algo de novo estava acontecendo comigo.



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