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História Uma amizade estranha - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Onde está a liberdade


Fanfic / Fanfiction Uma amizade estranha - Capítulo 2 - Onde está a liberdade

Enquanto eu caminhava pela floresta pra voltar pra casa. Eu pensava se havia uma chance de encontrar com o Slender Man novamente. Mas achava que não.

Afinal de contas, ninguém queria ser meu amigo. Me acostumei a ficar sozinha. Meus pais me colocaram numa escola para ver se eu me adaptava com outras crianças. Mas como sempre... Eles se enganavam.

Os alunos sempre me isolavam, sempre me deixavam num canto... E quando a professora inventava fazer trabalho em dupla ou em grupo? Pior ainda.

Cheguei em casa com os sapatos sujos de terra e vi meus pais sentados no sofá prontinhos pra me dar bronca.

Minha mãe queria jogar chinelo no meu rosto, mas meu pai estava segurando-a para não fazer isso. Eu até entendo que eles ficaram preocupados comigo... Eu acho.

Mas eles exageravam, porque parecia que eu estava numa delegacia. Me faziam várias perguntas e eu nem conseguia responder eles. Nem conseguia acompanhar eles.

A única coisa que pude fazer naquele momento era abaixar cabeça e ficar quieta enquanto eles me davam bronca.

Por incrível que pareça... Eles me deixaram de castigo. Ficar uma semana sem sair do meu quarto! Cada coisa que os meus pais falavam pra mim, eu ficava cada vez mais mais revoltada com eles.

Mas eu ficava quieta pra não levar uma surra. Quando eles terminaram de me dar bronca, eu fui correndo para o meu quarto e joguei meu rádio pela janela.

Fiquei chorando como um bebê, pois sabia que não tinha ninguém para me ajudar naquela hora. Parecia que eu estava numa prisão.

Sem justiça, sozinha, confusa e revoltada com as pessoas ao meu redor.

Quando decidi me deitar na cama, começou a chover e trovejar muito. Fiquei com um pouco de medo mas fiquei observando as gotas de chuva caindo na minha janela e fiquei me imaginando lá fora... Correndo e brincando no quintal com a chuva.

O ar livre, a chuva... Todas as coisas boas estavam lá fora e eu não podia estar lá para aproveitar. Até que ouvi alguém batendo na porta do quintal e decidi ficar quieta, sem aprontar... Mas ninguém atendia a bendita pessoa que estava batendo na porta.

Perdi a paciência, saí do meu quarto e fui direto para a porta do quintal.

Chegando lá, vi o Slender. Fiquei um pouco surpresa ao vê-lo na porta do quintal naquela chuva. Eu não sabia o que fazer.

Ele estava virando a cabeça para um lado como se tivesse pedindo pra mim deixar ele entrar... Mas eu tinha medo dos meus pais me verem deixando o Slender entrar na minha casa.

Fiquei pensando em como fazer ele entrar na minha casa sem os meus pais perceberem... Coisa que seria bem difícil. Fiquei encarando o chão e pensando num plano. Até que o Slender quebrou a porta do quintal e me pegou no colo.

Fiquei assustada mas não fiquei apavorada. Não gritei e nem reagi.

Eu ficava encarando o Slender enquanto ele caminhava pelo quintal e abriu o portão para ir pra floresta.

Fiquei me perguntando... Onde ele está me levando e por que eu?

Quando Slender parou de caminhar pela floresta, ele me colocou num banco. Olhei para trás e vi um campo de rosas. Era tão lindo a cor das rosas... Vermelho como a cor do sangue.

Senti as leves gotas de chuva caindo na pele do meu rosto. Sim, esyava chuviscando. Eu me levantei do banco para ir até ao campo de rosas, mas percebi que o Slender queria me mostrar mais coisas.

Fiquei olhando ao redor pra ver o que exatamente ele queria me mostrar, mas eu não tinha mínima ideia. 

Pensei que eu tinha arranjado um amigo, de repente ele começou a agir estranho... Ele me pegou pelo rosto e começou a me arranhar com seu polegar.

Eu pedia pra ele parar com isso, mas ele não parava. Comecei a chorar e pensei com tristeza...

" Porque as pessoas me machucam?Porque eu? O que eu fiz de errado? ".

Slender apenas parou de me machucar e se afastou de mim. Naquela hora não entendi o que estava acontecendo. Ele saiu andando e fiquei sozinha na floresta.

Cheguei em casa correndo e vi os meus pais e a polícia na porta do quintal. Bem...Onde tinha a porta. Em vez dos meus pais falarem algo do tipo...

" Graças a Deus você está bem ".

Começaram a me xingar e minha mãe me deu um tapa no meu rosto. Naquele momento eu explodi. Eu sempre obedecia os meus pais para não apanhar deles. Sempre obedecia as ordens deles pra eles chegarem a esse ponto comigo?

Me afastei dos meus pais e dos policiais e comecei a gritar com eles. Falei sem parar que eles eram os monstros.

Abaixei minha cabeça chorando, esperando outro tapa da minha mãe... Até que ouvi berros e tiros.

Abri os meus olhos, levantei minha cabeça e fiquei indignada. Todas aquelas pessoas desapareceram num passe de mágica. Olhei para trás e vi o Slender Man.

Ele estava com a cabeça coberto de sangue e naquela hora entendi o que realmente tinha ocorrido. Ele apontou o dedo para a porta do quintal e parecia que ele tinha se colocado comigo através da mente dizendo...

" Vá viver agora.Você está livre ".

Eu saí correndo gritando de felicidade como uma louca no quintal. Sem castigo, sem as pessoas ficarem te julgando por uma coisa que você não é!

Até que... Eu me toquei de uma coisa.Onde vou viver agora e com quem?!



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