História Uma Aposta - Yoonkook - Capítulo 52


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Yoonkook
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Palavras 802
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 52 - Extra: 2


   Resolvo parar de chorar e me levantar daquele lugar. Nesses quatro anos eu chorei mais que minha vida inteira, isso é irritante.

— Aish aish - dou dois tapinhas em meu rosto e me olho no espelho, olheiras grandes, pele pálida demais, estou um bagaço chupado e estragado - Você já tem mais de trinta anos, não é mais aquele garotinho pra ficar chorando por tudo.

Pego a caixinha de kit de primeiros socorros e me sento no vaso sanitário. Coloco meu pé dobrado em cima do joelho e quando vou pegar uma gase ouço um barulho no quarto.

— Quem está aí? - pergunto alto.

— Você deveria trancar a porta, vai que entra alguém aqui - ouço a voz de Jungkook e ele aparece no batente da porta.

Meu corpo treme com sua aparição e eu sinto seu olhar sobre mim, me analisando.

— Mas foi você quem deixou ela aberta - murmuro e ele ri baixinho.

— Certo - em questão de segundos ele se abaixa na minha frente - Deixe eu fazer isso, você nunca soube fazer isso direito.

— Não precisa se preocupar.

— Yoongi....

— É sério, Jungkook - afasto sua mão - Você deve ter mais coisas para fazer.

— Eu estou cuidando do meu marido.

— Engraçado...- rio sem graça alguma.

— O que é engraçado? - olho em seu rosto e vejo confusão, bufo e balanço a cabeça em negação

— Por que tão difícil? - sua voz sai em um sussurro e eu olho em seus olhos novamente.

— Hum?

— Esquece - o mesmo balança a cabeça e começa a fazer o curativo.

Arde um pouco, por isso eu mordo meus lábios com força sentindo o gosto do sangue. Solto um grito quando ele passa álcool, quase quis grudar seus cabelos.

Malditos cabelos sedosos.

— Parece uma criancinha - Jungkook ri e eu fecho a cara.

— Por falar em criança, cade Hyo?

— Jimin passou aqui mais cedo e levou ela pra escola, disse que era caminho.

— Ah tá.

— Pronto, seu pé já está cuidado - ele bate nos joelhos e se levanta - Vou trabalhar, vê se coma direito.

Ele se vira e seguro seu pulso rapidamente o fazendo parar, mas sem olhar pra mim.

— Por que você ainda se importa?

Ele balança a cabeça e suspira, se livrando do aperto e saindo logo depois. Uns segundos mais tarde ouço a porta da frente bater.

Sozinho novamente.


[>>>>>]


Largo as chaves em cima do balcão de entrada seguindo para a cozinha, abro a geladeira afim de tomar um pouco de água gelada.

Hoje o dia foi corrido na clínica, minha sorte é que tenho dois assistentes para me ajudar. Concluí dois casos e me senti realizado por ver que meus pacientes estão melhores.

— Foi muito legal hoje, papai - ouço a voz de Hyo e olho para a entrada.

— É? - Jungkook ri colocando ela sentada no sofá - Que bom, minha princesa.

— Nós pintamos nossas mãozinhas e colocamos na parede assim ó - ela estica suas mãozinhas no sofá e eu acabo rindo baixinho com a cena dos dois.

— Ah é? - Jungkook chega mais perto dela - E que cor foi sua mãozinha?

— Verde - ela sorri e bate palminhas - As meninas foram rosa e roxo, mas eu não quis essas cores. Ai eu pedi pra professora uma cor verdinha, adoro matinho.

— Bela escolha, princesa - Jungkook ri - Agora vá lá cumprimentar seu pai e depois direto pro banho, mocinha.

— Tá. - Hyo corre em minha direção e eu abro meus braços para pegar minha menininha no colo - Oi papai, você está fedendo, eca.

Ela torce o narizinho e eu começo a rir baixinho, mesmo sentindo vergonha.

— Papai estava trabalhando.

— Com o pezinho machucado, papai? - ela faz beicinho e olha pro meu pé.

— Com o pezinho machucado.

— E está doendo?

— Não mais que meu coração - levanto meu olhar e Jungkook já não está mais ali.

— Está dodói aqui também? - Hyo faz beicinho e coloca a mão em meu peito.

— Não, anjinho - beijo sua testa - Papai estava brincando.

— Tudo bem.- ela vira seu corpo pra trás e procura Jungkook com o olhar - Cade papai Kook?

— Eu não sei - suspiro e a levo para o quarto - Deve ter ido trabalhar novamente, princesa.

— Ele nem se despediu de mim - um beicinho estampa seus lábios e eu suspiro - Nem de você, papai

— Está tudo bem, amor. Ele só estava atrasado - passo as mãos em seus cabelos e tiro as chiquinhas.

Não está tudo bem, sssa indiferença me machuca, mas ele também me trata bem as vezes e me deixa confuso. Eu não sei o que pensar.

— Ele vai dormir em casa?

— Vai sim.

— Eu tenho saudades do papai - ela suspira baixinho correndo para o banheiro.

— Eu também, meu amor. Eu também - suspiro e olho para a porta mais uma vez.



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