História Uma Brasileira em Hogwarts. - Capítulo 20


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Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Remo Lupin, Ronald Weasley, Severo Snape
Tags Harry Potter, Personagem Original, Romance
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Palavras 5.012
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Suspense, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus amores.
Eu ouvi um Amém?
E um Aleluia 🙌!
Eu demorei, porém voltei. Peço desculpas para vocês pela demora. Tive alguns problemas, mas já estão resolvidos. Peço que vocês leiam as notas finais que lá vai ter uma coisa importante. Ok? Ok! Então chega de enrolação!
Boa leitura 📖 amores.
-Lumus...

Capítulo 20 - VOCÊ PODE RESPONDER? ENTÃO O FAÇA...


Fanfic / Fanfiction Uma Brasileira em Hogwarts. - Capítulo 20 - VOCÊ PODE RESPONDER? ENTÃO O FAÇA...

P.O.V' SEVERO SNAPE

Não sei oque aconteceu... Como fui capaz de dizer tudo aquilo? Sinceramente não faço ideia. A raiva dentro de meu coração era tão grande que não consegui controlar minha boca...

"Assim como eu fiz com Lilian..." Pensei.

Sempre cometendo o mesmo erro.

Mas por Merlin! Porque ela tinha que ser tão... Tão... Tão teimosa! Porque tínhamos que falar de tudo aquilo?! Contar aquelas histórias, falar do passado? Porque ela tinha que me afrontar? E porque ela fazer isso me incomodava tanto?

O único que me questionava sobre minha vida, meus atos, era Alvo, e ele era bem sutil. Já Antôniella não, ela era direta, dura, ela falava e não importava pra quem fosse.

Ela levantou sua varinha, e me lançou um feitiço. Fui arremessado, bati com a cabeça na parede. A dor veio no mesmo instante, minha visão escureceu e eu desmaiei.

...

Eu escutava vozes ao meu redor, e a os poucos eu abri meus olhos com certa dificuldade. A luz incomodava meus olhos, e as vozes ali me irritavam.

-Pomona! Ele esta acordando! - Disse uma voz feminina alterada e esganiçada.

"Minerva..." Pensei reconhecendo de cara a voz da mulher.

Abri mais meus olhos e as coisas começavam a ficar nítidas. Então os flash's dos acontecimentos viveram a minha mente. Minha discussão com Antôniella na noite passada, a briga dentro da sala, o duelo, ela pedindo pra eu abrir a porta, as coisas horríveis que eu disse a ela, e então o momento que fui arremessado por um feitiço, que ela me lançou.

-Severo? Severo você lembra oque aconteceu? - Pomfrey pergunta.

-Sim... - Minha voz sai baixa e mais rouca que de costume.

-Então explique oque aconteceu homem! Essa situação esta extremamente confusa e... - Minerva dizia porém foi interrompida.

-Deixe ele Minerva. Severo acabou de acordar, não vai fazer bem a ele estar sob pressão por enquanto - Ele enfatizou as ultimas duas palavras. 

-Mas Alvo, os alunos não param de comentar, alguns estão assustados. Logo corujas vão chegar de pais querendo saber oque aconteceu.- Minerva diz exaltada.

"Os alunos..." No calor do momento eu havia esquecido deles "Por Merlin... Eles viram tudo..."

-Esse não é o maior de nossos problemas Minerva. Como eu disse anteriormente, nada de pressão no momento. Severo vai se recuperar e então ira conversar comigo, provavelmente será liberado ainda hoje não é mesmo Pomona?

-Sim Alvo. Já examinei ele e tudo que restará sera uma dor de cabeca por algumas horas.

-Ótimo, então mais tarde vá até minha sala Severo - Eu acenei com a cabeça concordando - Enquanto isso vamos continuar com as buscas para achar Antôniella.

"Como assim buscas? Ela sumiu...? "

-Oque? - Pergunto ainda fraco.

-Após tudo que aconteceu, Antôniella sumiu. Já procuramos por todo castelo. Mandamos professores procurarem na Floresta Proibida, mas ela também não está lá e nenhuma criatura de lá a viu. Liguei para os pais dela no Brasil, mas ela também não está lá. Graças a Merlin Estrela e Pedro sabem a filha que tem e que ela sabe se cuidar bem sozinha, por isso não entraram em pânico, e pediram para que eu avisasse assim que Ella aparecesse.

-Por Merlin... - Eu disse quase entrando em pânico.

-Não se exalte Severo, Antôniella não é uma garotinha, ela sabe se cuidar muito bem. Antôniella já viveu muito mais do que você imagina. Sinceramente, acho que ela não quer ser achada. Ella sabe bem cobrir os rastros. Não encontramos rastros de magia para nenhum lado, ninguém a viu porque provavelmente ela usou um feitiço de invisibilidade. Não há marcas de pegadas no terra molhava dos arredores de Hogwarts então provavelmente ela fugiu de vassoura. Antôniella é emancipada desde os 13 anos, tanto no mundo bruxo quanto no Trouxa, então o rastreador dela foi tirado a muito tempo, não tem como ir no ministério para saber onde ela está porque ela é legalmente dona de si. Ella tem habilidade com o magia elemental, então não precisa de varinha para muita coisa, ainda mais no período de TPM mágica, sendo assim rastrear ela pela varinha é uma possibilidade quase nula. E o lugar onde ela deve estar provavelmente esta cheio de feitiços de proteção. Como eu disse, se ela não quer ser encontrada não a encontraremos. - Alvo disse, já conformado.

-Onde foi que ela aprendeu tudo isso? - Minerva pergunta curiosa.

-Longa história... - Alvo disse olhando para o nada pensativo. - Severo no momento em que sair daqui quero você na minha sala.

Alvo saiu sem nem mesmo me olhar.

...

Promfrey me liberou. Fui até meus aposentos, tomei um banho, coloquei minha roupa e fui para o escritório de Alvo.

...

Falei a senha para a gargula e subi as escadas. Bati na porta.

-Entre - Alvo disse.

Entrei e me sentei. Alvo me encarava, e eu não era capaz de ler seu rosto.

-Severo, falei com alguns alunos e eles me contaram oque aconteceu, eu apenas não entendo. Por esse motivo quero que me conte. Que motivo Antôniella teria para atacar você?

-É complicado...

-Eu não perguntei pra você se é complicado ou não, eu perguntei qual o motivo. Antôniella não faz esse tipo de coisa sem um motivo. Então eu acho melhor você começar falar Severo, porque algo me diz que tudo isso tem ligação com a conversa de vocês, noite passada

Senti um aperto no peito.

-Sim, tem ligação...

-Então comece a falar.

Suspirei pesadamente.

-Antôniella me chamou para conversa ontem a noite porque o Potter disse estar sofrendo com o jeito que o trato - Eu disse com raiva.

-Ella se afeiçoou ao menino.

-Sim. - Dei uma pausa pensando em como contar tudo - Alvo é difícil contar...

Ele me olhou com uma sobrancelha erguida.

-Então você pode me mostrar - Ele se levantou foi até o armário no canto da sala e voltou com uma penseira nas mãos - Vamos Severo, me mostre.

Com um pouco de relutância peguei minha varinha, coloquei em minha testa e retirei a memoria de minha conversa com Ella na noite passada e da briga na sala para ele ver. Coloque na penseira e Alvo colocou seu rosto nela...

A cada segundo que ele passava ali meu coração parecia que ia explodir.

...

Alvo levantou sua cabeça, estava pálido, seus olhos tinham uma mistura de tristeza e raiva.

-Por Merlin, oque você fez homem?! - Eu nunca tinha visto ele daquele modo - Você perdeu completamente o seu juízo Severo?! Você sabe oque isso pode causar a ela? Tem noção do que fez? - Alvo estava realmente alterado - Por Deus, você sabe oque minha menina sofreu? Sabe as coisas que tive que fazer para tirar um mínimo sorriso dela naqueles dias de desespero? Como você ousa usar a depressão dela como piada em uma aula?! Como ousa tentar invadir a mente dela?! Agora minha menina esta por ai, sabe-se lá aonde, lembrando de um passado que tentou esquecer por anos!

-Você disse que ela sabe se cuidar... - Eu tento dizer.

-Eu disse, mas não sabia oque havia acontecido. Ella é extremamente sensível quando se trata desse assunto... - Alvo andava de um lado para o outro. Ele respirou fundo e se sentou novamente - Severo... Eu não quero julgar você, juro que não quero. Porém, você tem noção das coisas que fiz para ver minha menina bem depois de todo o acontecido?

-Ela não me contou nada sobre você na história, nada além de você ter ido a resgatar.

P.O.V’S ALVO DUMBLEDORE

"Ele precisava entender o porquê da minha preocupação, precisava entender oque fez. Não quero que ele se sinta culpado ou algo parecido, mas talvez isso ajude ele a pensar antes de falar."

-Severo vou te contar coisas, coisas que Ella não inclui na história dela, então por favor escute tudo com atenção.

Ele assentiu concordando.

*Flash Back on*

Antôniella havia levado alta a 2 dias no hospital, porém ainda precisava ficar de cama. O corte feito pela faca de Enrico estava tendo problemas para cicatrizar por conta do feitiço nela.

Ella não havia falado uma palavra desde que a tirei daquela caverna. Tudo que ela fazia era comer obrigada e ficar na cama olhando pro nada.

-Alvo eu não sei oque fazer - Estrela mãe de Antôniella disse - Ella não fala, não come. Minha filha parece que morre aos poucos...

-Estrela eu vou vir ficar com vocês por uns tempos, vou ver oque posso fazer. Tudo bem?

Ela assentiu e me abraçou chorando.

...

Entrei no quarto de Antôniella olhando para ela deitada na cama olhando para a parede. Não havia expressão em seu rosto.

Me sentei na beira da cama olhando para seu rosto.

-Oi Ella - Eu disse tentando começar uma conversa - Sabe, sua mãe esta preocupada com você.

Ela não falou nada.

-Você pode conversar comigo sobre isso se quiser meu anjo, eu sempre vou estar aqui pra você.

Ela continuou calada.

Suspirei, me levantei e fui caminhando em direção a porta.

-Como ele pode Alvo...? -Ela disse em um sussurro com voz rouca.

Me virei e voltei a sentar na cama, dessa vez mais perto dela.

-Ele é um monstro Ella, um psicopata - Os olhos dela se inundaram em lágrimas e ela me olhou.

-Eu o amei tanto Alvo, tanto... Eu seria capaz de ter dado a minha vida por ele... - As lágrimas desciam por sua face - Eu não sabia oque fazer... Olhar nos olhos dele doía mais a cada maldito dia naquele inferno...

-Você precisa seguir sua vida Ella...

-Como Alvo?! Me diga! Como?! - Ela gritou - Como eu vou seguir se a cada vez que eu fecho meus olhos eu vejo ele, vejo oque ele me fez. Como vou esquecer se todas as noites eu tenho pesadelos com aqueles olhos... - Ela chorava, e isso partia meu coração de uma maneira - Como eu pude ser tão burra a ponto de achar que ele me amava? - Ela abaixou a cabeça e sussurrou - Como eu pude amar ele?

-Não se culpe...

-Como eu vou esquecer isso Alvo? - Ela me olhou como se eu pudesse a salvar. Mas eu não podia, apenas ela podia.

-Você é forte Ella, vai conseguir. Pode não ser hoje ou amanhã. Mas você vai superar.

Mas ela não conseguia. Dias se passavam. Ella já estava totalmente curada, pelo menos fisicamente. Nas costelas agora ela carregava uma cicatriz, e nos olhos carregava tristeza.

Ella ja não ligava pra magia. Não praticava, e ainda falava pouco.

Os pais dela ficavam mais preocupados a cada dia. Eles estavam perdendo a filha, e eu perdendo uma amiga.

Já havíamos pegado ela tentando se matar mais de 3 vezes. Com remédios, com facas e qualquer tipo de coisa afiada.

Ela perdia sua luz a cada dia.

Então eu decidi fazer algo.

Entrei no quarto de Ella enquanto ela dormia.

Peguei minha varinha, coloquei em dua testa.

-Obliviate... - Disse em um sussurro.

O feitiço Obliviate não apagava a memória realmente, mas sim colocava um muro no subconsciente da pessoa, entre o consciente e a memória. Ella não se lembraria das coisas que passou, não lembraria de sua tristeza.

...

-Bom dia família! - Ella chegou sorrindo no café da manhã.

Estrela arregalou seus olhos, e Pedro quase cuspiu o café.

-Filha, você está bem? - Estrela perguntou receosa.

-Porque não estaria? - Ella perguntou confusa mordendo uma torrada.

Estrela olhou pra mim confusa.

-Por nada Ella, por nada. - Eu digo sorrindo pra minha menina.

-Alvo, faz tempo que não saímos. E como você está aqui por uns dias... - Ela me olha com olhos pidões.

-Tudo bem Ella, não precisa fazer essa carinha. - E então ela sorriu, e naquele momento valeu a pena ter quebrado tantas regras do mundo bruxo.

Ella terminou seu café, e foi para o quarto se arrumar.

-Oque está acontecendo Alvo? - Pedro perguntou.

-Eu obleviei ela.

-Isso é errado... - Estrela começou a falar.

-Eu não aguentava mais ver ela daquele modo. Foi o único jeito.

Pedro e Estrela suspiraram e abaixaram os ombros.

-Tudo bem. Porém temos que dar um jeito dessa história não voltar nunca mais. O menor descuido e a parede que separa as memorias do consciente dala quebra.

-Eu sei. Ja tirei o diário dela do quarto. Tentei queimar ele porém Ella colocou um feitiço nele. Ele não molha, não queima e não rasga. Tentei jogar fora, porém ele sempre volta para a casa. Então o escondi bem.

-Vocês não acham que é injusto com ela? Tirar suas memórias? - Pedro falou hesitante - Sem nem ao menos consultar ela.

-Nossa filha estava morrendo Pedro!

-Eu sei querida, eu sei... Só estou falando que não é certo, e não que não é necessário. Se um dia ela descobrir...

-Ela não vai descobrir - Eu disse.

-Tudo bem...

....

Os dias se passavam e minha menina a cada dia era mais feliz. Ela merecia tanto.

Na cabeça dela a cicatriz em suas costelas era uma marca de nascença estranha, e os cabelos agora curtos, foram resultado de um surto de mudança que ela teve em um dia normal. Ela sempre tinha esse tipo de coisas, mudar sempre, então não foi estranho.

Porém não era a verdade, mas era preferível que ela não soubesse disso.

Até que um dia, tudo isso foi por água a baixo.

Ella encontrou um baú antigo da família, e resolveu mexer.

-Ella, isso deve estar cheio de poeira, por Merlin.

-Não seja fresco Dumbly! É só um pouco de poeira, não vamos morrer por conta disso. - Ela falou rindo.

No baú havia muita coisa. Livros antigos, joias de família, alguns documentos. Ela mexia nele sem parar.

Eu só não sabia de algo...

Estrela havia escondido as coisas antigas de Ella ali, naquele baú.

Antôniella pegou um livro, e de suas páginas uma foto caiu.

Ella pegou a foto, e quando eu a vi meu coração gelou.

Nessa foto estava Enrico sorrindo. Ela havia revelado aquela foto antes de todo acontecido, quando eles estavam conversando apenas por telefone. Provavelmente ele tinha uma dela também , aquele canalha.

-Quem é esse Alvo? - Ela pergunta curiosa - Você conhece? Nunca vi a foto desse homem aqui em casa.

-Não sei, deve ser algum conhecido de seus pais. - Eu digo com a voz um tanto presa na garganta.

Ella olhou novamente para foto.

Analisava o homem na foto, e em um momento ela colocou a mão em sua testa, e deu um passo para traz. Seu olhos arregalaram e encheram de lágrimas em questão de segundos.

-Enrico... - Ela sussurrou.

Seus joelhos cederam e ela caiu. Minha menina chorava. Ela havia lembrado, a barreira havia se quebrado.

-Ella...

-Alvo, oque aconteceu? - Ele perguntava entre soluços e lágrimas. - Porque eu esqueci? Como eu esqueci?

-Fui eu... Eu não estava aguentando mais ver você daquele modo Ella...

-Alvo, você não tinha esse direito... - Ela falava em sussurros - Eram as minhas memórias, mesmo que fossem e são dolorosas.

Ela chorava. Chorava por eu a ter enganado, mentido. Chorava por lembrar de Enrico e das coisas que ele havia feito.

-Perdão Ella... - Abaixei e a abracei, ali sentada no chão chorando - Eu só queria que você voltasse a ser como antes.

-Alvo eu nunca mais vou ser como antes... - Ela disse olhando nos meus olhos - Mesmo sem lembrar de nada, eu sentia um vazio, eu sabia que algo não estava certo. Aqui dentro, eu sabia - Ela disse com a mão no peito. Ela continuava a chorar, e isso partia meu coração.

...

Já havia se passado duas semanas, e Ella estava pelo menos tentando seguir, mas ela não era mais a mesma.

Não sorria tanto, não falava muito.

Ela havia começado a fazer todo tipo de coisa para ocupar os dias e principalmente, ocupar a mente.

Estudava magia mais que nunca, lia livros de feitiços, poções, transfiguração, runas, astronomia, história da magia, Artes das Trevas etc... , um atrás do outro, sem parar.

Tentava sair com as amigas.

Voltou a caçar com o pai com mais frequência, na verdade quase todos os dias. O pai dela é caçador.

Ajudava a mãe com a casa, cozinhava. Se dedicava as artes marciais.

Ela não parava por um minuto, só na hora de dormir.

Ela até entrou em uma banda, o nome na verdade era Fanfarra, na escola Trouxa.

Aos poucos ela melhorava, mas ela nunca mais seria aquela menininha, doce, sonhadora, que via o mundo e a vida com olhos brilhantes, que achava que coisas boas aconteciam a pessoas boas.

*Flash Back off*

-Você entende Severo? O porquê dela ser assim hoje em dia? O porquê dela ter falado tudo aquilo pra você? - Falei triste ao lembrar - Ella teve sua infância tirada de si pelas garras daquele crápula. Quando ela olha para Harry ela vê que de algum jeito estão fazendo o mesmo com ele, os tios, as pessoas que o exaltam e o acham famoso, e até mesmo você... - Dei uma pausa - Agora não sabemos aonde ela está, não estou querendo culpar você Severo, juro pra você que estou tentando... Sei que ela é uma menina forte, porém fazia anos que ela não falava disso, nem mesmo comigo...

P.O.V'S ANTÔNIELLA ARAÚJO

Carregar aquele homem sem a varinha foi uma tarefa complicada. Mas se eu à usasse Alvo poderia me rastrear, então o esforço valeu a pena.

O homem agora estava deitado em um saco de dormir confortável e simples enquanto eu tentava curar de maneira Trouxa seus ferimentos.

"Ella ele estava perdendo muito sangue! Você tem que usar magia! Use a varinha" disse minha consciência.

"Não posso! Alvo vai me rastrear!"

"Antôniella, você vai deixar um homem morrer só porque não quer ser rastreada pelo seu melhor amigo? Isso é de um egocentrismo sem limites!"

Abaixei minha cabeça.

Ela estava certa.

Peguei minha varinha e comecei a entoar os feitiços necessários para o curar. Em poucos minutos os ferimentos estavam estancados e começando a cicatrizar.

Uma das costelas dele estava quebrada, então a consertei, pedindo a Deus que ela não tenha perfurado o pulmão.

Limpei ele com um feitiço simples, e troquei suas roupas também com magia.

Já havia uma grande diferença entre o homem que me abordou e o que estava deitado agora, nesse saco de dormir.

-Preciso de poções... - Sussurrei.

Então lembrei : O estoque de poções na bolsa.

Me levantei rápido e fui até a bolsa com o feitiço de expansão.

Peguei poções de cura e de repor sangue.

Ele demoraria um pouco para ficar 100%,mas afinal eu faço magia e não milagre.

Fiz ele tomar as poções, mesmo estando, até aquele momento, desacordado. Terminando de fazer tudo que eu podia, comecei a analisar o homem. Cabelos que pareciam ser ruivos, mas não como a família Weasley. Era de um ruivo fosco, de certa forma quase marrom claro. Ele deveria ter 1,75m de altura, seu porte físico não era dos mais atleticos, mas seus músculos torneados levemente, tinham seu charme. Havia uma cicatriz em seu rosto que ia de sua sobrancelha esquerda, passava por seu nariz e acabava no meio da bochecha direita, uma cicatriz fina e rosada, ela não tirava a beleza de seu dono.

"Um belo espécime temos aqui..." Disse minha consciência.

"Por Deus! Pare com isso! O homem está indefeso e desacordado e você apenas sabe pensar nisso"

"Fique calma, admirar a vitrine não significa que vamos comprar"

"Apenas cale a boca"

"Nossa! Tá nervosa ela. Tudo bem, eu me calo, mas antes, pense, que tipo de coisa faz essas marcas? "

Olhei para o homem novamente. Sim, eu conhecia aquelas marcas : Lobisomem!

Ou ele foi atacado por um ou ele era o mesmo.

As duas coisas não importavam no momento, o importante era ele ficar melhor e acordar. O último dia de lua cheia foi ontem, se ele fosse um lobisomem não haveria mais perigo.

-Hum... - Ele gemeu e começou a tossir. Fui até ele com água, segurei seu cabeça e o ajudei a beber.

-Shiii... Calma, beba devagar que as poções que lhe dei ainda estão fazendo efeito e beber água rápido pode o deixar enjoado.

O homem de olhos acinzentados parou de beber a água e tentou se sentar com dificuldades.

-Você não deveria levantar. - Eu disse - Parece estar bem por fora, mas por dentro eu já não diria a mesma coisa.

Ele me olhou, e me analisou.

-Poderia saber o nome da minha salvadora? - Perguntou educado.

-Antôniella Sophia Araújo - Eu digo e me levanto para buscar algo para comer na bolsa.

-Prazer Antôniella, eu sou...

-Remo Lupin, você me disse antes de desmaiar - Digo cortando ele no meio de sua frase. - Já escutei seu nome em algum lugar, apenas não lembro onde. Mas é um prazer te conhecer formalmente Lupin...

-Pode me chamar de Remo - Ele disse entre uma tosse seca.

-Ok Remo. Mas me fale, briga feia essa a qual você se meteu não?

Ele empalideceu com o assunto.

-S-sim...-Gaguejou.

-O outro lobisomem saiu tão machucado quanto você? - Digo sem rodeios. Ser direta era uma de minhas características padrão.

Nesse momento achei que ele fosse morrer, pois sua face ficou branca, e pude ver sua veia do pescoço saltar e pulsar. Olhos arregalados e uma fina camada de suor cobria sua testa.

-Como...-Ele disse com a voz esganiçada.

-Se acalme homem, se eu quisesse lhe fazer mal faria enquanto estava desacordado.

-E não sente medo?

-Remo, você veio até mim, desmaiou em meus braços, ficou em meus cuidados, acho que medo eu não estou sentindo. E o último dia de lua cheia foi ontem , então apenas relaxe homem, você ainda não está recuperado, as poções ainda não fizeram total efeito. Mas responda minha pergunta. O outro saiu tão machucado quanto você?

-Sinceramente não lembro muito bem, como não tomei a poção Mata-Cão minha consciência humana não ficou acessível nesses dias.

-Entendo...

-Mas me diga, como descobriu quem... - Ele suspirou triste -... "Oque" eu sou?

-Bom... - Parei de mexer na bolsa, me sentei e passei a mão nos cabelos que agora tinham uma camada de friz - Meu pai ele... Isso realmente importa?

-Bom você me salvou, descobriu que sou um Lobisomem, não tem medo de mim. Sinceramente importa sim, mas claro, se você não quiser falar, tudo bem - Ele disse educado.

-Ok. Meu pai... Bom, ele caça coisas e pessoas como você...

-Seu pai é caçador? - Remo se afastou um pouco de mim - Você também caça?

-Sim, passei muito tempo com meu pai caçando, porém diferente dele eu pergunto primeiro, já ele atira primeiro e pergunta depois. - Lembrei das caçadas que eu sabia que a criatura que matamos não era culpada, porém meu pai as matou do mesmo jeito sem me dar ouvidos.

"Eles são monstros Ella! Tem que morrer. Podem não ter feito nada agora mas vão fazer no futuro. Está no instinto deles, não se pode mudar isso!" Era oque ele dizia toda vez que o dizia que a criatura não havia feito nada.

Eu obviamente não concordava, porque era exatamente assim que os Trouxas nos enxergavam.

Aberrações da natureza que os fariam mal a qualquer momento.

Meu pai além de caçador era um bruxo, ele devia entender isso mais que todos, mas não era assim que funcionava na cabeça dele.

Sai de meus devaneios e olhei para o lupino. Ele tinha medo em seus olhos, como um filhote de lobo que havia se afastado demais da alcateia e se perdido e agora se tornava a presa e não o predador.

-Relaxe Lupin, se eu quisesse te matar eu já teria feito isso a muito tempo. Então apenas deite e descanse, não perdi horas com você e várias poções importantes pra você estragar tudo no último momento.

Eu fui grossa? Sim, porém eu não estava em meu melhor estado.

Suspirei mais uma vez. Por Deus isso está se tornando um hábito horrível.

-Perdão, não deveria falar assim com você... Apenas descanse.

Ele me olhou ainda assustado mas sua testa levemente franzida me dizia que agora ele estava confuso. Ele voltou a deitar e ficou olhando para o teto da caverna.

Voltei a procurar comida na bolsa e encontrei coisas embaladas a vácuo, como: Arroz, soja, milho, ervilha, e uma série de alimentos que não estragavam se ficassem fora da geladeira. Eu havia abastecido a bolsa no começo do ano. Nunca se sabe quando irá precisar.

-Porque me ajudou? - Escutei a voz suave de Lupin me tirando de meus pensamentos, assim me lembrando que ele estava ali.

-Como assim "porque"? Um homem vem até minha pessoa, me pedindo ajuda e eu vou simplesmente deixá-lo ali para morrer?

-Eu poderia ser um psicopata ou algo do tipo.

-Claro! Eu devo me preocupar com psicopatas e não com todo tipo de criaturas que podem me atacar a qualquer momento nessa caverna rodeada por uma floresta tão densa e escura! Claro Remo, otima linha de raciocínio. - Digo com sarcasmo sorrindo pra ele que estava deitado.

-Ok, ok, foi algo idiota de se dizer.

Dei uma pequena risada e voltei a tentar preparar uma refeição sem ter a mente ocupada por pensamentos e mais pensamentos.

E a caverna foi tomada por um silêncio desconfortável, onde só se ouvia o ruído crepitante da fogueira e minhas mãos trabalhando no alimento.

Até que a calmaria novamente foi quebrada.

-Posso lhe perguntar uma cosia? - Perguntou receoso.

-Bom, você acabou de fazer isso. - Olhei em sua direção e vi suas bochechas ficarem um tanto mais coradas - Porém pode fazer outra pergunta sim.

-Oque você faz aqui? Digo, você deve ter uns 17 anos, não deveria estar em Hogwarts?

-Eu precisei vir pra cá. Sim eu deveria estar em Hogwarts porém tive... Bom tive problemas bem graves lá, e para não fazer algo, a qual eu iria me arrepender depois, eu sai de lá por um tempo. - Ele me encarou compreensivo - E para completar eu tenho 15 anos não 17 - Ele me olhou surpreso mas disfarçou depois de alguns segundos notando que eu ainda estava o olhando.

-Posso perguntar quais foram esses problemas?

-Você é curioso demais... - Disse voltando a prestar atenção na minha tarefa de cozinhar.

-Desculpe, não quis te deixar desconfortável - Senti o arrependimento em sua voz.

-Não deixou, não se preocupe. - Eu digo tentando ser um pouco mais amável, coisa que nas últimas horas estava sendo bem rara - Apenas é um assunto muito delicado que envolve uma discussão com um amigo... Bom, nem sei se era realmente amigo... - Falei lembrando das palavras de Severo.

E novamente as milhares de sensações. Raiva, dor, tristeza, decepção...

P.O.V'S Narradora

No castelo de Hogwarts, por trás das paredes mais frias, nas masmorras, era onde Severo Snape se encontrava. Nesse momento o Mestre de Poções deveria estar à corrigir os trabalhos do primeiro ano. Porém tudo que conseguia fazer era olhar para a lareira e perguntar a os céus, pedindo para que algum Deus realmente existisse e que nesse momento ele estivesse cuidando de Antôniella onde quer que ela estivesse.

Severo nunca teve religiões ou crenças. Claro que o homem acreditava que algo maior existia e que regia esse mundo, porém achava uma tremenda tolice pedir coisas a esse algo ou alguém, se humilhando e prometendo ser alguém melhor, coisa que quase ninguém cumpria.

Achava idiota o modo como as pessoas adoravam algo que nunca sequer viram.

Achava deplorável o modo como as pessoas recorriam a esse ser em momentos de dezespero, se colocando de joelhos e implorando por uma solução ao invés de ir procurar sozinho com o próprio intelecto. Ele pensava tudo isso.

Bom... Ele pensava assim até Antôniella sumir...

Ele pensava assim até procurar a garota por todo castelo, por todo território de Hogwarts. Ele até mesmo se atreveu a subir em uma merda de vassoura para procurar a menina pelos céus.

Ele pensava desse modo até não achar nenhum rastro de magia da garota... Ele pensava assim até conversar com Dumbledore. Porém já não pensava mais assim. Por esse motivo ele estava nesse momento ajoelhado no meio de seu quarto tentando pensar por onde começava.

Sim, ele ia tentar orar.

-Bem... Oi pra você... Seja lá quem for ou oque for... Minha mãe o chama Deus, seria apropriado te chamar assim? - Ele pergunta para si mesmo em um sussurro olhando para suas mãos que estavam apoiadas em suas coxas com as palmas viradas para cima. - Então Deus... Você realmente faz cosias? Porque se fizer eu queria pedir algo... Olhe por ela - Uma lágrima solitária escorreu pela face cansada e entristecida do homem - Cuide dela. Faça ela voltar... - Ele fechou os olhos com força e isso foi o gatilho para que mais lágrimas surgissem - Por favor...

Você também responde coisas? Porque se o fizer, por favor me responda o porque me apeguei tanto a ela em tão pouco tempo. Se puder me responda o porquê pensar que ela pode estar em perigo dói tanto. Me diga o porquê eu sinto esse aperto no peito... - Severo deu um soco no chão frio, sentiu a dor mas a ignorou - ME DIGA! Eu a conheço a muito pouco tempo, eu não deveria sentir isso! - Ele suspirou cansado e sentou no chão saindo da posição de joelhos. - Por favor cuide dela... Amém.

Ele encostou a cabeça na parede e fechou os olhos.

-Ela é sua amiga Severo, é por isso que está preocupado, afinal você mesmo causou isso... - Ele disse tentando convencer a si mesmo disso.

Nesse mesmo instante, longe dali, em uma caverna, estava Antôniella começando a comer oque havia preparado para ela e para o Lobisomem, vulgo Remo Lupin, que fazia uma pergunta a cada cinco minutos. Ela tentava ser paciente, ela sabia que o homem não deveria conversar muito com outras pessoas com medo de julgamento, mas como isso não vinha de Antôniella, bom, ele havia se empolgado nessa coisa de comunicação.

Antôniella o respondia brevemente, ela ainda não sabia se poderia confiar no homem a sua frente. Ela ja havia se enganado duas vezes. Com Enrico e com Severo, mesmo que com Severo tenha sido apenas com a amizade. Mas isso não importava, não se deixaria levar uma terceira vez. Prometeu para si mesma encarando o fogo.

Ah, se ela soubesse que nesse mesmo momento o homem de olhos ônix também encarava as chamas pedindo perdão para Antôniella, como se a garota pudesse ler sua mente onde quer que estivesse.

Pena que ela não podia... 


Notas Finais


Bom, eu sinceramente espero que tenham gostado. De verdade.
Bem, quero deixar bem claro que sim, eu sei que emancipação só é permitida a pessoas acima de 16 anos e menores de 18 anos. Aqui eu coloquei 13 porque foi necessário. Isso é uma história afinal de contas. Espero que não fiquem incomodados com isso. Partindo desse ponto, não, Antôniella não tem o rastreador do ministério mais. Já que se emancipou agora ela é considerada maior de idade, cuida de si e toma as próprias decisões, por esse motivo ele pode usar magia fora de Hogwarts. Apenas queria explicar isso.
Bem, se você leu até aqui e gostou da história favorita ela, ou dê uma nota nos comentários. E falando nisso amo ler os comentários de vocês! Bom amores até a próxima 👋
-Nox...


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