História Uma Canção de Sakura e Tomoyo: Vamo alla flamenco - Capítulo 11


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Categorias Sakura Card Captors
Personagens Sakura Kinomoto, Tomoyo Daidouji
Tags Cardcaptor Sakura, Dragão, Sakura, Sakutomo, Tomoyo
Visualizações 6
Palavras 1.211
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Fantasia, LGBT, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo-Ai
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Pesadelos


Capítulo 9

Pesadelos

 

Tomoeda, Japão

25 de junho de 2007

 

I

 

Era uma hora da tarde. 

Na casa amarela dos Kinomoto, Sakura estava sentada no sofá da sala, assistindo televisão e comendo pipoca, quando ouviu batidas na porta de casa.

— Entra, Tomoyo!

— Com licença… 

A estudante universitária trocou os sapatos por chinelos, que estavam pendurados na porta, e encontrou Sakura com os olhos preocupados.

— Você sabe que me assusta quando faz isso, Sakura!

— Eu tenho culpa? Você sabe que eu sou uma médium agora.

— Eu tinha me esquecido desse seu poder… 

— Nada me surpreende mais. Senta aqui! — Sakura bateu na almofada ao lado dela. Tomoyo ajeitou o vestido que usava antes de se sentar. A cardcaptor deu um tímido sorriso e mudou o assunto da conversa. — Na Espanha eles também trocam os sapatos antes de entrar em casa?

— Algumas vezes. Foi uma briga até explicar pro povo como as coisas funcionam no nosso apartamento…   

— Tâ morando em apê agora, é?

— Oras, você não lê a mente também? Tenta ler minhas memórias! — Tomoyo soltou um sorriso maroto para Sakura.

— Eu até podia fazer isso, mas não quero não… Até parece que fazem isso com você o tempo todo… 

— É uma longa história… — A morena ficou olhando para o lado enquanto falava.

Sakura estendeu o balde de pipoca para Tomoyo, e a roxinha encheu a mão com um monte delas.

— Você tá preocupada com o que eu te disse ontem, né? 

— Tem como eu não me preocupar com você?

Sakura sorriu de leve.

— Essa é a Tomoyo que eu conheço, ainda bem que você não mudou nessa parte de se preocupar comigo! — Sakura agarrou as mãos da parceira com as mãos sujas de tempero, sem se importar. — Eu também mudei muitas coisa, não sou a mesma mais de cinco anos atrás, nem ligo mais com esse sonho… Se não eu fico doida de vez!

— Você devia se preocupar…

— Eu não quero me preocupar… — Sakura olhou para o vazio e mudou de assunto novamente: 

— Quer comer alguma coisa? 

— Não. Só queria te convidar pra sair um pouco… Você aceita? — respondeu Tomoyo.

A flor de cerejeira jogou o balde de pipoca no colo da parceira.

— Vou lá me trocar! Tô cansada de ficar mofando aqui em casa… 

 

II

 

Sakura vestiu uma calça jeans e uma camisa regata em casa, e as duas foram para o parque do pinguim. Não tinha muita gente no parque naquela tarde. As duas andavam com sacolas nos braços e espetos de yakitoris nas mãos.   

— Cê tá pensando em alguma coisa?

— Pensando que é um saco ter de vir no parque do pinguim pra se divertir por aqui…

— Já tá entediada, é? — Sakura sorriu de leve.

— Não é bem isso… Me acostumei a viver em cidade grande… Vir numa cidade pequena é como se eu não pudesse fazer nada… Não tem recurso nenhum, só uma praça no meio, umas ruas estreitas onde só passa um carro e um monte de casinha ao redor… Só gosto de vir no interior quando eu tô de saco cheia mesmo!

Sakura gargalhava a cada frase que Tomoyo falava.

— Se você quiser, a gente pega um trem e vai pra Tóquio. 

Tomoyo hesitava, olhando para o lado. Não achava ruim a proposta. 

— O bom é que é ainda meia hora de metrô daqui! — Tomoyo sorria de olhos fechados.

Um barulho de explosão foi escutado ao longe, nas margens do rio Tomoeda. Tudo tremeu e o povo começou a correr do perigo e as meninas ficaram preocupadas, sozinhas diante do escorregador do pinguim real. 

— O que é isso? 

— Será que é gás?

As duas parceiras viram uma barreira mágica na cor vermelha se levantar no parque, como uma cúpula. Era a mesma barreira mágica que Subaru levantava quando queria isolar uma área de combate mágico das demais pessoas comuns sem magia.  

— Uma barreira mágica? — comentou Sakura.

— Quem deve ter criado isso? — perguntou Tomoyo.

Passos de metal foram escutados atrás de uma árvore. Mais uns segundos e o autor dos passos foi revelando-se. Um homem com cabelos brancos bagunçados, barbicha no queixo, pele branca como a neve, rugas no rosto e uma armadura vermelha como sangue em volta do corpo todo. O homem carregava uma espada de duas mãos enorme nas costas. 

As duas tremeram. 

— Ordem do Dragão! — disse Tomoyo, com os dentes trincados de raiva.

— Não pode ser! — disse Sakura. Ela tocou a mão no pescoço e a chave do lacre se transformou no báculo da estrela.

— Me desculpe, meninas, pelo jeito meio busco que eu apareci, mas eu precisava fazer aquilo pros comuns não ficarem criando caso e pra aquele boneco e aquele anjo não vierem atrapalhar…  

O homem continuou andando na direção delas. Sakura afastou Tomoyo de leve, colocando a mão livre para trás.

— Tomoyo, se afasta! 

— E enfrentar isso sozinha? Você está maluca, Sakura? Eu vou ficar com você! Me passa o número do Subaru e da Hikaru!

Sakura tirou o celular do bolso e arregalou os olhos:

— Tá sem sinal! — gritou a Cardcaptor.

Foi então que o homem grisalho sacou a espada das costas. Ele conseguia manejar aquela arma perfeitamente com uma mão apenas.

— Eu acho que a gente não tem tempo pra isso… — O homem grisalho aprontou com a ponta da espada para o pescoço de Sakura. — Você é a Sakura Kinomoto, não é?

— Como é que sabe meu nome? — O báculo da estrela se transformou imediatamente na carta espada, só de Sakura pensar.

— Isso não interessa… Mocinha, você tem um item precioso nas mãos que eu preciso muito que ele fique em segurança, longe daqui de preferência. Na sua mão, eu tenho certeza que você não vai ter nenhuma paz com eles, mas nas minhas… Eu te digo que eu vou esmagar uns ratinhos quando eles vierem atrás disso aqui! 

— Nunca! 

— Sakura!

A cardcaptor saiu como uma louca para cima do Homem grisalho. Soltava um e outro golpe, mas o homem bloqueava os movimentos de Sakura com a arma enorme e avançava contra ela, até que ele deu um giro com a espada e a carta voou para longe, caindo dentro de uma moita. 

   — Você luta bem. Com o treino adequado você nem precisaria disso. Mas eu não tenho muito tempo e exijo que você me dê essas Cartas! 

— “Gizonak, entzun ez du? Inoiz txartela eman dizkizu!” (Homem, não escutou? Jamais ela vai te dar as cartas!)

— “Euskaraz?” (estão falando basco?) — respondeu o homem grisalho, olhando ao redor.

Uma voz saiu do alto. Um outro homem de armadura vermelha como sangue pulou, batendo com tudo na espada do homem grisalho. A espada voou. Era um homem jovem, cabelos castanhos bagunçados e olhos azuis como o céu. Ele ficou entre Sakura e o homem, com outra espada imensa de duas mãos, apontada para o pescoço do velho.

— O que é isso, Tomoyo, o que eles estão falando?

— Eles estão falando em basco, Sakura! Eles devem ser da Espanha!

— Da Espanha, Hoe! — Sakura ficou com o cabelo todo arrepiado.

O homem mais jovem se voltou para Sakura e Tomoyo e sorriu para as duas, sorrindo

— No os preocupeis, las protegeré! (Não se preocupem, vou proteger vocês!)

Sakura quase caiu para trás vendo o jovem. 

— Tomoyo! É ele! Ele é o cara dos meus sonhos! 

— Como é que é? — gritou a estudante universitária.

 

Continua… 



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