História Uma Causa Perdida - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Álcool, Amizade, Amor, Conflitos, Descobertas, Drama, Dramione, Guerra, Harry Potter, Hot, Pósguerra, Sexo, Traição
Visualizações 200
Palavras 1.049
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Meus abigos e abigas desse Brazel, Uma Causa Perdida está VIVAAAAAA!!!
Eu finalmente me livrei do block que tive quando escrevi o "Último Capítulo", e, com o apoio de alguns leitores, estou desenvolvendo uma continuação para a história.

Espero que não fiquem muito bravos comigo pelo ponto em que voltarei, mas ele é essencial para entender o que eu quero que entendam.

Boa leitura, gostosuras!!!




...

Capítulo 28 - In The End - Parte I de ?


Três de Abril de Dois Mil e Dois.

"Querido Rony,

Há sempre um momento no dia em que eu penso que tudo pode melhorar se eu melhorar. Se eu me tornar a pessoa que eu quero ser. Se eu me olhar no espelho e disser: “hoje vai ser diferente, filhos da puta”. Sim, é exatamente como você me ensinou. Geralmente, esse momento acontece assim que eu acordo. E então, durante o dia, vão acontecendo coisas que me tiram essa garra, essa vontade. Não são muitos os que têm a ver com você. Minha insegurança com relação a mim mesma só me mata cada vez mais porque tem um sentimento dentro de mim que eu não consigo controlar.

Escrever textos com lágrimas nos olhos só me deixa irritada. E me deixa mais irritada ainda por eu estar chorando por um motivo que já tinha morrido.

Eu achava que, uma vez que eu não chorei ontem, no pico da sua rejeição, quando abriu a porta do carro sem nem encostar em mim ou olhar pra minha cara, eu não choraria mais por sua causa. Achei que havia aprendido a separar as coisas, achei que havia aprendido a encarar a rejeição, essa que não sai da minha vida.

Mas então, você me ignorou o dia todo. Fingiu que eu não existia. E eu tentei fazer o mesmo. Tentei por tudo o que é mais sagrado. Tentei passar um dia legal com a minha família, tentei pensar em coisas saudáveis, tentei ler, tentei estudar, tentei trabalhar, tentei comer. Mas a preocupação não ia embora! E não era preocupação de como iríamos ficar depois do que houve. Não era sobre você ter me rejeitado, ou sobre você não me querer mais. Era preocupação sobre você ter ficado mal na sexta-feira, e sobre não ter me contado. Eu fiquei pensando: “que parte da amizade eu quebrei pra ela se tornar essa coisa insossa e frágil?”. E nada vinha à minha mente. Só voltou a sensação de que eu não servia pra estar ao seu lado, se eu nem ao menos sirvo para você desabafar, mais.

O que mais me assusta foi o modo como tudo aconteceu ontem. E o modo como falou comigo agora há pouco.

Eu não faço jogos com você. Tudo o que eu quero, como você o faz, eu deixo muito claro. Aprendi com você mesmo. Aprendi da pior maneira. Mas aprendi. Quero te ver? Eu digo. Quero te beijar? Eu digo. Estou com tesão? Eu digo. Agora me diz, quando é que eu faço joguinhos com você? Por que me tratar dessa forma, se eu só quero o seu bem? Quero o meu bem?

Esses dois bens não se confundem. E, de acordo com você, eu não tenho idade mental pra entender o seu. Tudo bem, eu aceito essa conjectura. Sem nem pensar duas vezes. Afinal, quando é que você fez algo pra me prejudicar? E quem me conhece melhor que você?

Mas teve um momento, hoje, em que eu precisei muito de você. Foi o momento em que o meu mundo quebrou, e eu não sei se vou voltar a ser a mesma depois disso.

Lembra que eu te disse que um colega de trabalho veio me procurar depois que terminou com a namorada? Pois é. Hoje aconteceu de novo. Mas aconteceu com uma pessoa que eu não esperava.

Lembra do cara que tentou tirar minha virgindade, e terminou comigo porque não conseguiu o que queria? Então. O próprio. Veio falar comigo. E com cada palavra que ele dizia, as lembranças ressurgiam. Ele não disse nada, absolutamente nada demais.

Ainda assim, eu fiquei tão mal, mas tão mal. Sabe, coisa de me sentir um lixo mesmo. De me identificar como uma vadia. Afinal, se me procuram assim, que imagem eu passo pros outros? Vai que não é uma imagem? Vai que eu sou um lixo mesmo? Se eu agrado mesmo as pessoas como você disse, então as pessoas só vêm a mim por interesse.

E eu não senti que te teria do meu lado pra me ajudar, porque você estava estranho comigo. Mesmo com você não me contando as suas coisas, eu ainda te considero meu amigo, e eu preciso contar minhas coisas pra você. Porque, apesar de tudo o que você me disse, de tudo o que tentou me ensinar, eu acredito que uma coisa que não vai acabar é a nossa amizade.

Eu já disse que não quero que você se sinta responsável por nada do que me acontece ou pelo que eu me sinto, então pode ficar despreocupado, porque, às vezes, eu preciso mesmo é da solidão. Já que eu não sou a companhia que eu quero ser, eu preciso da escuridão; Preciso me encontrar. Preciso estar no fundo do poço pra subir devagarzinho, cravar minhas unhas no limo e lutar pra respirar ar puro. Se te faço mal, se te estresso e não sirvo pra te escutar, você pode encontrar alguém muito melhor do que eu. Afinal, eu só quero que você seja feliz. Preciso sair do fundo do poço de novo. Porque eu simplesmente não me aguento mais. Como então você me aguentaria? Como eu poderia algum dia exigir isso?

Eu também não quero a pena de ninguém. Mas parece que nada na minha vida faz sentido sem que eu esteja sofrendo por antecipação! Eu estou de saco cheio desse tipo de coisa! Porque estou sempre chorando, e tem sempre alguém com pena o suficiente pra me consolar? Pra me dar um conforto temporário antes que eu faça alguma outra coisa estúpida e precise de conforto de novo?

Eu não sei o que fazer. Eu me sinto mais perdida que nunca. Não consigo encontrar conforto em nada que faço. Não consigo comer, não consigo dormir, não consigo estudar, nem ler mais que dois parágrafos de uma vez. Não consigo trablhar direito, por causa de súbitas vontades de chorar por qualquer coisinha, como alguém derrubar um lápis. Ou perguntar se eu estou bem.

E eu me sinto pior ainda ao perceber que eu já devia ter parado com isso. Que você tem plena razão em dizer coisas sobre a minha idade mental. Tem gente que tem motivo pra sofrer, e eu sem motivo, sofro por tudo.

Eu só queria que isso tudo parasse.

 

Da sua

Hermione"


Notas Finais


~Desvia das bombas~


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