História Uma Chance Para Recomeçar - Capítulo 8


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Categorias Bleach
Personagens Aikawa Love, Aizen Sousuke, Akon, Byakuya Kuchiki, Cirucci Sanderwicci, Grimmjow Jaegerjaquez, Hanatarou Yamada, Hinamori Momo, Hirako Shinji, Hiyori, Ichigo Kurosaki, Isshin Kurosaki, Izuru Kira, Karin Kurosaki, Kenpachi Zaraki, Kensei Muguruma, Mashiro Kuna, Mayuri, Nanao Ise, Nelliel Tu Odelschwanck, Nemu Kurotsuchi (Nemuri Nanagou), Nnoitra Gilga, Orihime Inoue, Rangiku Matsumoto, Renji Abarai, Retsu Unohana, Rouse, Rukia Kuchiki, Sado Yasutora, Sajin Komamura, Shihouin Yoruichi, Shunsui Kyouraku, Shuuhei Hisagi, Soi Fong "Soifon", Szayelaporro Granz, Tatsuki Arisawa, Tier Harribel, Toushirou Hitsugaya, Ukitake, Ulquiorra Schiffer, Urahara Kisuke, Uryuu Ishida, Yadoumaru Lisa, Yuzu Kurosaki
Tags Bya X Hime, Ichi X Ruki, Lisa X Aizen, Romance
Visualizações 55
Palavras 3.917
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amores!

Aq estou eu com mais um capítulo, e espero de coração que gostem!!!

Agradeço aos que estão acompanhando, favoritando ou comentando! Vcs são poucos, mas são preciosos para mim!

No mais, boa leitura!

OBS: A arte da capa é minha, e a imagem está editada por causa da política do site. Vou deixar o link do tumblr nas notas finais.

Capítulo 8 - Cicatrizando feridas... abrindo outras


Fanfic / Fanfiction Uma Chance Para Recomeçar - Capítulo 8 - Cicatrizando feridas... abrindo outras

As primeiras estrelas despontavam no céu, quando Sousuke chegou ao velho armazém e estacionou seu luxuoso carro de frente à ele, mais especificamente, à janela de Lisa. Todo o lugar estava na mais completa escuridão, somente tinha um vestígio de luz, e este vinha justamente dos aposentos da Vizard. Seu olhar se voltou para cima quando ouviu o estouro de mais uma garrafa contra a parede, e ainda dentro de seu automóvel, balançou negativamente a cabeça. Não precisaria ser um gênio para adivinhar que o local deveria estar destruído, e que, provavelmente, ela estaria alcoolizada além da conta.

Sereno, saiu de seu Mitsubishi, e pegou as compras que estavam no banco traseiro, e sem muito se preocupar se teria mais alguém além de Yadomaru em casa, adentrou a antiga construção, onde silenciosamente, foi para o quarto da morena.

Chegando ao terceiro andar, ele escuta a voz da mulher, que cantarolava alto alguma canção que ele não conseguiu identificar, até porque a fala dela não era algo entendível, reforçando suas suspeitas quanto ao fato dela estar embriagada. Ao abrir a porta, se viu diante de um lugar quase que totalmente avariado, com várias garrafas de bebidas quebradas, e muitos cacos de vidro espalhados pelos chão. O som se encontrava no volume máximo e Lisa estava de costas para si, ajoelhada na cama bagunçada, com a roupa que usava mais cedo quase em farrapos, sua trança parcialmente desfeita, segurando uma garrafa de Contini como se fosse um microfone, cantava enlouquecida a mesma música que tocava na rádio.

- ‘Cause I am lost, living inside myself, living inside this hell, living outside your love…  - toma mais um longo gole da bebida alcóolica , e volta a cantar quase que em delírio - I am lost, somewhere inside my own dreams, afraid of what life really means, living without of love… - para de cantar e chora convulsivamente.

O castanho observa a cena e nada diz. Põe as bolsas que trouxe em cima da penteadeira, que ainda estava intacta, e nota que o armário onde ela guardava seus “brinquedos” também permanecia intocado, fato que o incomodou um pouco. Ao dar mais alguns passos, desligou o aparelho de som, e feito isso, Lisa imediatamente parou de chorar e olhou para trás, vendo o belo e garboso Aizen ali, de pé, bem no meio do seu quarto.

Um sentimento de fúria tomou conta da jovem, que num rompante, jogou a garrafa que estava em suas mãos na direção dele, que com seus reflexos em perfeita ordem, desviou-se com facilidade da agressão. Inconformada em não ter tido êxito, ela conseguiu dar um shunpo não tão veloz, mas que a pôs de frente à ele, onde ela desferiu um tapa na face do rapaz com toda a sua força, e gritou impetuosa.

- Sai daqui, seu canalha! - deu alguns passos cambaleantes, e grunhiu quando sentiu alguns cacos que estavam no piso perfurarem os seus pés - Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr… que ódio! Culpa sua! - olhou para seus pés que sangravam sem parar.

Ainda em silêncio, o ex-Capitão a coloca por sobre os ombros, e mesmo sob os protestos violentos desta, a leva para o banheiro que tinha em seu quarto, abre o chuveiro, e com o pulso, se certifica que a água está bem fria, a colocando embaixo desta em seguida.

O corpo feminino treme ao contato com o gélido líquido, mas sua boca não consegue articular mais nada, nem mesmo um xingamento pra aquele pulha que lhe enfiou ali.

Com a cabeça baixa, mal viu quando ele tirou os seus óculos e desmanchou sua trança de vez, deixando os seus longos cabelos livres. As grandes mãos do homem foram ao cropped que ela usava, e com ligeireza o tirou, indo outra vez ao tronco feminino retirar o sutiã branco que ainda a vestia. Porém, a Vizard lhe deu alguns socos no braço, tentando afastá-lo, mas tudo o que conseguiu foi que ele lhe despisse mais rápido, deixando seus alvos seios de fora. Ele agachou-se e com um só puxão, retirou a curta saia e a calcinha que usava, deixando-a completamente nua na frente dele, que foi para perto da pia, onde retirou seu blazer num tom quase creme, o colocando em cima desta, e sem se preocupar com o que a moça pensaria, arregaçou demoradamente as mangas de sua camisa que tinha o mesmo tom do blazer.

Ao terminar, Sousuke volta a se aproximar, e vê que ela está sentada no chão do box. Talvez ela estivesse envergonhada por estar nua, ou por toda a situação em si, mas não se importou com nada disso, pois sentou-se de frente aos pés dela, e impondo suas mãos, fez com que uma reiatsu fraquinha emanasse delas, e estes, que estavam bastante feridos, começaram a cicatrizar imediatamente.

- Aizen… - sussurra um tanto espantada, olhando diretamente nos castanhos orbes dele - Porque?...

Com o indicador em seus lábios, ele a impede de terminar seu questionamento.

- Fique aí, embaixo do chuveiro, e demore o tempo que precisar. Vou lá fora arrumar o estrago que fez em seu quarto. Depois volto para ver como está. - se levanta e ao sair, deixa a porta entreaberta.

Ao ver que não tinha mais feridas ou cicatrizes onde se machucou, a ex-Tenente não sabe o que pensar. Essas atitudes gentis e aparentemente desprendidas a estavam confundindo, atordoando. Era tudo muito contraditório…  mas era assim que se sentia: perdida, desnorteada, sem rumo…

Decidiu fazer o que ele disse, e ficaria embaixo da água corrente, pois se lembrou do que um conhecido ditado popular dizia, que a água lavava tudo. Quem sabe as águas que caíam por sobre si lavariam seus pensamentos? Quem sabe, lavaria sua mente e seus espírito, que estavam infectados por todo o charme e magnetismo daquele fascinante e desgraçadamente lindo homem…

 

Depois de uns quinze minutos Sousuke reaparece, e Yadomaru continuava onde estava, mas seu corpo tremia devido ao frio que tomava conta dele. O rapaz fecha o registro, e pega uma toalha que estava pendurada num suporte próximo. Com cuidado, a segura pelos braços, a colocando de pé, e com movimentos suaves, seca delicadamente o seu corpo.

Sentir a textura macia da toalha, aliada à sutileza da movimentação do homem a fim de enxugá-la, fez com que Lisa se aquecesse novamente. Mas não era um calor lascivo ou libidinoso, era uma calidez pura, sincera, livre de malícia, pois não notava tais sentimentos maldosos vindos dele. Por mais que não quisesse admitir, naquele momento, ele só queria ajudá-la… só queria tirá-la daquele lamaçal que ela mesma se chafurdou.

Ao terminar de secar as torneadas pernas da Vizard, ele se levanta, e vai para detrás dela, onde passa a enxugar-lhe os longos cabelos negros, que mesmo desgrenhados, eram sedosos ao toque. Sorriu pra si mesmo, pois gostou da sensação de cuidar de alguém… de saber que seus carinhos e atenção se faziam necessários ali… de ver que a mulher que queria pra si precisava de seus cuidados …

Ao avistar um felpudo roupão que jazia próximo ao lavatório, ele o pegou, e vestiu a morena com develo. Ela o mirou e o olhar dele a hipnotizou por alguns segundos, pois não conseguiu desviar-se dele, por mais que tentasse.

O castanho percebeu que Lisa, por pouquíssimo tempo, foi grata ao que ele fez por ela, e com um meio sorriso no rosto, a pegou no colo e a levou para a cama.

Cuidadosamente, a deitou ali, a recostando na cabeceira desta, que estava cheia de muitas almofadas e travesseiros, objetos esses que ele trocou as capas e fronhas, pois todos estavam no chão cheio de cacos quando ele foi arrumar toda aquela balbúrdia.

A morena percorreu o perímetro do quarto com seus orbes turquesas, e se admirou por tudo estar tão limpo e organizado. Claro que muitos objetos foram perdidos como consequência de sua repentina loucura, mas Sousuke fez um ótimo trabalho deixando o lugar impecável, e, infelizmente, tinha que dar o braço à torcer quanto à esse fato.

Ele vai até a penteadeira e pega uma caneca de louça, entregando-a em seguida nas mãos da Vizard.

- Tome tudo. - a frase não pareceu um pedido.

Ela o mira intrigada.

- Isso é café?

- Sim. Achou mesmo que não saberia mexer em algo tão rudimentar como uma cafeteira e preparar essa bebida? - ele vê a cara de paisagem dela e continua sua fala, visivelmente entediado - Vamos, beba. Ouvi dizer que é muito bom para porres homéricos como o que você tomou.

- Quem disse? Dr. Google? - questionou com um leve sorriso, e ele retribuiu o gesto.

- Sim, eu li na internet. - seu olhar volta a mesma seriedade de antes - Não faça mais isso. Sabe bem que gigais não foram feitos para ingerir tanto álcool, e que as bebidas humanas são muito mais fortes do que as da Soul Society. Poderia ter entrado em coma por conta disso.

- Eu sei… - abaixa o olhar com um quase arrependimento nele, e toma todo o líquido de uma vez, quase se engasgando ao fazê-lo - Cof, cof, cof… Eca! Que troço ruim! Não botou açúcar nessa porcaria? - indagou irritada e sua cabeça doeu de forma aguda.

- Não. No site dizia que era pra tomar ao natural, bem amargo. - se aproxima, retirando a camisa que estava bastante molhada - Se importa?

Lisa engole em seco, e fala fingindo desdém.

- Por mim…

- Certo então. - se senta na cama, a puxa para cima de si, se recostando na cabeceira, e ajeitando a mulher em seu colo, a estreitando contra seu peito nu, e acariciando seus cabelos úmidos - Feche os olhos, Lisa. Precisa descansar.

Ela ia protestar, mas se sente repentinamente sonolenta, e seus olhos começam a cerrar-se vagarosamente. Mas antes de cair num sono profundo, ela aproxima seus lábios dos dele, e fala sem muita convicção.

- Eu te odeio, Sousuke… - as palavras são proferidas com sua boca colada à dele, que aproveita o ensejo, para tomá-la para si lentamente, languidamente, num óculo calmo e singelo.

A bela Capitã adormece em seus braços, e muito graças à reiatsu minimamente calculada que ele desprendia de si. Isso seria bom para que descansasse e acordasse no dia seguinte sem os piores efeitos da ressaca.

Olhou para a janela e admirou o céu cheio de estrelas. Sempre odiou tudo o que era simples, tudo o que era corriqueiro, mas está ali, ao lado de Lisa, era o que mais desejava naquele momento, e tal cenário era algo tão comum, tão fugaz…

Sinal de que alguma coisa também mudava dentro de si. Só não sabia se estava realmente preparado pra isso…

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No terraço do edifício da 3ª Divisão, Rose estava sentado em uma cadeira simples de madeira, e calmamente dedilhava seu violão acústico Yamaha, extraindo notas suaves de uma melodia do Mundo dos Vivos, e como espectadora de sua performance, estava Apacci, que sentada no beiral da varanda, apreciava os acordes tocados por seu amado, que com sua voz aveludada, passou a entoar a bonita canção.

 

I look at you all, see the love there that's sleeping

While my guitar gently weeps

I look at the floor and I see it needs sweeping

Still my guitar gently weeps

I don't know why nobody told you

How to unfold your love

I don't know how someone controlled you

They bought and sold you

I look at the world and I notice it's turning

While my guitar gently weeps

With every mistake we must surely be learning

Still my guitar gently weeps

I don't know how you were diverted

You were perverted too

I don't know how you were inverted

No one alerted you

I look at you all, see the love there that's sleeping

While my guitar gently weeps

I look at you all

Still my guitar gently weeps

 

A Arrancar o mirava com suma admiração, pois Otoribashi era um homem sensível, culto, muito diferente de si mesma, que sempre fora impaciente, brigona e questões de finesse nunca foram seu forte. Além de tudo, ele era bonito, elegante, e seus longos e ondulados cabelos loiros a encantavam tanto quanto sua palavras gentis e seus gestos nobres. Estava apaixonada, essa era a verdade. Apaixonada por aquele ser a quem deveria odiar, mas que a conquistou de tal forma, que mataria e morreria por ele, sem ao menos duvidar ou hesitar.

Escutá-lo cantando para si era um grande refrigério, pois em toda sua vida no Hueco Mundo, só o vazio e desolação imperavam em sua rotina, e se não fosse por Halibel, ela, Sung-Sui e Mila Rose estariam mortas há tempos. Conhecê-lo naquele lugar tão inóspito, em meio à uma missão de reconhecimento, lhe reacendeu a esperança de ser feliz um dia, e agora o era. Era a mais feliz das mulheres, e faria de tudo para torná-lo o mais feliz dos homens.

O casal continuava sintonizado e absorto no ritmo da canção, não percebendo que nos arredores do Esquadrão, tinha uma pessoa que os espionava, e que tomada por um ódio mortal ante aquela cena, oprimia os punhos com força, quase cravando suas unhas na própria carne. Essa pessoa era Soi Fon, que grunhia raivosa, se virando, e caminhando à passos largos, ia em direção ao Quartel da 1ª Divisão, onde faria sua milésima queixa à Shunsui Kyoraku, para que este tomasse as devidas providências quanto à essa absurdo que era o relacionamento de um Capitão com uma Arrancar.

- Bando de miseráveis… como pode trazer essa criatura horrenda para cá? Como pode… - divaga sozinha, fazendo cara de nojo - Tocar intimamente uma mulherzinha dessas… e fazer… sexo, como se isso fosse normal? Que asqueroso! - sente seu corpo todo resetar - Mas isso vai acabar! Se o banana do Kyoraku não der jeito nessa balbúrdia, eu mesma darei! Irei até a Central 46 e...

Não termina de falar pois tem seu braço fortemente puxado, e seu corpo estreitado contra o de alguém bem mais alto, que lhe lança um olhar que era um misto de melancolia e desprezo.

- Não se atreva a mexer com o Capitão Otoribashi, ou irá se arrepender amargamente. - a voz firme do Tenente a fez tremer inesperadamente.

- Como ousa me enfrentar? Tu é um mero 2º Posto Kira. Não tem chance alguma em um embate contra mim! - ela desdenha do loiro, que permanece impassível.

- Isso é você quem acha. Quer mesmo pagar pra ver?  - aproxima seu rosto do dela, que momentaneamente, se sente perdida naqueles orbes azuis claríssimos - Não sou Tenente à toa, e tenho meus méritos. Jamais fui desrespeitoso contigo ou com quem quer que seja aqui no Sereitei, mas não vou permitir que prejudique meu Capitão, e muito menos que se intrometa desse modo invasivo na vida íntima dele, fui claro? - sua seriedade assusta a franzina Capitã.

- Desgraçado… - tenta com o braço livre acertá-lo com um golpe veloz, mas este a segura com firmeza, e a imprensa contra uma árvore próxima, onde seu corpo cola de vez ao dela, e ambos sentem uma calidez sem igual os percorrerem por inteiro.

- Não faça mais esse tipo de gracinha, pois não sou tão idiota como me pintam por aí. - seu rosto fica a milímetros do dela, e sentir a respiração dele contra a sua pele a faz contrair em sua parte mais íntima, de um jeito que nem sua adorada Yoruichi conseguiu - Por meu jeito calmo e centrado, posso parecer tolo e vulnerável aos olhos dos demais, mas não se engane. Sou tão letal quanto você ou qualquer um da sua Divisão.

- Pretensioso… - vocifera furiosa - Não tem noção das asneiras que diz. Sabe que desacatar um Capitão é estritamente contra as leis, sujeito à execução, ou se esqueceu disso? - sorri sarcástica - Vai se arriscar a morrer por Otoribashi e sua vagabunda?

Ele a empurra mais violentamente contra a árvore e diz convicto.

- Vou reformular a sua pergunta, e dirigi-la a ti mesma: será que alguém de seu Esquadrão estaria disposto a morrer por você se não fosse por dever? Tem apreço suficiente de seus subordinados para que eles a defendam com unhas e dentes caso estivesse no lugar de Rose? - ela abaixa a cabeça, pois sabia muito bem qual era a resposta - Sabe que não… sabe que não conta com a empatia e amizade de ninguém aqui, portanto, deixe meu Capitão e sua namorada em paz, senão irá sentir na carne o que um reles 2º Posto como eu é capaz de fazer.

A solta e caminha para longe, deixando a morena arfante e possessa.

- Isso não vai ficar assim, Kira! - ela grita aturdida, mas ele ignora por completo a ameaça, a deixando bastante frustrada.

Sentiu-se estranha, com uma quentura em seu corpo que jamais tinha experimentado antes. levou a mão até seus lábios, pois quase sentiu os dele os tocando, e ofegou ao imaginar que tal ato pudesse mesmo acontecer. A mão livre tocou o baixo ventre, que ainda se contraia sem controle ao rememorar a voz e o agarre do melancólico Tenente.

Com passos duros, se evadiu dali, com a certeza de que algo esquisito aconteceu… de que Kira e ela ainda se confrontariam mais vezes…

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Izuru manteve-se firme por todo o tempo de sua discussão com Soi Fon, mas o fato era que estava em brasas, fervendo por dentro com o tão estreito contato que tiveram naquela discussão. Estava ereto, como no dia em que presenciou Rose e Apacci fazendo amor, e seu pênis latejava só em lembrar da respiração arfante da Capitã, e de como os seus pequenos seios se movimentavam depressa ao se sentir encurralada por si. Estes pareciam redondinhos e eram pequenos como os da Arrancar, e se perguntavam se seriam tão apetitosos como os dela, já que Rose se deliciava quase que arrebatado neles.

Riu sozinho pensando em tais sandices, pois até as pedras que rolavam na Soul Society sabiam que Soi Fon era apaixonada por Yoruichi Shihoin, embora esta gostasse, e muito, de homens e não desse a mínima lasca de esperança para a sua ex-subordinada. Mas, o que ele sabia, era que mesmo não tendo interesse em homens, a morena mexeu consigo, e isso o deixou, mesmo que por míseros instantes, um pouquinho mais feliz.

Com o pensamento longe, ouviu um comentário que quase o fez pular de susto.

- Quem diria que um dia o veria de pau duro. Ainda mais por causa da frígida da Capitã Soi Fon. - ri com gosto da cara atônita do loiro.

- Renij! - eleva sua voz um pouco zangado - Quer me matar do coração? Que faz aqui?

- Me alegra que esteja contente em me ver. - debocha o ruivo - Mas, vamos deixar os rapapés melosos de lado, pois o que tenho a falar contigo é sério.

- Que foi dessa vez, Abarai? - volta a ficar compenetrado.

- É sobre Momo. Preciso que fique de olho nela.

- Porque isso agora? - Izuru indaga curioso.

- Ela tá saindo com o Grimmjow, e sinceramente, não confio totalmente nele. - diz sincero.

- Como é que é? - questiona abismado - Pensei que Hinamori fosse completamente apaixonada pelo Capitão Hirako.

- Era o que eu também pensava, até vê-la aos beijos com o Grimmjow hoje cedo. - suspira e volta aos fatos - Tenho que admitir que ele mudou muito, mas, já o vi com muitas humanas e o que sei, é que ele não se apega à ninguém. Então, meu dever como amigo é proteger Momo, nem que mais tarde ela me odeie por isso.

- Entendo… vou ficar atento, e se algo anormal acontecer, eu te falo. Gosto muito da Hinamori, e não quero vê-la destroçada outra vez. Já não basta o que o desgraçado do Aizen fez com ela… - refletiu sucinto, e logo indagou ao outro - Agora, mudando de assunto, quando voltará de sua licença?

- Não sei se volto… - o olhou de soslaio - Não decidi o que vou fazer ainda, mas, se tiver mesmo que escolher, provavelmente ficarei no Mundo dos Vivos, com ela…

- A ama tanto assim, ao ponto de largar tudo o que conquistou aqui?

-Sim. Eu a amo. - responde sem hesitar.

Kira se aproxima e dá um meio abraço em seu amigo Tenente.

- Te admiro muito por isso, e faço votos que sejam felizes! Pretende conversar com o Capitão Kuchiki sobre isso?

- Não. - é categórico - Ele não quis me receber em nenhum momento quando pretendia lhe explicar meus argumentos e lhe dar uma satisfação, então, agora que o Comandante Kyoraku me deu essa licença pra refletir no que realmente quero, não vou me rebaixar a falar porra nenhuma com ele. Que morra afogado na sua arrogância! Só vou dirigir minha palavra à ele quando tomar uma decisão definitiva.

- Concordo com o seu posicionamento, e volto a afirmar que desejo o melhor pra ti e pra sua futura esposa.

- Obrigado Izuru. Eu aluguei a casa ao lado da de Orihime, e quando tudo estiver ajeitado, darei uma pequena festa só para os amigos, e faço questão da sua presença e a de Hisagi lá. - fica um pouco pensativo - Por falar nisso, cadê ele?

- Está em missão, junto com o Capitão Muguruma e o Capitão Kuchiki.

- Sei… quando ele retornar, peça para que fique de olho na Momo também.

- Sim, eu o farei. - dá um abraço apertado no tatuado e logo segue seu caminho - Até qualquer dia, Renji.

- Até. E cuidado com o que vai sonhar nessa noite! - ri alto - É capaz de até em sonho a insuportável da Soi Fon querer cortar suas bolas!

Kira joga uma das mãos pra cima, e segue para o seu alojamento, enquanto o ruivo abre um Seikamon com sua zanpakutou pra voltar para o seu novo lar.

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Já era tarde da noite, e Momo, que havia evitado os terrenos da 5ª Divisão por todo aquele dia, inevitavelmente teria que voltar para lá, a fim de se apresentar ao seu Capitão, e se recolher aos seus aposentos, pois passar um dia inteiro sumida já foi uma baita insubordinação da parte dela. Depois de tudo o que houve, ainda se encontrava bastante confusa, mas de uma coisa tinha absoluta certeza: adorou o beijo que recebeu de Grimmjow.

Por diversos motivos se sentiu feliz com isso. Não só por ele ser lindo e atraente, mas por ele ter lhe tratado com atenção e cuidado, mesmo se tratando de uma mera desconhecida e potencial inimiga. Ele não se importou com o fato de ela ser uma Shinigami ou de estar chorando por causa de outro homem. Ele só se preocupou com seu bem-estar e conforto, a deixando à vontade e dividindo o consigo o pouco que tinha, e isso foi de uma humildade e desprendimento que muita gente ali na Soul Society não seria capaz de fazer por si, mesmo ostentando o cargo de Tenente.

Distraída enquanto recordava todos os gestos desapegados do Espada, ela nem se deu conta de que já estava dentro de seu Quartel, e quase de frente ao escritório de Hirako.

Quando deu por si, era tarde demais, pois o loiro já estava na sua frente, e com um semblante indecifrável, falou à castanha.

- Venha comigo. Precisamos conversar.

 

 Continua...


Notas Finais


Bem, tomara que tenham curtido o capítulo!

Se quiserem deixar suas opiniões e impressões, sintam-se à vontade!

A música que Lisa cantava é Livining Inside Myself do Gino Vanelli. Taí o link para quem quiser ouvir: https://www.youtube.com/watch?v=MOKLQPPMPdM

A música que Rose cantou foi While My Guitar Gently Weeps dos Beatles. Tbm deixo o link para quem quiser escutar: https://www.youtube.com/watch?v=VJDJs9dumZI

O link da fanart completa: https://78.media.tumblr.com/4101adaea7d322d1460fe38289d0c22e/tumblr_pbrt110g5N1wbwdwfo1_540.jpg

Até quinta!!! Bjos!!!


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