História Uma Chance Para Recomeçar - Capítulo 54


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Categorias Bleach
Personagens Aikawa Love, Aizen Sousuke, Akon, Byakuya Kuchiki, Cirucci Sanderwicci, Grimmjow Jaegerjaquez, Hanatarou Yamada, Hinamori Momo, Hirako Shinji, Hiyori, Ichigo Kurosaki, Isshin Kurosaki, Izuru Kira, Karin Kurosaki, Kenpachi Zaraki, Kensei Muguruma, Mashiro Kuna, Mayuri, Nanao Ise, Nelliel Tu Odelschwanck, Nemu Kurotsuchi (Nemuri Nanagou), Nnoitra Gilga, Orihime Inoue, Rangiku Matsumoto, Renji Abarai, Retsu Unohana, Rouse, Rukia Kuchiki, Sado Yasutora, Sajin Komamura, Shihouin Yoruichi, Shunsui Kyouraku, Shuuhei Hisagi, Soi Fong "Soifon", Szayelaporro Granz, Tatsuki Arisawa, Tier Harribel, Toushirou Hitsugaya, Ukitake, Ulquiorra Schiffer, Urahara Kisuke, Uryuu Ishida, Yadoumaru Lisa, Yuzu Kurosaki
Tags Ailisa, Aizen X Lisa, Bya X Hime, Byakuya Kuchiki, Cirucci Sanderwicci, Coyote Stark, Emilou Apacci, Franceska Mila Rose, Ggio Vega, Grimm X Momo, Grimmjow Jaegerjaquez, Hachigen Ushoda, Hiyori Sarugaki, Ichi X Ruki, Ichigo Kurosaki, Isane Kotetsu, Isshin Kurosaki, Izuru Kira, Juushiro Ukitake, Karin Kurosaki, Kensei Muguruma, Kisuke Urahara, Kukkaku Shiba, Lisa X Aizen, Lisa Yadomaru, Loly Aivirrne, Love Aikawa, Mashiro Kuna, Mayuri Kurotsuchi, Momo Hinamori, Nanao Ise, Nelliel Tu Oldeschwanck, Nemu Kurotsuchi, Nnoitra Gilga, Orihime Inoue, Rangiku Matsumoto, Renji Abarai, Retsu Unohana, Rojuro Otoribashi Rose, Romance, Rukia Kuchiki, Ryuuken Ishida, Shin X Ran, Shinji Hirako, Shunsui Kyoraku, Soi Fon, Sousuke Aizen, Szayel Aporro Granz, Tatsuki Arisawa, Tesla Lindocruz, Tier Halibel, Toshiro Hitsugaya, Ulquiorra Schiffer, Uryuu Ishida, Yasutora Sado Chad, Yoruichi Shohoin, Yuzu Kurosaki, Zaraki Kenpachi
Visualizações 62
Palavras 4.451
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amores!

Cá estou eu com mais um capítulo fresquinho da tramam, e sem mais delongas, tenham uma ótima leitura!!

OBS: a arte da capa é de minha autoria!!

Capítulo 54 - Intransigências, esclarecimentos e expectativas


Fanfic / Fanfiction Uma Chance Para Recomeçar - Capítulo 54 - Intransigências, esclarecimentos e expectativas

Um profundo e tenso silêncio se deu entre os dois Kuchikis, que se encaravam com os cenhos franzidos, nitidamente insatisfeitos com aquela situação.

Ginrei era um homem metódico, e assim sendo, gostaria de resolver a questão nos terrenos pertencentes ao clã, longe das vistas e ouvidos da plebe, mas, com Byakuya atarefado por suas obrigações com o Gotei ao longo de todos esses dias, tal prerrogativa tornou-se inviável, tendo o idoso que submeter-se a ter uma conversa importante como essa em meio às ruas da Sereitei. Rezava em seu íntimo para que tudo isso não passasse de fofocas de gente à toa, porém, devido à súbita mudez de seu neto, algo lhe dizia que os boatos estavam mais perto da verdade do que inicialmente supunha.

O mais jovem inspira profundamente, e sem imutar seu semblante sério, responde sem hesitar.

- Sim, estou me relacionando com a humana Orihime Inoue, e pretendo fazer dela minha esposa.

Indignado, o nobre senhor contra argumenta, sem alterar seu tom de voz.

- Não irei permitir. Sabe disso, não sabe?

- Eu já imaginava. - dá uma pausa e depois volta a falar - Não me importo. Minha decisão é definitiva, e nada me fará mudar de ideia. - responde convicto.

- Tem certeza? - o idoso dá mais alguns passos, e fica a milímetros do Kuchiki mais jovem - Ah, meu neto… eu depositei muitas expectativas e esperanças em ti… no seu futuro promissor como Capitão da 6ª Divisão e líder do nosso clã, porém, nos últimos sessenta anos, tu só tem trazido desgostos e decepções. - fecha os olhos com pesar, e passa as mãos por seus grisalhos cabelos - Primeiro foi seu casamento desastroso com Hisana, que além de não possuir linhagem e posses, ainda era uma mulher doente, que não pôde ao menos te dar um herdeiro antes de falecer. Depois, tiveste a audácia de adotar Rukia, trazendo uma desvalida do Distrito 78 para o seio de nossa família, e dando à ela o nosso sagrado sobrenome. Tudo isso eu aceitei… fazendo vistas grossas, pois tinha fé de que, satisfazendo suas vontades de garoto mimado, iria um dia me recompensar, casando-se com uma moça decente, pertencente à uma das casas nobres da Soul Society, e acabaria de vez com esses devaneios juvenis, pois já não é mais um adolescente sem responsabilidades, e sim, um homem, que deveria honrar seu clã acima de tudo.

- Eu sempre honrei o nosso clã, e por causa de tão acintosa honra, sabotei minha felicidade por décadas a fio para satisfazer seus desejos e também os dos demais membros da família. Porém, não mais farei tais coisas… e saiba o senhor que Orihime é uma mulher muito decente. Tão decente quanto qualquer menina das mais ilibadas casa da nobreza. - o moreno é firme em suas palavras.

- Não duvido que ela seja uma moça decente, mas, isso só é válido no mundo onde ela vive. Aqui, ela não passa de uma…

- Não se atreva a dizer qualquer coisa ofensiva à Hime, pois esquecerei o devido respeito que lhe tenho. - Byakuya o interrompe furioso - Já disse e vou repetir para que me entenda definitivamente: vou me casar com Inoue, quer o senhor queira ou não.

O homem de brancos cabelos se afasta alguns metros, e depois volta o seu olhar gélido para o neto, que o mira de igual forma.

- Te digo que se continuar com essa sandice vai ter muito a perder… é de seu conhecimento e de todos aqui na Sereitei de que a capitania da Divisão 6 é por direito dos Kuchikis, e friso que se insistir nesse… - sua voz transmite um notório asco - Casamento, irei te destituir como líder do clã e te expulsar dos nossos terrenos, assim como farei um requerimento ao Comandante Geral, exigindo o meu retorno ao cargo, já que não sendo mais um Kuchiki, não poderá exercer seus deveres como Capitão da mesma.

Byakuya arregala levemente os orbes azuis, pois não contava que seu avô fosse ser tão intransigente e severo consigo. Acreditou piamente de que se impondo, como sempre fez anteriormente, iria conseguir novamente o que queria, mas dessa vez, não iria ser nada fácil convencê-lo como fora no passado.

- Não pode fazer isso. - tenta manter-se seguro diante do mais velho - Sou o líder, aquele quem dita as regras, e não pode…

- Posso e farei, pois tenho a maioria esmagadora dos outros membros da família ao meu lado. Portanto, reflita com cuidado no que é mais importante para ti: se o conforto e o luxo que o nosso clã lhe oferece, juntamente com a capitania à qual dedicou boa parte da sua vida, ou essa… humana. - outra vez se aproxima do belo Capitão, e lhe adverte severamente - Outra coisa que me incomoda, e muito, é essa sua repentina amizade com esses… Vizards e suas concubinas Arrancars. Se afaste dessa gente.

- Jamais. - foi categórico - Conheceu à todos muito bem, pois era Capitão na época de seus exílios, e…

- Que foi Aizen e seus comparsas que os pegaram em uma armadilha sórdida… - o cortou com um meio sorriso sarcástico no rosto - Eu conheço essa história e de verdade, sinto muito por todos eles. Mas, isso não muda o fato de que essas pessoas carregam Hollows asquerosos dentro de si, e que ainda tem a coragem e a empáfia de se deitarem com mulheres ainda mais… abomináveis do que eles próprios.

- Não diga tolices, avô! - o nobre de negros cabelos levanta a voz para o mais velho, que fica aturdido com a reação de seu neto - Já cometi o mesmo erro que o senhor, ao destratar e julgar essas Arrancars e aos meus colegas Capitães, e me arrependi demais de tê-lo feito. Apacci e Sung-Sun são boas moças, e tanto Muguruma como Otoribashi tem se mostrado muito mais amigos da minha pessoa do que qualquer dos nossos parentes, que sempre foram distantes e indiferentes aos meus problemas e às minhas dores. - dá as costas ao ex-Capitão e diz com uma pontinha de tristeza em sua voz - Se tiver que deixar tudo isso para trás, o farei. Pois, se para permanecer em meio ao luxo e manter meu posto no Gotei, o preço a se pagar será ter que conviver eternamente com gente despiadada e indolente como os membros do clã dos Kuchiki, então, prefiro viver como um humano qualquer, ao lado da minha doce humana Inoue, que me ama por ser quem sou, e não pelas posses que nem ao menos possuo. Passar bem, Ginrei Kuchiki.

O rapaz de cabelos negros anda altivamente até o quartel da 1ª Divisão e seu avô, ainda abalado com as palavras cortantes do mesmo, leva a mão ao cenho, o esfregando vagarosamente, pois uma repentina dor de cabeça o afetou, deixando-o zonzo e confuso. Byakuya não iria ceder, disso ele tinha a mais absoluta certeza.

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Nos aposentos de Rose, este estava na beirada de sua enorme king-size, onde dedilhava seu velho companheiro, o violão acústico Yamaha, e deste tirava algumas tristes notas, e umas poucas lágrimas também rolavam por seu longilíneo rosto, pois um sentimento de genuína impotência se abateu sobre si.

Jamais pensou em ser pai, pois, em sua condição de exilado no Mundo dos Vivos, isso seria algo inviável, visto que uma criança fruto de uma relação sua com uma humana poderia nascer como uma completa aberração, ou simplesmente um humano comum, que envelheceria e morreria com toda certeza muito antes de si próprio. Por tais motivos, sempre evitou relações mais profundas, que tivessem por consequência uma criança em jogo. Mas, quis o destino que toda a verdade viesse à tona, e que seu exílio, juntamente com o dos outros Vizards fosse revogado, e que seu sonho antigo, de voltar às fileiras do Gotei fosse realizado, e nesse ensejo, conhecesse Apacci, sua adorada Arrancar, em sua missão de reconhecimento ao Hueco Mundo, lugar ao qual nunca havia pisado antes, e que não imaginava que ali, naquela imensidão inóspita de areia e vazio, encontraria o grande amor da sua vida.

Suspirou com consternação ao mirar para trás, e ver sua mulher dormindo em uma aura de aparente tranquilidade. Sabia que era somente o efeito do sedativo que Retsu lhe deu, e que quando ela acordasse, estaria destruída, pois lhe dar um filho significava muito para alguém que se cria oca… desprovida de sentimentos… significava a esperança de mais uma vez evoluir, galgar um degrau além do que até mesmo Aizen previu para seus peões…

A bela morena começou a mover-se, e ele, recostando seu violão na parede, chegou-se mais perto dela, que abria seus bicolores orbes morosamente, se acostumando com a luz daquele dia ensolarado, que entrava sorrateira por entre as frestas da cortina.

- Rose… - ela murmurou num fiapo de voz - Eu… me sinto… péssima… - se recosta na cabeceira da cama e começa a chorar, porém, de modo mais discreto - Jamais pensei que iria me sentir tão infeliz… - detém seus olhos nos chorosos dele - Me perdoa...

Ele a abraça com muito carinho, e afagando suas mechas escuras, diz compreensivo.

- Não se culpe, por favor. Eu não tenho nada o que perdoar, minha linda… - acaricia o rosto feminino com sutileza e sorri confiante - Tenho fé de que haverá uma solução para o nosso caso, e se por um acaso não for possível ter um filho nosso, podemos adotar uma criança, se assim o desejar. Não vamos ser menos pais por criamos um bebê que não tenha o nosso sangue, não é mesmo? - pisca com cumplicidade, e ela esboça um sorriso.

- Ai Rose… não sei o que seria de mim sem você… sem o seu amor… - o beija de leve nos lábios.

- Sou eu que não sei o que seria de mim sem ti… - contempla a perfeita face de sua amada Emilou, enternecido com a sua singela beleza - Eu te amo… nunca se esqueça disso...

Ambos continuam abraçados, recostados em sua cama, trocando suaves carícias e delicados ósculos, esperando aquela dor se abrandar em seus corações, pois, bem no fundo destes, tinham a confiança de que conseguiriam, cedo ou tarde, realizar seu sonho de formar uma família.

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No grande salão da 1ª Divisão, os Capitães estavam perfilados, e seus Tenentes atrás dos mesmos, somente esperando pela chegada de Kyoraku para começar a reunião. Desde o fatídico dia do rebaixamento de Soi Fon e do banimento de Lisa, que não se reunia à todos, e uma suspeita de fuga criminosa dos Hollows modificados de Kurotsuchi foi motivo mais do que suficiente para deixar o bonachão Shunsui com sua intuição em alerta máximo, e ter convocado à todos em caráter de urgência.

Um burburinho irritante ecoava pelo local, quando Kyoraku apareceu, fato que fez o barulho se encerrar no mesmo instante, e o veterano iniciar a pauta a ser discutida.

- Creio que não devo ficar me estendendo quanto às razões para ter convocado essa assembléia, portanto, vou direto ao que interessa. - um pouco entediado, ele passa a discursar com mais eloquência - Akon, 3º Posto da 12ª Divisão, me entregou um relatório detalhado quanto à fuga dos Hollows modificados do laboratório 7, e me garantiu, que esta, assim como a outra fuga que sucedeu há meses atrás, foram propositais, facilitadas por alguém que conhece bem as dependências da Divisão em questão, e sabia manejar minimamente os equipamentos existentes por lá.

Mais um intenso burburinho se dá, e Ukitake, pedindo a palavra, se manifesta.

- Existe algum suspeito?

- Bem… o primeiro seria o próprio Kurotsuchi, visto o seu sumiço de semanas, e que esse se deu depois que houve a última fuga, e em seguida, aquela sofrível reunião em que Soi Fon e… - para e ri anasaladamente - Ah… todos vocês sabem o que aconteceu… - exausto, se senta em sua cadeira.

- Não acredito que Mayuri seria tão leviano ao ponto de se atrever a fazer algo assim. - observou Komamura - Tá certo que ele possui métodos bizarros, mas…

- Eu não duvido nada. - Kenpachi diz tranquilamente - Aquilo é um lunático, e não me admira que ele tenha feito esse escarcéu só para chamar a atenção pra si e seus experimentos doidos.

- Tenho que, pela primeira vez, concordar com o Zaraki. - Shinji fala também movido por um enorme tédio - Todos sabem que aquele idiota não era nem pra ser Capitão, quanto mais chefe de um departamento tão importante que é o de...

Não termina de falar, pois o aludido aparece na porta do salão, para a surpresa dos demais presentes.

- Tsc, tsc, tsc… - estala a língua em sinal de reprovação - Que coisa mais sofrível fazer uma reunião para achincalhar um colega ausente… - olha para o Kyoraku com um sádico sorriso no rosto maquiado - Estou decepcionado Shunsui. Sei coisas realmente comprometedoras de muitos dos presentes aqui, porém, nunca abri minha boca para acusar ou difamar ninguém, sendo que bastou desaparecer por alguns míseros dias, para conjecturarem o pior sobre a minha humilde pessoa… - seu tom é de pura ironia.

- Me poupe, Mayuri. Nos diga então onde esteve por todos esses dias, para que possa assim afastar qualquer suspeita  sobre sua “imaculada” figura. - o Comandante debocha fazendo aspas com os dedos.

- Bom… já que é assim… - com o seu sorriso amarelo ainda mais largo, Kurotsuchi vai à passos vagarosos para o meio do salão, onde começa a sua explicação - Foram dois os motivos que me levaram a enclausurar-me no “Ninho de Vermes”: o primeiro deles era saber porque, em menos de dois meses, os meus laboratórios foram invadidos, e meus amados Hollows soltos. E segundo… - olha de soslaio para seus colegas - Por uma curiosidade de cunho mais pessoal, onde eu teria que ter total silêncio e privacidade para concluir minhas pesquisas.

- E a que conclusão chegou nos dois casos? - Kuchiki o inquire mais duramente.

- Que a fuga dos meus “bichinhos de estimação” se deve à obra de um Arrancar, e antes que venham me jogar pedras - tira um grosso relatório debaixo de seu haori, e o entrega nas mãos do moreno veterano - Pode ver que tenho provas que apontam para essa minha dedução.

- Mas que merda é essa Mayuri? - Juushiro fica cara a cara com o citado - Vai querer iniciar uma guerra contra o Hueco Mundo, fazendo acusações inverídicas?

- Tranquilo Juu… - ri de canto - Não é assim que a sua adorada Halibel te chama na intimidade de sua cama? - pisca, e o platinado deixa sua reiatsu transbordar em sinal de aviso, pois detestou o jeito pejorativo e desrespeitoso com que o outro se referiu à sua relação - Pode baixar sua bola, bonitão, pois nunca disse que era uma das Arrancars que frequentam a Soul Society. - revira os olhos enfadado - Disse que era um Arrancar, mas, este provavelmente foi uma de minhas cobaias, dado o modo como agiu, tendo plena certeza de como tudo em meu sagrado lar funcionava. E pelo o que eu saiba, nem a sua… voluptuosa namorada e nem a três gracinhas que andam com ela, já passaram por minhas… mãos… - seu tom é extremamente jocoso, ato que aborrece não só à Ukitake, como a Kensei também.

Sem paciência alguma, Kyoraku se levanta e vai até o provocativo Capitão da 12ª Divisão, e o pegando pelo braço, aperta o seu agarre com mais força, e grita quase aos cuspes na cara deste.

- E o outro maldito assunto que te fez sumir? O que é, e no essa droga que pode nos afetar? Responda diretamente, pois não estou mais afim de suportar suas ironias. - falou tão sério que o sorriso do maquiado Shinigami morreu na mesma hora, e engolindo em seco, passou a falar com um tom mais amistoso.

- Eu… fiquei muito curioso quanto ao fato da ex-Espada Nelliel Tu Odelschwanck estar esperando uma criança do ex-Tenente Renji Abarai, pois havia feito vários e vários testes anteriores com minhas cobaias vindas do Hueco Mundo, e os resultados destes foi uma expressiva, porém contundente baixa fertilidade em todos. Taxa esta que girava em torno de 15 à 25% de chances de gerar uma vida por meios naturais. Porém, peguei minhas pesquisas anteriores e mais algumas amostras de Arrancars, os quais o senhor, Comandante Shunsui, sabe muito bem quem são, concluí que com o uso dos nossos gigais, a fertilidade destes passou desse baixíssimo percentual para quase 100% , coisa que nem mesmo nós, em nosso estado natural, possuímos.

Mais um incessante falatório se deu, e ainda atônito, pois isso afetava diretamente à Nanao e Ulquiorra, o Comandante indaga ao cientista.

- Como isso é possível? Gigais são estéreis!

- Eram estéreis até cem anos atrás, quando usávamos as antigas fontes de águas medicinais do 4º Distrito, que começaram a secar repentinamente. Com isso, fomos obrigados a substituí-las por nossa atual fonte, que fica bem atrás do “Ninho de Vermes”, que é rica em uma substância desconhecida, e que não tinha sido detectada anteriormente, e esta, segundo as minhas incansáveis pesquisas, é a responsável pelo estímulo de fertilidade em ambas as espécies, Arrancars e Shinigamis, pois fiz o teste em mim mesmo no decorrer desses dias, que usei continuamente um gigai durante todo esse tempo, e pude comprovar esse feito sem sombra de dúvidas.

- Só um porém. - Muguruma questiona curioso - Nelliel não usa um gigai feito por você, e sim por Urahara, então, como explica a gravidez dela?

- Simples meu singular Vizard: Kisuke, depois da queda de Aizen, andou trocando tecnologias comigo, inclusive, quanto à fabricação de gigais, onde ele levou uma considerável quantidade de água da nossa fonte mais recente consigo, e com toda a certeza, o gigai dessa moça foi confeccionado com essas águas, o que a levou à uma gestação saudável e sem maiores problemas.

Shunsui, pela primeira vez, ao longo desses dias terríveis em que se afundou numa angustiante depressão, sorri realmente feliz, pois sua doce sobrinha poderia, com mais esse avanço tecnológico, ser mãe sem dificuldade alguma.

“Isso explica a gravidez da Soi Fon,  mesmo usando um gigai pretensamente estéril…” ele pensa consigo mesmo, enquanto mais um falatório insistente reinicia-se.

- Peço calma à todos. - sua atenção se volta para Kurotsuchi - Já que o seu sumiço está devidamente esclarecido, quero que tracemos um plano para pegarmos o intruso que está nos afrontando à todos do Gotei, ao invadir nosso território e uma de nossas Divisões, e descobrirmos qual o seu real intuito com tais atos. - com um discreto sinal, chama à Ukitake que se aproxima respeitosamente - Peça à Tier Halibel que venha à uma reunião estratégica, pois se há algum traidor do nosso tratado no Hueco Mundo, ela tem que estar ciente disto. - o platinado concorda, acenando em positivo - No mais, o que foi discutido aqui ficará única e exclusivamente neste recinto, só sendo autorizado o relatório desta reunião à Otoribashi, que por motivos de força maior não pôde vir. - mira para todos, e volta a caminhar rumo à sua confortável cadeira - Estão todos dispensados.

Uma à um, os Capitães e seus respectivos Tenentes deixam o recinto, e Izuru, que estava substituindo Rojuro, não evitou derramar um sofrido pranto com toda essa história. Todos pensaram, inclusive ele mesmo, que Kurotsuchi tinha feito alguma experiência maluca, e que por um acaso, esta havia resultado na sua desgraçada história com Soi Fon. Mas, provou-se que foi somente mais uma armadilha do destino, que era cruel e sádico, e gostava de zombar de gente introspectiva como ele. Já do lado de fora, ficou mirando as estrelas e divagando sozinho, com seu andar perdido, seguindo à esmo, para onde ele sequer sabia ao certo. Pensava nela… nos seus olhos negros, em seus repicados cabelos de igual cor… em seu sorriso perfeito, e no calor de seu franzino, porém extasiante corpo… nenhuma mulher se comparava à ela, nenhuma era mais bonita, mais enigmática… a amava… infelizmente, vivia e respirava seus sentimentos pela ex-Capitã…

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Observando a minguante lua ao longe, um arfar feminino se dá em meio à um bonito campo florido, onde, sob a luz de uma fraca lamparina, a esquálida mulher, que outrora foi uma poderosa Capitã, pinta um quadro de uma paisagem muito parecida com a qual se encontrava, sendo que em uma das grandes pedras que havia perto de uma macieira, ela desenhou um homem que lhe era, e sempre seria especial, único… seus loiros cabelos ganhavam as últimas pinceladas daquele dia, pois a pouca luminosidade daquele candeeiro era débil, e sua ainda fragilizada visão, devido à todos os fatos ocorridos no último mês, não lograva enxergar mais nada com nitidez.

Inspirou exausta, e retirou a tela do cavalete com sumo cuidado para não manchar sua obra de arte. Sim, esse era um dos muitos quadros que pintava para distrair-se de sua dor, e todos eles tinham algo em comum, aliás, alguém. Nome este que ela sussurrou com nostalgia, ao dirigir-se para a pequena casinha em que vivia no momento.

- Izuru…

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Eram por volta das oito da noite quando Alfred entrega nas mãos de Aizen um envelope muito bonito, que parecia feito à mão por algum artesão bastante habilidoso, e que tinha as iniciais de uma das famílias mais importantes da alta roda da cidade de Karakura, que eram os Hiwara, donos de muitas indústrias do ramo siderúrgico, e beneméritos de várias instituições filantrópicas.

O castanho olha detenidamente para aquele vulgar pedaço de papel, e com um certo desdém, o coloca num aparador ao lado da porta, onde estava de pé, esperando Lisa, que iria, já como sua futura esposa, à um jantar com alguns investidores.

- Me desculpe a intromissão, mas… não vai ao menos conferir o convite, senhor Aizen? - o polido mordomo indaga com um certo receio, pois seu patrão era um homem muito misterioso, e isso, às vezes lhe dava alguns calafrios.

- Não. - responde naturalmente - Deve ser mais uma dessas festas ou coquetéis que não me agradam em absoluto, pois estão abarrotados de gente desinteressante e rançosa.

- Perdão por insistir, mas, os Hiwara são uma família muito tradicional e influente, que podem abrir diversas portas para os seus investimentos. Além do mais, este deve ser o convite para o baile anual beneficente, que angaria fundos para diversas obras de caridade por todo o planeta, e creio que sua noiva e a amiga dela ficariam felizes em ir á uma festa tão concorrida quanto esta.

Sousuke analisa as palavras de seu sábio mordomo, e pensa em reconsiderar sua decisão, pois Albert era um funcionário experiente, e que já tinha trabalhado nas mais requintadas e tradicionais casas daquela cidade e sabia muito bem como funcionava o jogo de poder entre os figurões de Karakura.

- Alguém falou em festa? - Lisa questiona com um cintilante sorriso em seu rosto, seguida de perto por Kukkaku, que também sorria, por certo, por alguma piada de péssimo gosto contada pela própria.

- Um baile, para ser mais preciso. - o ex-Capitão responde, abrindo displicentemente o envelope, e o mirando com certo interesse - Aqui diz que é um baile à fantasia, para arrecadar fundos, a fim de ajudar as crianças em extrema miséria que vivem  na África Central.

Kukkaku ri de se escancarar quando Sousuke termina de falar.

- Você vai estar presente em uma festa para ajudar outras pessoas??? - ri ainda mais - Essa é muito boa!!!

Alfred olha para a hóspede sem nada entender, enquanto Aizen a fulmina com o olhar, e Lisa, sorrindo singelamente, tenta apaziguar os ânimos.

- Menos, Kukkaku… - mira o castanho e lhe enlaça o braço direito, encostando sutilmente seu rosto neste - Vamos, querido! Essas festas costumam ser maravilhosas, e é uma ótima chance para nos divertirmos sem gastar nada! - pisca marota.

- Sempre pão-dura, ex-sócia… - a de cabelos repicados revira os orbes verdes, e se dirige à porta de saída - Não contem comigo para ir à essa chatice! Ainda mais com essas tais fantasias, que não tenho a mínima ideia do que se trata.

- Mas um certo médico, de belos cabelos prateados, com certeza estará lá… não é Alfred? - Yadomaru solta como quem não quer nada.

- Ryuken… vai à essa festa? - indaga em meio à um quase transe.

- Tenho quase absoluta certeza que sim. - o senhor responde honestamente - O Dr. Ishida não é afeito à esse tipo de evento, porém, quando se trata de causas nobres como esta, ele faz questão de comparecer, como o bom benemérito que é.

- Se não acredita em Alfred, pode perguntar pessoalmente ao seu “namorado”, já que está indo se encontrar com ele.

Aizen a ironiza, mas, a líder dos Shibas não presta atenção, e eufórica, dá um beijo na calva testa do mordomo, que fica vermelho como um pimentão, e depois, sai em disparada, descendo as escadas que davam para a parte externa da mansão.

- Vamos logo, casal de palermas! Senão vou me atrasar pra encontrar com o meu Ryuken! - entra no Rolls Royce, e fica inquieta à espera e seus anfitriões.

- Ela está certa. - pega a mão de seu homem e o conduz até às escadarias - Até amanhã Alfred, e bom descanso.

- Obrigada senhorita Yadomaru. Boa noite senhor Aizen.

- Boa noite, Alfred.

Os dois descem os degraus de mãos dadas, e Lisa, na pontinha dos pés, sibila sensualmente perto da orelha dele.

- Quando voltarmos, tenho algo muito legal para fazermos juntos na suíte…

- Que tem em mente…? - questiona instigado pela voz aveludada sussurrada assim, ao pé do ouvido.

- Curioso? - faz um gesto negativo com seu indicador - Não mesmo… só vai saber mais tarde… mas… garanto que não irá se arrepender… - morde a pontinha do queixo dele, que sente seu corpo esquentar somente com esse simples gesto dela.

- Lisa… não me faça desistir desse jantar…

- Não vai desistir de nada, seu bobo! - desce na frente o puxando consigo - Vamos!

O olhar daquele homem que nunca gostou de ninguém a não ser de si mesmo, se perdeu naquele simples, mas sincero sorriso, que iluminava todo o seu ser de uma maneira que nem ele mesmo sabia explicar… será que o que sentia por ela era mais do que adorá-la e venerá-la? Não sabia responder, mas tinha certeza que era bom demais sentir…

 

Continua…


Notas Finais


Bem, o que acharam do capítulo, meus lindos?

Fiquem sempre à vontade para deixarem suas opiniões e impressões, pois estas são muito importantes para mim! Amo saber o que pensam!!!

No mais, agradeço de coração aos favoritos, aos comentários a às visualizações de todos!!! Me despeço por aqui e tenham um maravilhoso fim de semana!!!


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