História Uma criança perdida em Seul (Em hiatos) - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, Joo Heon, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags Showheon
Visualizações 38
Palavras 1.083
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Acabaram meus capítulos prontos, parece que alguém se fudeu kkkkkillme
Boa leitura

Capítulo 3 - O amor compulsivo de Daehyun por gatos


Dormir de novo estava fora de cogitação, já que temia ter outro pesadelo e também porque faltavam vinte minutos para as quatro. Então tratou logo de levantar-se e se arrumar para que Hoseok e o futuro namorado dele não o vissem parecendo um morador de rua.

Trocou de roupa e penteou os cabelos escuros, olhando-se no espelho, notando que aparentava ter pelo menos dez anos a mais do que realmente tinha. Suspirou pesado com a conclusão de que precisava de férias, a campainha tocando logo em seguida com um “ding dong”.

Ao abrir, se deparou com um Daehyun tristonho, um Hoseok sorrindo e o provável Hyungwon com uma expressão tímida no rosto. O rapaz era esguio, tinha cabelos castanhos, lábios estonteantemente grandes e não parecia ser muito mais novo que o próprio Hoseok. Tinha que admitir que o amigo tinha um bom gosto.

— Olá — ele cumprimentou todos com um leve sorriso, eles retribuíram e se abaixou para pegar o filho no colo quando os outros dois já tinham entrado e se sentado no sofá. — Daehyunnie, o que foi, uh? Aconteceu algo na escola?

— Uhm, uhm — o pequenino escondeu a cabeça no pescoço do pai como tinha feito com Hoseok. Ele sempre fazia “uhm, uhm” quando não se sentia confortável para falar de algo.

— Você já tomou banho?

— Uhum — assentiu com a cabeça ainda no pescoço de Hyunwoo, causando-lhe cócegas.

— Ok, então. Você pode ficar no quarto brincando quietinho enquanto eu converso com o tio Wonho?

— Tudo bem.

Então beijou uma das bochechas gordinhas, bagunçou os cabelos dele e soltou-no chão para ir ao quarto.

Hyunwoo se virou para os dois sentados no sofá e se apresentou para Hyungwon com um “prazer em conhecê-lo” que o rapaz retribuiu, Hoseok contou à ele o que havia acontecido na escolinha e ele sentiu um aperto no coração ao pensar que seu filho, seu pequeno urso tinha passado por uma situação daquelas. Obviamente ele não culpava o garotinho que tinha dito aquilo à Daehyun, afinal, assim como seu próprio filho, ele era uma criança e não tinha maldade em suas palavras, era só uma vítima da sociedade preconceituosa na qual eles viviam que problematizava até mesmo um pai solteiro.

Depois de ter servido um café para os dois pombinhos e ter conversado bastante sobre muitos assuntos, eles se despediram e Hyunwoo teve uma ideia pra tentar alegrar o dia tão cinzento de seu pequeno urso.

Ao entrar no quarto dele, viu o mesmo sentado com as perninhas cruzadas enquanto fazia carinho e abraçava um gato de pelúcia que ganhara em um parque de diversões há alguns meses, e ao notar a presença do pai no recinto, se virou pra ele e fez um pedido.

— Appa, eu posso ter um gatinho?

Hyunwoo estranhou a pergunta.

— Mas você já não tem um? — E apontou para a pelúcia.

— Não, appa, eu queria um gatinho de verdade. Uma gatinha fofinha.

— Você quer uma gatinha menina? — Sorriu e levantou as sobrancelhas — se eu te desse uma gatinha, qual nome você colocaria nela?

— Hmm… — Dae colocou o minúsculo dedo indicador no queixo, era tão fofo e hilário ao mesmo tempo — Mi.

Ele apertou mais o gatinho de pelúcia e abaixou o olhar, tímido.

— Por quê Mi?

— Porque Mi é apelido de Sunmi.

Ao ouvir aquele nome, Hyunwoo ficou sem reação.

Era o nome dela.

Da pessoa que menos desejava ver no mundo. Da pessoa que mais sentia raiva e desprezo ao mesmo tempo. Da pessoa que tirara a oportunidade de seu filho de ter uma vida normal como qualquer outra criança.

Era o nome da mãe de Daehyun.

Ele não sabia o que dizer, então apenas sorriu forçadamente, passou mais uma vez a mão nos cabelos do pequeno e começou a se arrumar e arrumar o pequeno para que eles pudessem sair para tomar um sorvete.

☆☆☆☆☆

— Ali, appa, o sorveteiro! — Apontou para o homem com um chapeuz engraçado, empurrando um carrinho com diversos sabores de sorvete estampados. Hyunwoo segurava uma das mãozinhas de Daehyun e eles andaram até o homem.

— Boa tarde — Hyunwoo cumprimentou o sorveteiro — dois sorvetes, por favor.

E Daehyun viu quando o pai informava quais os sabores que iria querer e quando pegou a carteira para pagá-los.

Então um gatinho de pelos compridos e brancos e olhos verdes passou ao seu lado, o pequeno não pôde ficar mais encantado com aquela criaturinha, percebeu também que ele tinha uma coleira com uma plaquinha.

Tentou chegar perto do gato para acaríciá-lo, mas ele se afastou começando a correr, o pequeno indo atrás dele porque aqueles pelos pareciam tão macios! Precisava fazer carinho nele, mesmo que fosse só para as pontas de seus dedinhos encostarem na pelagem tão bonita aos seus olhos. O gato entrou em um carro vermelho que tinha a porta traseira aberta, e se sentou no banco de trás para lamber as patinhas, Daehyun só queria encostar nele, e acabou entrando naquele carro também, se encolheu atrás do banco do motorista, conseguindo fazer com que o gato viesse até si.

Nem viu o tempo passar enquanto se divertia com o animal, tomou um susto quando a porta traseira pela qual tinha entrado fora fechada por fora, um rapaz de cabelo branco se sentou no banco do motorista, nem notando sua presença ali.

— Foxy, vem cá, menino — chamou o gato, este pulou para frente no vão que havia entre os dois bancos, e ficou no colo do possível dono.

Daehyun queria chorar, mas tudo o que fez foi se encolher mais atrás daquele banco. “Se alguém estranho aparecer aqui em casa, se esconda no armário com o telefone e ligue pro número que vai estar colado na parte de dentro da porta”, se lembrava do que seu appa havia lhe ensinado, ele não estava em casa e não havia um celular ou um armário, logo, a única coisa que lhe restava a fazer era se esconder, certo? O carro começou a andar e o pequeno ficava mais e mais assustado. O gatinho Foxy pulou para trás mais uma vez; encarando-o com aqueles olhos verdes que tinham uma fenda no meio. E seu pai, onde ele estava? Não conhecia aquele homem que estava dirigindo, será que ele queria fazer algum dodói em si?

Daehyun só queria o colo de Hyunwoo naquele momento.

E no sorveteiro, quando o Son mais velho se virou para trás e não encontrou seu pequeno urso no lugar que o tinha deixado, sentiu o desespero tomar conta de si.

Ele tinha acabado de perder o filho num parque, e não sabia nem com aquilo tinha acontecido.


Notas Finais


=)


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